Skip to content

O que é e o que não é sustentabilidade segundo F. Capra

10/08/2013

FRITJOF CAPRA é um dos pensadores mais importantes no campo da ecologia entendida como novo paradigma. Amigo e interlocutor, juntos temos acompanhado o grande projeto CULTIVANDO AGUA BOA da Itaupu Binacional que ele considera como um dos experimentos ecológicos mais bem sucedidos do mundo. Ofereceu-se para escrever o prefádio do livro que escrevi com o pedagogo/cosmólogo Mark Hathway, O Tao da Libertação:explorando a ecologia da transformação, Vozes 2012. Publicamos aqui o resumo desta conferencia dada no Brasil nos inicios de julho  porque esclarece este conceito tão usado e tão mal compreendido: sustentabilidade. Seus livros  ‘O Tao da Física’ e ‘Teia da Vida’ são fundamentais para entender as posições mais avançadas e cientificamente mais bem fundadas da ecologia. A reportagem foi publicada no site Carbono Brasil, 08-08-2013 e no IHU de 10/08/2013: Lboff

****************************

Começa Capra dizendo que conceito de sustentabilidade, que tem assumido diversas formas desde a sua concepção na década de 1980.

“Não é o que os economistas gostam de falar – sobre crescimento econômico e vantagens competitivas”, colocou. “Uma comunidade sustentável deve ser desenvolvida de forma que a nossa forma de viver, nossos negócios, nossa economia, tecnologias, e estruturas físicas não interfiram na capacidade da natureza de sustentar a vida. Devemos respeitar e viver de acordo com isto”.

Os primeiros passos para tal seriam entender como a natureza sustenta a vida, isso envolve toda uma nova compreensão ecológica, um pensamento sistêmico, explica Capra.

“Não podemos mais enxergar o universo como uma máquina, composta de blocos elementares. Descobrimos que o mundo material é principalmente uma rede inseparável de relações. O planeta é um sistema vivo e auto-regulado. A evolução não é uma luta competitiva pela existência, mas sim uma dança cooperativa.”

Nesta nova ênfase na complexidade, as redes são o padrão básico da organização dos seres vivos. Os ecossistemas são uma rede de organismos, por exemplo. Para compreender as redes, Capra explica que precisamos pensar em termos de relacionamentos, de padrões.

“Isto é o pensamento sistêmico. É compreender que a natureza tem sustentado a ‘Teia da Vida’ por milhões de anos e que para isto são necessários ecossistemas e não apenas organismos ou espécies.”

Alfabetização Ecológica

Nas próximas décadas, a sobrevivência da humanidade vai depender da nossa capacidade de entender os princípios básicos da ecologia e de viver de acordo com eles, ressalta o físico. Isso significa que a alfabetização ecológica precisa se tornar um campo crítico para políticos, lideres empresariais e profissionais de todas as áreas, além de ser a parte mais importante da educação em todos os níveis.

“Quando pensamos sobre os maiores problemas, o surpreendente é que estão interconectados. Não temos apenas uma crise econômica, ou ecológica, ou de pobreza, ou financeira, elas estão todas conectadas. Esses problemas não podem ser compreendidos isoladamente. São sistêmicos, interdependentes e precisam de soluções correspondentes”.

Capra elogiou o Programa Água Boa, desenvolvido pela Itaipu Energia, classificando a iniciativa como um “exemplo muito bonito de solução sistêmica”.

“Analisando os problemas atuais dessa forma sistêmica, podemos constatar que a questão subjacente é a ilusão que o crescimento infinito pode continuar em um planeta finito. Os economistas, com o seu pensamento linear, parecem não entender”, lamenta o físico.

“Nosso sistema econômico é movido pela ganância e pelo materialismo, pensando que não há limites. Isto resulta nas diferenças imensas entre o preço de mercado e o verdadeiro custo, como é visto com os combustíveis fósseis. Ouvimos sobre o gás de xisto e o novo processo de ‘fracking’ – ouvimos que é muito barato, mas o fato é que devasta o ambiente e é tóxico para as pessoas (..) O pensamento linear leva a concluir que o xisto é muito barato, mas se pensarmos nisso sistemicamente, ele é muito caro e perigoso”, explica Capra.

“No centro da economia global está uma rede de crescimento financeiro, criado sem qualquer enquadramento ético. Hoje, se você é especulador pode investir em qualquer projeto ao redor do mundo e computadores levam uma fração de segundo para movimentar dinheiro. O único critério é lucrar (..) não há critérios éticos envolvidos nesta economia global. Exclusão social e desigualdades são elementos inerentes desta globalização.”

O crescimento indiscriminado é na verdade “uma doença”, nota, completando que o desafio elementar é como mudar do crescimento ilimitado para um sistema ecologicamente sustentável e socialmente justo.

Crescimento qualitativo

Para Capra, o crescimento zero não é a resposta, pois crescer é uma característica central da vida.

“Na natureza o crescimento não é linear e ilimitado. Em um ecossistema, uns crescem mais, outros declinam e assim reciclam seus componentes, que se tornam recursos para um novo crescimento. Há um crescimento multifacetado, qualitativo, que contrasta com o quantitativo pregado atualmente por economistas”.

Assim como outros grandes pensadores, Capra questiona o uso preponderante Produto Interno Bruto (PIB) para medir a saúde dos países.

Custos sociais como acidentes, guerras, mitigação e cuidados com a saúde são adicionados e aumentam o PIB e o fato que o seu crescimento pode ser patológico raramente é citado por economistas, alerta.

“Esse reconhecimento da falácia do crescimento econômico é essencial. É o primeiro passo para superar a atual crise econômica global (..) Grande parte do que se chama de ‘crescimento’ é lixo e destruição.”

O verdadeiro crescimento, explica, melhora a qualidade de vida e aumenta a sua complexidade, sofisticação e maturidade.

“Isto faz parte de uma mudança de paradigma de quantidade para qualidade. O crescimento qualitativo é consistente com a nova concepção científica da vida”, explica. “Não se pode medir a natureza de um sistema complexo, como os ecossistemas, a sociedade ou a economia, em termos puramente quantitativos.”

Para Capra, a qualidade não pode ser agregada em um único número. “Então, como seria possível promover o crescimento qualitativo? Definitivamente não através do PIB”.

“Precisamos distinguir o bom do ruim para que os recursos naturais presos a processos ruins possam ser direcionados para os eficientes e sustentáveis”, comentou. “O crescimento ruim é aquele que gera externalidades ambientais, econômicas e sociais e o bom envolve processos produtivos mais eficientes, que usam energias renováveis, têm emissões zero, reciclam, restauram ecossistemas e a apoiam as comunidades locais.”

Construindo a qualidade

Entender as conectividades dos nossos problemas globais e reconhecer soluções sistêmicas é a primeira lição para construir a qualidade que precisamos hoje para a liderança global, segundo Capra. Outra lição seria a construção de um ‘senso moral’.

A perspectiva sistêmica mostra que dois problemas urgentes, a desigualdade econômica e as mudanças climáticas, resultam da estrutura econômica e corporativa global que não têm ‘senso moral’, nota.

Um exemplo disso são as conclusões de um estudo de 2012 apontando que os ricos globais somam juntos até US$ 32 trilhões. “Se eles tivessem um senso moral e pagassem seus impostos não haveria mais crise. Haveria dinheiro suficiente”, ressaltou Capra.

Outro exemplo citado pelo físico se volta para as conclusões inequívocas da ciência sobre as mudanças climáticas e a necessidade das empresas que exploram combustíveis fósseis de abandonar os planos de exploração de 80% das reservas contabilizadas em seus ativos.

“Elas estão dispostas a fazer isso? As empresas precisam se perguntar: o meu modelo de negócios inclui a destruição do planeta? Ou tem uma alternativa moral?”

Liderança e o Brasil

“Hoje temos conhecimento e tecnologia para a transição para um futuro sustentável, não precisamos dos perigos da energia nuclear e nem de gás de xisto. Podemos ir além dos combustíveis fosseis”, defendeu Capra.

“Precisamos de vontade política e liderança (..) O que em tempos estáveis é diferente do que em tempos de crise ambiental e econômica, que é o que temos hoje. A maioria dos problemas são globais, apesar da demanda por lideranças em nível regional e corporativo, precisamos também de lideranças em nível global”.

Capra ressalta que na atual crise global, o Brasil e a Alemanha estão melhor posicionados do que a maioria dos países.

Ele comentou que nos Estados Unidos, Barack Obama foi eleito com grandes esperanças, mas sucumbiu ao sistema corrupto, e no fim, a riqueza dos pobres está sendo sistematicamente repassada para os ricos. Porém, ele acredita que no Brasil a situação está melhor, apesar da população não estar satisfeita.

“Programas como o Bolsa Família e o Fome Zero reduziram a desigualdade econômica ao retirar milhões de pessoas da pobreza, mas mesmo assim muitos problemas de desigualdade e corrupção permanecem e ainda há muito trabalho a ser feito.”

“O Brasil pode ser um líder global”, ressaltou após assistir apresentações sobre o Programa Água Boa e sobre as ações de sustentabilidade previstas para a Copa de 2014. “Estes são ótimos exemplos de liderança global que precisam ser divulgados. O que pode acontecer no ano que vem, já que todo o mundo vai olhar para o Brasil”.

Anúncios
36 Comentários leave one →
  1. 10/08/2013 22:14

    Frei Leonardo,

    O desenvolvimento sustentável é uma grande utopia, pois a desigualdade está crescendo e jamais atingiremos o esperado “equilibrio”. O termo transformou-se em objeto comercial, onde aparece em toda propaganda política, comercial e no dia a dia. O texto é excelente, um novo olhar para o sistema complexo da economia, o meio ambiente e as questões sociais. A frase de Capra : – “O verdadeiro crescimento, explica, melhora a qualidade de vida e aumenta a sua complexidade, sofisticação e maturidade.
    “Isto faz parte de uma mudança de paradigma de quantidade para qualidade. O crescimento qualitativo é consistente com a nova concepção científica da vida”, explica. “Não se pode medir a natureza de um sistema complexo, como os ecossistemas, a sociedade ou a economia, em termos puramente quantitativos.”
    O que nos falta é ética e moral, para assumirmos verdadeiramente que a vida depende do equilibrio continuo e estável dos ecossistemas integrados dentro desta ” rede inseparável de relações”, citada por Capra. O livro “Psicose ambiental” lançado recentemente me faz refletir como as pessoas ainda não dão a importância devida à sua própria vida e a vida no planeta, que depende diretamente da natureza (no sentido amplo da palavra).
    É Frei parece que não nascemos para este século, frase que virou uma ironia.Quem defende a natureza, para estes pensadores devem queimar na fogueira, pois são vistos como entraves para o desenvolvimento.As questões ambientais quando discutidas são levadas a um segundo plano, como disse um engenheiro, grande empreiteiro, em uma palestra, em um Seminário na Universidade. após eu ter falado sobre a importância das questões ambientais em todas as áreas da engenharia, ele disse: esqueçam o que ela disse, isso são borboletas e flores, pois a engenharia pode tudo. É preciso haver discussão técnica e filosófica com relação à sobrevivência humana e toda a complexidade nas ações antropogênicas frente ao planeta. A mudança de paradigma tão esperado. Seria uma nova era geológica? Antropogênica, onde o Homem está conseguindo acelerar um processo que ocorre de forma natural?Vou refletir mais profundamente sobre o que Capra escreveu.Mas estou tão pessimista, pois a corrupção tomou conta das ações humanas e cresce muito rapidamente como um câncer, com metástases se desenvolvendo de forma cruel em todos os setores da sociedade,

    • denis permalink
      11/08/2013 14:33

      legal sua colocação. tanto que o projeto : cultivando água boa é realizado por uma grande empresa que fatura milhões, creio que empresas assim poderiam fazer muito mais pelo meio ambiente ou pela humanizada em geral.

      • Paulo Augusto Menezes permalink
        11/08/2013 22:07

        Uma visão universal e análise dos padrões comportamentais das relações entre os seres e destes com a natureza é fundamental para criarmos uma nova consciência cósmica que nos possibilite preservarmos a natureza e seus ecossistemas – dentro da sua diversidade; permitindo desta forma, a nossa sobrevivência.
        Excelente postagens Elma e Denis.

    • Maria do Rocio Macedo permalink
      11/08/2013 14:57

      Elma, você tem razão em vários pontos; entretanto, o Livro Ponto de Mutação de Fritjof Capra foi um alerta importantíssimo em época ainda favorável para mudanças; agora, passados quase 30 anos de sua publicação, no Brasil, o mundo enfrenta questões decisivas; tanto quanto você, tenho dúvidas em relação às possibilidades de mudanças extremas, que seriam necessárias; a grande maioria do animal humano pensa exclusivamente em seu bem-estar pessoal, não considerando nem os que ele mesmo trouxe ao mundo e que continuará, além dele. Se pensasse um pouco veria que coloca em risco a vida de seus próprios descendentes Mas, Elma, vamos continuar lutando; tenho um blog em que sempre discuto esses tipos de questões. Um grande abraço de LUZ para você!

      • 11/08/2013 17:26

        Maria do Rocio
        Minha produção dos ultimos anos vai nessa direção de despertar as pessoas para as urgências de salvar a espécie e a nossa civilização. Meu ultimo livro maior leva extamente este titulo: Proteger o planeta e cuidar da vida: como escapar do fim do mundo, Record 2011.As traduções lá fora tiveram grande ressonância, no Brasil praticamente nenhuma, pois a maioria só pensa em aceleração do crescimento que bem traduzida significa aceleração da exaustão da Terra até arrancar-lhe a última gota de vitalidade.
        Eu espero, consoante a lógica do universo, que o próprio sistema Terra-viva dê um salto quântico e mudemos de estado de consciência. Por outro lado,talvez seja tarde demais.
        Hegel termina um livro com esta frase: aprendemos da história que nada aprendemos da história mas tudo do sofrimento. Mas desta vez sofrimento poderá ser de tal monta que ninguem aguenta e então vamos conhecer o destino dos dinossauros. Mas vale sempre esperar mesmo contra a esperança. Seria triste que depois de tanto esforço para criarmos na Terra alguma coisa boa e bonita, sábios, santos, profetas, artistas e gente boa e de bem terminássemos tão miseravelmente.
        Na espera ansiosa
        lboff

  2. Urbano Xavier (@UrbanoXavier) permalink
    10/08/2013 22:20

    Lembrei da luta pela floresta do Alcobaça em Petrópolis(Cascatinha),quantos esforços daquele povo de orígem proletária,com seus filhos se conscientizando da preservação de nossa boa água.O apoio veio da Igreja e das associações de moradores.Conseguimos de certa forma com muito esforço.

  3. Maria Luiza Jantsch Lazzari permalink
    10/08/2013 22:58

    Sou professora de ensino fundamental e estou trabalhando, na escola, para realizar a Conferência Escolar cujo tema é “Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis” em preparação para a IV Conferência Nacional Infantojuvenil Pelo Meio Ambiente. Também estamos criando na escola e comunidade a Comissão Com-Vida. Este é outro programa muito interessante que chega às escolas através do MEC. A divulgação dessas ações básicas são fundamentais para que recebam o apoio necessário e não se tornem apenas iniciativas isoladas.

    • Maria do Rocio Macedo permalink
      11/08/2013 14:48

      Parabéns por sua iniciativa, Maria! Que bom saber disso.
      Um grande abraço, para você!

  4. Eduardo Salamuni permalink
    10/08/2013 23:18

    F. Capra não explica como é possível adotar e/ou implementar o Crescimento Qualitativo. É fácil teorizar quando se esquece que o aumento da entropia pelo uso dos recursos naturais é uma lei da natureza, ou seja, a degradação na verdade é regida pela 2a Lei da Termodinâmica, que não pode ser encarada como secundária, posto que fisicamente é central. Concordo que os economistas constroem suas hipóteses de maneira mecanicista e cartesiana, mas se há possibilidade de haver “crescimento qualitativo”, mencionar isso como uma panaceia, sem uma explicação concisa e objetiva de como consegui-lo não solucionará a tragédia ecológica mundial que se avizinha. O exemplo de hoje é o sumiço das abelhas: pensávamos nós que controlando parcialmente seu ecossistema estávamos criando um seguro ambiente de crescimento controlado, mas a péssima surpresa é que as abelhas estão se extinguindo. É claro que não propugno nenhuma ação atabalhoada, sem uma estratégia teórica, mas não dá para ficar em um discurso, algo poético, sem apontar mecanismos reais de mudança. Assim, acho que seria salutar para todos nós que pessoas notáveis como F. Capra tentassem liderar uma ação pela mudança imediata dos meios de produção.

    • 11/08/2013 1:25

      Eduardo,
      Seria bom vc ler os trabalhos de Ilya Prigogine, premio Nobel em termodinâmica, pois mostra que o universo trabalha com estrutuas dissipativas que dissipam o desgaste, criando novas formas mais altas de organização e fazendo que ñao fatalmente acabaremos na morte térmica. O universo está ascendendo e não descendendo para a paralisia total, segundo a teoria da Prigogina, un dos formuladores da teoria do caos. Há varias obras dele em portugues e vale a pena confrontar-se com ele.
      um abraço
      lboff

      • 26/08/2013 23:04

        Erwin Schroedinger declara: “Essas deficiências só poderão ser evitadas se abandonarmos o dualismo”.
        Foi exatamente o que fizeram os novos físicos. Einstein, abandonou o dualismo espaço e tempo, energia e matéria e até de espaço e objetos. Ao abandonar o dualismo central de sujeito e objeto, esses físicos, em princípio, renunciavam aos dualismos. Era como se estivesse, para eles, terminada a guerra dos opostos que durou 2500 anos. como se ao homem fosse dados dois retratos do próprio corpo, um tirado de frente e outro de costas. Ao tentar decidir qual das imagens era “realmente real”, o homem dividiu-se em dois campos: o do “frentistas”, que acreditavam firmemente que só o retrato tirado de frente era real; e dos ” costistas”, que insistiam com firmeza na posição contraria. Era uma questão complicada, porque cada campo precisava engendrar uma teoria para explicar a existência do outro e, assim, os frentistas encontravam tanta dificuldade para explicar a existência das costas quanto os costistas para explicar a existência da frente. Para evitar a contradição , os frentistas passavam o tempo fugindo das costas e os costistas inventavam meio de fugir da frente. De vez em quando os dois se cruzavam, berravam obscenides um para o outro, e a isso se dá o nome de filosofia.
        Assim como, a frente e as costas são apenas dois modos diferente de ver um corpo, sujeito e objeto, a psique e o soma, a energia e a matéria são apenas duas maneiras de abordar a realidade. Não o compreender é colocar os “opostos” um contra o outro e, ao mesmo tempo, procurar imaginar qual deles é “realmente” real equivale a condenar-se à perpétua e crônica frustração de tentar resolver um problema bobo e em seguida, ficar furioso e confuso por não encontrar resposta, inexistente.
        Ken Wilber “O espectro da consciência”.

        Uma boa noite mestre!

    • 11/08/2013 12:07

      Não tem segredo, basta aplicar as alternativas que se constatam por si, onde a entropia se manteria intocável:
      “Precisamos distinguir o bom do ruim para que os recursos naturais presos a processos ruins possam ser direcionados para os eficientes e sustentáveis”, comentou. “O crescimento ruim é aquele que gera externalidades ambientais, econômicas e sociais e o bom envolve processos produtivos mais eficientes, que usam energias renováveis, têm emissões zero, reciclam, restauram ecossistemas e a apoiam as comunidades locais.”

      • 11/08/2013 17:42

        Leonardo
        Creio que esta proposta não representa uma alternativa ao que está ai, pois mantem a voracidade humana apenas muda as formas de produção. O que precisamos é de uma nova relação para com a Terra e a natureza, sentindo-nos parte dela, tendo uma produção que respeite os ritmos da natureza e um consumo de sobriedade compartida. Temos que aprender a ser mais com menos. Se andarmos ao ritmo da natureza não precisamos falar de sustentabilidade, pois naturalmente saberemos o que produzir, como produzir e como consumir.
        um abraço
        lboff

    • 11/08/2013 12:11

      Alias, assim bem relatou o Mestre LB, “as estruturas dissipativas que dissipam o desgaste”… Além de intocável, protegeria ao aceleramento entrópico…

      • 11/08/2013 19:29

        Sim Mestre LB, prefeita sua colocação. Mas apenas enfatizei a parte do texto que apontasse uma “alternativa” ao Eduardo… Pois, infelizmente, enquanto não “chega” essa nova relação pra com a Mãe-Terra, devemos é distinguir o bom do ruim, e consequentemente saber viver “mais com menos”…
        Outro abraço fraterno ao sr. 🙂

        LRCP

  5. 10/08/2013 23:47

    “A evolução não é uma luta competitiva pela existência, mas sim uma dança cooperativa.” Capra, em entrevista publicada no site Carbono Brasil, 08-08-2013 e no IHU de 10/08/2013: Lboff

    Gostei muito do texto! A visão sistêmica trazida por Capra, é fenomenal! Como é todo seu pensar, todo seu conhecimento. Sempre digo que conhecer “A teia da vida”, mudou radicalmente minha forma de pensar sobre as coisas. E a vontade louca de passar para as pessoas toda essa descoberta, foi de fato loucura geral. Por mais que eu tentasse, não conseguia, o pensamento cartesiano nas pessoas está cristalizado e ninguém questiona mais nada simplesmente age pelo fluxo. Que move no sentido do bem próprio, da falta de ética e da exploração do outro (considerando outro o meio-ambiente, também). Isto atualmente, está dentro do considerado normal e qualquer coisa que fuja deste sentido é rejeitado brutalmente.
    Quando conheci, “Saber cuidar” do mestre Boff. Percebi que o coração, o sentimento seria o caminho. Esclarecer a respeito de mudança de paradigma, não pode passar, a princípio pelo campo da política ou da filosofia. Tal assunto, segundo Capra, em “A teia da vida”, causa medo existencial. Portanto deve passar pelo campo do sentimento, porque o essencial é invisível para os olhos. Desse modo, conseguimos afrouxar confortavelmente as molduras culturais, para se adequar a um novo quadro, este sim num sentido sistêmico, Com visão holística.
    Este meu projeto retornará em breve, pois percebo agora um desejo maior nas pessoas em entender o por quê da crise atual.
    Por hoje valeu! Terei certamente uma noite agradavelmente tranquila.

  6. 11/08/2013 1:27

    Reblogueó esto en mitierramaravillosa.

  7. 11/08/2013 7:11

    Ajude na evangelização da Ásia. Divulgue meu blogue http://emmanuel959180.blogspot.in/

  8. 11/08/2013 8:37

    Republicou isso em O LADO ESCURO DA LUA.

  9. Isabel Pinho permalink
    11/08/2013 10:18

    Precisamos de pensadores como um Leonardo Boff, Capra; arrojado o Programa Água Boa:” exemplo muito bonito de solução sistêmica”.
    Adorei a frase:” Quando pensamos sobre os maiores problemas o surpreendente é que estão interconectados. Não temos apenas uma crise econômica, ou ecológica, ou de pobreza, ou financeira, elas estão todas conectadas. Esses problemas não podem ser compreendidos isoladamente. São sistêmicos, interdependentes e precisam de soluções correspondentes.”
    Quanto à vontade política dever-se-ia entender o que é política. É confundida com o exercício dos mandatos dos parlamentares.Deveria ser mais, o que sabemos de política pelos políticos?Nada. Sabemos o que não nos pertence: suas vidas particulares e uma versão do mau emprego do dinheiro público.Por quem tomamos conhecimento? Por seus próprios familiares,ex-mulheres, ex-empregados, por seus pares nunca. Isso dá matéria por muitos meses, os problemas não interessam. Com isto quero dizer que não é bom que nos centremos nos políticos porque despreparados e, sim, na política que até poderá contar com alguns políticos. Na saída de Collor torcia para que ele saísse pela porta que entrou. No meu entender seria uma forma de propor-se a assumir ou não o que fez. O povo o expulsava, os políticos também e, eu pensava: esse tipo de gente que trata mal- sem pesquisar a causa- não fará nada de tão importante. O que fizeram? Refiro-me à educação, somos muito mal educados, somos pouco civilizados e, por conseguinte,pouco atuantes.Quem muito grita nada faz. É só olhar os discursos políticos…Um abraço, Isabel

    • 11/08/2013 17:47

      Isabel,
      Concordo com vc. Realmente a politica virou esperteza e negociata em beneficio de poucos.O sentido simples e clásssico de politica como a busca comum do bem comum foi enviada ao limbo. Mas temos que reconstui-la senão nunca tiraremos aqueles que a usurparam e a desnaturaram.
      Um abraço
      lboff

      • Isabel Pinho permalink
        12/08/2013 20:58

        Obrigada pela pontuação.Isabel

  10. simone sarmento lima permalink
    11/08/2013 12:27

    Muito bom texto!!!!
    Acredito que possamos caminhar em busca da sustentabilidade pensada com a razão e com o coração. Utopia não. Tudo é possível quando mudamos o pensar em prol do próximo, sem pieguices outras. Cabe as nações escutarem umas as outras e se colocarem à disposição de uma natureza acolhedora, com firmes propósitos para consertar muitos já dos estragos produzidos. O grande mal é quando ficamos paralisados, esperando que alguém inicie a partida. Vivemos um novo tempo que não pode mais perder tempo! Uma nova visão da vida, hoje, baseia-se nos nossos desejos de simplicidade e bem viver. Projetos urgentes, fora dos ambientes urbanos, que colocados em prática já, nos fornecerão melhor qualidade de vida. A visão holística do mundo abre também, essas portas internas de nós mesmos. Capra fala com muita propriedade sobre isso. Claro que muita coisa pode ser só teoria, mas, cabe a nós transformarmos a teoria em prática, quando possível. Há tempo para avanços e recuos. E nem sempre, não executar, significa que estamos desistindo do intento de algo. Quanta coisa na vida já fora vista como impossível, fantasiosa e hoje, é possível?

    • 11/08/2013 17:37

      Simone,
      Concordo com vc. Acho tambem que parar agora signfica retroceder. Assim como se encontra, a Terra não poderá continuar, caso contrário iremos ao encontro do pior.Temos que mudar se quisermos sobreviver. Mas há um sistema que prefere ainda confiar na logica da acumulação do que na lógica da vida e arrisca o fim da espeecie.
      abraço fraterno
      lboff

  11. 11/08/2013 14:19

    Puedo entender muy bien el portugués cuando lo leo pero aun no me atrevo a escribir en este idioma por falta de práctica. Me encantó mucho el artículo que escribió sobre la energía renovable según Fritjof Capra. Como promotor y defensor de la medicina natural estoy completamente conciente sobre este énfasis que debe de crearse tanto en los sistemas públicos de enseñanza como en las empresas globalmente. Es cierto que muchos de los economistas no entienden este nuevo paradigma ya que se dejan llevar por el paradigma vigente, en donde si más es la ganancia, más se aspira a seguir teniendo, obviando por completo todo concepto de balance y moral natural/ecológica que podría existir. La naturaleza es un reflejo de nosotros mismos, y así como se mueve ella nos movemos también nosotros en todos los aspectos. Si se quiere llegar a obtener un buen proyecto de sustentabilidad renovable, se debe de comenzar adiestrando y capacitando desde la infancia a las personas bajo una nueva mentalidad y visión de la vida. Una visión natural y un entendimiento bastante abierto de cómo funcionan las leyes naturales y cómo estas pueden beneficiarnos a nosotros tanto en la salud como en los nuevos modelos económicos que pudieran crearse. En mi humilde opinión, esto debería de ser un currículo reglamentario para los futuros maestros que impartirán clases en las escuelas y colegiaturas. Es cierto que existen mentes cauterizadas ya con una mentalidad de acaparamiento y malgasto, que no van a poder entender estos conceptos y hasta se convierten en piedra de tropiezo para aquellos que si lo quieren hacer. Pero no obstante, esto es parte del cambio que está ocurriendo a nivel global de un despertar de una nueva conciencia humana. Poco a poco se irá logrando y hay muchas personas que están dispuestas a crear esto que para algunos podría semejarse a una utopía, pero que no lo es, porque con el tiempo se convertirá en una realidad a medida que vayamos trabajando unidos para lograrlo.

  12. Tatiana Feijó permalink
    11/08/2013 14:21

    Obrigada Leonardo Boff, o meu domingo ficou muito melhor após ler o artigo do ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto, no jornal Zero Hora, intitulado ” Receita de Meditação” e em seguida este..

  13. Maria do Rocio Macedo permalink
    11/08/2013 14:46

    Quando o livro Ponto de Mutação chegou ao Brasil, batalhei muito por sua divulgação. Enviei correspondência á inúmeras entidades, mídias, ministérios pedindo que fosse adotado para estudo/análise e discussão. Acredito que se isso tivesse acontecido – na década de 80 – muita coisa poderia ter sido mudada; as mudanças de paradigmas, propostas por Capra teriam sido extremamente favoráveis. Entretanto, isso parece não ter acontecido; agora a urgência é demasiadamente grande e precisa ser levada em conta, antes de males maiores, aconteçam.
    Um grande abraço de LUZ para você, Leonardo!

    • 11/08/2013 17:33

      Maria do Rocio,
      Durante 13 anos junto com um cosmólogo e pedagogo canadense, Mark Hathaway, tralhamos num livro “O Tao da Libertação: explorando a ecologia da transformação”(Vozes 2012). O Capra, com quem tenho trabalho um pouco, ao ler o manuscrito em ingles, entusiasmado, se ofereceu para escrever o prefácio, muito bem detalhado que publiquei nesse blog. Ai fazemos um esforço titânico de recolher o que achamos de melhor no Oriente e no Ocidente para reforçar as mudanças paradigmáticas abertas por Capra. Fico contente em saber que o livro está saindo bem no Brasi (são umas 400 pp) já numa segunda edição. Quando o levo para palestras é o primeiro que sai.Quer dizer, há pessaos inquietas que se dão conta da urgência e querem aprender mais.
      Unidos na mesma luta e destino trágico ou bem-aventurado
      lboff

  14. 11/08/2013 20:40

    Esta visão tem que nos nutrir de forças no mínimo iguais em módulo às forças contrárias, pois as visões que conduzem a insustentabilidade têm planos futuros bem calcados.

    Debaixo da camada de gelo do ártico provavelmente se encontram reservas de petróleo e gás que representam cerca de 25% do estoque mundial. O degelo do Ártico, previsto para ocorrer até 2040 em sua totalidade no cenário da tendência atual, facilitaria sua exploração e bem como a de recursos pesqueiros. Além disso reduziria em um terço a distância marítima entra a Europa e a Ásia Oriental, que atualmente é feita pelo Canal do Panamá.

    http://portuguese.ruvr.ru/2013_02_04/Guerra-gelada-no-Artico

  15. 13/08/2013 9:49

    FRIJOF CAPRA
    Leio seus livros desde O TAO DA FÍSICA. Você é um grande pensador. Mas, hoje, o olho de uma maneira diferente. Muitos de seus pensamentos estão equivocados.
    Não é só ter um senso moral e pagar seus impostos em dia, que a crise iria acabar. Não concordo com você.
    O dinheiro é uma representação do trabalho. A tecnologia da Informação demoliu a sociedade do trabalho. Uma fábrica de operava com 3.000 (três mil) operários, hoje com a revolução eletrônica, opra com apenas 100 (cem) trabalhadores especializados em informática. E aonde foram os 2.900 proletários desta fábrica da qual estamos a falar? Foram excluídos com o desemprego estrutural.
    Quando você fala de impostos, não concordo com suas posições. Quem paga mais imposto em uma Nação são os consumidores. Tudo o quê você compra, já vem embutido todos os impostos: de uma caixa de fósforo a um apartamento. A classe abastada, apenas repassa o imposto em suas declarações de Imposto de Renda.
    Voltemos. Se o dinheiro é uma representação do trabalho, nos países centrais, o dinheiro perdeu todo o seu valor. A grande quantidade de dinheiro que era direcionado para a produção, foi para o Mercado Financeiro Internacional, devido a morte da produção real.
    Aquí, no Brasil, onde há ainda muita extração de Mais – Valia, porque a revolução eletrônica ainda está incipiente

  16. 13/08/2013 14:42

    Sou professora de antropologia da Universidade Estadual do Ceará.Estou organizando um debate sobre os Prós e os Contra da construação de um rodovia localizada num universo geográfico do maior Paque ecológico da América Latina:,O Parque do Cocó. Manifestações calorosas contrárias a construçaõ da rodovia se assolam por Fortaleza no seu cenário político.
    .Os convidados para o debate são o Verador João Alfredo (PSOL) e o SecretárIo de Turismo Municipal Salmito Filho(PSB).Dessa forma, haverá possibilidade de visões de sujeitos políticos divergentes, prescrutar didáticas de valores de repeito mútuo na minha sala de aula fortalecendo a democracia e a responsabilidade social pela ecologia da cidade de Fortaleza.Temos que decresçer economicamente e usar grande sustentabilidade econômica para, Salvar a Vida no Planeta,,.essa questão crucial passa por um profunda transformação de ecologia interior ontológica ao ser humano e contempla o plano exterior de amplo engajamento em Grupos ou representações políticas
    .Professor Leonardo Boff foi deveras elucidativo para mim o seu livro” Francisco de Assis e Francisco de Roma’ressaltando o compromisso do Papa Francisco com as questões cruciais de presevação da natureza e sua grande cosnciência ecológ’ica.,a tecer mediações com grande pensamento do maior santo católico de sexo masculino” Francisco de Assis.”.,patrono da ecologia e dos pobres marginalizados extremamente contrário a oligarguia e a suntuosidade do Clero.O seu referido e fabuloso livro será leitura obrigatória no conteúdo programático da minha disciplina de Antropologia Cultural,,no curso de Serviço Social da Universidade Estadual dop Ceará.Ressalto que o conheço pessoalmente trocamos idéias sobre o meu antigo trabalho de extensão na UECE,Eu , fui apresntada ao senhor e sua esposa Márcia através do professor Harbans Arora,,Anos passados,no decorrer do Carnaval no Congresso Holístico realizado em Campina Grande.Tenho praticamente todos so seus livros e sou sua fã incondicional.do seu pensamento ecológico,filosófico e teológico.. Gostaria de saber de suaagenda para estada em Fortaleza no ano 2013.O verador João Alfredo(PSOL) me indicou pertinente livro, iintitulado ,Tratado do Decrescimento Econômico Sereno.,leitura obrigatória para todos os ecologistas socialistas
    sA meu ver sem a destruição utópica do capitalsimo não não haverá possiblidade para impantação democrática ecosocialismo.

    • 14/08/2013 3:45

      Heloise,
      Comungo com suas idéias e visão das coisas. Vc já pertence ao novo paradigma do cuidado e da pertença à Mãe Terra e à natureza.
      Com carinho
      lboff

  17. Vanessa de Souza Fraga permalink
    13/08/2013 15:42

    Texto excelente! A dificuldade pra mim ultimamente tem sido propagar essa visão sistêmica e integrativa das redes sociais nos ambientes de ensino, particularmente nos cursos de Administração, Tecnólogos em Gestão e Ciências Contábeis. Como é difícil quebrar este paradigma linear nas novas cabeças pensantes que vem surgindo nos bancos acadêmicos. Me parece que falo para as paredes, que veem como um diálogo ideológico e muito longe das práticas organizacionais atuais.

  18. Janaína de Oliveira permalink
    14/08/2013 4:21

    Eu acredito em ações conjuntas: individuais, coletivas e autoridades para solucionar os problemas ambientais. Quanto aos programas sociais como bolsa família não acredito que o governo vai conseguir sustentar por muito tempo as famílias beneficiadas sem lhes dar condições de ter uma profissão e um emprego, isto é utopia. Aliás eu acredito que os governantes enriquecem com os problemas sociais, exemplo a seca do nordeste, desvio de verba da bolsa família, as pessoas tem que exigir desses governantes cursos profissionalizantes e trabalho e não esmola passageiras!

  19. claudino permalink
    19/12/2013 19:03

    Prezado Mestre Leonardo … estou neste momento preparando minha dissertação de mestrado, discutindo a questão da “economia verde”. Focado em meu tema, insiro seu posicionamento critico a respeito deste conceito. Pois a economia verde, a qual é tema de discussoes nas Convenções Internacionais, tornou-se moda, um simbolo do capitalistamo, aproveitando a oportunidade da teoria do caos, para lançar este modelo que traduz a produção de forma ecologicamente correta. Estes premios e selos nos quais o capitalismo utiliza para vender a sociedade uma ideia que estão defendendo nossos valores e bens naturais, transforma-se em mais um mercado de oportunidade . Quando na oportunidade de ler seu livro Saber Cuidar, consegui enxergar o mundo de outra forma, as vezes ate mesmo desconfiado com todos os anuncios que buscam explorar a imagem do economicamente correto, para agregar mais uma vez a politica do consumismo, dando ao consumidor a falsa ideia que, comprando produtos verdes, estará contribuindo para o futuro das gerações, pagando um custo diferenciado nestes produtos, que as vezes nao tem nada de ecologicamente correo. abraços e um prazer .. espero que responda pois sou seu fã.

Trackbacks

  1. O que é e o que não é sustentabilidade segundo F. Capra, artigo de Leonardo Boff | Câmara de Cultura

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: