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Ivone Gebara: A Inquisição de hoje e as Religiosas norte-americanas

06/05/2012

IVONE GEBARA é uma religiosa, filósofa e teóloga brasileira que anos atrás foi condenada pelo Vaticano por fazer críticas à rigidez da doutrina moral ofical da Hierarquia da Igreja Católica com a mesma punição com a qual eu mesmo fui atingido: o “silêncio obsequioso”. Agora toma posição em defesa do conjunto das religosas norteamericanas que sofreram pesada  intervenção  por parte das autoridades doutrinárias do Vaticano. Aqui segue seu texto claro, objetivo e contundente contra tal medida autoritária que nos lembra os obscuros tempos da antiga Inquisição.  LBoff

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Mais uma vez assistimos estarrecidas “a avaliação doutrinal” ou a chamada de atenção ou a punição dirigida pela Congregação da Doutrina da fé para quem, segundo ela, foge da observância à correta doutrina católica. Só que agora não apontaram o dedo acusador para uma pessoa, mas para uma instituição que congrega e representa mais de 55.000 religiosas norte-americanas. Trata-se da Conferencia Nacional das Religiosas conhecida pela sigla LRWC – Conferência da Liderança Religiosa Feminina. Estas religiosas ao longo de sua história desenvolveram e ainda desenvolvem uma missão educativa ampla em favor da dignidade de muitas pessoas e grupos dentro e fora dos Estados Unidos.

A maioria dessas mulheres pertencentes a diferentes congregações nacionais e internacionais além de sua formação humanista cristã são intelectuais e profissionais nas várias áreas do conhecimento. São escritoras, filósofas, biólogas, sociólogas, advogadas, teólogas e têm um vasto currículo e reconhecida competência nacional e internacional. São igualmente educadoras, catequistas e ativistas em direitos humanos.

Em muitas situações foram capazes de expor sua vida em favor de injustiçados ou se opor a comportamentos graves assumidos pelo governo norte-americano. Tive a honra de conhecer algumas delas que foram presas porque se colocaram na linha de frente das manifestações para o fechamento da Escola das Américas, instituição do governo norte-americano que prepara militares para atuarem em nossos países de forma repressiva e cruel.

Estas religiosas são mulheres de reflexão e ação com uma longa história de serviços não apenas em seu país, mas em muitos outros. Hoje estão sob suspeita e sob tutela do Vaticano. São criticadas por discordar dos bispos considerados “os autênticos mestres da fé e da moral”.E mais, são acusadas de serem partidárias de um feminismo radical, de desvios em relação à dnos espantar dado o seu anacronismo. O que seria um feminismo radical? Quais seriam suas manifestações reais na vida das congregações religiosas femininas? Que desvios teológicos estariam as religiosas vivendo?

Estaríamos nós mulheres sendo vigiadas e punidas por não conseguirmos mais ser fiéis a nós mesmas e à tradição do Evangelho por intermédio de uma cega sujeição à ordem hierárquica masculina? Estariam os responsáveis das Congregações vaticanas alheios à grande revolução mundial feminista que tocou todos os continentes e inclusive as congregações religiosas?

Muitas mulheres religiosas nos Estados Unidos e em outros países são de fato herdeiras, mestras e discípulas de uma das mais interessantes expressões do feminismo mundial, sobretudo do feminismo teológico que se desenvolveu nos Estados Unidos a partir do final da década de 1960. Suas idéias originais, críticas e posturas libertárias permitiram uma nova leitura teológica que por sua vez pode acompanhar os movimentos de emancipação das mulheres.

Dessa forma puderam contribuir para repensar nossa tradição religiosa cristã para além da invisibilização e opressão das mulheres. Criaram igualmente espaços alternativos de formação, textos teológicos e celebrativos para que a tradição do Movimento de Jesus continuasse a nutrir nosso presente e não fosse abandonada por milhares de pessoas cansadas com o peso das normas e das estruturas religiosas patriarcais.

Que atitudes tomar diante desse anacronismo e violência simbólica das instâncias curiais e administrativas da Igreja Católica Romana? Que pensar de seu referencial filosófico rígido que assimila o melhor do ser humano ao masculino? Que dizer de sua visão antropológica unilateral e misógena a partir da qual interpretam a tradição de Jesus? Que pensar desse tratamento administrativo/punitivo a partir do qual se nomeia um arcebispo para rever, orientar e aprovar decisões tomadas pela Conferência de Religiosas como se fôssemos incapazes de discernimento e lucidez?

Seríamos acaso uma empresa capitalista multinacional em que nossos “produtos” deveriam obedecer aos ditames de uma linha de produção única? E para mantê-la devemos ser controladas como autômatos pelos que se consideram os donos e guardiões da instituição? Onde fica a liberdade, a caridade, a criatividade histórica, o amor sororal e fraternal?

Ao mesmo tempo em que a indignação toma conta de nós, um sentimento de fidelidade à nossa dignidade de mulheres e ao Evangelho anunciado aos pobres e marginalizados nos convida a reagir a mais esse ato de repugnante injustiça.
Não é de hoje que os prelados e funcionários da Igreja agem com dois pesos e duas medidas. Por um lado as altas instâncias da Igreja Católica Romana foram capazes de acolher de novo para seu seio os grupos de extrema direita cuja história nociva, sobretudo a jovens e crianças é amplamente conhecida.

Penso especialmente nos Legionários de Cristo de Marcial Maciel (México) ou nos religiosos de Monsenhor Lefevre (Suíça) cuja desobediência ao papa e os métodos coercitivos de fazer discípulos é testemunhada por muitos. Essa mesma Igreja institucional acolhe os homens que lhes interessa por seu poder e repudia as mulheres que deseja manter submissas. Com sua atitude as expõem a críticas ridículas veiculadas até por mídias religiosas católicas de má fé. Dessas mulheres os prelados parecem reconhecer formalmente algum mérito quando suas ações se referem àquelas tradicionalmente exercidas pelas religiosas nas escolas e nos hospitais. Mas somos apenas isso? Sabemos bem que em nenhum momento nos Estados Unidos se levantou a menor hipótese de que essas religiosas teriam violentado jovens, crianças e anciãos.

Nenhuma denúncia pública maculou sua imagem. Delas não se falou que se aliaram a grandes bancos internacionais em benefício próprio. Nenhuma denúncia de tráfico de influencias, de troca de favores para guardar o silencio da impunidade. E mesmo assim nenhuma delas foi canonizada e nem beatificada pelas autoridades eclesiásticas como o fizeram em relação a homens de poder. O reconhecimento dessas mulheres vem das muitas comunidades e grupos cristãos ou não, que partilharam a vida e os trabalhos com muitas delas. E estes grupos com certeza não se calarão diante dessa “avaliação doutrinal” injusta que também os toca diretamente.

Plagiando Jesus no seu Evangelho ouso dizer: “Tenho pena desses homens” que não conhecem as contradições e as belezas da vida de perto, que não deixam seu coração vibrar às claras com as alegrias e os sofrimentos das pessoas, que não amam o tempo presente, que ainda preferem a lei estrita à festa da vida. Apenas aprenderam as regras fechadas de uma doutrina fechada numa racionalidade já ultrapassada e a partir dela julgam a fé alheia e especialmente as mulheres. Pensam talvez que Deus aprova e se submete a eles e às suas elucubrações tão distantes dos que têm fome de pão e de justiça, dos famintos, dos abandonados, das prostituídas, das violentadas e esquecidas. Até quando teremos que sofrer sob seu jugo? Que posturas nos inspirará o “Espírito que sopra onde quer” para continuarmos fiéis à VIDA em nós?

Às queridas irmãs norte-americanas da LWRC meu agradecimento, carinho e solidariedade. Se vocês estão sendo perseguidas pelo bem que fazem provavelmente seu trabalho produzirá abundantes e bons frutos. Saibam que com vocês mulheres religiosas de outros continentes não permitiremos que calem nossa voz. Mas, se calarem por um decreto de papel, nós faremos dele uma razão a mais para seguirmos lutando pela dignidade humana e pela liberdade que nos constitui.

Seguiremos de muitas maneiras anunciando o amor ao próximo como a chave da comunhão humana e cósmica presente na tradição de Jesus de Nazaré e em muitas outras, embora de formas diferentes. Continuaremos juntas a tecer para o nosso momento histórico mais um pedaço da vasta história da afirmação da liberdade, do direito de ser diferente e de pensar diferente e tudo isso tentando não ter medo de ser feliz.

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12 Comentários leave one →
  1. 06/05/2012 19:53

    Thank you for this comment. I agree, wholeheartedly. I drew from the work of Ivone Gebara in my own doctoral work on women in Canada. I had the wonderful opportunity to meet Ivone. I hold her and her work in great solidarity. Let us speak up now.

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  2. Valentim Varga Neto permalink
    06/05/2012 20:03

    Querido Léo… A verdade é que na bíblia está escrito que se Jesus nos libertar, somos de fato livres. Essa coisa de doutrina e leis é coisa de homens. Deus não é assim. Ele é o Deus da Graça. A religião jamais nos levara a Deus, pois não se pode limitar Aquele que é ilimitado. Jesus sendo de Judá, portanto nunca um sacerdote levita, não poderia entregar a oferta de sangue para remir pecados, mas rompeu a lei, entregou seu sangue por nós e nos deu acesso ao Pai. Esses que oprimem Ivone Gebara e tbem a você jamais poderão impedir, ou afastar Deus de vocês, ou se atreverem a legislar sobre a liberdade da Graça do nosso Pai: seu, meu e de mais um monte de filhos. Abraço.

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  3. Roberto Neves Belleza permalink
    06/05/2012 21:48

    Ao contrário do que possam pensar as autoridades do Vaticano, suas punições alimentam ainda mais o espírito daqueles a quem perseguem. A truculência e soberba desses homens, que há muito abandonaram o espírito livre do Evangelho, não abafam nem silenciam, mas ao contrário, fazem reverberar ainda com mais intensidade o brilho do testemunho e das palavras de homens e mulheres, que dão continuidade ao projeto maior de Jesus.
    Neste caso, em que se expõe ainda a presunção patológica de que homens são os verdadeiros guardiões da doutrina, revela-se também uma insistência doentia por parte da Igreja Católica. As palavras de Ivone Gebara, que conhece na carne o drama, expõem claramente a triste situação. Quando diz que “em nenhum momento nos Estados Unidos se levantou a menor hipótese de que essas religiosas teriam violentado jovens, crianças e anciãos”, me faz recordar outra grande mulher e teóloga, Uta Ranke-Heinemann, que perdeu sua cátedra na Universidade de Heidelberg, porque despiu de vez a realidade mascarada dos problemas que envolvem a questão da sexualidade na Igreja, com a publicação de seu livro “Eunucos pelo Reino de Deus” (“Eunuchem Für das Himmelreich).
    Para nossa alegria e júbilo, o projeto de Jesus é muito maior do que a Igreja. Que o Espírito anime ainda mais as religiosas da LRWC – Conferência da Liderança Religiosa Feminina. E que o mesmo Espírito, que “sopra onde quer”, faça florescer sempre testemunhos proféticos que mantenham vivas as palavras de Jesus, a despeito de todos os que se arvoram em donos dAquele que se fez livre e nos convoca à mesma liberdade.
    Roberto Belleza

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    • 08/05/2012 23:13

      Roerto,

      Muito bom seu comentário. Infelizmente a herança sagrada de Jesus caíu sob o poder autoritário,androcêntrico,hostil a tudo o que é feminino e ligado à ternura, de um pequeno grupo que constitui o núcleo de comando central da Igreja na Cúria Romana. Estas religiosas norteamericanas nunca foram acusadas de pedofilia ou metidas em negócios financeiros sujos como se tem verificado nos últimos tempos com representantes do clero. Aos conservadores e até reacionários da sociedade e da Igreja este núcleo de poder no Vaticano trata com mãos de pelica enquanto aos comprometidos com a libertação e com o diálogo e com o serviço aos mais humildes da sociedade como estas religiosas norteamericanas, se ataca com bastonadas, perseguições, exclusões e condenações. Usam o cajado não contra os lobos mas contra as ovelhas.

      Hoje serão os leigos, homens e mulheres de fé, que irão salvar a Igreja de Deus e de Jesus da irrisão e do escândalo, que estas atitudes provocam nas pessoas sensatas e que ainda se colocam no seguimento de Jesus. Graças a Deus que esta Igreja de Deus e de Cristo sobrevive à mediocridade e às patologias que se incrustaram no aparelho central do Vaticano.
      Parabens por sua fé, seu engajamento no mundo e pela lucidez de sua posição crítica.
      Abraço bem fraterno
      Lboff

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  4. RomeroMarcius permalink
    07/05/2012 6:17

    Mantenho a impressão de que a Inquisição no mundo assim como a Ditadura no Brasil, não acabaram, apenas mudaram de forma! Até quando?

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  5. Roberto Neves Belleza permalink
    07/05/2012 9:19

    Ao contrário do que possam pensar as autoridades do Vaticano, suas punições alimentam ainda mais o espírito daqueles a quem perseguem. A truculência e soberba desses homens, que há muito abandonaram o espírito livre do Evangelho, não abafam nem silenciam, mas ao contrário, fazem reverberar ainda com mais intensidade o brilho do testemunho e das palavras de homens e mulheres, que dão continuidade ao projeto maior de Jesus.
    Neste caso, em que se expõe ainda a presunção patológica de que homens são os verdadeiros guardiões da doutrina, revela-se também uma insistência doentia por parte da Igreja Católica. As palavras de Ivone Gebara, que conhece na carne o drama, expõem claramente a triste situação. Quando diz que “em nenhum momento nos Estados Unidos se levantou a menor hipótese de que essas religiosas teriam violentado jovens, crianças e anciãos”, me faz recordar outra grande mulher e teóloga, Uta Ranke-Heinemann, que perdeu sua cátedra na Universidade de Heidelberg, porque despiu de vez a realidade mascarada dos problemas que envolvem a questão da sexualidade na Igreja, com a publicação de seu livro “Eunucos pelo Reino de Deus” (“Eunuchem Für das Himmelreich).
    Para nossa alegria e júbilo, o projeto de Jesus é muito maior do que a Igreja. Que o Espírito anime ainda mais as religiosas da LRWC – Conferência da Liderança Religiosa Feminina. E que o mesmo Espírito, que “sopra onde quer”, faça florescer sempre testemunhos proféticos que mantenham vivas as palavras de Jesus, a despeito de todos os que se arvoram em donos d’Aquele que se fez livre e nos convoca à mesma liberdade.
    Roberto Belleza

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    • 08/05/2012 22:55

      Roberto,
      Muito bom seu comentário. É lastimável que o legado de Jesus, tão generoso e universal, profundamente humano e libertador tenha caido sob o poder autoritário, machista,androcêntrico de um pequeno grupo que forma o núcleo central de comando da Igreja que é a Cúria Romana. Esse grupo, feito de bispos,arcebispos e cardeais, articulados pelo Papa mantém a comunidade cristã cativa de suas doutrinas e normas rígidas e excludentes. Hoje um dos maiores empecilhos para a evangelização e a difusão da mensagem de Jesus é esse tipo de organização de Igreja.
      Vc disse com verdade que estas religiosas norteamericanas não violaram crianças, não se meteram em negócios financeiros sujos, nem se articulam com os grupos mais reacionários e conservadoras da Igreja e da sociedade. A estes as autoridades vataicanas tratam com mão de pelica. A estas religiosas e em geral aos engajados na libertação dos oprimidos, à luz da mensagem de Jesus, são atacados a bastonadas, perseguidos, difamados e punidos. Ao invés de usar o cajado contra os lobos os usam contra as ovelhas.
      É por estas razões que tantos no mundo e tambem no Brasil estão emigrando da instituição sem deixar o Evangelho e a herança espiritual de Jesus. A Igreja de Cristo e de Deus sobrevive apesar destes maus pastores.Hoje é o desafio dos leigos, homens e mulheres de fé, de salvarem a Igreja destas patologias que escandalizam e sequestram o caráter de boa-nova ao Evangelho do Nazareno.
      Parabéns por sua coragem e seu continuado engajamento a partir do Evangelho
      lboff

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  6. 07/05/2012 9:34

    Obrigado Homem Fraternura, L. Boff, sua palavra mudou minha vida . A vinte e cincos anos que estou contigo em sua vida e obra. Sua visita a vitória da Conquista me trouxe entusiasmo flamejante e falou ao meu coração, ” Everaldo, reforce a luta dos oprimidos por sua libertação” Rezo contigo na brasa do entusiasmo do Espírito : ” Ó Fogo Amor, livra-nos da brasa agonizante que se esconde sob as cinzas”. Tagore. Reforce a luta em fogo flamejante meu Poeta Interior! Abração de Coração Fraternura, Boff!! O poeta nasceu no poeta, Everaldo Paixão!

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  7. 07/05/2012 9:58

    Reblogged this on Beto Bertagna a 24 quadros.

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  8. Gilson Alves Barbosa permalink
    09/05/2012 21:14

    Caro Boff.
    A Igreja católica romana é a herdeira daquilo que sobrou do império romano.Tentou e até conseguiu ao longo da história fazer-se igualmente um império. Para tanto, em nome de Jesus Cristo, subjugou, prendeu, torturou, extorquiu, roubou, escravizou, silenciou e matou. Quantos pereceram ou foram calados porque ousaram se opor aos desmandos dessa instituição sombria e nefasta a “igreja dos poderosos” encastelados no vaticano e de seus serviçais que se espalham pelos quatro cantos do planeta. Essa igreja de falsos sacerdotes, fariseus e saduceus que Jesus Cristo tanto combateu está em franca decadência. Seu fim está próximo. Julgo ser questão de tempo. Atitudes como essa e outras tantas que fogem da verdade crística são os últimos e desesperados suspiros de um império agonizante. Torço para que o fim chegue logo. E que dos escombros possa emergir das catacumbas a verdadeira igreja do Caminho, de Marta, de Maria Madalena e Estevão, de Francisco e Clara de Assis, de Maximiliano Kolbe, de Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, Dom Oscar Romero, Frei Tito, Irmã Dorothy Stang, de josés, marias e severinos anônimos que por amor à proposta jesuânica, igualmente, foram condenados ao silêncio.
    Paz e bem!
    Abraços Gilson

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  9. Manuela permalink
    12/07/2012 12:20

    A principal causa da reprimenda do Vaticano às religiosas é o fato delas se dedicarem demasiadamente às causas sociais e não reinforçarem os ensinamentos da Igreja sobre a união homossexual, o aborto e o divórcio. Outro ponto de discordância entre as freiras e os bispos americanos foi o sistema de saúde implantado pelo presidente Obama onde está incluída a distribuição de contraceptivos. Os bispos estão entrando com uma ação contra a Administração americana pois não concordam com tal inclusão. Ao contrário dos bispos, as freiras aceitaram o plano de saúde oferecido pelo governo, sabendo que ninguém é obrigado a usar os meios anticoncepcionais. Elas também reivindicam a ordenação de mulheres e lugar na hierarquia da Igreja. De acordo com D. Clemente Isnard, bispo brasileiro falecido no ano passado aos 94 anos, a Igreja Católica necessita uma reforma, ordenando mulheres e fazendo o celibato de padres diocesanos opcional. Se a Igreja realmente quer ser missionária, irá necessitar mais clérigos. Se o número de religiosas é duas vezes o número de padres no mundo, porque não ordenar algumas delas para ajudar no processo. A hierarquia da Igreja está organizada como estava na era medieval, mas como saímos da Idade Média e entramos na Idade Moderna, o papel da mulher na sociedade também mudou, portanto a participação de mulheres na hierarquia da Igreja é necessária para adequar essa mudança. No geral as freiras americanas estão de parabéns. GO NUNS GO!

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  10. 24/07/2015 23:30

    Quem não esta com nós, esta contra nós. Quem tanto critica o catolicismo, não pode ser chamado de católico. Aqueles que seguem a Igreja e concordam com suas doutrinas não estão interessados nestas mudanças radicais propostas por vocês. Esta mulher, por exemplo, é uma vergonha para a Igreja. Se infiltrou dentro dela como mais um projeto de destruição da Teologia da Libertação. Onde ja se viu uma religiosa ser a favor do aborto? Deveria ser excomungada! Gente como esta dentro da Igreja é dispensável e esse pensamento assassino jamais será permitido!

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