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Cuidar do luto e das perdas

26/09/2011

Pertencem, inexoravelmente, à condição humana, as perdas e o luto. Todos somos submetidos à férrea lei da entropia: tudo vai lentamente se desgastando; o corpo enfraquece, os anos deixam marcas, as doenças vão nos tirando irrefreavelmente nosso capital vital. Essa é a lei da vida que inclui a morte.

Mas há também rupturas que quebram esse fluir natural. São as perdas que significam eventos traumáticos como a traição do amigo, a perda do emprego, a perda da pessoa amada pelo divórcio ou pela morte repentina. Surge a tragédia, também parte da vida.

Representa grande desafio pessoal trabalhar as perdas e alimentar a resiliência, vale dizer, o aprendizado com os choques existenciais e com as crises. Especialmente dolorosa é a vivência do luto, pois mostra todo o peso do Negativo. O luto, possui uma exigência intrínseca: ele cobra ser sofrido, atravessado e, por fim, superado positivamente.

Há muitos estudos especializados sobre o luto. Segundo o famoso casal alemão Kübler-Ross há vários passos de sua vivência e superação.

O primeiro é a recusa: face ao fato paralisante, a pessoa, naturalmente, exclama:”não pode ser”; “ é mentira”. Irrompe o choro desconsolado que palavra nenhuma pode sustar.

O segundo passo é a raiva que se expressa:“por que exatamente comigo? Não é justo o que ocorreu”. É o momento em que a pessoa percebe os limites incontroláveis da vida e reluta em reconhecê-los. Não raro, ela se culpa pela perda, por não ter feito o que devia ou deixado de fazer.

O terceiro passo se caracteriza pela depressão e pelo vazio existencial. Fechamo-nos em nosso próprio casulo e nos apiedamos de nós mesmos. Resistimos a nos refazer. Aqui todo abraço caloroso e toda palavra de consolação, mesmo soando convencional, ganha um sentido insuspeitado. É o anseio da alma de ouvir que há sentido e que as estrelas-guias apenas se obscureceram e não desapareceram.

O quarto é o autofortalecimento mediante uma espécie de negociação com a dor da perda: “não posso sucumbir nem afundar totalmente; preciso aguentar esta dilaceração, garantir meu trabalho e cuidar de minha família”. Um ponto de luz se anuncia no meio da noite escura.

O quinto se apresenta como uma aceitação resignada e serena do fato incontornável. Acabamos por incorporar na trajetória de nossa existência essa ferida que deixa cicatrizes. Ninguém sai do luto como entrou. A pessoa amadurece forçosamente e se dá conta de que toda perda não precisa ser total; ela traz sempre algum ganho existencial.

O luto significa uma travessia dolorosa. Por isso precisa ser cuidado. Permito-me um exemplo autobiográfico que aclara melhor a necessidade de cuidar do luto. Em 1981 perdi uma irmã com a qual tinha especial afinidade. Era a última das irmãs de 11 irmãos. Como professora, por volta das 10 horas, diante dos alunos, deu um imenso brado e caiu morta. Misteriosamente, aos 33 anos, rompera-se-lhe a aorta.

Todos da família vindos de várias partes do pais, ficamos desorientados pelo choque fatal. Choramos copiosas lágrimas. Passamos dois dias vendo fotos e recordando, pesarosos, fatos engraçados da vida da irmãzinha querida. Eles puderam cuidar do luto e da perda. Eu tive que partir logo após para o Chile, onde tinha palestras para frades de todo o Cone Sul. Fui com o coração partido. Cada palestra era um exercício de auto-superação. Do Chile emendei para a Itália onde tinha palestras de renovação da vida religiosa para toda uma congregação.

A perda da irmã querida me atormentava como um absurdo insuportável. Comecei a desmaiar duas a três vezes ao dia sem uma razão física manifesta. Tive que ser levado ao médico. Contei-lhe o drama que estava passando. Ele logo intuiu e disse: “você não enterrou ainda sua irmã nem guardou o luto necessário; enquanto não a sepultar e cuidar de seu luto, você não melhorará; algo de você morreu com ela e precisa ser ressuscitado”. Cancelei todos os demais programas. No silêncio e na oração cuidei do luto. Na volta, num restaurante, enquanto lembrávamos a irmã querida meu irmão também teólogo, Clodovis, e eu escrevemos num guardanapo de papel o que colocamos no santinho de sua memória:

“Foram trinta e três anos, como os anos da idade de Jesus/Anos de muito trabalho e sofrimento/Mas também de muito fruto/Ela carregava a dor dos outros/Em seu próprio coração, como resgate/Era límpida como a fonte da montanha/Amável e terna como a flor do campo/Teceu, ponto por ponto, e no silêncio/Um brocado precioso/Deixou dois pequenos, robustos e belos/E um marido, cheio de orgulho dela/Feliz você, Cláudia, pois o Senhor voltando/Te encontrou de pé, no trabalho/Lâmpada acesa/Foi então que caiste em seu regaço/Para o abraço infinito da Paz”.

Entre seus papéis encontramos a frase:”Há sempre um sentido de Deus em todos os eventos humanos: importa descobri-lo”. Até hoje estamos procurando esse sentido que somente na fé o suspeitamos.

51 Comentários leave one →
  1. Edilane permalink
    26/09/2011 23:18

    Também perdi um irmao, uns dos 13. Em circunstâncias parecidas.
    E também senti dor física.E também busco o sentido.

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  2. 27/09/2011 0:06

    Antigamente as pessoas ficam vestidas de preto durante um ano ou mais pela perda de um ente querido. Hoje, de fato,a morte tornou-se apenas um ponto de parada na rotina dos familiares. Mas deixa sequelas como essa: o comprometimento da paz. A menos que façamos uma pausa maior e permaneçamos no luto pelo tempo suficiente à recuperação.
    Que Deus esteja com você nesse momentos.

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  3. REGINA DUBERLEY permalink
    27/09/2011 2:01

    Nao te conhecia sem querer nao sei porque parei na rede TV e assisti uma entrevista c/ voce .Quando fico acordada na madrugada assisto um bom filme TV aCABO
    Mas que sorte descobrir VOCE Estou estasiada quando terminou fui a INTERNET
    procurar LEONARDO BOFF Aqui estou lendo CUIDAR DO LUTO E DAS PERDAS
    e mais sorte ainda voce e BRASILEIRO woooooohoooooooooooooooooooo
    MUITO BOM agora com certeza irei escolher um dos seus livros
    OBRIGADA muitissimo
    REGINA

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  4. 27/09/2011 3:09

    Frei Leonardo,
    Assisti a sua entrevista c/ Kennedy na RedeTV e pelo que li em seus posts espero ter encontrado alívio p/ nossa dor. O Sr. falou sobre os pobres na TV e escreveu sobre a doença aqui. Somos pobres servidores públicos aposentados por invalidez (e não marajás) que tivemos drásticos cortes nos proventos, chegando a receber 1/3 do salário no momento em que + precisávamos, devido à EC41/2003, uma lei infraconstitucional, cuja um dos mentores foi exatamente o Senador José Sarney e o Sr. Lula, distraído ou dominado pelo poder, deixou passar despercebida, sem se dar conta do genocídio que estava provocando. Ou compramos o pão ou os remédios, muitos de nós arrimos de família, despejados de suas casas. Obviamente estamos morrendo à mingua e os poucos que sobraram aguardam a aprovação da Pec270/08. P/ maiores informações entre no site http://www.pec270.net/ e clique em cima à direita se quiser participar do Grupo Pec270 no Facebook, cujo o moderador é o Márlio Castelo, tbém aposentado por invalidez (e-mail: marliocastelo@gmail.com).
    Grata e um cordial abraço,
    Anna Diez

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  5. A.L permalink
    27/09/2011 5:23

    Caro Boff;

    Saudações de sua terra de Santa Catarina. A morte sempre será um enigma, sempre estaremos buscando esse ponto em nossas vidas, como você disse durante o programa do Kenedy Alenncar, “que raio nos espera do outro lado”. A perda também ensina e o lutto é uma metáfora de Deus sempre. Admiro muito sua pessoa e sua luta. Grande abraço, Anísio Lana, Gaspar/SC.

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  6. Louis_Frener permalink
    27/09/2011 6:59

    Meu Deus é isso mesmo o sentimento do luto. Perdi praticamente toda a família , primeiro as amadas irmãs uma com 20, a outra com 30 anos de vida. Um irmão amado com 25 anos de idade, e há pouco minha amada mãe. O luto me encarcerou, me isolei do mundo, passei a culpar DEUS pela minha desgraça. Desejei que cada dia fosse meu último. Hoje mesmo , no melhor amigo do enlutado, o sono pelo cansaço me imaginei sendo embalado pelo colo gostoso de mamãe. Outras vezes me sinto sendo paparicado pelos irmãos queridos , até mesmo volto um pouco no tempo só para sentir minha maninha segurando minha mão e apertando-a forte antes dos aparelhos de mais nada prolongarem aquela vida. Então , procuro as memórias do passado e nada vejo. O luto cega, é uma dor tão egoísta que você passa a não querer dividi-lá com ninguém . Por quê comigo meu DEUS? Que levasse a mim que de nada sirvo para mudar o mundo, dantes meus amados, minha mãe também , já é covardia. Você xinga Deus, se imagina pactuando com o coisa ruim, mas então vê que o diabo não pode te dar de volta o que Deus levou. Mesmo corruído Por dentro vc segue, pois ninguém pode mudar essa realidade dolorosa. Você é obrigado a aceitar, não tem jeito. hoje, quem sabe ê aquele dia a menos. Então levanto , me arrumo vou para o escritório cuidar do problema dos outros, não sem antes pedir a benção de meu pai guerreiro, que dorme no quarto ao lado, rodeado pelos meus cães e gatos . abro as janelas , meu vizinho comenta q o dia está lindo. Penso, claro vc não perdeu ninguém, deve ser lindo um dia de primavera, mas pra mim egoísta e a pior das criaturas é só mais um dia (vazio). Eu, amar alguém , nunca mais! Tudo q eu amo morre. Por isso nunca disse ao meu pai o quanto o amo. Sou jovem ainda, mas do que me adianta, se a vida é tão amarga. Ao final da tarde volto para casa, e me vejo como se tudo se repetisse. Mas meus animais são tão folgados que tenho q dar colo e brincar com todos, mostrar q os amo sem distinção. Meus instrumentos mais de ano não emitem um belo acorde. Tomo meu Valium e apago, poise amanha quem sabe? …
    Nelson Louis Frener

    Curtido por 1 pessoa

    • 27/09/2011 16:23

      Nelson,
      Entendo seu estado de alma. Acho que vc vive a situação de Jó que reclamou, com razão, muito de Deus. Não entendia por que perdeu toda a familia e propriedades. Há momentos que devemos ser como Jó: chorar diante de Deus.Até que Jó, ao contemplar a dimensão de luz da vida (e ela tem essa dimensão que some no luto) disse: Já não abro mais a boca.
      Sei de Deus, não por ouvir dizer, mas porque meus olhos o viram. Fez uma experiencia de sentido. E fez um canto de louvor de grande beleza literária.
      Depois, se puder lhe aconselhar, leia os salmos, especialmente, aqueles de perseguição e de misericordia como o salmo 103. Ai encontra pensmentos de grande consolo.

      Mas quem aguenta o luto e as trevas da vida, com perseverança, vai ver a luz e um sol naserá em sua vida.

      Com solidariedade e com-paixão (no sentido budista de sofrer junto)

      Lboff

      Curtido por 1 pessoa

      • Heloisa Cunha permalink
        01/10/2011 16:46

        Meu amado e querido irmão Leonardo Boff, estive pessoalmento com você em Montes Claros há muitos anos… na passagem da caravana da cidadania durante campanha do então canditado Luís Inácio. Ganhei de você um broche, o único que tive da estrela que sonhamos um dia ser a esperança. Chorei ao ler o texto “Cuidar do Luto e das Perdas…” E senti profunda compaixão pelo Nelson… Porque se há algo que verdadeiramente nos irmana é a dor! Sobretudo a dor da perda. Há muitos anos ganhei um estudo sobre Jó, talvez seja bom refazê-lo, embora ele murmure, queixe-se demais…e é o que mais tenho feito. Penso que talvez precisasse mudar, esforçar-me para uma mudança de postura, fala, pensamentos. Não sei ao certo Só sei que encontrar seu texto foi deparar com alguém que consigou a empatia com meu sofrimento nesse momento, a dor do Nelson e de tantos outros…
        Um grande e afetuoso abraço!…

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  7. 27/09/2011 7:17

    Creio que nunca superei a morte de meu pai, mas a certeza de que sou o elo entre ele que se foi e o mundo que ficou é que me dá um pálido conforto de que, de certa forma, ele continua presente entre nós, nessa terra onde todos somos estrangeiros…..

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  8. Gilson Alves Barbosa permalink
    27/09/2011 8:48

    Compreender a impermanência da vida e ter Deus (Cristo) presente em nosso dia a dia. Esse é o meu caminho no luto que vivêncio a 2 meses quando também, repentinamente, meu pai partiu ao encontro dele o Cristo ressuscitado. Apesar da tristeza que às vezes me assalta, fico feliz por saber que ele na sua simplicidade e silêncio que sempre preservou, fez-se samaritano, acolheu e serviu Jesus Cristo que muitas vezes bateu à sua porta, faminto, esfarrapado, doente. Nunca se negou a fazê-lo e o fez sempre de coração aberto.

    Abraços

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  9. 27/09/2011 9:33

    Os homem são como as borboletas, seu corpo, seu casulo e quando da morte torna-se uma linda borboleta que irá viver em um lindo campo florido ( autor desconhecido)….

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  10. Maria Cristina Zenelatti permalink
    27/09/2011 11:52

    Sábia e belas palavras! Esta “travessia” se faz necessária para a aceitação da perda, mamãe diz sempre: “Enterrei dois filhos e um marido, mas é na saudade que encontro o meu consolo”. Abraços.

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  11. Alexandre E. S. Visconti permalink
    27/09/2011 12:14

    Provavelmente, Leonardo Boff se refere à psiquiatra americana Elizabeth Küble-Ross que publicou o livro “Morte estágio final da evolução”, em 1975, e não a um casal de alemães.

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  12. 27/09/2011 13:06

    Tão preciosas suas palavras! Fico com elas, na minha própria experiência. E sem comentar…

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  13. Miguel Pachá permalink
    27/09/2011 16:02

    Que belo texto Leonardo! Muito Obrigado!
    Acabei de perder um amigo muito querido, mais do que um irmão e esse seu texto me chegou num momento importante. O grande consolo é acreditar que agora, finalmente, ele está em paz, livre, em comunhão com o pai e com o bem!
    Grande abraço!

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  14. Louis_Frener permalink
    27/09/2011 18:32

    Vou tentar sobreviver e ler eases Salmos. Obrigado pela energia emanada. Quem sabe essa luz que não vejo agora, me seja apresentada, ou saia da minha essência e me mostre que cada lagrima que agora derramo não foram lançadas sobre o meu rosto em vão. Obrigado pela atenção , moço, e por sua paixão ( no sentido budista de sofrer junto) , risos e lágrimas, a primeira vez que sinto isto junto…achei engraçado acexpressao “sentido budista” mas compreendi. Vou orar por você também , tah! E só para encerrar acabei de queimar a carta q eu havia guardado como disposição de minha ultima vontade. Não vou desistir, eu mereço ser feliz, nem que seja da forma que eu nunca sonhei. Amigo, acredito que hoje tudo começou a mudar para um olhar mais otimista, você sabe!

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  15. 28/09/2011 12:46

    É um acalanto. Um jardim. Um sol. Vc e sua Obra .Muito obrigado. Saúde !

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  16. 28/09/2011 19:32

    Corroborando o comentário de Alexandre E. S. Visconti, Elizabeth Kubler-Ross é a psiquiatra SUÍÇA a que se refere Leonardo Boff, autora de Sobre a Morte e o Morrer. O marido, Emanuel Ross, AMERICANO, nada teve a ver com o trabalho desenvolvido por ela, embora também fosse médico. Seria interessante sempre fazermos pesquisas históricas mais apuradas antes de publicarmos textos e artigos citando pessoas, trabalhos, instituições etc.

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    • 28/09/2011 22:19

      Enquanto vivia, mantive correspondência em alemão com Kübler-Ross e repetididas vezes me havia convidado para participar dos congressos que continuam se realizando mesmo sem ela (morreu em 2004). Mandei uma vez um texto já que não podia participar pessoalmente. Mas gostava de incluir o marido em tudo o que fazia.
      lboff

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  17. 28/09/2011 22:08

    Luis Frener,
    Que meu texto sobre o luto e a perda, de alguma forma, o tenha ajudado, dá sentido e satisfação íntima a qualquer autor.

    Só por ter produzido um efeito bom em você valeu ter escrito e valeu ainda viver.

    A vida tem sentidos escondidos que lentamente vão se manifestando. Nada é em vão. Tudo se destina à realização de um designio secreto. Se a gente não espera o inesperado, a gente não o percebe quando ele passa por nós, já dizia um filósofo presocrático e muito repetido por Martin Heidegger. Então fique atento e irromperá em vc serena alegria e paz.

    Que nunca lhe falte o Espírito e sua Luz transformadora.
    lboff

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    • Louis_Frener permalink
      29/09/2011 11:06

      … , quando Louis estava quase desistindo de continuar a carregar tão pesado fardo,…eis que decide DEUS – …enviar um novo AMIGO para ajudá-lo a mostrar que LOUIS nunca esteve só…
      Esse capítulo, ainda há muito que escrever lboff…as ferramentas me foram mostradas, e que bom que agora tenho alguém que me acordou para usá-las…

      que tempo que eu não escrevia com alegria a palavra AMIGO…( não somente no sentido budista de ser) , eu tinha que citar essa sua expressão, que por sinal me reconectou com o EU…

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  18. 29/09/2011 22:52

    Léo,
    Que satisfação encontrá-lo na rede! Este texto tocou-me, pois perder há poucos dias uma prima após quase dois longos anos de internações e definhamento. Ao contrário de muita gente, inclusive da minha família, fui me preparando pra aceitar o mundo sem ela, mas na hora em que a terra começou a bater no esquife foi quando eu me dei conta de fato que ela nunca mais sorriria pra mim. Infelizmente a rotina de trabalho e tantas outras coisas, mesmo morando numa cidade interiorana, atrapalham demais até as coisas se reorganizarem aqui dentro. Ler seu texto me ajudou a colocar a importância do luto em pauta novamente, deu-me certo conforto. Obrigado.

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  19. Lúcia Cherubin permalink
    01/10/2011 1:00

    Frei Leonardo (assim será sempre para mim).
    Muito obrigada! Muitos já deixaram seus comentários aqui, dizendo de suas dores.
    Eu quero deixar aqui um depoimento de como “viver o luto, deixar que ela seja” e não “menosprezá-lo” talvez. Perdi meu pai há mais de 12 anos e há poucos meses descobri que não vivi o luto. Não cuidei desta parte que é muito importante na vida, pois ela nos conecta à morte, penso. Na minha experiência tem a tradição de que “morreu se foi”, lembra com carinho, mas “não chora” ele está em bom lugar… valeu por um pouco de tempo, mas descobri agora que não vale mais, preciso viver o meu luto, a minha dor, a dor de não ter convivido com ele, de não o ter conhecido como ser humano além de pai, de não lhe ter dado o devido valor enquanto vivia. Por isso fiquei bloqueada em vários sentidos, psicológica, emocional e até fisica, e atribuia isso a outras instâncias que não a perda do meu querido pai, alegre e espontaneo, de repente. Sinto hoje que fiquei sem uma parte de mim, ou sem esta parte de mim (alegria e espontaneidade) por isso adoeci. Luto agora por recuperar minha vida com alegria e paz, para poder continuar e abrir caminhos novos. Sinto que é o 3º estágio foi bastante prolongdo e que só agora é que o estou elaborando para partir a “anseio da alma de ouvir que há sentido e que as estrelas-guias apenas se obscureceram e não desapareceram”, como disseste. E ainda “O luto significa uma travessia dolorosa. Por isso precisa ser cuidado”. É Longa a luta, mas estou elaborando o meu luto, mesmo que para isso tenha que enfrentar “ventos contrários”.
    Estou sentindo em mim que a não vivência do luto e o não cuidado, são prejudiciais à nossa saude integral, humana e espiritual. Coragem, fé, esperança e muitas lágrimas, purificam nossa dor, e nos preparam para outras que inexoravelmente virão em nossas vidas.
    Com grande carinho e abraço fraterno. Ir. Lúcia Inês – Franc. de N. Sra. de Fátima – Curitiba – PR

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    • 03/10/2011 0:54

      Lucia,
      Muitas pessoas passam por situações semelhantes à sua. Efetivamente o luto é algo extremamente sério. É dar lugar à morte junto da vida e chorar tudo o que temos de chorar pela perda, mas com a esperança de que a separação nunca é definitiva. Há a comunhão dos vivos (a Igreja fala dos santos, mas na veradade é dos vivos) que nunca se desfaz. Apenas muda de patamar.
      Leia cartas de seu pai, se as tiver, veja suas fotografias, segure seus objetos de uso, abrace com carinho suas roupas e repare nos seus sapatos e tantos outros sinais que deixou. E assim o luto vai se interiorizando e vc vai se libertando para a vida que deve continuar.
      Que o Espírito a ilumine e lhe dê forças
      leonardo boff

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  20. Heloisa Cunha permalink
    03/10/2011 9:32

    Meu querido irmão e quando não há com o que vivenciar, não há lembranças materiais, não existem objetos, não há sequer a imagem do “outro”. Sofri dois abortos e essa experiência veio avassaladora junto com outras questões, culpa, frustração, tristeza, sentimento de inadequação e uma espécie de castigo…
    Sei que isso não é racional, mas foram os sentimentos que ainda estou elaborando dentro de mim.
    Se puder, prefiro que nem publiquem essa minha partilha. Apenas me responda.
    Abraço forte e terno

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  21. Louis_Frener permalink
    03/10/2011 16:16

    Olá amigo , hoje fazem 4 dias que troquei o VALIUM pela leitura dos Salmos que me indicastes. Li o romance do tal de JÓ , personagem ao qual fui comparado pelo amigo, e no final ele se encontra em Felicidade com DEUS. Nossa ele foi muito ferrado /marcado pela dor. O infeliz perdeu tudo também. Porém existe uma grande diferença entre a realidade e este Romance Bíblico – ele pelo que parece viveu antes , muito antes de Jesus, … Li um pouco mais sobre Jesus, o que me gravou de Jesus foi isto: Vim para que não mais sofressem . Percebo que enquanto não viver uma experiência carnal que me renove , tanto Jô como Jesus apenas serão personagens do imaginário. A realidade é muito diferente . E esta fé que me sugeres buscar , sempre me coloca uma pedra a mais na dúvida. Sei que eram épocas diferentes onde a lei era mais rígida ao povo. Mas lhe afirmo que algo melhorou, consigo perceber que fui doutrinado em um meio , por pessoas que apresentar um Deus que a tudo pune, o que não é verdade. Quem pode ler ou dimensionar a grandeza da PERDEiÇÃo ? Ninguém , nem a minha chamada Igreja católica onde fui catequizado. Inclusive por minha mãe, que fora catequista. Quando uma voz falar em meu coração e eu sentir PAZ , acredito que pode ser a voz de Deus, e não do bixo – papåo. Abraço lboff! E a sua esposa também rs rs rs

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  22. Lara Silveira permalink
    03/10/2011 16:36

    Caro Leonardo, há 5 anos venho perdendo meu amado pai para uma doença neurológica irreversível e progressiva, que agora o mantem acamado e em uso de um respirador em home care. Sou médica e sinto-me inteiramente impotente frente a vontade de Deus que escolheu meu pai e nossa família para esta provação. Não tem sido fácil. Apesar da terapia, orações, palavras consoladoras dos amigos, já fui e voltei umas mil vezes através desses 5 estágios. Meu luto é esperar a morte do meu pai porque ele já não está mais conosco, só fisicamente. Ás vezes não tenho mais lágrimas e outras choro até esgotar a angustia dentro de mim. Por favor, se puder me enviar uma resposta, ficarei muito grata. Um grande abraço, Lara Silveira Recife-PE

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    • Louis Frener permalink
      05/10/2011 0:07

      Olá amiga Lara, posso imaginar sua dor, mas não dimensionar a mesma. Você diz que “seu luto é esperar a morte de seu pai”, entendo, de verdade. Mas me permite colocar um bálsamo na sua ferida, se assim posso chamar o que vou dizer.

      Você diz que seu pai permanece aqui apenas fisicamente, você é médica sabe o que diz. Mas algo dentro de mim me faz lhe perguntar, não se ofenda por favor, É só uma idéia que surgiu agora:

      Esses cinco estágios que você se refere, que foi e voltou umas mil vezes, será que você não deveria fazer , desculpa mas vou falar, todos (os filhos, os mais próximos, família) se reunir ao redor do corpo ainda com vida de seu pai, e mostrar à este “corpo” o quanto ele é amado e foi e será sempre importante para vocês?

      Chamo isso de Egregora de Amor, ( desculpe o atrevimento, talvez até já tenham feito isso), faça sempre no mesmo horário e com as pessoas que lhe são mais caras (caras ao seu pai)…te garanto que ele vai partir em paz., em breve, em um belo dia de sol.

      E após isso, é que o verdadeiro luto começa. Me desculpe, se você ler acima meu depoimento, vai ver que o que dói mesmo é a ausência física. Talvez você não perceba, mas seu pai espera apenas isso…entregue-o com despreendimento. Não é fácil , amiga, mas é a lei da vida. Sempre vai ser doido. Não tem jeito. Mas para ele, quem sabe é o que falta: LIBERDADE! “PAPAI o fulano te perdoou, Eu te amo, Obrigado pela vida,…Voc~E foi e sempre será importante, coisas do tipo…” (O perispirito ainda está ligado ao corpo, mesmo que você não perceba, e pior que você percebe. Eu sei…) – não me pergunte de onde tirei isso, mas vem aqui de dentro dessa voz que estou conhecendo e aprendendo a escutar, e me sentir protegido com a mesma.

      Com minha mãe foi parecido, mas quando eu fiz o que lhe aconselhei, o portal se abriu e ela foi, sem dizer ADEUS, Mas sinto que sua essência vive em mim,…quando sinto muita falta dela, meu umbigo arde, então coloco o dedo no mesmo, e parece que a gente se reconecta.

      Força, não estás só amiga!
      Eu pensei que estava e acabei encontrando um monte de irmãos pelo caminho tortuoso da dor, e estou apenas caminhando com a ajuda de DEUS, de vocês, e do LéoBoff, que encontrei do nada em um dia que eu iria desistir de tudo…

      Não sou nenhum sábio, então ignore o dia de sol, pois mesmo que o sol brilhe a gente não consegue enxergá-lo no luto…depois sim!

      Seu amigo, Louis Frener (ou Nelsinho, para os amigos)

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  23. 03/10/2011 23:05

    Caro Boff,

    Hoje recebemos a triste notícia do falecimento de minha sogra, li para minha esposa e filhas este maravilhoso texto, todas se comoveram. Mesmo nos momentos tristes encontramos consolo e paz, pois a vida adquire novos sentidos baseados na fé, no amor e na solidariedade.

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  24. Maria luci permalink
    16/01/2012 11:03

    E quando não superamos a morte de quem nem a nascer chegou?É mais duro ainda.Nunca sararei é o que penso,pois não pude mais engravidar.E nunca ninguém soube,por melhor psicólogo que fosse sarar essa dor.Acho que carregarei para sempre.Quem sabe na outra encarnação não venho cheia de filhos.Assim espero.
    É uma dor única,intransferível,insuportável.
    Abraços!

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  25. Amaryllis Munhoz Kanayama Camargo permalink
    10/07/2012 21:10

    Frei Leonardo,
    Lembro deste fato como se fosse hoje. Eu tinha 7 anos na época e estudava na parte da tarde na escola onde a profa. Cláudia dava aula, aqui em Curitiba. Lembro como se fosse ontem quando minha irmã veio aos prantos mais cedo para casa trazendo a notícia. Ela e meus outros 2 irmãos foram seus alunos também, eles ficaram lá acompanhando a correria toda inconformados. Ela era uma pessoa muito querida na escola, principalmente pelos alunos. Pena que não tive oportunidade de ter tido aulas com ela.
    3 anos depois, meu pai faleceu do coração e outras complicações, e meu irmão mais velho há 8 anos, com um infarto fulminante aos 40, na frente da minha mãe… Aprendi cedo a trabalhar o luto, mas naturalmente nunca estaremos totalmente preparados. No entanto, hoje encaro a morte de uma forma diferente desde que permiti do fundo do meu coração que Jesus Cristo entrasse em minha vida.

    Abraço

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  26. 22/03/2013 12:24

    really a great info which is much more useful to us. lista de email lista de email lista de email lista de email lista de email

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  27. 27/11/2014 9:08

    Olá…
    Estava lendo o texto.. os comentários…
    Bem, perdi meu irmão mais novo na semana passada… era meu único irmão. Estou confusa. As vezes choro, as vezes procuro não pensar, as vezes parece que Deus tinha algo melhor para ele lá em cima, as vezes penso que se quer é verdade.
    Tenho procurado ficar mais tempo com os meus pais para, sei lá, de alguma forma dividirmos a dor. Procuramos lembrar dos bons momentos…. ahhh não sei…
    eu tenho medo dos próximos dias, meses…. como será… me preocupo com meus pais, tenho medo de como estaremos…
    No momento parece que estamos um pouco melhores do que semana passada.. e a cada dia parece que vamos nos acostumando… aceitando e retomando.
    Uma pessoa me disse que ” agora é facil, mas daqui ha uns 5 meses fica muito dificil e só com ajuda médica” Isso é verdade? Fiquei com medo desse “daqui uns 5 meses”, por mim e pelos meus pais….

    Obrigada

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    • 27/11/2014 22:11

      Ariana, escrevi um capitulo sobre o luto necessario no livro Saber cuidar (Vozes 2013). Sei que toda perda é dura, mas pense que Deus o chamou porque tinha saudade dele e quis recolhe-lo em seu seio. Seu irmão resusscitou em Deus. Ele não é um ausente. É apenas invisível e acompanha voces, querendo o melhor para todos da familia.Acolham o mistério da vida que inclui a morte que é uma invenção da propria vida para poder continuar a viver mais e melhor.
      Com minhas preces diante do Senhor da vida para vocês todos.
      lboff

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  28. Angelita permalink
    19/03/2015 13:35

    Suas palavras me consolam! Perdi minha mãe, há dois anos, repentinamente. Ela tinha 81 anos. Mas era minha melhor amiga, meu anjo da guarda. Vivi exatamente as fases do luto que você mencionou. Deus me sustentou, a terapia me ajudou e hoje me sinto melhor, fortalecida. Obrigada!

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  29. Lidia permalink
    06/08/2015 13:08

    Meu pai morreu há um pouco mais de 2 anos, aos 62, atropelado. Sinto muito a falta dele. E sinto que estou vivendo os 5 passos do luto como num loopping. Quando penso que estou conformada, volto ao primeiro passo e me descontrolo, como se estivesse vivendo tudo pela primeira vez. Tem dias que estou em tamanha depressão, rezo o pai nosso até dormir, mas, quando acordo, às vezes, estou bem, às vezes, não. Procurei esse texto para buscar alguma resposta. Talvez eu ainda precise procurar mais. Obrigada mesmo assim.

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  30. maricalegari permalink
    10/09/2015 12:53

    Republicou isso em Blog da Mari Calegari.

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  31. maricalegari permalink
    10/09/2015 12:55

    Republicou isso em Blog da Mari Calegarie comentado:
    Gente muito interessante o post do Leonardo Boff.

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  32. Cláudio permalink
    01/10/2015 8:07

    Caríssimo Leonardo e colegas de luto, quanta tristeza é possível viver neste mundo…Hoje faz 10 dias que minha adorável esposa faleceu. Ela tinha 42 anos de idade, a mesma idade minha. Temos 2 filhos e um cachorro. Ela vivia em função de nós. Estava ótima há 30 dias, quando se sentiu mal, com intestino preso. Depois de diagnósticos médicos equivocados, possou por uma cirurgia no dia 21 de setembro para a solução de uma obstrução intestinal. Eu havia sugerido à médica na primeira consulta, 25 dias antes do falecimento, que pudesse ser uma obstrução intestinal e ela disse que não poderia ser devido ao fato de minha esposa estar com gases. Portanto, o intestino funcionava. E justamente isso, uma obstrução tardiamente detectada, a matou. Em franca aparente recuperação, com o médico que a operou otimista, morreu no dia 22/9, à noite, de falência múltipla de órgãos. Em seus 2 dias de CTI, apertava minha mão e demonstrava confiança nas minhas palavras de incentivo. Ela me tinha como um protetor, esclarecido e guerreiro na defesa da família. Estou sem chão, desnorteado e sem coragem. Sinto que a decepcionei. Minha batalha diária é para estabelecer minha fé, retirando sentimentos de culpa e de angústia. Meus filhos seguem aparentemente fortes, estudando…. Eu, ainda, sem coragem de tudo mas, buscando demonstrar a eles que estou bem.

    É muito estranho, dói na alma e no corpo. Minha esposa e eu brigávamos muito mas, já até brincávamos que isso era por conta do grande amor que sentíamos um pelo outro. A tolerância dela me ensinou. Ela está em todos os lugares que vou e penso. Éramos como carne e unha…Sinceramente, ainda não sei o que fazer daqui para frente…Quero compartilhar com todos para vermos a possibilidade de ajuda mútua…
    Um abraço fraterno.
    Cláudio

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    • 03/10/2015 1:19

      Claudio, compartilho de sua dor. Quando morre um ser querido como sua esposa, parte de voce também morre junto. Mas a morte é uma trnsfiguração. Ela regenera vida de novo. Vc terá que passar por essa dor, chaga que não fecha. Celebre o luto que ajudará a superar a perda. E saiba que não vivmos para morrer. Morremos para ressuscitar, para viver mais e melhor, como ela deve estar agora ressuscitada e acompanhando sua dor e aliviando-a. Unidos ao seu sofrimento, rogo ao Espírito Criador que lhe devolva o sentido da vida que continua e que um dia vc vai se unir de novo a ela.lboff

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      • Cláudio permalink
        09/10/2015 15:04

        Poxa, Leonardo, obrigado pelas palavras de conforto e pela sua atenção. Essas palavras nos inspiram sinais de novos ânimos…

        Irei buscar na fé, o meu direcionamento e o alento necessário para seguir em frente.

        Que Deus seja louvado e dê a minha amada um bom lugar, aguardando nosso reencontro.

        Um grande abraço e muita saúde para você!

        Cláudio

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  33. Andréa Xavier permalink
    03/03/2016 13:09

    Leonardo, minha mãe sofreu morte súbita e estava comigo naquele momento em janeiro de 2016. Minha dor não tem limites nem descrição pois perdi minha alma gêmea e
    ela desfaleceu feito um passarinho, consciente até o último segundo de vida como sua irmã.
    Estou passando por estas passagens iniciais do luto sob acompanhamento médico e psicológico. As lágrimas fluem em qualquer momento e em qualquer lugar, lavando a alma.
    Um simples entrar num supermercado e farmácia e lembrar das compras que fazia para ela
    com amor me deixam extremamente triste. Tenho duas filhas, uma de 17 e outra de 14 que precisam de mim e neste estado de luto, aos trancos e barrancos, vou cuidando das nossas necessidades. Não entendo este rompimento brusco da morte dentro de mim, dos desígnios de Deus. Minha mãe tinha comportamento santo e admirada pela sua resignação, humanidade e capacidade de perdoar. Todas as suas publicações que tratam sobre a fé
    na vida além da morte, na força do espírito santo, sacramento, felicidade e ressureição, estou aguardando para fortalecer meu mundo espiritual e não deixar que a dor anestesie as minhas atitudes de amor ao próximo. Não preciso de teorias materialistas perto de mim e que as acho não sábias e sem fundamentos. Agradeço por este texto e concordo plenamente com os passos pois você é tão claro que vai buscar seu embasamento nas suas vivências humanísticas e pessoais. Que Deus lhe proteja sempre.
    Andréa Xavier

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    • 06/03/2016 17:57

      André, sua mãe não morreu. Ela foi chamada por Deus,pois Ele tinha saudade dela e a introduziu no seu Reino de felicidade, paz e eternidade.Não vivemos para morrer. Morremos para resususcitar. Minha solidariedade. lboff

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  34. Maria de Fátima Dias permalink
    01/08/2016 21:33

    Perdi meu filho em 2013. E lendo esse seu testemunho percebo que não enterrei e nem guardei o luto necessário a tamanhs perda. Sofro ainda hoje. É como se meu filho morresse todos os dias. Não consigo me libertar da culpa e revolta que sinto pels perda. Ler esse texto me consolou um pouco.

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    • 04/08/2016 1:23

      Maria de Fátima, entendo sua dor. Há uma ferida aue sangra e nunca para, pois amamos nossos entes queridos. Mas eles estão vivos, são apenas invisíveis. Tenho um livro que consolou muita gente: Vida para além da morte, editdo pela Vozes. Vc pode adquiri-lo: vendas@vozes.com.br Viva até o fim o seu luto. Mas olhe para frente e ele se transformará em saudosa memória sem perturbá-la pois ele está em Deus.
      Com minha solidariedade.
      lboff

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      • Edna Batistella permalink
        12/09/2016 14:17

        Belíssimas palavras.HOJE FAZ DOIS MESES QUE PERDI MEU FILHO AMADO
        Ainda não aprendi a dizer Adeus. Vai demorar.
        Ainda vivo no Vale de lágrimas banhadas de dor inigualável.
        Ainda estou entorpecida.
        Ainda parece que tenho concreto e cimento nos pés fixando-me no chão, impedindo caminhar.
        Mas…. de pouquinho em pouquinho vou saindo desse abismo de trevas. Pois o amor incondicional pelo meu filho que partiu continua tão grande quanto o universo. Tanto quanto o amor que tenho por Deus e a fé que possuo.
        Esse amor me sustenta e vence o impedimento de caminhar. Amor que faz dissolver o concreto e cimento dos meus pés e mesmo cambaleando vou tentando encontrar forças para poder continuar a caminhada.
        Continuo orando diariamente como sempre fiz pelos meus 3 filhos. Embora você Rafael não esteja presente com a gente. Continuo tendo os 3 filhos. Conto os minutos, horas, dias, noites, semanas, mês e hoje 12/09/2016 completa dois meses da última vez que te vi fisicamente, que conversei contigo até a parada cardíaca te levar para sempre só com 25 anos,6 meses e 17 dias, rompendo todo seu futuro e sonhos aqui na terra.
        Mesmo ausente você não sai do meu pensamento e meu coração
        amputado. TE AMO
        Até um dia filho amado
        Edna Batistella Lopes – Curitiba – PR

        Curtir

  35. Edna Batistella Lopes permalink
    12/09/2016 14:10

    Belíssimas palavras – HOJE FAZ DOIS MESES QUE PERDI MEU FILHO AMADO
    Ainda não aprendi a dizer Adeus. Vai demorar.
    Ainda vivo no Vale de lágrimas banhadas de dor inigualável.
    Ainda estou entorpecida.
    Ainda parece que tenho concreto e cimento nos pés fixando-me no chão, impedindo caminhar.
    Mas…. de pouquinho em pouquinho vou saindo desse abismo de trevas. Pois o amor incondicional pelo meu filho que partiu continua tão grande quanto o universo. Tanto quanto o amor que tenho por Deus e a fé que possuo.
    Esse amor me sustenta e vence o impedimento de caminhar. Amor que faz dissolver o concreto e cimento dos meus pés e mesmo cambaleando vou tentando encontrar forças para poder continuar a caminhada.
    Continuo orando diariamente como sempre fiz pelos meus 3 filhos. Embora você Rafael não esteja presente com a gente. Continuo tendo os 3 filhos. Conto os minutos, horas, dias, noites, semanas, mês e hoje 12/09/2016 completa dois meses da última vez que te vi fisicamente, que conversei contigo até a parada cardíaca te levar para sempre só com 25 anos,6 meses e 17 dias, rompendo todo seu futuro e sonhos aqui na terra.
    Mesmo ausente você não sai do meu pensamento e meu coração amputado. TE AMO
    Até um dia filho amado
    Edna Batistella Lopes – Curitiba – PR

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  36. Edna Batistella permalink
    12/09/2016 14:13

    Belíssimas palavras. HOJE FAZ DOIS MESES QUE PERDI MEU FILHO AMADO
    Ainda não aprendi a dizer Adeus. Vai demorar.
    Ainda vivo no Vale de lágrimas banhadas de dor inigualável.
    Ainda estou entorpecida.
    Ainda parece que tenho concreto e cimento nos pés fixando-me no chão, impedindo caminhar.
    Mas…. de pouquinho em pouquinho vou saindo desse abismo de trevas. Pois o amor incondicional pelo meu filho que partiu continua tão grande quanto o universo. Tanto quanto o amor que tenho por Deus e a fé que possuo.
    Esse amor me sustenta e vence o impedimento de caminhar. Amor que faz dissolver o concreto e cimento dos meus pés e mesmo cambaleando vou tentando encontrar forças para poder continuar a caminhada.
    Continuo orando diariamente como sempre fiz pelos meus 3 filhos. Embora você Rafael não esteja presente com a gente. Continuo tendo os 3 filhos. Conto os minutos, horas, dias, noites, semanas, mês e hoje 12/09/2016 completa dois meses da última vez que te vi fisicamente, que conversei contigo até a parada cardíaca te levar para sempre só com 25 anos,6 meses e 17 dias, rompendo todo seu futuro e sonhos aqui na terra.
    Mesmo ausente você não sai do meu pensamento e meu coração amputado. TE AMO
    Até um dia filho amado
    Edna Batistella Lopes – Curitiba – PR

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    • 14/09/2016 1:27

      Edna, rezo pelo seu filho e por vc para Deus a possa consolar. É dolorosa a partdia.Mas gloriosa a chegada de seu Filho no seio do Pai e Mãe de bondade. Ele não está ausene, apenas invisível. ele vive ressuscitado e Deus. lboff

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  37. elecarla panzera permalink
    10/02/2017 17:59

    Perdi há 1 mês e meio minha linda mãe, uma doença cruel e voraz a adoeceu, ela era viva, forte, corajosa, saudável, não sentia nada e em 3 meses, foi morrendo, emagrecendo, passou a sentir exagerado desconforto, sono, fadiga. Depois de 1 mês hospitalizada morreu numa manhã de sexta feira, só esperou minha avó chegar de outra cidade pra se despedir. Minha mãe tinha uma conexão absurda comigo, nos dedicávamos imensamente uma a outra, mesmo eu sendo casada e mãe de 2 filhas, ela sempre era meu primeiro e último pensamento do dia. Quando me tornei mãe, ela passou a se dedicar inteiramente a minha família, que era dela, já estava separada do meu pai há mais de 10 anos. Como permanecia muito em minha casa, tudo parece com ela, fazia as coisas com esmero e carinho absurdos. Nossa semelhança física é grande e minha filhas pequenas perguntam por ela todo tempo.
    Minha mãe era alegre, bonita, forte, inspirava alegria. Morreu fraquinha, sem falar.
    Eu, desde que soube que a doença era fatal, passei a vê-la todos os dias, beija-la, cheirá-la. Pegava em sua mãe e agradecia por tudo que fez por mim e meus irmãos. Minha mãe foi maravilhosa. Nunca perdi oportunidade de dizer isso a ela.
    Ainda sinto muita dor, tristeza, nem sei em que fase estou, mas foi bom ler tudo o que está escrito. Gratidão a todos.

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    • 11/02/2017 18:04

      Elecaria, Deus gostava tanto de sua mãe que a chamou junto a si. Ele não morreu. Foi atender ao chamado de Deus e agora ela está presente na sua vida embora invisível. Triste é a partida dela, mas feliz é a chegada dela no céu junto ao Pai e Mãe de ternura. Console-se pensando que ela não abandonará nunca vc como vc nunca deixará de lembrá-la com gratidão e carinho.
      Um dia se encontrarão e viverão abraçadas de ternura e amor. Alimnente esta esperança benaventurada. Lboff

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