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Os rolezinhos nos acusam: somos uma sociedade injusta e segregacionista

23/01/2014

O fenômeno dos centenas de rolezinhos que ocuparam shoppings centers no Rio e em  São Paulo suscitou as mais disparatadas interpretações. Algumas, dos acólitos da sociedade neoliberal do consumo que identificam cidadania com capacidade de consumir, geralmente nos jornalões da mídia comercial, nem merecem consideração. São de uma indigência analítica de fazer vergonha.
Mas houve outras análises que foram ao cerne da questão como a do jornalista Mauro Santayana do JB on-line e as de três  especialistas que avaliaram a irrupção dos rolês na visibilidade pública e o elemento explosivo que contém. Refiro-me à Valquíria Padilha, professora de sociologia na USP de Ribeirão Preto:”Shopping Center: a catedral das mercadorias”(Boitempo 2006), ao sociólogo da Universidade Federal de Juiz de Fora, Jessé Souza,”Ralé brasileira: quem é e como vive (UFMG 2009) e  de Rosa Pinheiro Machado, cientista social com um artigo”Etnografia do Rolezinho”no Zero Hora de 18/1/2014. Os três deram entrevistas esclarecedoras.
Eu por minha parte interpreto da seguinte forma tal irrupção:
Em primeiro lugar, são jovens pobres, das grandes periferias,  sem espaços de lazer e de cultura, penalizados por serviços públicos ausentes ou muito ruins como saúde, escola, infra-estrutura sanitária, transporte, lazer e segurança. Veem televisão cujas propagandas os seduzem para um consumo que nunca vão poder realizar. E sabem manejar computadores e entrar nas redes sociais para articular encontros. Seria ridículo exigir deles que teoricamente tematizem sua insatisfação. Mas sentem na pele o quanto nossa sociedade é malvada porque exclui, despreza e mantém os filhos e filhas da pobreza na invisibilidade forçada. O que se esconde por trás de sua irrupção? O fato de não serem incluidos no contrato social. Não adianta termos uma “constituição cidadã” que neste aspecto é apenas retórica, pois  implementou muito pouco do que prometeu em vista da inclusão social. Eles estão fora, não contam, nem sequer servem de carvão  para o consumo de nossa fábrica social (Darcy Ribeiro). Estar incluído no contrato social significa ver garantidos os serviços básicos: saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e segurança. Quase nada disso funciona nas periferias. O que eles estão dizendo com suas penetrações nos bunkers do consumo? “Oia nóis na fita”; “nois não tamo parado”;”nóis tamo aqui para zoar”(incomodar). Eles estão com seu comportamento rompendo as barreiras do aparheid social. É uma denúncia de um país altamente injusto (eticamente), dos mais desiguais do mundo (socialmente), organizado sobre um grave pecado social pois contradiz o  projeto de Deus (teologicamente). Nossa sociedade é conservadora e nossas elites altamente insensíveis  à paixão de seus semelhantes e por isso cínicas. Continuamos uma Belíndia: uma Bélgica rica dentro de uma India pobre. Tudo isso os rolezinhos denunciam, por atos e menos por palavras.
Em segundo lugar,  eles denunciam a nossa maior chaga: a desigualdade social cujo verdadeiro nome é injustiça histórica e social. Releva, no entanto, constatar que com as políticas sociais do governo do PT a desigualdade diminiui, pois segundo o IPEA os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2% enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%. Mas esta diferença não atingiu a raíz do problema pois o que supera a desigualdade é uma infraestrutura social de saúde, escola, transporte, cultura e lazer que funcione e acessível a todos. Não é suficiente transferir renda; tem que criar oportunidades e oferecer serviços, coisa que não foi o foco principal no Ministério de Desenvolvimento Social. O “Atlas da Exclusão Social” de Márcio Poschmann (Cortez 2004) nos mostra que há cerca de 60 milhões de famílias,  das quais cinco mil famílias extensas detém 45% da riqueza nacional. Democracia sem igualdade, que é seu pressupsto, é farsa e retórica. Os rolezinhos denunciam essa contradição. Eles entram no “paraíso das mercadorias” vistas virtualmente na TV para ve-las realmente e senti-las nas mãos. Eis o sacrilégio insuportável pelos donos do shoppings. Eles não sabem dialogar, chamam logo a polícia para bater e fecham as portas a esses bárbaros. Sim, bem o viu T.Todorov em seu livro “Os novos bárbaros”: os marginalizados do mundo inteiro estão saindo da margem e indo rumo ao centro para suscitar a má consciência dos “consumidores felizes” e lhes dizer: esta ordem é ordem na desordem. Ela os faz frustrados e infelizes, tomados de medo, medo dos próprios semelhantes que somos nós.
Por fim, os rolezinhos não querem apenas consumir. Não são animaizinhos famintos. Eles tem fome sim, mas fome de reconhecimento, de acolhida na sociedade, de lazer, de cultura e de mostrar o que sabem: cantar, dançar, criar poemas críticos, celebrar a convivência humana. E querem trabalhar para ganhar sua vida. Tudo isso lhes é negado, porque, por serem pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros, são desperezados e mantidos longe, na margem.
Esse tipo de sociedade pode ser chamada ainda de humana e civilizada? Ou é uma forma travestida de barbárie? Esta última lhe convem mais. Os rolezinhos mexeram numa pedra que começou a rolar. Só parará se houver mudanças.

Artigo escrito primeiramente para o JB on-line

279 Comentários leave one →
  1. 23/01/2014 11:50

    Republicou isso em Empreender e Teologare comentado:
    Necessitados ampliar a visão sobre o “rolezinho no shopping”, a fim de tentar enxergar o que está por trás das palavras.
    Boa análise!
    Robson Cavalcanti
    Teólogo e Leigo Católico

  2. Marlene permalink
    23/01/2014 11:57

    A transferência de renda foi uma das inúmeras medidas que entendíamos como necessária, enquanto as mudanças de base fossem realizadas….passaram-se 12 anos e muito pouco foi feito…poderia ter sido mais! Um milhão de pessoas saem as ruas e é desqualificado pelo PT…..milhares de pessoas nos rolezinhos…….o PT desqualifica…….Não vamos esquecer quem está no poder é este partido que traiu os ideais socialistas!!! Por que sempre minimizam a responsabilidade deste partido nestas questões? Questioná-lo é não ser politicamente correto? É ser considerado de direita e coxinha? Então vamos continuar dizendo que o povo reclama porque ficou mais rico nos últimos anos e agora quer mais e mais……

    • milton permalink
      24/01/2014 1:09

      O foco da é política, não partidos políticos será que você leu e não compreendeu nada ?

    • Paulo Roberto permalink
      28/01/2014 7:35

      Concordo plenamente com a resposta de Marlene, acima, nunca devemos nos esquecer que sempre houveram pobres em nosso país, porém nesse últimos 30 anos os governos que sucessivamente cuidaram desse país, nunca souberam lidar com as necessidades básicas, educação, saúde e segurança. Acho que nem é necessário ser muito inteligente para desconfiar que nos próximos anos tudo isso pode piorar muito, chegando a níveis insuportáveis .

  3. Mônica permalink
    23/01/2014 12:05

    Os rolezinhos do RJ são um fenômeno novíssimo de menos de 2 semanas, ao contrário de SP, comuns. Aqui e lá tomaram um caráter MAIS político e menos de diversão.

    • Guilherme permalink
      25/01/2014 15:14

      Aqui em Niterói, rola um rolezinho no Bay Market há mais de 10 anos…

  4. Andréa Barranqueiros permalink
    23/01/2014 12:18

    Perfeito sua colocação…Infelizmente a classe mais abastada só terá uma visão clara e total da situação quando o “lixo” produzido pelo sistema capitalista bater em suas portas e por locais onde consomem…Mas como quem está por cima não quer perder seu status, e, na verdade, ele só está por cima porque existem os de “baixo” para situá-los numa posição, a reflexão será muito lenta, principalmente com organismos operando com a visão distorcida e alienante dos fatos..Falo da mídia e de seu corruptor.. o Estado com suas figuras representativas.

  5. Fabio permalink
    23/01/2014 12:18

    Ta bom bonitão, eles tem direitos que o desgoverno e a roubalheira do PT não lhes dá, mas também tem deveres. Um deles é respeitar o direito dos outros, do próximo, como teólogos e sociólogos gostam de falar e isto não acontece quando invadem propriedades PARTICULARES para zuar e se aproveitando disto instalar o caos e roubar lojas e pessoas que frequentam estes lugares. Não gosto de shopping e evito ir até eles, mas estes rolezinhos não passam de uma palhaçada. Vai fazer rolezinho em busca de trabalho, nos hemocentros, nos presídios, nos asilos, nas creches ou algo parecido e que traga algum benefício para a sociedade. Vão produzir algo, fazer o bem para alguém. Chega de FALSO MORALISMO!!!

    • MARIA DAS GRAÇAS permalink
      24/01/2014 7:39

      MUITO BOM FABIO, CONCORDO CONTIGO .

    • Rodrigo permalink
      24/01/2014 8:52

      Perfeito amigo. Rolezinho em biblioteca ninguém quer dar. O foco dessa questão não é o preconceito, a pobreza, a classe social, a esquerda marxista, a direita elitista, nada disso. O foco é simples: BADERNA fora de contexto, em local inapropriado, simples assim.

      • 25/01/2014 23:16

        Rodrigo, a sua colocação é de extremo mau gosto, para concordar com a sua fala, no mínimo eu teria que ser um porco nazista.

      • Eduardo permalink
        11/03/2014 20:31

        Totalmente de acordo Rodrigo. O fato é se que se pessoas como o Aroldo de Paula fossem logistas ou estivessem presentes em um dos rolezinhos, como o que ocorreu no shopping de Guarulhos – onde esses baderneiros, correndo, “zuando” e cantando “músicas” relacionadas a sexo explícito, crime e ostentação, causaram desespero e medo nas pessoas que estavam no local (inclusive muitas crianças e mães com crianças de colo) – ele concordaria conosco.

    • Vivien permalink
      24/01/2014 9:46

      Também concordo com esta análise acho que não é culpa do governo é da sociedade que fica colocando filho no mundo se a única educação descente que podem dar é coloca-los na frente das TVs e computadores não tem base familiar este é o PROBLEMA cadê o pai e mãe de cada um desses para impedir de sair de casa e fazer essas barbaries!!!

    • Juliano permalink
      24/01/2014 14:27

      É incrível como a classe média e alta gostam de falar de deveres, mas antes de uma pessoa ter qualquer dever ela tem que ter direitos. Sentado no seu sofazinho confortável deve ser difícil enxergar a realidade que se passa com os desafortunados e excluídos. Você falou em “busca de trabalho” para quem não tem oportunidade? Com a educação que temos neste país que tipo de trabalho esses jovens vão ter? Falso moralismo existe quando você ataca os desfavorecidos e defende a burguesia dona de lojas e shopping’s centers. Claramente o texto não defende os “rolezinhos”, mas denunciam uma realidade social, perpetuada há anos, e esclarece um fenômeno de reação a uma situação inaceitável como a desigualdade.

      • Carlos Alan permalink
        24/01/2014 23:24

        Juliano concordo a exposição de Fábio,sou de classe baixa,filho de pedreiro e lavadeira,meus pais soube me criar,mesmo diante de tantas dificuldades e necessidades,mim ensinaram meus direitos e meus deveres.Não é porque uma pessoa é desfavorecido que deve se comportar como “animaizinhos”.Hoje tenho curso superior,sou professor e militar.Tenho uma vida humilde ,porém digna e com necessidades básicas atendidas.Ensino todos que estão ao meu redor aquilo que meus pais me ensinaram,que independente das adversidade e do sistema opressor,podemos conquistar algo melhor.Então pare com esse discurso socialista acadêmico que não ajuda ninguém e vá ao campo ensinar as pessoas a serem cidadãos melhores!

      • Paulo permalink
        26/01/2014 0:31

        Não é difícil enxergar a realidade, nobre Juliano, é tão impossível, como o é para um cego de nascença, entender a beleza das cores do arco-íris!
        Parabéns pelo lúcido comentário!

      • Diego permalink
        26/01/2014 11:00

        Emprego não falta no mercado, e o PT se gaba disso ano após ano, divulgando nas mídias as menores taxas de desemprego da história. Devemos observar que burguesia no Brasil não vem de berço, somos um país pobre desde a época da escravatura, fomos construídos com essa base, portanto o burguês de hoje foi o pobre de ontem. O lojista que era pobre e deu duro na vida, conseguiu abrir uma loja no shopping e agora é roubado pelos seus pares. Outro dado importante, é que o governo considera classe média (C) pessoas que tem renda per capta de (R$ 291,00) a (R$ 1.019,00) por mês.

      • Natanielle permalink
        09/02/2014 13:40

        Muito bem colocado. Tal qual ocorreram nas manifestações de junho do ano passado, exitem aqueles que lutam por uma causa e aqueles que se aproveitam dela para fazer coisas inescrupulosas.
        Os rolezinhos estão sendo, sim, visto como uma forma de “bandidagem”, mas essa é a minoria que a mídia mostra como sendo a regra.

    • 05/02/2014 17:59

      Desculpe colega, mas as instituições citadas são todas da alçada do governo, se tem empregados de menos, é culpa deles, não dos desempregados. Ademais, a história sempre denunciou esse tipo de fato: toda vez que alguém é esquecido, ele desenvolve uma forma de chamar a atenção: essa é uma das formas em foco no Brasil no memento.

    • Ana Cláudia Marques permalink
      30/10/2015 23:41

      Concordo e assino embaixo. Pobreza não é motivo para fazer baderna e infernizar os outros.

  6. Vinícius de Oliveira Bessi permalink
    23/01/2014 12:23

    Vou na mesma linha de interpretação deste fenômeno social e acontecimento histórico Boff. A grande mudança social e política dada em 2002, aos moldes eleitorais da pseudo Democracia (que na verdade é uma terra de oligarquias financeiras, ou seja, uma Plutocracia) veio de um acordo entre o Partido dos Trabalhadores e as elites políticas e econômicas do país, que distinta das elites sociais dadas nas classes médias, branca, cristã e conservadora, permitiu com que o Partido fizesse seus programas sociais desde que estes não incomodassem a lógica estrutural do sistema. A maneira com que o PT conseguiu resolver esta equação foi aproveitar o boom das commodities pela procura a peso de ouro da China por esse tipo de mercadoria, o que ampliou a produtividade e o orçamento do país consideravelmente, substituindo a dívida externa do FMI para uma dívida interna na especulação dos juros dos títulos da dívida pública nacional e fazendo com que a sobra fosse para o social, como o bolo é maior o pedaço da sociedade acabou sendo maior que anteriormente também, apesar que comparando proporcionalmente ao novo tamanho do bolo, acabou não sendo uma diferença percentual relevante. Então o esquema foi bem montado, a base do governo se elege com o financiamento privado de campanha e todo o suporte corporativo e do sistema financeiro, depois de se empossar dos seus cargos pagam as suas dívidas contraídas com seus financiadores nas campanhas instrumentalizando a máquina burocrática do aparelho estatal os sustentando com os juros e separando uma parte para os programas sociais que mais incluíram os excluídos a lógica capitalista do trabalho e mercado do que “melhorou” de fato a vida destes. Agora os antes mortos de fome, desempregados, sem casa, luz, água ou eletrodomésticos básicos conseguiram entrar no mundo do trabalho e do mercado de consumo. Agora já estão tendo sua força de trabalho explorada e com o troco que ganham, a facilitação do crédito e o fetiche estimulado pela propaganda e a indústria cultural fizeram com que esses excluídos emergissem de alma e corpo para o mundo da inclusão lógica do sistema. O problema é que os segmentos conservadores da sociedade não os aceitam, nasceram e cresceram sob o desejo da distinção social pelo status dos seus espaços e práticas exclusivas, a chegada dos pobres ao seu mundo e fazendo o que eles sempre fizeram, os abalaram. Antes eram as elites sociais conservadoras da classe média que se apropriava da cultura marginal para elitizá-la e torná-la parte dos seus símbolos de status como fizeram com o Rock, o Jazz, o Soul, o Samba, o Rap e o Hip Hop, agora eles estão provando do mesmo remédio com os pobres no funk da ostentação, agora é a cultura da elite que está sendo transformada em cultura marginal, cultura de periferia. Talvez essa seja a grande ofensa ao meu ver que esses jovens estejam fazendo na cabeça das elites. Ao lutar pela sua aceitação nos centros de legitimidade social como eles são e mostrando que eles já tem o poder para pegar de volta a sua cultura popular que fora sequestrada para a elitização e industrialização.

    • Samuel Lopes permalink
      24/01/2014 11:59

      Sr. Vinícius de Oliveira Bessi,concordo contigo em gênero,número e grau.

    • Ariane permalink
      25/01/2014 10:31

      Perfeito! Disseste tudo.

  7. 23/01/2014 12:32

    Reblogged this on Franz Frajick and commented:
    Daqueles que não precisam de maiores explicações…

  8. Dilson permalink
    23/01/2014 12:39

    A reação estava demorando. Estavam tranquilos enquanto as vagas universitárias públicas eram exclusivas, quando o bolsa família mantinha calmas as pessoas menos favorecidas e quando as pessoas se restringiam a seus guetos. Nem mesmo o direito de desmbarcar próximo a seus patrões tiveram (Metro no Morumbi). Manes, Tecel, Fares.

    • damaris r santos permalink
      02/02/2014 21:23

      rolezinho no shoppings nada a ver eu nunca vi um pobre ser espulso do shoppings por ser pobre e so trabalhar receber e ir as compras em relaçao as praças eu sou contra porq eles se reuni pra usar drogas embebedar meninas e drogar quem quer se diverti o mundo e grande tem muito laser o ibirapuera museus em fim depois ninguen e obrigada ficar ouvindo essas mucicassem sentido vai dart um rolezinho na escola pra estudar que o governo da material de grassa se formar ficar rico pra ir as compras a desingalkdade quem fas e nos mesmo eu sou pobre mas sou culta rolezinho que indiota so rebaixa mais os pobres

  9. 23/01/2014 12:42

    Quando Bla bla bla Marxista, todo mundo tem acesso livre no shopping basta saber se comportar e ter um mínimo de respeito, mesmo pobres, qualquer um que se esforce, que tenha vontade de trabalhar e não tenha preguiça de estudar consegue seu lugar ao sol.

    A vida não pode ser igual pra todos, cada um ganha conforme seu merecimento.

    Com esse discurso só vão criar uma geração de coitadinhos que se acham menos que os demais porque são pobres.

    Isso não esta certo.

    • 23/01/2014 22:58

      Emmanuel
      Coitadinho é aquele que pensa que os rolezinhos são coitadinhos.
      lboff

      • Helio permalink
        23/01/2014 23:11

        Manoel, concordo com vc e diria muito mais, se o “cerne”de tanta explicação marxista leninista não fosse o caso aqui. Esses são os que eram tidos como inimigos do estado na ditadura,,,,,,como se ve, nem todos morreram!!!!!

      • 24/01/2014 23:19

        Helio,
        A ignorância não ajuda a ninguem e muito menos a vc. O artigo não tem nada de marxismo leninismo.Vc vive em esquemas passados, na verdade em espantalhos que lhe meteram na cabeça.
        lboff

      • Repolho permalink
        24/01/2014 9:53

        Mas que bosta de resposta ,ein Boff?! Como é medíocre ver um velho se dizer socialista. É como ver uma criança que nunca saiu das fraldas!

        “nem sequer servem de carvão para o consumo de nossa fábrica social”

        – Como você explica o fato das maiores redes de shopping do Brasil terem se voltado para o público da classe C/D?

        “Eles estão com seu comportamento rompendo as barreiras do apartheid social”

        – Quanta demagogia! Romper barreiras sociais é promover o caos em espaços privados, atrapalhando o bem estar de quem não tem nada a ver com um problema gerado, em grande parte, pela má administração pública?

        “Não é suficiente transferir renda; tem que criar oportunidades e oferecer serviços”

        – A constatação do óbvio! Falta investimento na educação de base, que é, de fato, uma das maiores causas do abismo cultural entre classes, e a razão pela qual “movimentos” como o “rolezinho” existem.

        “Esse tipo de sociedade pode ser chamada ainda de humana e civilizada?”

        – Como é possível entrar no discurso da civilidade, defendendo um movimento que nada mais é que a expressão da falta de respeito pela ordem?!

        Esse é o tipo de discurso fajuto feito para alimentar os pseudo-intelectuais de esquerda. Sociólogos de araque, que ao invés de criticarem a forma como as coisas são feitas, apresentando soluções concretas, criticam apenas os resultados, como um problema gerado unicamente pelo sistema econômico vigente.

      • 24/01/2014 22:52

        Repolho
        Seu nickname já diz tudo. Vc é um legitimo representante da pequena burguesia rancosa que so pensa em seu umbigo e não tem misericordia para com os que sofrem. Gente como vc nã ajuda a construir um outro Brasil mas manter este que o beneficia privadamente.
        lboff

      • Luiz Carlos Hummel Manzione permalink
        29/01/2014 15:36

        Sr. Boff

        Ler seu artigo é coisa tão antiquada e fora de propósito quanto ler um editorial do Politiburo Sovietico dos anos 30 depois da tomada do poder pelo Comissario Chefe Stalin .

      • 29/01/2014 17:09

        Luiz Carlos
        ve-se que vc é formado pela imprensa mais reacionária que existe.Meus parabens, vc. pertence a um dos infinitos identificados por Einstein.
        Seguramente vc nem tinha nascido quando o Politburo escreveu um editorial. Entao está inventando ou esteve presente lá e guarda com saudades na memoria
        boff

    • Maria José permalink
      23/01/2014 23:30

      As oportunidades não são iguais para todos e as informações necessárias ao crescimento social não bate em todas as portas.

      • Luiz Carlos Hummel Manzione permalink
        30/01/2014 10:40

        Eu também não estive presente na Firenze do final do século XV , o que não me impede de conhecer algumas particularidades do Rinascimento.
        Sua presunção e certeza de ser um farol para a sociedade é uma prova
        irrefutável de sua estupidez .

      • damaris r santos permalink
        02/02/2014 21:33

        o governo nuca postou na educaçao como agora bons livros boa alimentaçao so que ninguem quer estudar vai pra escola espancar os prof e diretores isso quando vao nao estamos se tratando de crianças que querem se diverti mas de jovens que queren faser baderna usar drogas

    • Maurício MP permalink
      23/01/2014 23:39

      Interessante colocação do Emanuel, que tem muita razão: com tanto emprego nesse país (placa de “Precisa-se” pra todo lado!) e faculdade barata, fica muito difícil dizer que não conseguem estudar e ter um futuro decente. Não estamos mais nos anos 90.

      Mas vejo vários pontos cruciais que ninguém viu e está ausente, ou não tem ênfase no texto:
      1. o rolezinho nada mais é que uma tentativa inconsciente da população de retomar o espaço público privatizado. Denuncia uma cidade que só sabe construir shopping center, e pior, de luxo.
      2. Este espaço foi privatizado de forma muito elitista: antes tinha o shopping de classe média e os pobres não tinham nada. Depois fizeram o de classe média alta (1a. reforma do Iguatemi) e shopping de pobre. Hoje temos vários shoppings de luxo (classe A), de milionários (AA) onde se chega apenas de carro, e uma explosão de shoppings populares e/ou pobres. É um apartheid comercial.

      Basta dizer que o shopping Villa Lobos sequer tem ligação terrestre com o Parque Villa Lobos, MESMO sendo um baita parque super chique frequentado por todo mundo… pois esse é o problema: a aversão dos shoppings à TODO MUNDO.

      Precisa uma reforma aqui: demolir metade dos shoppings e no lugar deles criarmos praças, bibliotecas, clubes populares com piscinas, enfim lugares de convivência saudável.

    • Maurício MP permalink
      23/01/2014 23:46

      Esqueci e acrescento: no shopping Villa Lobos se priorizou tanto o carro, é TÃO elitizado, que pra vc entrar à pé é obrigado a passar por uma estreita calçada e disputar espaço com os carros em alta velocidade na marginal… o que carrega um profundo simbolismo, afinal quem vai à pé é literalmente MARGINALIZADO!

      A tal ponto que ano passado, ao voltar do shopping à pé pela marginal (para chegarem ao seu carro, que elas e nós do bairro estacionamos numa praça para fugir dos preços absurdos do estacionamento!!), uma mãe e uma filha foram brutalmente assassinadas ao serem atingidas por um veículo em alta velocidade, às 10h da noite, porque o shopping FOI INCAPAZ DE FAZER SEQUER UMA PASSARELA para que os pedestres alcancem seu templo.

      Que tipo de demência capitalista faz um shopping fazer isso? Então por esse lado, entendo e apóio os rolezinhos. Por mais chance de estudar que eles tenham, é injustificável tal elitização do espaço público.

    • Nath permalink
      24/01/2014 6:26

      É, Emmanuel,
      “Todo mundo tem o seu lugar ao sol”. Deve ser por isso que os filhos do Eike Batista que gostam de dizer que nunca trabalharam nem leram um livro, andam por aí com seus carros importados, pq todos são iguais!!!

    • Juliano permalink
      24/01/2014 14:43

      Eu recomendo a você que vá ler um pouco mais e se informe, para que, quem sabe um dia, consiga se livrar deste pensamento enraizado que colocaram na sua cabeça, o famoso pensamento burguês de que o trabalho que enaltece o homem. A vida talvez não seja igual para todos, mas as oportunidades devem ser. “Saber se comportar…” ? O burguês só enxerga a pobreza quando ela invade seu espaço. Os shopping’s só foram o primeiro lugar. Pare de falar besteira por aí, você deve se achar merecedor por aquilo que tem né? Mas não se esqueça que para o resto das pessoas a vida não foi fácil como a sua. Deveria ter vergonha desse seu discurso.

  10. Adenir permalink
    23/01/2014 12:42

    É,o papa da Teologia da Libertação bateu duro no Capitalismo …

  11. simone sarmento lima permalink
    23/01/2014 12:49

    Primeiramente, um senhor 2014 de muita saúde e paz!

    O texto é muito bom. Mas… apesar das explicações bem abalizadas, não poderemos fazê-las justificativas. Se os jovens almejam o que veem, precisam correr atrás estudando. Com estudo, aprende-se a lutar e a chegar lá.Não foram às ruas fazer as reivindicações? E, então? Quando se quer, se faz, mesmo com muito sacrifício, mesmo com as poucas oportunidades de emprego, mesmo xingando, mesmo revoltados! Mas não podemos invadir o espaço alheio, invadir as fronteiras. Se as fronteiras do poder estão fechadas, se são preconceituosas, se são debochadas, se continuam as mesmas. Algo está errado. E, esse errado, são essas pessoas que votamos e que não nos representam.

    A problemática hoje, é querer tudo fácil. a maioria de todos nós Já escutei uma criança de seis anos dizer que não quer ser nada quando crescer, diz que não gosto de estudar e que a mãe dela vai dar as coisas, porque ela não pediu pra nascer. Fiquei pasma! Como uma criança com essa idade diz isso? Uma criança falando assim!!!!!!!!!!!!! Isso não é fala de criança! ???????????????????
    Estamos numa época de perigos permitidos, consentidos pelas famílias, pela sociedade, pelo poder que nos governa. De fato, essa sociedade não é humana e muito menos, civilizada. É oportunista. E se insistirmos com essa fala, com esse pensar, somos chamados de retrógrados, intransigentes,desumanos e contra os desfavorecidos. Vivemos uma crise, estamos sem referenciais, sem líderes. Claro que buscamos oportunidades, só que, com responsabilidades. Vejo os rolezinhos como violência!!

    • Fernanda permalink
      24/01/2014 14:58

      Perfeito comentário… as vezes me cansa discutir esse fenomeno social com a esquerda caviar ou os militantes partidarios que so sabem “se defender” nos acusando de conservadoras, coxinhas de direita. Sao criancas que tem realmente restricoes de acesso a lazer, educacao e saude, mas que nao almejam nada maior, pois isso significaria consciencia social e muito esforco.

  12. Sandra Maria Zanello de Aguiar permalink
    23/01/2014 12:50

    Aprendemos (herança cultural), a não convivência com pessoas de classe social inferior. Somente as reconhecemos e nos aproximamos na condição de servilidão, ou quando o nosso interesse volta-se a investigação de fenômenos sociais originados dessa camada da população invisível.

  13. Aoleabe Dalamaria permalink
    23/01/2014 12:50

    Muito interessante seu texto, muito mesmo! Até tão pouco tempo não tinha visto um argumento baseado na essência do problema, visto que o que a mídia faz é desviar os fatos para não acordar o povo. Mais pessoas deveriam de pensar sobre isso e então uma grande parte da massa estar ciente de qual o verdadeiro motivo disso tudo. Graças a Deus a internet ainda serve para muitas coisas boas, uma que é exatamente onde o senso crítico de algumas pessoas capacitadas possam estar servindo de ”meio” para a abertura de uma nova visão política, pois se depender dos nossos governantes, continuaremos sempre burros.

  14. joao marcos silva de miranda permalink
    23/01/2014 12:59

    A sociedade é injusta não resta duvidas,mas achar que esses jovens protestam da forma certa ai já acho um absurdo!..todo mundo é reprimido de alguma forma..e ser uma pessoa boa pro mundo significa superar essas deficiências pois somos todos culpados pela sociedade que temos,..dizer que um grupo de pessoas que estão no poder são os únicos responsáveis por todas injustiças sociais que existem é negar o fato de que todos nós somos partes das estruturas sociais desde políticos ,funcionários públicos ate os próprios indivíduos das periferias..

    • Carmen Lucia Ramos Correa permalink
      27/01/2014 9:07

      Concordo . Venho lendo desde o primeiro depoimento e vi tantas coisas com as quais não pude concordar. Mas foi bom saber como cada um pensa a respeito para poder também tirar minhas conclusões.

  15. Thiago H P permalink
    23/01/2014 13:23

    Boa tarde, gostaria de tirar uma dúvida: Sempre estudei em escolas públicas, e nesse período, ainda trabalhei. Todos os dias eu acordava as 5 da manha para poder estudar e só ia dormir às 2 da manha. Foi difícil? Claro! Mas não me via como um coitadinho. Eu poderia ter ido em muitos “rolezinhos”, mas preferi investir em “outras coisas”. Hoje tenho um padrão de vida superior a da população brasileira, e não me vejo como um burguesinho classe média. Eu lutei muito para conseguir realizar meu sonho, e a questão financeira é um bônus. Desculpe se sou um leigo no assunto, mas vocês não estão tentando criar um modelo de sociedade que enaltece o “coitadinho”? Espero que não me entendam mal, fui podre ao ponto de nem dividindo em 50x, conseguiria comprar uma camiseta de “marca”. A questão é que vejo muitas pessoas tentando criar a ideia do pobre-favelado que quer ser enxergue pela sociedade, mas que em momento algum, dão o parecer sobre esses jovens buscarem educação. As ideias de Nietzsche se encaixam bem no assunto, Então a pergunta é: Eu estou errado em falar que esse jovens, na verdade, deveriam é estar preocupados com outros assuntos? Sabendo claro que todos temos o direito “ao lazer”, Desculpe se ofendi alguém, ou se não tenho muito conhecimento do assunto. Apenas acho que alguns profissionais se esquecem de que a vida não é fácil para ninguém, e ficar passando a mão na cabeça, talvez não seja o melhor caminho.

    • 24/01/2014 1:39

      Hey, cara, também já pensei assim, depois de um tempo mudei, e lendo isso, acho que pode te fazer refletir um pouco, olha: http://diegoquinteiro.com/o-que-aprendi-na-escola-publica/ se quiser, conte o que acha!!!

    • Winston de Andrade permalink
      25/01/2014 0:46

      Gostei do que escreveu o Thiago H P.
      Já vimos neste nosso país muitos pseudo-intelectuais conduzindo o povo para determinados caminhos ruins….e vendendo seus livros. Muitos artistas que lucraram “combatendo” a ditadura militar com vida burguesa…Cada um vendendo o seu produto !
      Acho que voce, Thiago, não deve ficar pedindo desculpas por achar que não entende o que intelectuais ficam dizendo…porque voce de fato, é um dos brasileiros que na verdade mais entendem de como se deve levar a vida…Lutando, estudando, trabalhando e sobretudo respeitando os outros, respeitando os bens dos outros…..Até porque há aí um respeito á ética que nos foi apresentada.
      Do que menos gosto no nosso país é desses intelectuais que ficam em masturbações mentais, querendo ditar regras equivocadas, como se os Homens fossem todos iguais e, consequentemente, merecedores iguais de tudo o que pode haver de bom….
      Todos deviamos sim, ter acesso aos meios para nos desenvolvermos de acordo com nossas escolhas…mas isso não justifica o desrespeito ao bem alheio, muitas vezes conseguido com árduo trabalho de muitos anos.
      No Brasil de minha época de menino, conseguiamos estudar nas boas Escolas públicas de que dispunha-mos. E hoje, não conheço ninguém que queira realmente estudar ou trabalhar, que não possa fazê-lo. Quando se quer…se faz ! Com toda a dificuldade que pode haver e há…
      O resto….é blá blá blá…dos intelectuais que temos, que, no fundo, no fundo….também estão exercendo o marketing de seus produtos……os artigos que escrevem e que lhes rendem dividendos….
      Conterrâneos….vamos estudar e trabalhar….e conseguir o acesso ao que desejamos, de uma forma honesta e legal, respeitando o que outros conquistaram….como nos foi ensinado por outros tantos brasileiros mais velhos e ilustres pelo exemplo que nos deram.
      Quem desrespeita os direitos alheios deve ser punido exemplarmente, antes de mais nada….

      • Montez permalink
        26/01/2014 19:38

        Parabéns, Winston, é por aí mesmo. Esses pseudo-intelectuais podem dizer foda-se a quem ralou a vida inteira, mas esses mesmos intelectuais nunca passaram necessidades, mesmo inteligentes, tiveram acesso às melhores escolas e universidades, inclusive no exterior, enquanto eu e você e o resto da população média temos uma educação mais ou menos, somos assaltados todos os dias a mão armada por “di menor”, e ainda lhes passam a mão na cabeça, pois eles não tem culpa, culpa temos nós, Winston, que não fazemos rolezinho, que não somos sem da tal “burguesia”, nem da comunidade do funk.

  16. 23/01/2014 13:37

    Repreender, proibir e destruir jamais colaborará para a compreensão e assimilação de qualquer tipo de manifestação popular. E recusar o diálogo é fazer sempre incorrer nas soluções antidemocráticas, segregacionistas, excludentes e violentas.

  17. 23/01/2014 13:40

    Poucas vezes na minha vida tive o desprazer de ler tanta asneira.
    O “rolezinho” pode até ser um fenômeno social que estamos ainda aprendendo a lidar, mas DUVIDO que na escola pública dos pequenos bandidinhos, que vão aos shoppings para cometer furtos ( E ISSO É UM CRIME ), não tenha livros a título de empréstimos, um laboratório, ainda que mal equipado, com alguma estrutura para se fazer algum estudo de biologia, química e/ou física. Professores serem escassos na rede pública, concorde que faltam sim em diversas disciplinas, mas e as que tem? E por que não dar um “rolezinho” na biblioteca? Nas instituições que oferecem ensino profissionalizante gratuito aos jovens como é o caso da ETEC no estado de São Paulo, do CENTEC no estado do Ceará e diversos outros centros estaduais de ensino público e gratuito? Nas áreas de extensão das universidades públicas que os alunos tem de oferecer “mini-cursos”, ou ir estagiar em salas de aulas, nas áreas como Letras, Matemática, Geografia, História, Biologia e tantas outras? Por que esse imenso desinteresse pelo conhecimento?
    Queres ser odiado pelos seus colegas de trabalho? – Chegue no horário, vista-se adequadamente, tenha um linguajar limpo, estude o ramo de atuação da empresa e se especialize no que faz. ( Quem faz isso é ridicularizado pelos colegas de trabalho porque o brasileiro sofre da ” Síndrome do Vara-Lata “, como diria Nelson Rodrigues ).
    ” ( … ) segundo o IPEA os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2% enquanto a parte mais rica cresceu 16,6% ( … ) ” MENTIRAAAA, quem é que consegue viver verdadeiramente com dignidade com R$ 80 por mês? Os pobres, principalmente no Nordeste, viraram um bando de vagabundos. Se qualquer um que estiver lendo esse texto agora chegar a uma pessoa que receba uma bolsa qualquer coisa do governo federal e oferecer R$ 50 para que essa pessoa faça uma faxina numa casa de 4 cômodos, a probabilidade de ouvir um sonoro NÃO é de mais de 90%, porque a pessoa acha o ganho pouco para muito trabalho. O mesmo se chamares alguém para ir carpir um terreno por R$ 80 o dia. Essas pessoas se acomodaram a receber sem trabalhar uma “ajuda social” do governo que, aos meus olhos, é uma compra de votos institucionalizada, pois ajuda tem de ser transitória se não vira parasitismo como é a olhos vistos no Nordeste. A nossa economia já está de língua de fora e, como esse é o ano das grandes mentiras, irá colocar o resto. O governo espúrio que ai está, artificializou o crescimento do país com o Minha Casa Minha Vida, que fez com que grandes somas de dinheiro fossem injetadas na economia, só não se calculou que essas famílias ficariam endividadas pelos próximos, no mínimo, 20 anos, se não 30 anos, pagando a tão sonhada casa própria. Com esse endividamento, não tem quem consuma, não há mais no país, gente suficiente e economicamente com dinheiro, para fazer a nossa economia girar.
    O que o Brasil precisa é que os brasileiros tomem vergonha na cara e cada um tome para si a responsabilidade de ler, se informar, procurar cursos gratuitos de aperfeiçoamento profissional e assim serem cidadãos capazes de se sustentarem com a água benta que verte da sua própria testa e não da Bolsa Família do governo.
    Meu nome é Caio Luã Lacerda de Figueiredo, tenho 25 anos, estudei todo o meu ensino fundamental e médio em escola pública, faço hoje um curso técnico DE “GRAÇA” na ETEC – São José dos Campos-SP, cidade que moro a 5 anos, na área de Transações Imobiliárias.

    • 23/01/2014 22:53

      Caio
      Lamento que sendo tão jovem seja tão alienado como seu texto mostra. O sistema capitalista precisa de gente submissa e acrítica como vc para poder funcionar. Olhe em volta,leia alguma literatura critica sobe a situação social de nosso pais para vc se dar conta do sofrimento de milhões de brasileiros condenados a viver na exclusão. Passei a minha vida com um pé na miséria e outro na faculdade. Conheço a pobreza mais dura, trabalhando por 17 anos nos lixões de Petrópolis. Vc precisa se humanizar e ter um mínimo de solidariedade para com aqueles que não tiveram a chance que vc tem.Se não que vale a vida? Ganhar dinheiro,se fartar e depois?
      lboff
      lboff

      • 23/01/2014 23:36

        É extremamente fácil criticar e julgar sem vivenciar o sofrimento e exclusão do outro.Assim já vi muitos comentários de famosos,do tipo ” Copa do mundo não se faz com hospitais” e por aí se segue.Claro vivem em um mundo capitalista e não sabem o que é não ter dinheiro suficiente para ter acesso às infraestruturas básicas sociais,que não são oferecidas em sua plenitude pelo serviço público,apesar do Brasil ter os maiores impostos do mundo.Enfim,sou professora de rede pública sei e vivencio o quanto os jovens se sentem marginalizados e sem oportunidades.Muitos realmente se sobressaem,mais nem todos possuem a mesma garra e força,muitos se entregam.
        Realmente o Caio tem uma visão muito restrita,uma cosmovisão muito obsoleta e pobre,vive em seu “mundinho”. O ser humano nasceu para evoluir,evoluir espiritualmente,senão a vida não tem sentido algum….

        Admiro-te extremamente L.Boff

      • 24/01/2014 23:13

        Maria,
        Seu testemunho é valioso.Vcvem da realidade vivida e sofrida. Gostaria que muitos criticos nest blog pudessem ler seu comentario.
        lboff

      • Rosi permalink
        23/01/2014 23:56

        Grande Boff, sem entrar no mérito que literatura imparcial indicaria? Que não tenha sido escrito por militantes petistas ou afins?

      • 24/01/2014 1:06

        Novamente outro comentário infeliz do senhor, meu caro Boff. O sistema capitalista precisa de gente submissa como o Caio? Não, o Universo precisa de pessoas trabalhadoras e dedicadas como ele, que não aceitam o assistencialismo do governo, tanto de esquerda como de direita! E literatura crítica seria algum dos seus 60 livros? Interessante que as pessoas que não apoiam sua opinião sejam tão humilhadas na sua réplica. É isso que o senhor aprendeu em todos os seus anos de celibato??

        Não sei se o senhor conhece Carlos Castañeda e seu livro “A erva do Diabo” (o nome não tem qualquer relação com drogas ilícitas, só menciona as experiências e vivências do autor com o “brujo” Dom Juan. Acredito que seja uma leitura válida para alguém que acredita no eucumismo) onde ele fala dos quatro inimigos do homem na busca de conhecimento! Trago um trecho parafraseado que apresentei em minha Universidade – que por sinal, é católica, se diz filantrópica e tem as mensalidades mais caras do Distrito Federal.

        “Ao iniciar o processo de aprendizagem o indivíduo além de não possuir critérios para basear a definição dos seus objetivos, desconhece as dificuldades que serão enfrentadas ao longo do caminho. Porém, ele começa a aprender lentamente e com o tempo as porções tendem a crescerem. À medida que adquire o saber, o indivíduo enfrenta o MEDO – de fracassar, de não estar devidamente capacitado para determinada situação e várias outras ideias pessimistas. Mas é preciso desafiar o medo e avançar para o estágio seguinte, e o seguinte, e o seguinte. Não deve abandonar por completo o medo, mas não deve parar! E a partir do momento que passa a se sentir seguro de si, seu propósito estará definido.

        A CLAREZA obtida com a superação do medo permitirá ao homem antecipar o desenvolvimento do processo de aprendizagem, pois já conhecerá seus desejos/necessidades e saberá o que deve fazer para satisfazê-los. Essa mesma clareza pode cegar, quando o indivíduo passa a nunca duvidar de si, tornando-se um corajoso inconsequente que se precipita quando deveria ser paciente ou que é paciente quando deveria se precipitar. Para encontrar o equilíbrio desse sistema é necessária a realização de um processo similar à superação do medo: desafiar a clareza e usa-la somente para ver, esperando com paciência e medindo seus passos antes mesmo que eles sejam dados. E finalmente, compreenderá que a clareza é quase um erro, sendo apenas um ponto diante de sua vista.

        Ao vencer a clareza, o homem está em uma posição que nada mais poderá prejudica-lo, que suas ações não serão mais um engano por que ele vê tudo a sua volta. Este é o PODER, o mais forte de todos os inimigos no caminho do conhecimento e naturalmente é o mais fácil de ser vencido, afinal o homem é realmente invencível quando deseja. E novamente será necessário o enfretamento de um estado de espírito para a superação do mesmo, controlando-se em todas as ocasiões, com cuidado e lealdade a tudo que aprendeu. Deverá entender que a clareza e o poder – quando não são controlados – são piores do que os erros e sendo assim, irá se encontrar no final da jornada para tornar-se um homem de conhecimento.

        Quase sem perceber, chegará o último obstáculo: a VELHICE! E este é o mais cruel de todos, pois não pode ser derrotado completamente, mas apenas afastado. É o momento que o homem não tem mais receios/impaciências e todo seu poder está controlado, mas também é o momento que ele sente necessidade de descansar. Mas se ele ceder ao desejo, se afundando na fadiga, terá sido derrotado no último round, tornando-se uma criatura velha e débil. Se ao invés de entregar-se, viver o seu destino completamente, poderá ser chamado de um homem de conhecimento, nem que seja no breve instante da superação de seu último obstáculo até a sua morte.” (Não encontrei a versão final, só o rascunho do trabalho)

        Mas enfim, percebo que o senhor ainda está perdido no seu terceiro inimigo.. Faltando-lhe humildade em usar o poder que o conhecimento lhe trouxe!

      • 24/01/2014 23:07

        Marcos Alexandre
        Acho que vc deve ser bem mais velho do que eu (tenho 75)para se arrogar a dar tantos e tão sábios conselhos.
        lboff

      • Ana Mello permalink
        24/01/2014 8:16

        A questão, é que essa consciência ‘e interpretacao da elite e nao dos agentes no “rolezinho”, eles apenas “vao” , mas nem sabem bem o porque. Fazendo um movimento no fundo vazio, sem sentido concreto.

      • 24/01/2014 8:20

        Boff, poderia me indicar algumas literaturas criticas sobre a situação social de nosso pais confiáveis? Um grande abraço !

      • 24/01/2014 22:57

        Marcio,
        Leia o Boletim Carta Maior. Ai escrevem os melhores analistas brasileiros. É so buscar no Google,preencher os dados e recebe no e-mail diariamente de graça
        lboff

      • Claudia permalink
        24/01/2014 11:12

        Senhor Leonardo: a mInha família é de origem pobre. MInha mãe sempre dizia, “não peça tal coisa porque mamãe não pode comprar”. Nunca tive roupas ou tênis de marca, e meus amigos tinham. Nem por isso me achei no direito de “zoar” ou botar o terror em propriedade alheia ou querer roubar do outro o que eu quero ou acho que tenho direito. Sempre estudei e trabalhei para conseguir minhas coisas, isso foi o que me ensinaram.
        Acho que fomentar a luta de classes é só uma das estratégia do governo, como é feito faz séculos, para dividir e enfraquecer o povo, para melhor dominá-lo. Coisa que o PT está fazendo com maestria. Os rolezinhos nunca tiveram esse cunho de reivindicação como alguns querem nos fazer acreditar.
        O nosso sistema capitalista é falho? Com certeza! Mas não é o socialismo que vai salvar o povo da miséria e da exclusão social. Primeiro porque o poder fica TODO nas mãos do governo e nenhum serviço público presta hoje, porque prestaria se tudo fosse estatizado? Continuaríamos com uma classe privilegiada, que seriam as pessoas do governo e os setores ligados a ele, o resto permaneceria na miséria, Como ocorre na Coréia do Norte, Cuba e etc. É o egoísmo e a ganância desenfreada das pessoas que impedem uma sociedade justa e isso independe de ser capitalismo, socialismo, etc.

      • 24/01/2014 14:43

        Eu sou cearense, vim da terra que critiquei, vi com os meus olhos a desgraça que o assistencialismo provocou no meu povo iletrado e inculto. Quanto a suas origens, tirando a parte de trabalhar no lixão, a minha foi igual como o é até hoje. Minha mãe foi faxineira da escola pública que estudei e ai de mim se tirasse notas baixas, respondesse com mal criação aos meus professores. Fui impelido por ela, a minha mãe, a estudar, a buscar as oportunidades que essa pátria pútrida e desgraçada mé dá até hoje. Há, estou esperando o senhor ou qualquer esquerdista me desmentir no que falei quanto a educação: Faltam livros sob empréstimos nas escolas públicas? O que os impede de estudar? O que os impede de ir buscar os cursos técnicos de alta qualidade ofertados pelo SENAI país a fora e conseguir um bom trabalho fruto de sua qualificação?
        Em muitas escolas públicas estaduais de São Paulo, tem, DE GRAÇA, cursos de língua estrangeira ofertado aos estudantes e TODOS OS ANOS é um parto para se conseguir formar turmas por causa do baixo interesse dos alunos, por que os “estudantes”, os coitadinhos marginalizados pelo sistema que ai está, preferi ir para uma pracinha que tem próximo a escola fumar maconha, pedra, e conversar sobre com quantas meninas estão ficando.
        O senhor deveria sair da sua sala de estudos e ir as escolas públicas das periferias, conversas com os professores dessas escolas antes de sai publicando essas asneiras.
        Sei dessas coisas porque a minha sala de aula, onde faço o meu curso técnico DE “GRAÇA”, fica dentro de uma escola da rede estadual de ensino e eu conversos com os professores de lá, vejo as bombas que jogam dentro da escola, os vidros das janelas, as louças sanitárias, as tomadas, as portas, que os “coitadinhos” quebram.
        Aceite: NENHUM sistema socialista deu certo por querer igualar as pessoas, por essas serem desiguais na essência, ninguém é igual a ninguém e lidamos com o mesmo tipo de oportunidades de forma diferente.
        #Aceitaquedoimenos.

      • 25/01/2014 10:59

        Maria Abadia, és professora de onde? Em que momento viste em meus comentários defender a falta de hospitais? Em dizer que sou rico e abastado?
        Cara senhora, tenho de sobreviver como muitos cidadãos bandeirantes e brasileiros: com o pouco. Mas esse pouco é fruto de uma economia que não cresce por causa da vagabundagem do povo em não querer se qualificar.
        A cima, esqueci no momento que digitei o texto, em dizer que os cursos técnicos do SENAI que mencionei são de GRAÇA.
        Vocês, esquerda pútrida estão acostumados a mão estendida, ao óbulo, ao ” – Me ajuda, tio?!” – e o “tio” muitas vezes é o vereador, o prefeito, o deputado, as pessoas que são responsáveis em gerar o crescimento do país. Mas como se o povo não se quer qualificar? Como fazer isso se os vagabundos se contentam com R$ 80 por mês?
        Não sou contra as bolsas, ao contrário do que parece, mas eles tem de ser vinculadas a educação de toda sorte. Os pais tem de ser obrigados a colocar e acompanhar o filho nas escola, obrigados a levar os filhos para as campanhas de vacinação, obrigados a ir fazer um dos DIVERSOS cursos gratuitos e de qualidade para que o SINE o encaminhe para uma vaga de trabalho. Isso EXISTE, mas os “coitadinhos” não querem. Os R$ 80 são o suficiente para garantir o garrafa de cachaça, o arroz, feijão e a “mistura”? – São. Então deixa o pau quebrar que quando chegar as contas de água e luz, vamos pedir ao prefeito, ao vereador, ao político da cidade que pague e nas próximas eleições, votamos neles de novo.
        ME DESMINTAM, ESQUERDISTAS DE UMA FIGA

      • 25/01/2014 11:35

        Marcos Alexandre, o senhor Boff e seus correligionários da esquerda, não responderam a nenhuma das minhas perguntas até agora, só me atacaram e isso muito me alegra, pelo simples FATO que falei VERDADES e que eles não são capazes de rebater.
        Pessoas como essas são revoltados existenciais e que deveriam procurar o ambulatório de psicologia das universidades que tem esse curso, e se tratarem de graça ( olha que legal, não vão precisar pedir o Bolsa Psicólogo, mas vão pedir o Bolsa Transporte ).
        Numa das minhas fala, mencionei de modo alto e claro que TODOS os seres humanos são diferentes e não queremos ser iguais uns aos outros e lidamos de modo diferente com as oportunidades que nos é apresentada pela vida, e é por isso que TODO o sistema ditatorial de esquerda, de tentar igualar os desiguais, FRACASSARAM.
        E é isso que todos os esquerdistas são: FRACASSADOS.

      • 25/01/2014 11:57

        Caio
        O que vc afirma é tão palmar e óbvio que não precisa de resposta. Todos entendem e até te aprovam.Nao pretenda ser mais do que aquilo que vc é.
        lboff

      • Montez permalink
        26/01/2014 18:25

        Marcos Alexandre, sou sua fã. Agora mais do que sou do Mestre Bof, pois não basta ter 90 anos de idade e querer impor sua opinião à força e desrespeitar a dos outros. Abç

      • 28/01/2014 17:04

        Nossa Boff, tirei um print desse seu comentário, imprimi e mandei emoldurar parar ficar na frente da minha cama para que eu todo dia me lembre que mesmo com pouco mais de um terço da sua idade, já possuo tanta sabedoria! Imagine como serei ao 75? Com certeza nada arrogante como vc!
        Pelo seu tom, posso perceber que vc realmente não chegou no terceiro inimigo, vc foi derrotado pelo terceiro!
        E só pra mencionar, é até cômico ver uma pessoa que se diz cristão, evocar a idade para se sentir superior, visto que em diversos momentos, na Bíblia, Jesus Cristo mostrou mais sabedoria que os anciões de sua época!

        Seja feliz meu querido. Eu fiquei muito com seu comentário! (=

      • 29/01/2014 17:15

        Em assuntos serios a ironia vale como covardia e cinismo.
        Não merece resposta,
        lboff

      • 30/01/2014 19:50

        Por favor, nao me envie mais e-mail, senhor!

        Agradeço sua atençao!

      • Marcos Alexandre permalink
        01/02/2014 18:34

        Ironia? Eu falei sério! Gostaria que fosse possível anexar arquivos de imagem a esses comentários para que vc comprovasse o quadro! (=

    • Maurício MP permalink
      24/01/2014 0:01

      Hahahah… Caio vc trabalharia um dia todo por R$ 50? Sabe qual é o valor de mercado de uma faxineira na zona oeste de São Paulo? É R$ 100. E quer saber? É pouco! Dá R$ 2 mil por mês numa conta rápida.

      O Bolsa família foi o grande impulsionador do desenvolvimento e consumo do país. Já li diversas matérias e relatórios, até elogio da ONU, dizendo que o Bolsa Família funcionou horrores e é um exemplo para o mundo. A Europa consultou o Brasil pra fazer o mesmo.

      Vc tem 25 anos, já imaginava. Isso significa que vc nunca viveu: 1. inflação, 2. hiperinflação, 3. desemprego em massa, 4. crises econômicas uma após a outra, 5. país falido, ridicularizado perante FMI e o mundo.

      Eu tenho 40 anos. Vc não conhece o Brasil, não tem ideia do que era isso. A miséria era tal em 1995, que quando voltei de viagem vi uma explosão de barracas de venda e cafés pelas ruas. NÃO EXISTIA EMPREGO. Pleno emprego, crescimento, viagem pro exterior? Era motivo de piada. Carro novo? Só se fosse de brinquedo.

      Então seja um pouco mais grato e reconheça os bons governantes. Afinal se vc não sabe a diferença entre político bom e político ruim, que direito tem de reclamar deles?
      abs

      • 25/01/2014 11:12

        Quanto o Brasil crescia à época da chamada Ditadura Militar? ( 12% ao ano, 15% ao ano ).
        Certo que esse dinheiro não era bem repartido, mas, então, de onde viria o dinheiro para a construção de Itaipu? Das BR´s que rasgaram o Brasil? Os Portos? Aeroportos? Linhas de Transmissão de energia elétrica? Angra I e II? Das Universidades federais que se multiplicaram país a fora? Diversos centros de pesquisa científica?
        O senhor, a altura dos seus 40 anos, foi proibido de estudar? De entrar numa livraria e comprar um livro? De escolher onde trabalhar? De ter o direito de ir e vir? De andar nas madrugas da sua cidade voltando de algum baile num clube local?
        Minha mainha não foi e adorava uma festa. Diversas vezes voltou para casa, como me contava a minha avó, de madrugada e a minha mainha não era molestada por quem quer que fosse.
        Hoje, saia a noite. Não temos mais segurança.
        Que tipo de progresso veio com a famigerada democracia?
        Perguntei, e eu mesmo respondo: Dinheiro na meia, na mala, na cueca, mensalão em MG e DF e no próprio congresso.
        A imoralidade tomou conta de todos nós e se Rui Barbosa Estivesse vivo, haveria de dizer que estamos cansados, constrangidos de ter vergonha.
        Há, quanto a existência de empregos: Certamente não veio para a cidade de São José dos Campos-SP e outras do estado de São Paulo como São Bernardo do Campo-SP que viviam em situação de pleno emprego e os bons funcionários, os qualificados, SEMPRE ganharam acima do piso salarial da época, tendo ganhos reais acima da inflação.
        Estudei a história como um todo. Livre da podridão esquerdista que só me fazia ver o A.I 5, as torturas, só o lado ruim da ditadura, o bom, NENHUM professor me contou. Os livros se encarregaram de fazer.

      • 26/01/2014 17:48

        Caio
        Que saudade mórbida é essa da ditadura porque fizeram subir o dinheiro no Brasil à custa de torturas, assassinatos e o sequestro da liberdade de todos nós? Admiro-me demais de que haja ainda pessoas que não aprendem nada da história do sofrimento e da violência impostos a toda uma nação.
        lboff

      • 27/01/2014 9:27

        Tire a repressão, que é sim, um ponto negativíssimo na ditadura, o que fica? O crescimento, a vergonha na cara, a segurança pública, a economia que crescia como um país do futuro.
        O senhor não me respondeu se foi proibido de estudar, de entrar numa livraria e comprar um livro, de escolher onde trabalhar, de ter o direito de ir e vir na época dos militares no poder.
        O senhor deixou que o sofrimento que o senhor passou na infância o cegasse e o senhor tem medo que outros passem pelo que o senhor passou e eu entendo isso.
        De todo modo, senhor Boff, tem pessoas que NÃO QUEREM SER AJUDADAS. que não querem crescer, querem apenas o parasitismos de uma bolsa que não há de tira-las da miséria.
        A esse tipo de pessoas, só restam uma saída: aprender pela dor da fome, da miséria.

    • Estela permalink
      24/01/2014 23:25

      Caio… “O que os impede de ir buscar os cursos técnicos de alta qualidade ofertados pelo SENAI país a fora e conseguir um bom trabalho fruto de sua qualificação?” Falta dinheiro (porque o SENAI é pago) e vagas. E você ainda acha que isso é falta de oportunidade? Eu fui procurar um curso para o meu filho no SENAI e, há dois anos atrás, o custo era de R$ 1.080,00.

      • 27/01/2014 9:10

        Cara senhora, os S´s tem diversos curso de graça e pagos, pois não são instituições públicas mas sim, privadas. TEM SIM cursos de elétrica e outros que são sim gratuitos por parcerias com o governo. Vagas? Insinuas que não a vagas no SENAI?! Sua burra, que pega uma situação e a distorce para te-la como “verdade”, vá ao SENAI e pesquise, pergunte sobre o serviço como um todo, não só uma parte. Vais se surpreender. Ignorante esquerdistas de uma figa. Eu fiz 3 cursos de graça no SENAI: Elétrica residencial, Básica e Operação de Máquina Injetora.

      • 28/01/2014 1:26

        Caio
        Vc pode se informar e estudar a vida inteira sem nunca se educar.Ve se incorpora esta dimensão, a mais verdadeira, nas suas posturas.
        lboff

    • 25/01/2014 3:47

      Acredito que o Caio Figueiredo não está errado, pois há sim nas escolas oportunidades para esses adolescentes lerem, estudarem, se aperfeiçoarem… Caso não tenha, ai sim haveria um bom motivo para fazer protestos… Ir ao Shopping é legal para eles, pois é um lugar que não há, normalmente, nas periferias ou bairros de classe baixa; Os “eventos” realizados por eles seria uma boa oportunidade para entretenimento, cultura e lazer. Entretanto, depredar patrimônios, roubar, fazer “baderna”, são atos que não podem ser apoiados… Muitos são excluídos? Sim! Muitos são ridicularizados pelo capitalismo? Sim! Mas se reunirem em um Shopping para expor seus gostos e Hobbies não vai mudar essa situação. Uma boa opção seria cobrar dos políticos espaços para que sejam realizados esses eventos e não invadir uma propriedade particular e fazer o que bem entender… (Se eu fosse proprietário de um desses estabelecimentos, não aceitaria que fizessem o que fizeram, pois atrapalharia meu negócio, e não só o dono seria prejudicado com isso, mas muitos funcionários dependem disso para sobreviver). Os projetos do PT foram bons, sim. No entanto, seria interessante oferecer empregos em algumas áreas também, para que o povo não seja como um filho mimado pela mãe que ganha seu brinquedo sem merecimento algum. Tenho certeza que com oportunidades muitas pessoas se sentiriam incluídas e úteis nesse mundo capitalista. Vamos conseguir mudar o mundo? Não! Mas uma coisa é certa, podemos mudar o nosso mundo.

      (Assisti uma matéria sobre esses “rolezinhos” e na maioria das entrevistas percebi jovens alienados, se ser incluído é ir à Shopping cantar funk, ficar, beijar, badernar, comprar, mostrar roupas, etc… Acredito que temos que rever nossos conceitos. Todavia, se for expressar opiniões, cultura, ideias para a sociedade, vamos lá!!! Vamos mudar o mundo!)

      • 27/01/2014 9:19

        ” nois é a praga que o sistema criô” – disse um pequeno retardado de 14 anos cantando um funk “ostentação” ( do que NÃO TEM ). Os excluídos querem ser incluídos para depois excluir os outros, jogar-lhes na cara o que o dinheiro é capaz de oferecer. Esse trecho eu ouvi numa matéria do Fantástico do dia 19 último.
        Os esquerdistas pútridos vem aqui posarem de coitadinhos, de oprimidos, de tudo mais, só que ninguém é privado da vergonha na cara, ninguém NUNCA fui privado nessa nação de estudar, de entrar numa livraria e comprar um livro, de escolher onde trabalhar, de ter o direito de ir e vir, mas estudar não interessa a esquerda, porque eles estão acostumados ao óbulo, a mão estendida, ao ” mim ajuda, tio?!”.
        ESTOU ESPERANDO SER DESMENTIDO PELOS ESQUERDISTAS.

    • 25/01/2014 3:59

      Acredito que o Caio Figueiredo não está errado, pois há sim nas escolas oportunidades para esses adolescentes lerem, estudarem, se aperfeiçoarem… Caso não tenha, ai sim haveria um bom motivo para fazer protestos… Ir ao Shopping é legal para eles, pois é um lugar que não há, normalmente, nas periferias ou bairros de classe baixa; Os “eventos” realizados por eles seria uma boa oportunidade para entretenimento, cultura e lazer. Entretanto, depredar patrimônios, roubar, fazer “baderna”, são atos que não podem ser apoiados… Muitos são excluídos? Sim! Muitos são ridicularizados pelo capitalismo? Sim! Mas se reunirem em um Shopping para expor seus gostos e Hobbies não vai mudar essa situação. Uma boa opção seria cobrar dos políticos espaços para que sejam realizados esses eventos e não invadir uma propriedade particular e fazer o que bem entender… (Se eu fosse proprietário de um desses estabelecimentos, não aceitaria que fizessem o que fizeram, pois atrapalharia meu negócio, e não só o dono seria prejudicado com isso, mas muitos funcionários dependem disso para sobreviver). Os projetos do PT foram bons, sim. No entanto, seria interessante oferecer empregos em algumas áreas também, para que o povo não seja como um filho mimado pela mãe que ganha seu brinquedo sem merecimento algum. Tenho certeza que com oportunidades muitas pessoas se sentiriam incluídas e úteis nesse mundo capitalista. Vamos conseguir mudar o mundo? Não! Mas uma coisa é certa, podemos mudar o nosso mundo.

      (Assisti uma matéria sobre esses “rolezinhos” e na maioria das entrevistas percebi jovens consumistas, alienados, se ser incluído é ir à Shopping cantar funk, ficar, beijar, badernar, comprar, mostrar roupas de marca, etc… Acredito que temos que rever nossos conceitos. Todavia, se for expressar opiniões, cultura, ideias para a sociedade, vamos lá!!! Vamos mudar o mundo!)

    • geovanio permalink
      25/01/2014 13:39

      Voce precisa ler um pouco mais e acreditar menos no que te falam, fica a dica seu ALIENADO, PRECONCEITUOSO e ETNOCÊNTRICO.

    • 25/01/2014 16:19

      Já comecei a rezar por vc, Sr. Caio Figueiredo, pois vejo por suas linhas que a sua arrogância, ao ignorar a exclusão social, é proporcional à sua ignorância. Já que o Sr. vive tão empertigado por debaixo dessa camisa engomada, o que pressupõe um bom padrão social de vida, sugiro que entre para algum curso onde possa aprender certas noções de Ciência Política.

      • 27/01/2014 9:34

        A minha indumentária é por causa do meu trabalho como corretor de imóveis que por sinal, está parado por causa da economia que está se encaminhando para o barranco.
        ” Arrogância ” – desde quando dizer verdades é ser arrogante? Em que ponto das minhas falas disse algo de mentiroso, falso, enganoso?
        O que vou aprender em Ciências Políticas? – A ser um esquerdista acostumado ao ócio?
        Muito obrigado. Prefiro continuar acordando as 6h e indo dormir as 1h. A minha dignidade, a minha vergonha na cara me leva a isso.

      • 27/01/2014 9:35

        Há, ao contrário de você, não tenho medo de mostrar a cara, não me escondo em um perfil falso, sem foto.
        Esquerdista de uma figa.

  18. vitor permalink
    23/01/2014 14:05

    Tem uma frase no texto que diz: querem trabalhar para ganhar sua vida.
    Discordo pois se quisessem trabalhar, deveriam estar estudando ou procurando trabalho.
    Mas não é isto que estão fazendo ao promover estes rolezinhos.

  19. marcio carlos permalink
    23/01/2014 14:07

    Concordo com o Boff quando diz que a nossa sociedade é injusta. E é mesmo. Uns com muito e muita gente sem nada. São os extratos da sociedade e, não é só aqui. Em todos os lugares do mundo existe a separação por renda, por instrução, por ideologia, etc. Somos chamados a criticar o preço das coisas. Por que custa o absurdo que custa? A educação que não ensina, a saúde que não atende, as ações do governo que contrariam a vontade popular, a impunidade de parlamentares e funcionários do governo e, por ai vai. E olhe que temos um governo socialista. Ainda assim estamos longe da justiça social.

  20. Rosilene Silva permalink
    23/01/2014 14:09

    Achei bem interessante e bem escrito dentro da pura realidade mas, o texto esqueceu de mencionar, que a falta de justiça social e politica, está revoltando a população (não só esses de classe pobre). A liberdade e a falta de índoles e mesmo falta de noção do que é certo e errado e até mesmo de amor próprio e às pessoas, está dando a esses jovens uma violência que é peculiar nesse tipo de comunidade. E, amigos, as sociedades, dentro de shoppings, lojas e qualquer outro estabelecimento, são compostas de pessoas que tambem vivem do medo que as antigas manifestações causaram, que sem nenhuma ideologia politica, só fizeram colocar suas revoltas (estas colocadas no texto acima que são reais), destruindo propriedades privadas sem nehum bom senso. As pessoas ainda não são movidas à telepatias, prá se ter idéia do real interesse desses rolezinhos. Não dá tempo de pensar em direitos sociais, quando você se depara com vários jovens , vestido com roupas que lhe são pecualiares, bonés e cia. vindo em tua direção, principalmente por esses rolezinhos terem vindos das redes sociais e estarem emparelhados com as manifestações que estão pra estourar ai. Muitas lojas no País já foram destruidas, muitos foram os prejuízos irressarcíveis. Sinto muito mais não creio que a reação das pessoas nesse shopping ou em locais sociais, tenham a ver com preconceitos , de forma alguma. Isso foi uma forma das classes mais baixas virem novamente se fazerem de vitimas sociais, sem nem sequer se preocuparem em serem seres sociais. Eles só querem, querem e querem, e uma visão analítica da situação jamais é feita. É mais fácil se dizer que são vitimas de preconceito do que aprenderem e aceitarem a viver em sociedade. Eles querem ser aceitos na sociedade desde que a sociedade aceite as regras deles…e isso, vai ser um tanto quanto dificil. Existem regras sociais que não tem necessidade de serem quebradas e elas acessiveis pra qualquer classe social. As principais estão vinculadas a VALORES éticos e morais.

    • Carmen Lucia Ramos Correa permalink
      27/01/2014 9:40

      Concordo,principalmente quando disse:”Eles querem ser aceitos na sociedade desde que a sociedade aceite as regras deles” Verdade.

      • 28/01/2014 8:33

        Por favor, sr. Leonardo Boff, nao me envie mais e-mail…

        Está me incomodando bastante!

        Obrigado!

        Emanoel M Arruda +5583 33349070

      • 29/01/2014 17:16

        Emanoel
        Eu nunca lhe enviei nada. Se nao quiser ler o blog delete tudo e fique feliz.
        Vc nao é obrigado a nada,
        lboff

  21. Fabiano Ferraro de Oliveira permalink
    23/01/2014 14:27

    “Em primeiro lugar, são jovens pobres, das grandes periferias, sem espaços de lazer e de cultura, penalizados por serviços públicos ausentes ou muito ruins como saúde, escola, infra-estrutura sanitária, transporte, lazer e segurança.” – E os poucos espaços que eles têm, eles destroem… assim como os SHOPPINGS… O senhor não anda nas periferias??? Alguns espaços pré-existentes estão abandonados, descaso dos órgãos públicos. Aqueles que ficam “na invisibilidade forçada” e, inclusive, não assistem TV e adjascentes… estudam, trabalham, e em suas projeções futuras, tornam-se cidadãos de bem.

    “Releva, no entanto, constatar que com as políticas sociais do governo do PT a desigualdade diminiui, pois segundo o IPEA os 10% mais pobres tiveram entre 2001-2011 um crescimento de renda acumulado de 91,2% enquanto a parte mais rica cresceu 16,6%.” – Aumento de renda graças ao BOLSA FAMÍLIA, diga-se de passagem, criado pelo PSDB e no princípio, combatido pelo maior criminoso desse país – Sr. LULA. Brincadeira, né? Se o desemprego é da ordem dos 6%, por que 20% da população depende de “BOLSAS”. Esse é um exemplo da desiformação, assim como a mentira das URNAS ELETRÓNICAS. Acreditam que é de “ESQUERDA” se é que isso existe realmente.

    “Por fim, os rolezinhos não querem apenas consumir. Não são animaizinhos famintosi(!!!!!! óbvio que vc não interagiu com nenhum). Eles tem fome sim, mas fome de reconhecimento, de acolhida na sociedade, de lazer, de cultura e de mostrar o que sabem: cantar (O QUE??? O FUNK OSTENTAÇÃO), dançar(O QUE???????? CONTINUO NO FUNK), criar poemas críticos(O QUE??????????????????? COMO O MC DALESTE QUE FALAVA QUE POLICIAL “VERME” BOM É POLICIAL MORTO), celebrar a convivência humana (de forma altamente destrutiva, DIGA-SE DE PASSAGEM). E querem trabalhar para ganhar sua vida (Então, por que não começam???). Tudo isso lhes é negado, porque, por serem pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros, são desperezados e mantidos longe, na margem”. – Ja pensou se “TODAS” as pessoas pobres, negras, mestiças sem olhos azuis e cabelos loiros estivessem junto com esses grupos??? Já estariamos vivendo numa guerra civíl…. Mas, com certeza, ja vivemos um COLAPSO SOCIAL… eaté em suas palavras, o Sr segrega, afinal, ninguem escolheu nascer “com olhos azuis e cabelos loiros”, certo?

    Alguns exemplos como JOSEF STALIN (Humanitário), MAO-TSÉ-TUNG (Caridoso), CHE GUEVARA (Um cara queque não tinha preconceito nenhum…), FIDEL CASTRO (Por que sua mãe iria abandoná-lo???) e dos GRANDES ÚLTIMOS – KIM II-SUNG E DE SEU FILHO KIM JONG-IL (Que tem a familia acima de tudo!!!!), líderes de uma revolução pelo povo e para o povo. Até o ponto que lhes era conveniente…

    E que nossa recepção seja CALOROSA e com honras de CHEFES DE ESTADO ao guerrilheiros das FARC… pois eles estão em nosso pátria para trabalho HUMANITÁRIO e CARIDOSO.

    Pensadores Brasileiros… por que com toda a sua “PROPRIEDADE” nas palavras, não querem dar a “cara a tapa”??? E o medo agora não é só dos militares, né? Os pensadores que deveriam falar sobre MORAL e VALORES, dar “VERDADEIROS EXEMPLOS DE CIDADANIA” pensam somente em seu posicionamento POLÍTICO e no PODER que podem adquirir, seja de DIREITA e ESQUERA… nossos pensadores são responsáveis pelo aumento da LAMA.

    E veja bem, eu não fomento o ódio: a digníssima MARILENA SOUZA CHAUI faz isso por todos nós…

    VERGONHA DOS BRASILEIROS E DE SER BRASILEIRO!

    • 23/01/2014 22:45

      Fabiano
      Em vez de bancar o ridículo vc deveria pensar mais sobre o destino de nosso povo e que Brasil queremos construir. Com cinismo e ironias fáceis não se dá nenhum passo em direção nenhuma. Vc está perdendo tempo ao invés de dar alguma contribuição, mesmo que seja só de penamento construtivo.
      lboff

      • 24/01/2014 0:04

        Interessante Boff, vc está perdendo tempo ao invés de dar alguma contribuição, mesmo que seja só de penamento (sic) construtivo.

      • Marcelo Salgado permalink
        26/01/2014 12:57

        Você menciona “cinismo” e “ironia”, mas começa seu texto detonando qualquer um que se oponha à sua visão (esquerdista) do mundo: ” (…) acólitos da sociedade neoliberal do consumo que identificam cidadania com capacidade de consumir, geralmente nos jornalões da mídia comercial, nem merecem consideração”.

        O interessante é que a “liberdade de expressão”, pra esquerda, é isso mesmo: “concorde comigo ou cala a boca”; “ou está conosco, ou está contra nós”. Esquerdistas são, acima de tudo, ideólogos que partem de narrativas e raciocínios simplistas pré-concebidos (luta de classes; opressores e oprimidos; minorias e vitimização; se um ganha, o outro perde). E olham o mundo e os fatos através desta lente. Sempre. Sem considerações racionais profundas.

        Mas é como Horkheimer disse: “lógica não é independente de conteúdo”. Francamente… Impossível levar a sério.

    • Montez permalink
      26/01/2014 18:33

      Marcos Alexandre, agora eu não sou mais só fã sua: sou também do Fabiano Ferraro e, claro, do Mestre Boff.

  22. maria jose oliveira permalink
    23/01/2014 14:41

    A classe pobre teve um crescimento, a rica continua rica e a classe média ficando pobre e invisível.

  23. 23/01/2014 14:45

    Tenho muito respeito por seu trabalho e orientações, ainda assim me arrisco a questioná-lo em relação ao fenômeno do “rolê”. Tudo bem em compreender tais eventos como uma forma organizada de protesto político contra a segregação econômica a que são submetidos os grupos dos “rolês”, mas daí a entendê-los como causa por “não serem incluídos no contrato social” é algo a meu ver tendencioso, pois a sociedade como um todo é excluída, mesmo os que não moram na periferia ou são rotulados pelo Estado como pobres. A grande maioria da população (profissionais liberais, funcionários públicos, autônomos) estaria de fora do contrato social, pois paga aluguel, plano de saúde, escola, áreas para lazer, juros altos, segurança particular (porteiros, vigias) e ainda recolhe os impostos para custear os serviços estatais sem, porém, fazer uso destes serviços. Neste respeito, os rolês seriam mais uma manifestação de contracultura (contra o modelo de consumo desenhado pelas elites) que propriamente um “grito dos excluídos”, uma forma de reivindicar seu status quo cultural, de poder se identificar nos trajes postos sobre os manequins nas vitrines das lojas. Talvez a reação dos proprietários destes espaços de consumo e do poder público é que seja questionável e reprovável do ponto de vista dos direitos fundamentais, não o liberalismo enquanto paradigma para a sociedade, pois os rolês também são liberais, diria até liberais capitalistas, pois também querem possuir, também querem acumular e ostentar. Eu digo não a este rolê capitalista e sim ao rolê social nas praças, bibliotecas e demais espaços públicos.

    • Ricardo Augusto Rocha permalink
      23/01/2014 22:57

      Andre, sua crítica ou questionamento são válidos… Mas acho que há um ponto central na análise do Boff que me parece não teres captado. Seria realmente ótimo se os rolezinhos fossem em outros espaços públicos (e não utilizarei mais aspas no termo rolezinhos)… A não ser pelo fato de que, ainda que isso lhe incomode (e a mim também de certa forma), a ocupação massiva de espaços de consumo é justamente uma resposta ao que essa sociedade do consumo produz. Não é nas bibliotecas, ou em outros lugares não tão povoados, em que reside o simbolismo do capitalismo (à moda brasileira, para ser mais exato). E onde é? Certamente o shopping é um destes locais.
      Nós, estudantes acadêmicos, pequenos burgueses, parte da classe média, com nossa interpretação burguesa de mundo, julgamos a presença dos rolezeiros em centros comerciais, desejando, como iluminados, de que os protestos fossem realmente nobres, em espaços culturais e outros que carreguem valores que se identifiquem com uma resistência capitalista. No entanto, também é interessante pensarmos que toda esta miséria humana que nos incomoda seja trazida à tona, bem ou mal, justamente num movimento que a revela e esfrega em nossa cara.

      • 24/01/2014 15:30

        Sim Ricardo, por certo o incomodo revela nossas próprias mazelas. Eu, que tenho em São Francisco um exemplo, almejo por uma sociedade que venere menos o consumo, mas como patícipe dessa sociedade sei como isso é difícil. A senhora pobreza realmente nos incomoda e os rolezinhos são a manifestação disso. Repudiamos qualquer união com a senhora Paupertas: nós pequenos burgueses e os jovens dos rolezinhos. Só tenho a agradecer por Leonardo nos instigar à reflexão.

    • Rosi permalink
      24/01/2014 0:01

      Aprecio seu ponto de vista Ricardo e acrescento: que façamos sim revolução: apolítica, pensando no melhor a todos e não a esta ou aquela classe, isso sim gera ainda mais discórdia…que exista uma revolução baseada na educação, que exista um protesta baseado no abstenção do consumo…isso sim gera efeitos rápidos numa sociedade como a nossa…o que disso passar corre o risco de representar massa de manobra de uma “elite pensante”, que se esforça em disseminar seus “preceitos”….

  24. JHLS permalink
    23/01/2014 14:53

    Concordo quase que totalmente.
    Só faltou dizer que a renda dos 10% mais pobres aumentou 91% e a dos 10% mais ricos 16%, as custas de quem está no meio = sempre a classe média, que assim é usada ora para fazer justiça social na distribuição de renda, ora como bode expiatório e culpada pelas mazelas causadas pela elite aética e egoísta.

  25. franciisco permalink
    23/01/2014 14:56

    É isso , são vítimas desse sistema que pouco está se lixando , eles querem mais é se dá bem , consumam BBB, CBF , Audi, Camaro, etc .

  26. Rossetto permalink
    23/01/2014 15:02

    Não existe justificativa para as pessoas que não sabem se comportar!! Sou de origem modesta e de periferia nunca me comportei desta forma. Não se justifica o injustificável

    • Ricardo Augusto Rocha permalink
      23/01/2014 22:58

      Ocupar espaço coletivo é não saber se comportar?

      • 24/01/2014 1:25

        Vc acha mesmo que a ocupação de seis mil pessoas em um shopping é saber se comportar? Correr e gritar letras de funk OSTENTAÇÃO e PROIBIDÃO (que são os que falam de produtos caros, palavrões, banalização da mulher e ridicularização da polícia) é saber se comportar?

        ¬¬

  27. Bruno permalink
    23/01/2014 15:28

    Esse artigo é maravilhoso!
    A civilização pressupõe a convivência mútua entre os semelhantes pela privação de nossos instintos. Quando deixaremos de lado nossa gula pelo consumo para nos afastarmos de vez da barbárie?

  28. Luiz do Nascimento Pereira Junior permalink
    23/01/2014 15:35

    Para um paulistano de 58 anos, a primeira sensação de invasão foi diante do crescimento absurdo de número de shoppings na cidade…Acho que a idéia era de provocar o desejo de inclusão e de consumo nas pesssoas funcionou por algum tempo, mas agora esbarra em uma geração que não fica contente somente vendo as vitrines….

  29. Samuel Araujo permalink
    23/01/2014 15:51

    Sábias palavras!!! Como professor também sinto que nossa sociedade começou a se movimentar e a inquietação popular é a semente das mudanças necessárias para a construção de uma sociedade justa.

  30. Racional permalink
    23/01/2014 15:59

    muito critico esse poema (Aiai…):

    TO NA MODA _ MC Chaveirinho

    Trajado de oakley e town & country,
    Área vip eu sempre estou.
    Com dinheiro no bolso chama até de meu amor (2x)

    Pode falar que você tem conceito, que conhece o brasil inteiro
    Mais no final das conta ela ainda fala que eu sou feio
    Cartão de varios banco limite aumentado e dinheiro sobrando
    É melhor eu de camarote, porque são varios me invejando
    Vem comigo novinha, ve com todo respeito
    Todo elegante dinheiro no bolso quero ver falar que é feio

    Novinha me escuta, e ve se tu se toca
    Eu sou feio mas to na moda, eu sou feio mas to na moda

  31. Roberto Ribeiro permalink
    23/01/2014 16:14

    Segundo as mudanças que pararão a pedra que rola, elas acontecerão mas não pelas mãos do povo como sempre tem sido. ” Façamos nós a revolução antes que o povo a faça. Ordem e progresso! ou progresso sem revolução social.

  32. fatima ribeiro permalink
    23/01/2014 16:16

    foi dado uma esmola para seus pais, mas faltou emprego e escolas de qualidade, ai está o retorno, e vai piorar.

    • Ricardo Augusto Rocha permalink
      23/01/2014 23:02

      Desde quando ver a cara e sentir o cheiro das pessoas em um espaço coletivo é mau sinal? A não ser que conviver com o próximo seja algo que incomode… Aí, realmente ‘vai piorar’! E tomara que ‘continue piorando’!

  33. Wellington permalink
    23/01/2014 16:47

    Para quem pensa que os ricos são os vilões da história no caso dos “rolezinhos” nada mais do que a realidade para mostrar que isso é falso: “Segundo pesquisa Datafolha, publicada hoje na Folha, nada menos de 82% dos paulistanos são contra os rolezinhos, impopulares até entre os jovens — Reprovam as manifestações 70% das pessoas entre 16 e 24 anos e 85% dos que estão entre 25 e 34. Alguns vigaristas sustentavam que os rolezinhos são o grito dos pobres. Será? São contra esses eventos 80% dos que ganham até 2 salários mínimos. Entre os que recebem de 2 a 5, a reprovação chega a 87%. A aceitação cresce um pouquinho entre os mais endinheirados, mas o “não” é ainda esmagador: 71%”

    A matéria continua em:http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-datafolha-e-os-subintelectuais-decepcionados-com-o-povo-82-dos-paulistanos-sao-contra-rolezinhos-e-73-a-favor-da-acao-da-policia-larga-maioria-de-negros-e-pardos-nao-ve-discriminacao/

    • Ricardo Augusto Rocha permalink
      23/01/2014 23:04

      O povo da minha terra, os paulistas, elegem Alckmin… Deles, tudo pode se esperar. Ah, e foi o Azevedo que publicou? Ok.

    • Kássia Soares permalink
      24/01/2014 11:00

      Acho que os rolezinhos não devem ser analisados pela ótica da discriminação racial e sim da discriminação social. Ricos não são vilões, você não pode ser julgado por ter mais que outra pessoa, como também não pode ser julgado por ter menos. E infelizmente, a maioria massiva da população analisa (se é que chega a isso) o fenômeno de forma superficial. Eles vêem alguma coisa na TV, lêem uma manchete no jornal e já formam uma opinião. Literalmente um pré-conceito.

  34. tonicesa badu permalink
    23/01/2014 16:50

    não são os donos das lojas, cinemas, teatros, lanchonetes e restaurantes, nem as pessoas que vão ao shopping para consumir que tem que pagar pela politica social financeira nociva e injusta que o governo do brasil pratica. todos nós estamos no mesmo barco e a verdadeira inclusão social, a possibilidade dos pobres terem acesso aos bens de consumo da classe média e da classe rica, não pode nem deve acontecer por meio de desordem, sob pena do barco naufragar. pessoas como leonardo boff e outras que tem acesso ao governo pt podem fazer ingerências e pressões mais contundentes junto ao lula e dilma para que providências sejam tomadas. é fácil fazer esse discurso socialista e políticamente correto, mas na pratica a teoria é outra. essa garotada precisa de aprender bons modos e de ir a luta não só por diversão, mas tb por trabalho e cidadania. será que êles tem uma consciência da realidade política do país? será que êles sabem escolher candidatos que o representem? o buraco é mais embaixo senhor boff…

  35. Iatir de Castro Vieira permalink
    23/01/2014 17:34

    Leonardo Boff é um presente de Deus. Liberto de estruturas que amarram a inteligência humana, analisa com clarividência a movimentação de grupos sociais face a falta de serviços básicos garantidos pela Constituição, mas que, injustamente, não são entregues aos despossuídos. Importante neste ilustre intelectual é a opção pelos excluídos da sociedade.

  36. Dilmara Andrade permalink
    23/01/2014 17:42

    Como sempre, muito assertivo em suas colocações, EXCELENTE texto!!!!!!!!
    Dilmara Andrade

  37. Alessandro Cruz permalink
    23/01/2014 17:46

    É uma analise coerente, realmente, existe essa segmentação , porém o governo atual nunca teve intenção e cada vez mais se afastará da igualdade ou tentativa de aproximar as classes o Governo do Pt assim como o próprio partido se considera acima de tudo inclusive da lei . Ser pobre é a condição principal para se filiar e continuar a dar mais poder a essa elite partidária que conseguiu alcançar o topo para infelicidade geral da nação.
    Os Rolezinhos ou qualquer outra manifestação vai sensibilizar esse governo, eles não conhecem essa palavra: sensibilidade…

  38. 23/01/2014 17:46

    Enquanto estes velhos faladores e agitadores existirem existirão também estas velhas frases de efeito. Justificam tudo com esta falação antiquada. Sempre fui pobre no meu tempo de jovem e continuo. Morava em Vaz-Lobo (perto de Madureira) e ia estudar na Tijuca e de bonde e trem. Telefone eu tinha que pedir ao português da padaria para usar e pagar. Agora todos eles se comunicam na Internet para combinar suas arruaças.
    Não tinham estes locais sofisticados e caros. Tínhamos a Quinta da Boa Vista e o Jardim Zoológico. Para chegar lá tínhamos que pegar trem e bonde. Nunca me rebelei, não quebrei vitrines da Mesbla e Sears (o que tinha de melhor na época).
    O que está faltando é pais responsáveis, avós e tios. (quem cuida destes jovens).
    Falta LIMITES, RESPEITO,EDUCAÇÃO no LAR e Na SOCIEDADE.
    Saúde eram poucos postos e hospitais. Um posto em Madureira e um Hospital que era o Getúlio Vargas na Penha.

    Parem de colocar justificativas.

    Na África aquele povo que passa fome e usa sapatos feitos de Pet de refrigerante também agem assim? Tem um bando de antigos falastrões como vocês aqui?

    Meus cabelos são brancos e castanhos e meus olhos são castanhos. A minha descendência é mestiça do interior das Alagoas.

    • Ricardo Augusto Rocha permalink
      23/01/2014 23:06

      O Paulo Freire já dizia que os oprimidos podem revelar-se como opressores…

    • 24/01/2014 1:41

      É tão lindo ver razão no meio de tanta insanidade!
      (=

    • Montez permalink
      26/01/2014 18:59

      Pois é, Elza, acho que sua opinião foi dada TAMBÉM com base no que você viveu, certo? E não com base no que dizem as revistas e jornais, segundo os que que defendem os rolezinhos dizem a respeito dos que são contra esse movimento. Isso é o que importa.

  39. 23/01/2014 17:48

    Infelizmente essa é a realidade monstruosa de nossa sociedade.
    A minha modesta opinião sobre o assunto resume-se a pensar que a única solução é o despertar dos menos favorecidos. Esse despertar se fará mediante o reconhecimento da importância da educação – que continua sendo uma forma de ascensão social, cultural e financeira.
    Enquanto a população menos favorecida continuar indo para as escolas (em grande parte) apenas para garantir a frequência do Bolsa Família – sem qualquer comprometimento de aprendizado real – e sem medidas governamentais que valorizem realmente a carreira do professorado, continuaremos caminhando a passos largos guerra civil.

  40. RomeroMarcius permalink
    23/01/2014 17:48

    O pior é que parece que tem gente se infiltrando nos rolezinhos, para incitar baderna, visando desestabilização do Governo Dilma! No princípio tratava-se o rolezinho de um inocente “rolé” de jovens, mas pode estar virando outra coisa! Se esta onda pega, com o incitamento da galera da baderna, justamente em Ano de Copa do Mundo no Brasil… Sei não, meu prezado Leonardo Boff! Isto não está me cheirando bem!

  41. 23/01/2014 18:18

    Absurda suas deduções, das quais discordo frontalmente. Muita teoria, muita bajulação e pouca indicação de solução.
    Criticar quem gera emprego, em apoio a desordem, ao crime, a depredação, quando se beneficia dos resultados catastróficos dessa desordem, é simplesmente inaceitável.
    Alegar que essa turva não tem onde se “divertir” ? Chega a ser cômico se trágico não fosse.
    Então pode-se considerar que os saqueadores e depredadores também não tem onde de “divertirem” ?
    A defesa de criminosos acaba gerando resultados onde 92% dos crimes não são resolvidos, pois os efeitos sociais dão margem e argumentos para que essas situações encontrem ecos de defesa em nome de um falso socialismo, onde os benefícios aos defensores, deixa para trás os verdadeiros necessitados, e se ganha apoio das massas desinformadas, ou formadas na ilusão de doutrinas falidas, que só e apenas se tornam massa de manobra formadora de falsas opiniões.
    Vemos essa defesa nos palanques recebendo um sanduíche de mortadela vencida e um gura vita mais 20 pratas para gritarem a favor do que nem sequer imaginam.
    Aplaudam os rolézinhos numa fila de hospital de madrugada, numa fila de emprego, num trem lotado quebrado numa linha férrea, tentando voltar para casa depois de passarem pelos efeitos desse mesmo rolézinho. Ou numa fila de UPA, com um filho pequeno tentando um atendimento de emergência, que tal os locais para defender os rolézinhos para desocupados desordeiros, que acabam somando na corrente de 92% de crimes não resolvidos, ou até nos mais de 50.000 pessoas que perdem avida todos os anos vítimas dessa mesma violência aqui defendida com aplausos ao desgoverno que reina em nosso País ?
    Vai minha sugestão de defesa aos que realmente necessitam, como os aposentados que tiveram suas aposentadorias há mais de 7 anos, onde muitos morreram sem terem sido respeitados seus direitos (caso Varig) ou os que são excluídos na transposição criminosa do São Francisco, que promoveu um aumento nos efeitos da seca no Nordeste, onde brasileiros morrem de sede, perdem seu gado, sucumbem ao descaso desse mesmo governo que falsamente é defendido por um pseudo aumento de noventa e tantos por cento, numa pseudo média de renda, ilusória diga-se de passagem, e que não são os rolezeiros defendidos aqui como não tendo onde se divertir … !
    Li que se reclama da falta de diálogo … Que diálogo ? Esses mesmos criticados geram empregos ! Arrecadam impostos ! Pagam salários ! Para muitos até que são pais desses desocupados que vandalizam a cidade, não só os shoppings. Queimam ônibus para protestarem ? E ficam sem o transporte de cada dia ? Prejudicam os que ainda fazem alguma coisa pelos mais carentes, como emprego e dignidade ? Ou dignidade é ser sustentado pelo estado, sem nada fazerem, apenas se divertirem ? É errado se conquistar bens materiais com esforço e trabalho ? Quando outros desocupados querem as mesmas conquistas sem nada fazerem ? Essa é a igualdade sugerida ? Dignidade se conquista com trabalho honesto, sem parasitas ou falsos apoiadores de ordens questionáveis. Apoio a desordem sugere interesses não aplicáveis as reais necessidades de quem precisa.
    É totalmente incompatível a defesa aqui exposta com o real problema !
    É totalmente inaceitável !
    É totalmente criticável !

    • 23/01/2014 22:28

      Tio Dé. Vc não tem nenhuma compaixão com os milhões de brasileiros que sofrem nas periferias ou nos trens que não foram reformados já há 40 anos. Quando falta compreensão, só mesmo tendo compaixão.É o que vc merece.
      lboff

      • 24/01/2014 1:46

        E assim falou o todo poderoso Leonardo Boff!

        Todo sábio se acha tolo e todo tolo… Vc já sabe! Fico impressionado como vc só responde quem é contrário às suas opiniões! E todo comentário ainda aguarda moderação,, Pq? Medo do que podem falar? Só permite os comentários contrários quando já possui uma réplica que inferioriza o autor do comentário?? Interessante o seu sistema meu caro..

      • 24/01/2014 23:03

        Marcos,
        Respondo àqueles que argumentam. Quem insulta e se mostra incivilizado ou mando para onde deve ir, ao lixo, ou lhe tento lhe dar uma lição.
        lboff

      • 24/01/2014 22:04

        Prezado lboff, faça o seguinte: pergunte qual é a ideologia destes “rolezeiros”. Pergunte prá eles, qual a diferença entre democracia e comunismo. Qual a diferença entre capitalismo e socialismo. Mas não pergunte aos rolezeiros de 12, 13 ou 14 anos, que estes não sabem nem o nome do presidente do Congresso Nacional apesar de saberem todos os cantores de funk….pergunte aos que têm 17, 18, 19 ou mais anos…. Se encontrar algo a mais que 5% que respondam a qualquer uma das perguntas solicitadas eu dou a minha mão à sua palmatória. Nossa juventude está vazia de sentimentos patrióticos, vazia de amor ao próximo, vazia de educação. Participo de um grupo de ajuda material e religioso a pessoas de uma comunidade carente da minha cidade. Sabe o que mais me dói? A indolência de todos da comunidade com relação ao bem comunitário. Tudo que é da comunidade ou que poderia vir a beneficiar a comunidade é desprezado, não se encontram voluntários, não se encontram participantes para tarefas elementares como ajudar a recolher o lixo que eles próprios geraram nas reuniões de distribuição de cestas básicas. Ao lado da nossa instituição há uma quadra de esportes que outrora era o sonho da comunidade. Em menos de 10 anos, depois que foi entregue para a comunidade, não há uma tabela de basquete…não há um único banco de concreto, não há um único metro de tela ao redor da quadra que era prá ser da COMUNIDADE… e não foi degradação pelo tempo…As sarjetas imundas, bueiros entupidos na frente das casas, que depois são inundadas pela água que não encontrou o caminho que deveria, e NINGUÉM faz nada…indolência da ignorância. E nenhum sistema sócio-político (de esquerda, de direita, de centro, de cima ou de baixo) deste mundo será capaz de reverter este quadro enquanto o ser humano não se conscientizar de que ele não está sozinho e que o coletivo deve ter prioridade sobre o individual.
        Há muito filósofo para pouca filosofia.
        Obs.-Estou com 64 anos,trabalho desde os 12 anos, meu pai era barbeiro e tinha apenas o 2º ano primário; estudei em escolas particulares com bolsas de estudos obtidas pelo meu próprio esforço, fui professor durante 23 anos e graduado em Ciências e Matemática e não me constranjo em lavar os banheiros e varrer o salão da Instituição da qual eu sou voluntário.
        Recolho 3 vezes por semana o lixo que eventualmente jogam no jardim da praça em frente à minha casa e limpo as bocas-de-lobo.
        Aceito um “rolezinho” para me ajudar nisso.
        Abraços

    • 23/01/2014 23:33

      Muito bem colocado. Acho inaceitável a suposta inclusão sem realmente existir uma cultura inclusiva. Não adianta política inclusiva. Isso não muda nada. A cultura inclusiva muda tudo. Já disse e repito: O brasil é um país perigoso…em todos os sentidos. Evitem o brasil quem puder.

    • 24/01/2014 8:18

      Apoiado Leonardo Boff,realmente Tio Dé não tem compaixão mesmo…..;

    • Keyth de Moraes permalink
      24/01/2014 9:50

      Eu ein, passei mal só de ler seu texto tio Dé. Acho que você deve ser algum “gerador de emprego” né? Concordo plenamente com a resposta de Leonardo Boff. Credo.

  42. 23/01/2014 18:26

    Revmo. Frei,
    Os ricos, que detém os 45% da riqueza nacional, deveriam financiar tudo que fosse necessário para desativar essa bomba relógio, que poderá explodir num conflito sangrento. A Constituição prevê o imposto sobre grandes fortunas. Não entendo o porquê de sua lei complementar não ter sido editada até hoje. O assunto nunca foi discutido a sério. Os projetos apresentados são natimortos, sempre embutindo um motivo legal para serem arquivados. Conhecendo-se os valores que resultaram no cálculo do percentual, acima referido, seria fácil estabelecer um patamar, acima do qual incidiria a alíquota. Esta, por sua vez, seria calculada em função das necessidades de financiamento para a construção de hospitais, principalmente no interior, formação de médicos para clinicar naqueles hospitais, a desapropriação de terras para assentamentos de hortigranjeiros e de pequenos pecuaristas, a construção de mais centros educacionais do tipo CIEPs, de centros de formação técnica (está faltando mão de obra qualificada) etc, etc. Também não entendo o porquê dos estudiosos não colocarem esta questão em discussão e com a prioridade requerida O tema poderia ser bandeira de um dos candidatos, pelo menos. O imposto sobre as grandes fortunas está previsto na Constituição e é plenamente constitucional lutar pela sua cobrança, uma luta para tentar melhorar a condição dos que não tiveram as mesmas nossas oportunidades.

  43. Cristina Coluccini permalink
    23/01/2014 18:30

    Obrigada Frei Leonardo Boff, por sua posição esclarecedora, ajuda-nos a refletir sobre o assunto tão polêmico!

  44. 23/01/2014 18:37

    Nada a ver. Simplesmente inventaram uma maneira de se conhecerem pessoalmente , marcando pelas redes sociais um encontro. e o lugar escolhido foi o shopping. Só isso. simples assim. O duro q sempre há alguem q se aproveita para vandalizar. Nunca ninguem foi proibido de entrar em shopping algum. O problema agora é entrar em bando, parecendo enxame de abelhas.

  45. 23/01/2014 18:39

    Ótimas reflexões!!! “Eles estão fora, não contam, nem sequer servem de carvão para o consumo de nossa fábrica social (Darcy Ribeiro).”

  46. MALVINA ARALY ZAMPRONIO permalink
    23/01/2014 19:04

    CONCORDO COM TUDO E MAIS UM POUCO, ACHO QUE ESTAMOS COMEÇANDO A COLHER TUDO O QUE OS GOVERNOS PLANTARAM AO LONGO DO TEMPO, EU TENHO DITO QUE SE ALGUÉM TENTASSE FAZER DEUS SORRIR COMO NO FILME A ARCA DE NOÉ, ASSOVIANDO E DANÇANDO, NÃO EXISTIRIA NINGUÉM QUE CONSEGUISSE FAZER ISSO HOJE, TODOS AINDA ESTÃO MASCARADOS NUMA SOCIEDADE REALMENTE FALSA QUE NEM O PRÓPRIO DEUS RECONHECERIA, COM CERTEZA DESTA VEZ SE DEPENDER DISSO, O MUNDO ACABA.

  47. miguelina permalink
    23/01/2014 19:38

    Tufo de bom este artigo!

  48. 23/01/2014 19:49

    Bem eu acho que todos os argumentos do Boff são validos…o problema é que como todo evento midiatico que esse país produz os rolezinhos entraram na mente dos mal intencionados que veem nisso uma oportunudade para cometer crimes…Eu sou de classe baixa e também sofro com assaltos e tudo mais…Pois os ladrões não lhe livram prq você é da comunidade ou coisa do tipo..Pelo contrário…Para eles o que vier é lucro… Para mim ó “Rolezinho é mais uma mazela produzida pela sociedade que aproveita uma situação social para criar midia destrutiva que só ofende a população de um modo geral…

  49. Elizabeth Matos Carneiro. permalink
    23/01/2014 19:52

    Concordo com Boff, grande sociólogo deste país, a quem admiro profundamente.
    Entretanto, qualquer forma de protesto não pode estar caracterizada com baderna e deve ser contida, independentemente da classe social dos seus participantes. Depredar lojas, furtar, etc não pode ser considerado como “protesto” legítimo. Afinal, pessoas correm riscos nos Shopping, onde circulam crianças, idosos. Todos tem o direito de se manifestar, mas com disciplina e respeito.

    • Beth Lucas permalink
      24/01/2014 1:11

      E eu concordo plenamente com suas palavras Elizabeth Carneiro, pois quando se reunem 2000 pessoas para um ‘rolezinho’ num shopping, fatalmente alguma desordem irá acontecer. Seria melhor que fizessem tais encontros em praças públicas. Não sei de nenhum país civilizado que permitiria tal evento.

  50. 23/01/2014 20:47

    Concordo em partes com o que está sendo descrito, onde a grande massa populacional sofre de um desprezo pelas classes governamentais, esse desprezo vem a ser inaceitável se levarmos em conta impostos e tributos que são pagos para serem destinados as coisas mais básicas que o ser humano necessita. Mas tratar essa nova modinha que está surgindo como uma forma de revolta por não serem aceitos na sociedade acho errado, pois certamente a metade não sabe o que está indo fazer, porque está indo ou até mesmo o que é um “rolezinho”, fato esse que é ridículo, pois fazem para ter status em redes sociais ou algo do gênero. Além do mais estes eventos somente mostram como não se tem uma organização boa, onde são feitas de forma rápida e de qualquer jeito, simplesmente para existir. Certamente devem ser proibidas pois não é passear em shoppings que a população precisa, e sim investimentos pesados na educação, mas uma educação com um ótimo planejamento de ensino, com professores motivados a ensinarem pois esses professores precisam de reconhecimentos pelo que fazem, para poderem formar uma classe estudantil pensante que levantara este país doente. Com toda a população incentivada a fazer a sua parte não existira motivos para se preocupar com desigualdade social se ela for extinta, mas para que isto aconteça precisamos voltar a pressionar os governos, novas manifestações feitas, precisamos mostrar o quanto estamos insatisfeitos com a forma que estão nos tratando. E tudo isso deve ser feito de maneira civilizada, pois assim nós estaríamos mostrando que só precisamos de apoio e consideração para provar nossas qualidades.

    Se continuarmos aceitando modinhas, não vamos ter como controlar mais, precisamos mostrar a todos novos métodos, criados para beneficiar a população e implantar de alguma forma na cabeça da população que existe sim uma chance de mudar essa situação.

    Acredito ainda que o que precisamos é uma reforma na constituição brasileira, que o trabalho feito pelos 3 poderes não seja remunerado e sim torne se voluntario, e que todas as ações sejam divulgadas para a população. E ainda que exista a possibilidade da população em si criar e aprovar leis.

    Esta é minha opinião resumida sobre este assunto posso ter saído um pouco do tema, mas creio que seja uma teia onde existe uma conexão entre tudo. Não estou criticando a opinião de forma algum de quem escreveu este artigo pois respeito seu trabalho fortemente justificado com pesquisas, mas queria expressar minha opinião.

  51. édi prado permalink
    23/01/2014 20:57

    Quando desentocarem pedra maior que sustenta o espelho das vaidades, o morro vem abaixo. E aí… os morros ruidosos serão ouvidos até onde não existem morros físicos, até na planície onde tudo é plano.

  52. 23/01/2014 21:06

    Não tem igual, você é o cara, te admiro muito

  53. Ricardo, Roberto permalink
    23/01/2014 21:07

    Boff fez uma análise conjuntural do ponto de vista Marxista muito boa !!!

  54. JOÃO LUIZ LOPES permalink
    23/01/2014 21:22

    Muito bom…

  55. Eluiz permalink
    23/01/2014 21:26

    Elucidativo em alguns pontos, mas o q fica marcado é o quanto nosso Estado trata com desdem quem o elege. Investimento sério em educação urgente. Não precisa mais nada.

  56. Paulo Cesar permalink
    23/01/2014 22:06

    Bem a principio acredito no jovem, e eles estão repletos de energias para criar modismos, movimentos, e o rolezinho esta neste contexto de suas vidas, com objetivo de criar encontro, bate papos, fazer amizades, oferecer suas proprias ideias e culturas como troca , nesses momentos, o que nao pode e confundir, porque algumas pessoas de mente maldosas aproveitam da massa popular e fazer arrastões e etc…rolezinho e sim boa ação de jovem, agora….se tem outro objetivo, que nao o dos bom encontro, foge a regra de quem deseja viver vem sociedade organizada.

  57. Maria Regina Cortez permalink
    23/01/2014 22:54

    Fico inconformada com pessoas que após ler esse maravilhoso texto, ainda ficam no comentário simplista de ser contra ou a favor…. o importante é entendermos esse fenomeno muito bem abordado por Boff…” Os rolezinhos no acusam” é isso que devemos refletir.

    • 24/01/2014 1:52

      Nos acusam mesmo Maria Regina, de aceitar qualquer asneira dita sobre um evento que não poderia ser mais ridículo e infundado!

      • Paulo Roberto permalink
        25/01/2014 13:01

        Acho interessante que muitos desses jovens tem centenas de milhares de seguidores em suas páginas de redes sociais… Coisa que a esmagadora maioria dos pseudo-burguesinhos críticos de qualquer coisa como o Marco Alexandre gostariam de ter com todo o seu “conhecimento” e não conseguem…rsrs.

        Mas falando dos rolesinhos, esses também causam muita intriga aos play boys de classe social mais abastardas…Como eles conseguem reunir tanta gente e nós com nossos sistemas de marketing multi nível (Que ensina trabalho duro para quem quer crescer financeiramente)rs e reuniões diversas atraímos tão pouco contingente…?rs.

        Vamos as estatísticas de furtos durante esses eventos…

        Em duas semanas de rolesinhos foram dado queixa de um único furto.

        E olha que seria o momento maravilhoso para o shopping informar realmente a quantidade de furtos que acontecem nos shoppings e culpar o rolesinhos por todos os outros que acontecem e são resolvidos por lá mesmo sem nenhuma notícia midiática para não transmitir insegurança aos seus clientes visitantes…

        E claro que quando acontecem esses roubos e ou furtos quando não estão presentes classes mais baixas da sociedade, geralmente diagnosticam como um cleptomaníaco…rs e resolvem tudo com um aperto de mão…

        Mas vou parar por aqui, pois com certeza somos os falsos moralistas em falar desse “fenômeno” de forma a encontrar igualdade nas desigualdades da nossa sociedade que muda de nome cada coisinha que seja feita em nome de ricos e pobres para distanciá-los em todos os eventos…

        Vi em um comentário que um cantor diz em sua música que policial bom é policial morto e isso escandaliza…. Porém dizer que ladrão bom é ladrão morto não escandaliza…(haja cemitério pra tanto rico, político, policial e outros ladrões que existem em nosso país e que mesmo não generalizando estão presentes em todos os âmbitos da sociedade). A questão não é um ou outro e sim o tratamento que se dá a pobres e ricos nessas situações…

        Ser ladrão, mas andar em carro oficial e trafegar nos shoppings comprando e alimentando o sistema burguês é descente.

        Agora fazer rolesinho já é sacanagem…

        Esse é o Brasil dos verdadeiros moralistas, onde a imagem é o que importa…rs

    • Kássia Soares permalink
      24/01/2014 11:08

      Concordo com você, Maria Regina. É muita opinião rasa, sem análise. A maioria das pessoas parece não se dá ao trabalho de pensar antes de escrever.

    • 24/01/2014 11:42

      Sem dúvida “os rolezinhos nos acusam”. Entretanto, devemos pensar também que a maneira mais eficaz de se combater a desigualdade social, ainda é a educação. Ouvimos constantemente o discurso que “não temos uma educação de qualidade”. Mas o que é uma educação de qualidade? Os governos responsabilizam os professores para justificar os baixos salários pagos à eles. O que não temos, na verdade, é infraestrutura para que a qualidade aconteça, é fornecido o acesso mas não a permanência. No entanto, este ainda não é o cerne da questão, o fato é que ser “pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros”, não justifica atitudes como estas. Sou da opinião de que as escolas não deveriam ter muros, aqueles que entram é porque querem ser melhores, querem aprender, querem vencer, por meio do estudo, do trabalho e do esforço pessoal. Mas não é isto que vemos destes… “pobres frustrados e infelizes, tomados de medo, medo dos próprios semelhantes… Sentimos na pele (literalmente),o medo, todos os anos quando encaramos esta revolta nas salas de aula. Acolhemos, ouvimos tentamos ser amigos, mostrar um caminho, mas… não, não a tudo o que exija deles esforço pessoal.

    • 24/01/2014 22:22

      Não concordo e nem aceito ser acusado de coisa alguma por estes “rolezeiros” analfabetos ideológicos.

    • Montez permalink
      26/01/2014 18:50

      Ficam acusando quem tem opinião contrária ao texto de terem se embasado na mídia, porém também o que se fala em favor dos rolezinhos é o mesmo mimimi homologado pelo nome de intelectuais com doutorado em Munich, Paris, etc… Aí os tais mestres, doutores podem falar: mas eu estudei, eu me empenhei, se estou aqui é porque eu corri atrás… Ok, então cai por terra o argumento de que esses jovens que fazem rolezinho não correm atrás porque não tem oportunidade. Porque quem vai a Munich fazer doutorado tem que ter o mínimo de condição (ou seja, ser da burguesia), ou então ter mesmo corrido muito atrás e ter ido pra fora estudar com apoio de alguma instituição porque mereceu (o que não é possível, né, de acordo com o que eu li aqui dos que apoiam o texto, pois há zero oportunidades para esses jovens), e que conseguir algo na vida só quem é mesmo da burguesia.

  58. Marta permalink
    23/01/2014 23:06

    “Desqualificação da ordem e exaltação da bagunça”. Meu pai e seu irmão (meu tio), depois de serem abandonados pelo pai deles, passaram fome, necessidades e assim cresceram trabalhando, dando valor ao pouco que tinham e ajudando à mãe deles. Não conseguiram estudar, mas conseguiram o respeito de todos pela luta com honestidade, humildade. E mais, conseguiram vencer na vida e muito bem. Pessoas honestas, de bom caráter e nunca deram prejuízo a ninguém. Não precisaram prejudicar a quem quer que seja para chegar onde chegaram. Os valores são outros, infelizmente.

  59. 23/01/2014 23:25

    Muito bem escrito, muito bem analisado, mas não diz nada e não vai mudar nada. O Brasil não vai mudar. A elite não vai mudar. A sociedade não vai mudar. Urge que se mude, mas mais de 500 anos não se alteram da noite para o dia. Muitas e muitas gerações passarão até que algo tenha real mudança. Não acredito mais nesse país. As análises não são realistas, são uma tentativa de equalizar um país miserável, elitista e perigoso, com receitas também elitistas, mas que fizeram sucesso e geraram a capacidade que esses analistas têm de criticar. Todos leram muito e são elite. Tire isso tudo deles e veja o que sobra! Não fossem os elitistas europeus, que seria do Brasil!

    • 24/01/2014 23:16

      Dodi,
      Precisa-se de um sonho, de uma vontade de mudança. Sem isso nada mudará. Os conservadores e as elites opulentas querem exatamente um pensamento assim. Ai continuarão tranquilas. As coisas não caem do céu nem acontecem por acaso. Mas pela determinação de pessoas que se recusam aceiar um mundo tão mavado como temos.
      lboff

  60. paula permalink
    23/01/2014 23:30

    Não começou pedra nenhuma rolar !! não imaginam o que é uma guerra civil por que só incitam a violência nesse pais?, tudo é uma baixaria, um debate, um problema e já estão falando em guerra .tenho nojo de se humana !!! preferia ser um verme são mais unidos .em relação a vadiagem que chamam de rolezinhos sou totalmente contra,sou negra sou pobre mas não sou burra como figem que estão do lado da classe criando mais polemica e tirando todos do verdadeiro foco !! gente será que ninguém enxerga que justamente isso que querem fortalecer uma desigualdade que vem enfraquecida ! estamos em que século ?

    • 26/01/2014 12:05

      Concordo plenamente contigo, Paula. Sou um pouco diferente de você porque sou branco e classe média, mas também não me julgo tão burro a ponto de ficar cego para o incentivo à luta de classes que os oportunistas de uma ideologia fracassada desejam ver eclodir neste país. Meus pais foram pobres e só puderam dar uma condição melhor aos seus filhos porque estudaram e trabalharam HONESTAMENTE para isso. Aliás, estudaram em escolas públicas, que antigamente, quase 70 anos atrás, antes desses governos socialistas, procuravam ensinar o que realmente é válido para o progresso dos alunos.

  61. Bernardo Brito permalink
    23/01/2014 23:40

    Triste que para a periferia reste apenas depredar para se fazer evidente. Acontecem também furtos, mostrando que a eles, em seu nível de educação moral, o artigo de consumo ttambém é mais importante que a discussão das idéias. Eles não invadem dialogando, e os lojistas também não tem como se proteger dialogando… o mais evidente é que há uma placidez do governo federal que nem protege o marginalizado, nem protege a propriedade privada. Escolhe encastelar-se na ilha da fantasia, sob o cume de 1,3 trilhões de impostos. Seu indice de sucesso é dizer que melhorou o consumo. E a educação?
    Um dia diremos também: adieu ancien règime.

  62. Irene Margarida Lajos Kemp permalink
    24/01/2014 0:43

    Querido Leonardo, tenho quase sua idade, e partilho do que pensa e nos ensina. Assumi a teologia da libertação e me alegro ao ver que Papa Francisco retoma a linha de compaixão pelos pobres. atuais realidades, mal interpretadas, não vêm que é fruto do capitalismo selvagem. Não adianta repulsa. Cada um de nós temos responsabilidades na transformação dessa realidade. Como Boff devemos assumir, denunciar, nunca nos calar. Irene Margarida Lajos Kemp

  63. Beth Lucas permalink
    24/01/2014 1:18

    Entendo o enfoque que o Professor Leonardo Boff quis dar a este movimento com a utilização dos referidos shoppings, pois é lá que reside o cerne de toda a questão social que atinge hoje este nosso mundo moderno – o consumo exacerbado, galopante.
    Ora, se um jovem começa a fazer sua música funk e ganhar dinheiro com o grande nicho que se interessa por este tipo de som, fatalmente irá querer comprar o que sonha e vê pelas mídias, e seus sonhos estão nas marcas internacionais, num carro de luxo, numa gargantilha de ouro da H.Stern e outras coisas mais, pois não têm perspectivas de futuro, não têm a base de tudo que é a educação e uma família. Coisa que nossos governantes não se importam nem um pouco, pelo contrário, desejam que continuem neste limbo cultural para que possam manejá-los como sempre foi. O fato interessante, e que iguala em comportamento de consumo duas classes neste país atualmente, é que uma, a emergente, sonha e compra uma bolsa Louis Vuitton e desfila pelas ruas de um país de ruas sujas e violento, e a outra, uma classe que vem revelando os mesmos interesses, só que começando por um boné de marca na faixa de 200 reais. Como bem disse o leitor Ricardo Augusto Rocha acima: “No entanto, também é interessante pensarmos que toda esta miséria humana que nos incomoda seja trazida à tona, bem ou mal, justamente num movimento que a revela e esfrega em nossa cara.”
    Ahh e pra terminar quero dizer que admiro muito suas colocações e seus livros Boff e já cumprimentei-o pessoalmente numa padaria lá em Itaipava, sou sua fã, embora não curta o PT. um abraço.

  64. 24/01/2014 1:52

    O jovem no Brasil nunca é levado a sério pq não age como um indivíduo sério perante a sociedade!! Acha que vida de música de Racionais e “Mc alguma coisa” que é boa?? Gingar e falar gíria, gíria não, dialeto, vai te fazer ser respeitado?? Ok, liberdade de cada um agir e falar como é! Mas definição de insanidade é ter as mesmas atitudes esperando resultados diferentes!!

    E quer fazer diferente? Vota direito, ajude o próximo, seja uma pessoa de bem e eduque bem os seus filhos! É assim que vc muda o mundo, fazendo a SUA parte! Forçar pra que te respeitem, só faz de vc um oprimido que agora é opressor!!

    • Keyth de Moraes permalink
      29/01/2014 12:27

      Caro Marcos Alexandre!

      Como seu comentário é carregado de hipocrisia: “cada um por si e Deus por todos”?. Você realmente não percebe a sociedade, né. Tente olhar além do seu mundo e verás que o jovem no Brasil não é levado a sério, desde o momento que nasce, principalmente esses jovens que moram na periferia, escondidos, excluídos e esquecidos em todos os seus direitos sociais. Além disso, votar direito é algo muito complicado enquanto vivermos em uma sociedade com esse modo de produção, você não acha? Ou temos ótimos opções de candidatos e partidos? Nós mudamos o mundo unindo nossas indignações e buscando uma sociedade mais justa e igualitária, com iguais oportunidades. Se todos tivéssemos isso até entenderia sua revolta nos textos comentados, mas não é isso que temos, né.?

  65. Luiza permalink
    24/01/2014 7:32

    Excelente reflexão!!!Um alento em meio a tanta estupidez que vem sendo reproduzida pelo senso comum dos setores mais conservadores.

  66. Cesar permalink
    24/01/2014 7:37

    Com todo o respeito – que de fato o senhor merece – o movimento dos garotos está relacionado com o individualismo, não como algo egoísta, mas como dignidade. O Shopping representa a libertação da coletividade. É muito mais um ato ato em desagravo ao shopping e ao que ele representa: são adolescentes declarando amor ao Shopping Center, à independência financeira, à conquista individual e ao empreendedorismo.

    Deus cuida das pessoas individualmente. Não coletivamente. Deus liberta o homem do Estado. O homem de Deus é um indivíduo autêntico. Deus é outra natureza, prezado Sr. Boff, com outras leis. E o homem convertido é aquele que vivencia a natureza divina. E é desta vivência a origem da filosofia na verdadeira concepção do termo.

    E é justamente por isso que os socialistas são inimigos do cristianismo. Eles pretendem aprisionar as pessoas em seu estado coletivista e transferir para o Grande Estado as razões da existência destas pessoas.

  67. Durbem permalink
    24/01/2014 8:16

    Gostei e muito do texto. Parabéns!

  68. ciro permalink
    24/01/2014 9:22

    Texto maravilhoso fazia tempo que não lia algo desse nível, essa é a verdade nua e crua das periferias brasileiras e eu como morador de uma e tbm como jovem concordo em td q esta colocado ali pois é o q vivo todos os dias e o meu sentimento é o d mudança, d fazer barulho para chamar a atenção da sociedade para a parcela da população a qual pertenço e para os problemas enfrentados pela mesma.

    • 24/01/2014 22:55

      Ciro
      Vc deu um belo testemunho que seria uma resposta de fechar a boca de tantos criticos ao artigp que escrevi. Aliás nem criticam, insultam porque na verdade percebem que foram atingidos nos seus privilegios feitos à custa da imensas maiorias excluidas.
      lboff

  69. Keyth de Moraes permalink
    24/01/2014 9:39

    Adorei a análise, só me entristece esse pessoal que se preocupam tanto com partidos e não compreendem que isso é resultado do modo de produção de nossa sociedade.

  70. Gilnei N Nepomuceno permalink
    24/01/2014 10:04

    Fazer rolezinho na Biblioteca não querem. Essa história de segregação social e exclusão não justifica nada. Sempre haverão pobres, tanto material como espiritualmente. Ser pobre não justifica invadir espaços e disseminar o desrespeito. Os rolés (passeios) sempre existiram. Não é à toa que existe a expressão: VAMOS DÁ UM ROLÉ POR AÍ! É muito importante a troca de informações, sem dúvidas, mas, o mais importante, é que essas informações sejam salutares e possam agir de alguma forma para a formação ética e moral dessa juventude.

  71. 24/01/2014 10:12

    Cabe esclarecer que o sentido de “manifestação” é colocado apenas pela mídia e pelos menos informados a respeito do tema, pois os jovens presentes nestes encontros tem como objetivos “beber”, “beijar” e “zoar”, palavras dos mesmos nas mais diversas entrevistas.

    Shoppings Center são centros de compras. E não vivemos em um país socialista. Portanto, não se deve estabelecer o pensamento invejoso de que se reunir aos centenas ou milhares em um destes centros é justificado pela “agressão” à sociedade com melhores condições para, desta forma, chamar sua atenção para as diferenças sociais.

    Países capitalistas sempre terão diferenças sociais. E mesmo nos socialistas isso ocorre.

    Devemos compreender que tal encontro com tamanha dimensão acaba por limitar direitos de empresários, lojistas e seus clientes e colaboradores quando limita ou até mesmo impede o exercício de suas atividades ou interesses.

    Dizer que não há outras opções como local dos encontros é outra incoerência, pois as cidades onde aconteceram os “maiores” “rolezinhos” têm parques e praças públicos onde o encontro poderia ter acontecido.

    Compreendo a temática do texto, mas modestamente, não aceito como justificativa para o “fenômeno”, pois quem não tinha consciência de que existia tanta diferença social e precisou ver estes encontros para tomar ciência, não vivia neste país.

    Enfim, é preciso menos “arrogância social”. É preciso acabar com a cultura do “coitado”. Hoje os “pobres” têm acesso a muitas coisas que não tinham no passado. Ocorre que a garra para lutar e conquistar seus objetivos está preguiçosa pelas políticas atuais que preferem dar “de mão beijada” a motivar a luta pela conquista.

    “Se o governo não me dá, então vou lá incomodar quem pode ter.”

    Ora, e quem foi que disse que os frequentadores de Shoppings Center, que lá vão para fazer compras, se alimentar ou passear com sua família são cidadãos que ganharam estas condições do governo? Com toda a certeza, muitos são trabalhadores, que ralam por todo um mês para então “tirar um dia” para isso. Então seu direito pode ser reprimido por uma multidão que não concorda com sua condição social? E os que lá estão para ganhar o seu “pão de cada” dia? Estes que acordam cedo, ficam talvez até horas dentro de um ônibus lotado para chegar ao seu local de trabalho e, como no caso de muitos vendedores, que ficam horas em pé e dependem das vendas para encorpar seus vencimentos, podem ter seu direito ao trabalho reprimido por estes jovens?

    Mas, opa! Muitos destes que reclamam de suas condições sociais estão lá nos “rolezinhos” vestindo tênis, roupas e acessórios importados, alguns com belos cordões de prata nos pescoços além de portar smartphones e até iPads e iPhones trocando mensagens e atualizando seus perfis nas redes sociais.

    Sim, amigos. Não é simplesmente uma questão social. É uma questão comportamental.

    Leonardo Boff, parabéns pelo texto. É elucidador em vários pontos e com estes concordo. Mas me senti na obrigação de expor estas questões acima, muitas vezes esquecidas ou ignoradas por aqueles que tratam do tema.

    Fraterno abraço!

  72. 24/01/2014 10:39

    Acredito que está perto das pessoas entenderem o que está acontecendo, sobretudo a maioria, que pela elite é vista como coisa pouca e fácil de ser conduzida como foi ao longo da historia… na porrada!…(luta de classes)…

    De fato ainda são bárbaros, que vê a injustiça e não são capazes de se indignar, e interpretam como normais..”somos camaradas, irmãos”?…

    A raiva do Bolsa Família e dos programas sociais, clareiam na minha mente a certeza que a elite burguesa tem de que “já era!” “perdeu playboy!”

    Deram dinheiro e os guerrilheiros se armaram…guerrilheiros sim, sem generais ou comando central…(talvez)…e armas sim, eletrônicas, pra acessar uma munição chamada internet, e uma bomba atômica chamada rede social… (mais uma vez perderam o controle do Trem…)

    O resultado é o óbvio, uma curva na historia..e estamos vivendo ela..um novo ordenamento das coisas, e aos poucos vamos deixando a forma barbara tradicional pra alcançar uma outra, a final somos humanos, e a transformação é também Darwiniana… (adapte-se, pois!)

    vivemos uma revolução como nos livros de historia, só que agora com multi versões e todas dentro da sua verdade…caminhamos hoje a passos largos pra um nivelamento e como não podia deixar de ser..traumático e por vezes involuntário…e certamente inevitável, como já disseram…

    Não tem mais volta!

  73. 24/01/2014 11:14

    Bom… achei até interessante a análise de Boff, mas não concordo com a conclusão tirada desses “rolezinhos”, não! Para mim isso é apenas um mecanismo de fuga encontrado pelos jovens, para fugir à realidade e às exigências que ela impõe a eles. Não é a sociedade que esta doente, são as famílias que estão doentes devido à falta de estrutura familiar. Jogar a culpa na sociedade ou no sistema político capitalista? A maioria desses jovens nem sabem o que é isso, infelizmente.
    Na verdade são jovens revoltados e tentando mostrar sua revolta com a vida e com tudo o mais com o que eles não concordam, porque não são preparados para viver no mundo de hoje, a realidade do mundo de hoje, cada vez mais complexa, cada vez mais e mais competitiva. Desigualdades sociais sempre haverá em todas as sociedades seja qual seja o sistema político existente, porque o homem é comumente competitivo e esta sempre em busca de privilégios, seja por sua capacidade intelectual, seja por suas habilidades… etc.
    O capitalismo pode não ser a melhor forma de governo, mas é a que esta aí e precisamos aprender a viver e a conviver nela, pelo menos até que se encontre uma forma de governo que seja melhor que essa, a qual eu ainda desconheço. Porque o comunismo já demonstrou ser inviável… sem mais detalhes. Basta ver a história dele na Rússia e a sua busca de sair desse sistema inviável.
    Voltando ao assunto da falta de estrutura familiar, causa dessa revolta dos jovens que usam esses mecanismos de fuga à realidade – como esses rolezinhos, que felizmente ainda tem sido menos grave que a bebida, álcool, drogas… e a violência, que vem se tornando uma epidemia no Brasil – enquanto não houver uma reestruturação das famílias, não vamos ter uma sociedade mais justa, fraterna e equilibrada. Um bom exemplo de quão importante é a estrutura familiar são esses jovens que hoje vemos sair de ambientes extremamente violentos, como de algumas favelas do Rio, antes dominadas por traficantes, como vi em reportagem recente, estarem hoje procurando fazer uma faculdade e serem pessoas do bem, generosas, trabalhadoras, altruístas etc. Não são os extremamente pobres, os mais sofridos, os que usam esses mecanismos de fuga, como rolezinho, pois esses, geralmente nem sabem bem o que seja um shoping. O que eu chamo de boa estrutura familiar é um lar onde os pais sejam presentes na vida e na educação dos filhos, que os devem criar com respeito, amor, carinho, atenção, mas também impondo limites e cobrando responsabilidades deles e isso é o básico. E uma família onde Deus não entra o inimigo faz a festa! E não há formação que seja capaz de suprir a ausência de Deus! Pois só uma pessoa capaz de compreender a razão de seu existir, que não se deixe levar pelas fugacidades do mundo, do cotidiano; das ilusões de uma felicidade fácil, fútil, passageira e irresponsável que a mídia apregoa como o oásis para a vida do homem… apenas com intuito de nos fazer consumir seus produtos, vamos continuar a viver num mundo cada vez mais hostil, mais desumano e mais desigual!…

  74. 24/01/2014 11:29

    Os rolezinhos é um modo desses jovens dizerem: “Ei parem, olhem, para nós somos a maioria, queremos e merecemos um país melhor, mais justo, saúde pública, educação, uma política verdadeira, que faz e acontece, e não Estádios, o direito de ir e vir, de todo cidadão livre(nem tão livre assim), o sentimento que fica é somente a vergonha de viver num país de coronéis ainda, infelizmente, e que eu saiba a falta de recursos materiais, a cor, a profissão, não te classifica como bandido ou não, isso se chama PRECONCEITO, e engraçado os donos de shoppings fecharem as portas e chamarem a polícia, os maiores bandidos que temos visto ultimamente, são os do alto escalão da política, só andam em carrões, usam ternos e gravatas, falam bonito e são CORRUPTOS, isso é o Brasil, infelizmente, me pergunto que país é este, que a justiça só fuciona pra uma minoria, tudo fuciona somente a base do QI(Quem Indica), do tal do jeitinho, ah que horror!!!!!!

  75. Lana Nárcia permalink
    24/01/2014 12:08

    Rolezinhos
    Eu sei, os adolescentes não são fáceis, mas…
    É muito fácil responsabilizar sociedade,governo capitalista, escolas e família por tudo aquilo que os adolescentes fazem ou deixam de fazer.
    E muito mais fácil atacar os adolescentes.
    Tenho algumas perguntas sobre os rolezinhos.
    1ª Quantos adolescentes estão neste momento, planejando rolezinhos para desviar verbas destinadas a educação, saúde e segurança?
    2ª Quantos adolescentes, estão no comando de tráficos de drogas, destruindo a vida de milhares de crianças, adolescentes e famílias inteiras?
    3ª Quantos adolescentes, estão traficando crianças e mulheres para exploraçao sexual ?
    4ª Quantos adolescentes estão tirando a oportunidade de milhares de crianças e adolescentes de terem uma escola em seus bairros com qualidade e em tempo integral?
    5- Quantos adolescentes promovem bailes funks, regados de todos os tipos de drogas(proibidas para menores)?
    6ª Quantos adolescentes fabricam roupas e calçados sensuais para o público infantil e adolescente.
    7ª Quantos adolescentes apresentam ou dirigem programas de baixo nível na televisão em canais abertos?
    8ª Quantos adolescentes incentivam o consumismo desenfreado, fazendo com que os adolescentes e crianças tornem-se cada dia mais consumistas, e passam a não se interessar pelo valor do objeto desejado e como vão conseguir. Eles querem o celular da hora, o tablet da hora, a roupa da hora. Como vão conseguir não importa.
    9ª Quantas bibliotecas tem em cada cidade, quantas escolas, quantos parques ecológicos, quantos teatros, quantas salas de cinema, quantos museus, quantas quadras de esportes e lazer para nossas crianças e adolescentes?
    10ª Quem são os responsáveis pela educação, saúde e seguranças de uma cidade, estado e país, são os adolescentes?
    11-Se os adultos não tem competência para administrar a educação, saúde e segurança, são os adolescentes os responsáveis pelas rebeldias do mundo?
    12-Os adultos que hoje comandam o mundo, um dia foram adolescentes, conseguem lembrar o que pensavam do mundo, quais as oportunidades que tiveram?
    13-Quais as referências que os adolescentes tem, em quais autoridades brasileiras eles podem se inspirarem?

  76. Maria do Carmo Santana permalink
    24/01/2014 12:09

    Os sangsugas podem fazer seu “rolezinho” em Paris, curtindo sua boa gastronomia, show de rock. Já pensaram este rolezinho na Central do Brasil?

  77. 24/01/2014 12:53

    Acho a sociedade travestida,e um contexto quase que deploravel leis que nunca funcionam,vilolencia a desejar…

  78. 24/01/2014 13:29

    Acho a desigualdade social uma coisa muito ruim mas não é possível deixar de constatar que a riqueza não para nas mãos desta parcela “injustiçada” da população boa parte por responsabilidade deles mesmos. Como posso afirmar isso?

    No mês passado 66% da população tinha dívidas de consumo vencidas e não pagas e, destes, cerca de 25% impagáveis. Uma das entrevistadas dos “rolezinhos” afirmou que pagou mais de R$400,00 em um tênis exclusivamente para dar o passeio e que a mãe quer comprar um apartamento mas a garota não deixa. Outro rapaz que participa disse ganhar R$800,00 e gastar R$700,00 em roupas todos os meses. Um outro diz ter pago mais de R$1000,00 em um tênis. Nos programas de TV onde há “reformas” de casa é praticamente impossível deixar de notar que a casa está caindo, estão passando fome mas a TV LED de 32 ou 40 pol. está lá tinindo num dos cantos da casa. Ah, claro, o smartphone está lá também. Prolifera aqui no FB um post de um cara que diz que é melhor gastar todo seu salário se divertindo a poupar para a velhice.

    Concordo quando ele diz que a solução não é apenas a distribuição de renda. Na minha opinião passa pela educação. E, pelo que tenho visto, a galerinha está longe de querer fazer seus rolézinhos nos aparelhos culturais e educacionais existentes.

  79. 24/01/2014 14:01

    Rolezinho
    Paulo De Luccia
    Rolezinhos rolam por ai,
    Andarilhos maltrapilhos;
    Andejantes indejesados;
    A elite raivosa reage;
    Portas baixadas, entradas impedidas;
    Vermes, rastejam pelos corredores do impossível;
    Cobiçam as vitrines do improvável;
    Já não bastam os bailes funks da periferia;
    Os batidões debaixo da ponte;
    Ousam invadir nossos templos sagrados;
    Patricinhas e Fernandinhos cruzam olhares, atônitos com a massa ignara;
    Dominadores impotentes; turba impoluta;
    Voltem para seus buracos, escravizem-se e voltem com seus plásticos abastecidos, para exercer o dever que lhes cabe nesse latifúndio. Consumam.

    • 24/01/2014 22:38

      Paulo Roberto,
      Parabens. Retrata bem a insensibilidade pequeno-burguesa de muitos de nossa sociedade.
      lboff

      • marco waller permalink
        25/01/2014 14:28

        Cuidado Leonardo. Para eles, voce também faz parte da burguesia, pois qualquer um que ter 50 reais na carteira é rico e elitizado. É assim que me sinto quando tenho que ir comprar algo num shopping mesmo ganhando 3 sal´rios minimos e com 3 filhos pra sustentar. Muitos desses vagabundos protegidos tem mais do que eu e se dizem injustiçados.

  80. 24/01/2014 14:04

    Sou filha de um taxista e uma dona de casa. Cresci ouvindo dos meus pais que se eu quisesse comer algo além do pão com manteiga (pouca para durar), no meu café da manhã, eu deveria estudar e trabalhar muito. Passei todo o vestibular com a mesma calça jeans, pois era a única que eu tinha. A sandália gasta, herdei da minha irmã mais velha. Enquanto sonhava com as coisas que eu não podia ter, estudava e estudava. Fiz duas faculdades e hoje vivo muito bem. Adoro viajar e apesar de não ser uma pessoa consumista, gosto de viver com conforto. Conforto esse, que conquistei com muito esforço e dedicação ao meu trabalho. Só para lembrar, a única coisa que cai do céu na nossa cabeça, é chuva. Essa verdade foi ontem, é hoje, e será amanhã.

  81. lucas permalink
    24/01/2014 16:03

    Uhuuuuu…sou do rolesinho, vou ao shop, faço estrago, aterroriso patricinhas, pego uns bagulho e ainda sou protejido!!! Bom D++++++++++++ Manooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    PoR IssU Amu Meu Brazilllllll
    auauauuauauauauuauauauauauauau

  82. Paulo Menezes permalink
    24/01/2014 16:30

    É um absurdo querer associar racismo ou discriminação social à repressão à esses chamados “rolezinhos”, jovens de todas cores e classes sociais sempre lotaram os shoppings, principalmente nos finais de semana, sem qualquer problema. Qualquer um que frequente shoppings com alguma regularidade sabe do que estou falando. Tentar associar a rejeição aos “rolezinhos” a racismo ou qualquer tipo de discriminação só pode ser com a intenção de obter algum possível ganho político ou uma imensa ignorância. Por favor pensem um pouco, é óbvio que um shopping center não é lugar para se combinar encontros de grandes grupos de jovens como se fosse uma torcida organizada, é evidente que isso dá problema, principalmente porque alguns se excedem mesmo, sem contar alguns mau intensionados que se infiltram nestes grupos para cometer delitos, e não sejamos hipócritas, sabemos que isso acontece. Jovens e adolencentes são normalmente agitados e rebeldes e tais características são potencializadas quando estes estão organizados em grandes grupos. Por isso esses encontros só podem funcionar bem em grandes áreas públicas, feitas para tal, como acontecem nos estádios, praças e parques para eventos como shows de música ou algo do tipo. É óbvio que shoppings centers, frequentados por famílias inteiras, crianças e velhos para fazer compras e se divertir de forma tranquila e sossegada requerem um ambiente seguro, organizado e pacato e o respeito de todos à certas regras de convivência, o que é impossível onde ocorrem esses tais “rolezinhos”.

    Ruim

    Bom

    Muito bom

    Ótimo

    Excelente

    Ruim

    Bom

    Muito bom

    Ótimo

    Excelente

  83. Olinto permalink
    24/01/2014 16:48

    Shoppings me deixam angustiado e muitas das vezes deprimido. Deixo me levar pela falsa ideia de que vou a shopping para me distrair, o que na realidade, estou em busca de um posição na sociedade, onde sou ignorado, comprando roupas de marcas para ostentar status que não possuo, o que não agregou nenhum valor ao meu conhecimento, perdi meu precioso tempo. Isto que faço comigo é cruel, sei disso. Tenho um pouco de conhecimento, cultura e formação superior. Tenho que mudar isto. Uma revolução, talvez se faz necessária. Começarei por mim mesmo. Esta é a unica chance que tenho, aos 60 anos, para dar inicio a esta revolução. Não faço mais rolé em shoppings.

  84. Anderson permalink
    24/01/2014 17:33

    “Quando a cor da pele for mais importante do que a cor dos olhos não haverá mais guerra.” Bob Marley.

  85. Michel permalink
    24/01/2014 17:49

    Não concordo, em minha opinião o texto traz uma reflexão interessante sobre desigualdade social mas os rolezinhos não tem nada a ver com isso. Essa molecada não é engajada politicamente e pode muito bem ir ao Shopping e comprar roupas de marca, o que eles querem nos rolezinhos é o reconhecimento deles mesmos entre eles – curtir e paquerar onde outras pessoas com os mesmos interesses vão estar.
    Pra eles, o mais importante é ganhar moral entre eles, ostentando suas roupas e acessórios e suas habilidades de dançar e de xavecar. Basta participar de um desses rolezinhos que você vai ver que lá ninguém quer saber de política ou de questões sociais, ninguém vai estar reclamando da vida ou da falta de espaços culturais, e se tiver uma biblioteca e um espaço recreativo do lado de um shopping, o shopping vai encher de gente e a biblioteca e o espaço recreativo vão continuar vazios.
    Os rolezinhos são o jeito que eles preferem se divertir, não o único jeito que eles tem de se divertir.

    • Luiz Carlos Hummel Manzione permalink
      31/01/2014 15:42

      Michel

      Suas palavras são precisas , claras , simples e atuais . Você define muito bem o que os
      rolezeiros pensam e querem e como estão distantes de qualquer manifestação que possa ser chamada de social e reivindicatórias .
      Parabéns .

  86. Joaquim Bomfim permalink
    24/01/2014 18:07

    Meu caro Leonardo Boff, em muito me estranha suas colocações. Validar a turma do rolezinho por estarem sendo seduzidos por propagandas televisivas de um consumo que não poderão realizar é validar a cobiça, estimular a gula contra a temperança, a ira contra a paciência. O grande problema hoje é o Estado que deveria ter mais compaixão, reduzindo impostos ou então revertendo em serviços a alta carga tributária já existente.

  87. Terezinha Fernandes permalink
    24/01/2014 18:18

    Parabéns pela análise professor, precisamos de muita leitura e estudos para compreender este fenômeno. Obrigada pela contribuição!!!

  88. Emilio Matos permalink
    24/01/2014 18:42

    Tem coisa por traz disso. Não é nada de inconformismo com a situação. Se for inconformismo mesmo, tirem essa PeTralhada do poder. Pior do que está não pode ficar. Nasci pobre, hoje sou remediado e nunca precisei de montar turbas para exigir meus direitos.
    O que estamos vendo n~´ao é o que essa esquerda falida quer nos mostrar. O que estamos vendo é essa esquerda falida tentar usar a rapaziada como massa da manobras. É só ver as declarações dos governistas e seus apoiadores. Meus filhos foram criados com o sacrifício meu e da minha esposa. Um se formou outro está cursando faculdade, sem que eu precise ficar mendigando bolsa isso ou bolsa aqui. Isso sim é vergonhoso, a cooptação dos miseráveis através de esmolas federais. Chega de hipocrisia.

  89. 24/01/2014 18:42

    Revmo. Frei,

    Acho que o pessoal de Davos, vem tendo a mesma percepção. Implantar o imposto sobre grandes fortunas já seria um bom começo, para diminuir, de imediato, as preocupantes disparidades. A elite está temerosa, mas é difícil crer que estariam dispostos a fazer contribuições impositivas. Até agora só têm constatado o óbvio e pouco feito, senão apenas recomendar aos governos liberalistas que deem bolsas para os miseráveis, Soluções paliativas, só! Extraí do jornal de hoje, o absurdo da disparidade:

    “O encontro foi aberto com várias pesquisas que confirmam o aumento do fosso entre ricos e pobres no planeta. Pesquisa da Oxfam, por exemplo, chamou a atenção ao revelar que as 85 pessoas mais ricas do mundo têm, juntas, um patrimônio de US$ 1,7 trilhão, o que equivale aos recursos de 3,5 bilhões de pessoas. Cresceu a percepção entre boa parte da elite reunida em Davos de que um fracasso na redução da desigualdade poderá afetar a demanda por bens e serviços, ameaçando bancos e grandes empresas. Mas não só. A situação também é um estopim para crises sociais que podem gerar retrocessos políticos e ampliar medidas protecionistas dos governos, caso os eleitores se rebelem diante de apertos da renda.”

    • Paulo permalink
      25/01/2014 0:13

      e você acha que rico gosta de pagar 37,5 % de imposto de renda??? acho que pela isonomia de valores os pobres também deveriam ter 37,5 % de imposto de renda sobre o salário mínimo não acha, já que somos todos iguais perante a lei e deus????

  90. 24/01/2014 20:20

    A reação já está demonstrando que está na hora do governo entender que os jovéns do rolezinho quer ser incluído na sociedade com saúde e educação com as mesmas referencias de uma Copa do Mundo.

  91. elvis permalink
    24/01/2014 20:20

    Eu acho que o professor Boff também entrou no cerne da questão, o assunto muito me interessa, pois minha tese é sobre “jovens da periferia como realizam seu lazer nos centros urbanos”. Acho que muitas discussões giram ao redor dos valores, de gostar ou não gostar do estilo, do comportamento e das ações que um outro grupo juvenil prática, mais precisamente jovens funkeiros. Eu também não sou obrigado a gostar do comportamento deles, ou da música, até porque se não quiser basta virar as costas e ir embora, mas isso não me dá o direito de segregar. Mas a questão central é: Por que isso isso incomoda socialmente e por que a cidade deve segregar espaços para interações sociais desse ou daquele grupo? Há estudos sobre shopping centers que demonstram por meio de observações e entrevistas que há segregação social e espacial, seguranças e sistemas de monitoramento para certos “tipos desviantes do padrão”. O contraditório disso tudo é que o ” funk de ostentação” vai ao encontro do que o mercado quer, os jovens dessa cultura se diferenciam pela busca do consumo de marcas de roupa e acessórios que transmitem o sentido de sucesso, de atualização e modernidade, é mais um modo de ser jovem. Mas quando os mesmo jovens resolvem eles mesmos criarem suas práticas, e de alguma forma se aproximam das camadas sociais mais influentes e se tornam visíveis então às coisas mudam. Aí é pobre, não estuda, desrespeita os outros e é imediatista. Ora, também sou professor da rede pública, conheço estes jovens, conheço jovem que é religioso, jovem que troca o tempo livre pelo estudo, jovens de diferentes culturas juvenis, só que na minha prática e experiência de magistério nada determina que sua preferência cultural seja em si uma condição para seu sucesso na vida. Respondendo a pergunta, o shopping é uma empresa privada, mas de esfera pública, no momento que abre as portas ao público, está se condicionando a aceitar a cidade em toda sua diversidade. Não acredito que estes jovens são “coitadinhos” ou mereçam exclusividade, mas devemos nos perguntar o quanto nossa sociedade faz das diferenças uma questão de apartheid. Afinal o que está em jogo é saber o quanto nossa sociedade está disposta a conviver na diversidade e encontrar maneiras de conviver e negociar com as diferenças.

    • Junio permalink
      22/04/2014 16:33

      Elvis, você poderia indicar algum desses estudos? Interesso-me pelo tema e gostaria de compreendê-lo com mais fontes.

  92. Nazare permalink
    24/01/2014 20:45

    Meus pais não tiveram oportunidade de frequentar escola e trabalharam muito para conquistar o feijão nosso de cada dia e formar 9 filhos. Aprendi com eles que responsabilidade, compromisso, trabalho, limite e respeito nos faz sentir gente, nos faz melhor. Bom… na minha casa não tinha TV para nos provocar mas tinha enxada, vassoura e muitas outras oportunidades. Todos nós estudamos em escola pública e somente um não deu conta encarar a dura realidade da vida. QUERER é palavra chave. Bora fazer um “rolezinho” pra limpar a sujeira deixada pela chuva ou cuidar dos irmãozinhos?

  93. MOISES VIEIRA DA SILVA PACHECO permalink
    24/01/2014 22:48

    discordo em vários comentários dele: “são jovens pobres, sem cultura q não tem espaço de lazer”… em nenhum momento antes da existencia dos ‘rolês’ eles foram proibidos de entrarem dentro dos shoppings, essa desculpa de rolês é só pra facilitar os furtos e causarem uma desordem dizendo ” ó nois aki, roubando na cara de pau v6 e v6 num podi fazer nada pq vai ser PRECUNCEITO con nois favelados”… NÃO DÁ PRA AJUDAR PESSOAS QUE NÃO QUEREM SER AJUDADAS, NÃO DÁ PRA TIRAR DO BURACO QUEM JOGA-SE COM TODO O COMODISMO DIZENDO “não tem jeito, o governo não ajuda_nos”.
    NÃO SOU RICO, NÃO NASCI RICO… MAS A CADA DIA QUE O SOL NASCE PROCURO MEU LUGAR NO MUNDO E BATALHO PRA CONSEGUIR O MELHOR PRA MIM…
    E VC? O Q FAZ PRA DIMINUIR ESSE CONTRASTE SOCIAL? P… NENHUMA… APENAS, IMITANDO OS POLÍTICOS, ARRANJA MOTIVOS E DESCULPAS PRA TENTAR ESCLARECER UM FATO DE UM MODO FILOSÓFICO E CULTO E SOCIAL E … QUE NÃO É A PURA VERDADE.

  94. 24/01/2014 22:54

    Mestre, concordo com quase tudo o que você diz, mas sabe, assim como a Nazaré, é difícil não fazer uma análise um pouco mais subjetiva, ainda mais porque você tocou numa “ferida” impossível de cicatrizar. Sou loira, de olhos verdes, hoje tenho 56 anos, mas agradeço a Deus pela aparência que tive e ainda tenho. Meu pai foi motorista de taxi e funcionário público, minha mãe recepcionista. Comecei a trabalhar aos 15 anos, fiz curso superior e mestrado, bem antes do Governo do PT e hoje trabalho como atendente de telemarketing. Que eu me lembre, nunca ganhei mais que 05 ou 06 salários mínimos. E por isso me sinto meio “excluída dos excluídos” quando você fala “Tudo isso lhes é negado, porque, por serem pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros”. Mesmo que fosse verdade – o que definitivamente não é – que um branco só é pobre se for muito burro ou se fizer opção, nos dois casos o burro ou o “franciscano” também merece viver com dignidade e ser reconhecido e respeitado pelos seus iguais. Nisso admiro João Pedro Stedile e o MST: foi o único lugar onde eu vi falar, do nordestino, do preto e do branco pobre.

    • Sonia Paiva permalink
      25/01/2014 10:55

      Aff… quanta gente burra… quanta gente ignorante… quantas colocações bizarras e desproporcionais ao que foi dito. Quando se analisa uma questão desta magnitude nao se esta defendendo nem apoiando diretamente o ato; não se está dizendo que não existem pessoas de olhos azuis na pobreza, etc… Sr. Leonardo Boff a falta que a educação faz neste pais nos deixa muito sem saída. Mas temo que a falta de amor ao próximo seja ainda mais danosa. Nao desistir em tentar. Obrigada pelo texto.

      • 26/01/2014 17:57

        Sonia
        agradeço seu senso de medida e sua capacidade de discernir a critica construtiva da pura distorção.
        lboff

      • Cibele permalink
        28/01/2014 18:23

        Sonia, se houve burrice no que escrevi, pelo menos houve mais coerência do que no seu comentário. Em nenhum momento critiquei a análise sobre os rolezinhos, mas me senti no direito de apontar para um lugar comum nas análises críticas da sociedade capitalista que não minha opinião não contribui para a formação de uma consciência coletiva solidária entre os pobres. Lamento Mestre, me envergonho até de discordar do senhor, pode ser até que meus sentimentos tenham criado confusão sim, mas quando leio comentários assim, me lembro os judeus expulsos mortos e segregados em sua terra na Europa e hoje matam, segregam e expulsam os palestinos. Porque os judeus não se identificam com a condição dos palestino, mas se diferenciam pela sua religião, pela sua etnia. Perdoe-me mais uma vez se distorci o que o senhor disse.

    • marco waller permalink
      25/01/2014 14:05

      Estava admirando seu comentário e a verdade contida nele, porém foi um chute no estomago seu apoio ao MST que ao meu ver, perante as denuncias e imagens confirmadas não passa de aproveitadores lucrando com a ignorancia alheia..

      • 26/01/2014 17:44

        Marco,
        Seja um pouco mais critico. Vc repete o que os jornalões, todos veículos dos sistema que nunca quis a reforma agráriga, mantem trabalho escravo…esses apenas falam mal do MST. O que eles querem é o que está na Constituição e não é aplicado: fazer a reforma agrária e dar um sentido social a toda propriedade. Não faça sofrer mais aqueles que já sofrem muito pela exclusão e expulsão de suas terras.
        lboff

      • marco waller permalink
        26/01/2014 20:18

        Seria, se soubesse que publicaria meus comentários.

    • marco waller permalink
      26/01/2014 20:29

      Sonia. Seria contradição ou um paradoxo no seu comentário. Ora. Se existisse educação de verdade você não entraria aqui para chamar alguém de burro e sinceramente talvez nem “Rolezinhos” existiriam não é verdade? Tudo que acontece nesse “Brasilzão” que envolve “pobres”, dizemos que é injustiça social, então, a maioria dos comentários tem fundamento.

  95. Laura permalink
    24/01/2014 23:55

    Gostei muito dos argumentos do texto mas discordo em certas partes. Acredito que ainda que os “rolezinhos” inicialmente tenham um fundamento social, no caso, chamar a atenção do poder político para as inúmeras demandas da sociedade (que não se resumem apenas à desigualdade de renda), na prática acabaram por adquirir outro caráter pela maneira como acontecem. Não se exige mudança (mesmo que a exigência de mudança seja direito político) valendo-se de assaltos, bagunça e ostentação em espaços público de ampla convivência. É muito bacana ver jovens vestindo a camisa da cidadania para questionar o descaso dos chefes governamentais em determinadas áreas, entretanto, deve-se ter muito cuidado em como essa camisa é idolatrada. Muitos dizem que os “rolezinhos” são uma continuação dos movimentos de junho de 2013, pode ser que sim, mas se continuarem da forma como estão vai acontecer o que ocorreu em alguns protestos de 2013: violência de quem atacou e violência de quem reprimiu, se já não é o que está acontecendo. Em vez de rolezinhos, vamos dar é um passeio adequado e cauteloso pelo Brasil e perceber que se o gigante acordou, não tem mais porque o desejo de um país melhor ficar só no plano onírico. Ah, e sem jogar tudo nas costas do PT, afinal, “alguéns” colocou ele lá.

  96. Paulo permalink
    25/01/2014 0:06

    engraçado defenderem a anarquia, acham que a 30 ou 40 anos atrás isso não acontecia? a mídia digital favorece a informação de forma irreversível, mas dizer que são pobres e excluídos.. ó coitadinhos, minha infância e juventude não foi diferente das de muitos dos jovens que hoje tem acesso à mídia, com 9 anos comecei a entregar jornal para ter como ajudar em casa, com 13 já tinha meu primeiro registro em carteira, nem por isso deixei de estudar e manter hábitos EDUCADOS, essa falácia de excluídos é no mínimo ridicularizar a inteligência que cada um recebe e faz dela o uso que quer, a culpa é parte sim e principal desses alienados que só pensam em tirar proveito dos outros, trabalhava e estudava, se eu consegui com meu próprio esforço sair da pobreza, mesmo estudando em escolas públicas, não é culpa dos outros a preguiça alheia, no país da esperteza , otário é o trabalhador mesmo….

  97. Reynan Ferreira permalink
    25/01/2014 0:57

    Excelente análise.
    São retratos dessa contradição social, dessa desigualdade que insiste em perdurar. Parabéns Boff.

  98. Davidson permalink
    25/01/2014 9:47

    Pois é, é somente inversão de valores. Há que se educar em todos os sentidos e mais ainda para as coisas perenes, os valores que a traça no come que ao meu ver o primeiro é saber que “ser” é mais importante que “ter”. De posse destes valores espirituais a inclusão social já é automática. Quantos saíram da favela e subiram na vida por seus valores morais. Quando as pessoas são espiritualizadas , humanizadas as portas a eles se abrem. Quando vemos um pobre em matéria mas com um coração misericordioso e manso, ajudamos automaticamente. Vejo ai o caminho, “Educar” no seu mais vasto sentido!

  99. 25/01/2014 11:07

    Professor, acompanho sua produção intelectual com muito interesse, desde a época da graduação, tendo o senhor e outros brilhantes intelectuais como referenciais na construção da minha forma de ver e interpretar o real. Lendo seus texto (na minha opinião, uma análise perfeita da questão) pude perceber nos comentários de grande parte dos leitores duas características bem interessantes: primeiro um grupo que parece não ter conseguido compreender absolutamente nada do que foi escrito, distorcendo quase todos os dados e recorrendo a argumentos rasteiros para contrapor ás ideias apresentadas no texto. Coisas do tipo: todos vencemos quando trabalhamos, existem enxadas e carrinhos de picolé para os “desocupados”, meu exemplo particular… enfim. Em segundo lugar e aí, acredito eu, está um problema bastante complexo, aqueles que, claramente, reproduzem um discurso de direita que lhes é bombardeado a todo momento pela grande mídia. Leitores da VEJA, iSTO É, telespectadores do Jornal Nacional e seus concorrentes tão ruins quanto, enfim, cidadãos medianos que absorvem um discurso moldado, pronto e de fácil digestão intelectual e saem reproduzindo sem, ao menos, a capacidade mínima de discernir ou aplicar qualquer juízo de valor permeado por um nível maior de criticidade. Teria chegado o tempo preconizado por Pulitzer, em que uma imprensa corrupta e demagoga forjara um público tão vil quanto ela mesma?
    Eu, sinceramente, perdi as esperanças numa sociedade melhor. Estou abandonando a sala de aula, onde lecionei por alguns poucos anos e mudando de profissão. Abandonei a militância nos movimentos sociais, que me acompanha desde a adolescência. Na minha opinião, eles venceram e não há mais nenhuma corda na qual possamos nos segurar para frear a descida social rumo à completa barbárie. Por isso, vendo seus comentários pacientes e sempre repletos de sobriedade, respondendo a muitos comentários que beiram a mediocridade, eu realmente o admiro mais ainda como pessoa e como intelectual. Queria ter essa capacidade de ainda acreditar, mas perdi. Parafraseando o grande Belchiort, hoje, “minha alucinação é suportar o dia a dia”. Abraço.

  100. Esther permalink
    25/01/2014 17:24

    Vai ficar pior…….Soweto…..Africa do Sul….apartheid crescendo….distancia aumentando……populacao crescendo….nao tem mais jeito….os ricos com muros cercados de seguranca para proteger seus luxos….os pobres trabalhando tudo misturado aos criminosos…..

  101. Thiago permalink
    25/01/2014 17:44

    Eu também cresci em uma comunidade pobre e nunca fui discriminado por isso, assim como muitos e muitos outros amigos e conhecidos meus. E creio que muitos e muitos outros de outras comunidades pobres também. Sempre frequentei shoppings (não com tanta frequência, devido à minha condição) e nunca fui discriminado. O que desencadeou essa má fama desses “rolezinhos” foram as ações desses infelizes que vão apenas para roubar e perturbar a paz do local. A questão aqui não é a classe desses garotos, mas o comportamento dos mesmos. Ou será que as pessoas são obrigadas á aturar um monte de pessoas gritando no meio do shopping, com celulares tocando músicas nojentas que fazem apologia ao crime e à violência e depredando as instalações das lojas ( cito esse exemplo porque presenciei tudo isso ) ? As pessoas são obrigadas à “respeitar” esse tipo de comportamento só porque são pobres e “excluídos”? COISA NENHUMA!! Como já disse, vim de família pobre também, mas ao invés de me fazer de coitado e vagabundear pela rua, ficava estudando. Perdi a conta de quantos livros eu li, que foram achados na rua ou que minha mãe (que era empregada doméstica ) recebia de doação de sua patroa. Consegui bolsas de estudo em várias instituições, inclusive de ensino superior. E eu sou melhor que esses moleques baderneiros? CLARO QUE NÃO! Fui penalizado pelas mesmas condições sociais precárias, mas com muito esforço me livrei delas. E qualquer um deles pode, mas vai lá perguntar se alguém quer estudar alguma coisa. Que alguém vá lá perguntar o que esses jovens pensam em ser da vida, que profissão desejam seguir, garanto que a grande maioria vai gaguejar e ficar com cara de quem não entendeu a pergunta. Uma regra básica para viver em sociedade é respeitar o próximo, e esse pessoal não sabe o que é isso. Valores como esse, escola nenhuma ensina. Defender esses moleques, é a mesma coisa do pai que acoberta as ações erradas do filho. O que esses vagabundos precisam, é tomar vergonha na cara, estudar e trabalhar. Usar menos a internet para marcar esses encontros de baderna, e usá-la mais para adquirir conhecimento.

  102. lara permalink
    25/01/2014 17:48

    Minha gnt governo corrupto sempre houve e nem por isso existia rolezinho! Não se pode querer explicar essa barbaridade como se essas pessoas que fazem isso fossem os pobres coitados, que isso é reflexo de uma política ruim e bla bla bla… Isso é falta de um pai e uma mãe q não sabem educar seus filhos, é culpa deles q não incentivam seus filhos a estudar, que não cobram deles o q eles aprendem na escola, e não me venham falar que os pais não podem cobrar pq tb não foram cobrados, pq são leigos, a maioria dos nossos pais não tiveram estudo suficiente e nem por isso deixaram de cobrar da gente! Isso é falta de vergonha, falta de uns bons sermões de pai e mãe! #Soacho

  103. Isabel da Fontoura Pinho permalink
    25/01/2014 18:38

    Achei importantíssima sua colocação. Entretanto, falar do consumo e, bater a sua porta?. Não seria melhor visitarem os senhores legisladores, afinal,esses apresesentam-se como sendo trabalhadores da Casa do Povo. Acho que, quando se quer algo, busca-se o diálogo e, este tem que ser em ambiente harmonioso.No Brasil impera a paranóia, longe está do que canta a Aquarela do Brasil. Um abraço, Isabel.

  104. 25/01/2014 22:05

    A polêmica envolvendo os rolezinhos deixaram exposto o segregacionismo que existe no país, porém há outros fatores que devem ser considerados.

    Escrevi um texto que não cabe na barra de comentários.

    http://www.orbenon.blogspot.com.br/2014/01/a-polemica-do-rolezinhos.html

  105. Juliana permalink
    26/01/2014 0:54

    “O que eu não desejo ao meu filho, eu não desejo à sociedade”.
    Apesar de ainda não ter filho, apesar da sociedade injusta, segregacionista, consumista, que despreza seus filhos, os exclui.
    Mesmo se eu fosse da periferia e não tivesse os serviços básicos: saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e segurança. Lembrando que o conhecimento abre portas, Machado de Assis foi um grande intelectual, brasileiro, de família pobre, ficou órfão de mãe muito cedo, ou seja, não teve muitas oportunidades na vida e que sofreu muitos preconceitos. Mas, ele foi além e venceu.
    Crianças e jovens bem instruídos pela família e pela comunidade já saberão como funciona a mídia cujas propagandas seduzem para um consumo e que um dia poderão, sim, realizar. Por que não? Quem sabe haverá um(ns) anjo(s) na família, na escola, na web para informar como funcionam os meios de comunicação social de massa, para ensinar como lidar com o dinheiro, para ser quem eles quiserem segundo os seus sonhos, conforme seus planos para o futuro.
    Portanto, saberão pensar, criticar, agir, entrar nas redes sociais para articular encontros de forma saudável, sem perigos de arrastões porque haverá paz, harmonia, respeito, entre outros.
    A sociedade só mudará se cada um, se cada família fizer a sua parte em orientar as nossas crianças, nossos jovens para a vida, para a cidadania, tanto na teoria quanto na prática. Resposta: SOLUCIONAR.

  106. Wagner permalink
    26/01/2014 2:17

    Com uma rede de corrupção formatada e funcionando muito bem, obrigado, entre elites, autoridades, mídias, PSDB, DEM, PMDB, PT, STF, STJ e PQP, vivas ao genocídio social. Elite fascista, cambada de FDP !!!

  107. Wagner permalink
    26/01/2014 2:22

    Isso de rolezinho não é o início nem o fim, é apenas um meio de toda a tragédia ainda a ser vivida. Espera…

  108. Sandra permalink
    26/01/2014 8:29

    Acho exagerado esse discurso do rolezinho. A questão não é a entrada de excluídos nos shoppings, mas aglomeração. Poderia ser uma aglomeração de burgueses eu seria contra também. Espaços fechados ocupados por grupos de até 4.000 pessoas, onde não comportam… não se pode garantir a integridde física dos ocupantes, nessas condições….vocês não viram as escadas dos shoppings?? As pessoas eram empurradas!!! É muito arriscado!!! Quando houver um pisoteamento com mortes, igual acontece nos rodeios… aí esse discurso marxista vai pro ralo…

  109. Dirk Hesseling permalink
    26/01/2014 11:49

    O artigo de Leonardo Boff merece ser discutido, justamente por dizer a VERDADE que não é aceita por pessoas que se consideram de antemão donas da VERDADE. Um Brasil mais socialista só pode nascer com um mundo inteiro mais socialista. Portanto, Leonardo Boff tem toda a razão quando transmite esta vontade/paixão de lutar por um MUNDO MELHOR! É óbvio que sempre haverá pessoas que rotulam o socialismo como um incentivo da bandidagem e do terrorismo! Respeito as pessoas reacionárias, mas, convenhamos, é difícil dialogar com gente que sabe TUDO!
    P.S. Velho pode participar deste debate? Eu já tenho 81 anos.

  110. Montez permalink
    26/01/2014 17:36

    Bom, não me considero uma intelectual, mas acho que algo poderia, também, ser levado em consideração: o público que frequenta shoppings são, a meu ver, na sua grande maioria, de classe menos favorecidas (as que não se enquadram da dita “burguesia”). Posso estar equivocada, mas aqui no Rio posso dizer que até os shoppings ditos da “burguesia” classe média alta tem uma grande parcela de frequentadores da classe média baixa (Barra Shopping, Rio Sul, até mesmo Fashion Mall), com a devida exceção do Shopping Leblon (que atualmente vem sendo mais frequentado por classes menos favorecidas) e Rio Design.

    O fato de ser filha de professora (que me criou sozinha), ter frequentado escola pública, ter morado em subúrbio a vida inteira, ter vivenciado violência e abusos por parte da polícia e de criminosos de comunidades de perto e de longe de onde eu vivi, de nunca ter contado com ninguém para me dar apoio (a não ser a mim mesma) não me impediu de estudar, de ter educação (essa que a gente recebe em casa, sabe? não a que a gente recebe na escola, porque esse, sem dúvida, é um problema grave no Brasil, e eu vivi isso).

    Sem querer ser hipócrita: eu mal tinha dinheiro para pegar ônibus, mas quando dava, eu reservava um dia da semana e fazia um tour: CCBB (via as sessões de cinema e exposições), CC dos Correios, MNBA. Isso me entretinha e eu era feliz. Lógico que eu não posso esperar que todos tenham que gostar de coisas “chatas” como essas. Sabe, era raro eu ter amigos que me acompanhassem e que gostassem dessas coisas (como até hoje, mesmo dentro do meu círculo profissional).

    Honestamente e sem querer dar uma de coitadinha (coisa que não sou e que nunca achei que fosse) eu – que passei por poucas e boas na vida (teve até uma época – curta, graças a deus – que eu só comia arroz e feijão puros, pois minha mãe não podia comprar nada além disso) – juro que não entendo (embora respeite) o fato de pessoas que nunca passaram pelo que eu passei, que sempre tiveram de tudo e que às vezes até tenham vindo de famílias ditas da “burguesia”, apoiarem esse tipo de movimento. Talvez haja uma explicação sociológica, antropológica, que me fuja pela falta de aprofundamento ou conhecimento nessa área. É o primeiro desabafo que faço em relação a isso, mas me sinto até um pouco desrespeitada às vezes. Defender esse tipo de movimento me soa como uma anulação de tudo o que eu e outras pessoas como eu conseguimos construir até hoje com Que tiveram uma vida verdadeiramente difícil, mas que não saíram por aí assustando (quiçá pondo em risco, em termos de espaço físico) os outros, inclusive crianças e idosos, gritando, subindo em mesas e cadeiras.

    Não nego que existam classes desfavorecidas, que existam pessoas que passam inúmeras necessidades, que os problemas do Brasil são incontáveis, não temos o básico: saúde, educação de qualidade(nem dentro de casa!) bla bla bla, que precisamos gritar e que precisamos também que nos ouçam, inclusive acho que a manifestação por melhorias e igualdade é válida, só que, na minha humilde opinião, o local e o alvo estão equivocados. Acho que as classes mais altas estão, sim, se incomodando. Porém tenho a convicção de que as outras classes que não estão incluídas no conceito “burguesia”, são as mais incomodadas. E qual a culpa deles? Será que esse é um meio legítimo de protestar ou está apenas ganhando antipatia da maioria.

    Todos tem o direito a discordar, mas esse é meu ponto de vista.

    • Montez permalink
      26/01/2014 17:55

      Tem mais: acho que os culpados não estão na “burguesia”, na qual acho que eu (que não sou rica) e o senhor estamos enquadrados (pois pelo que entendi, é considerado burguês até quem tem o mínimo de conforto). Se fossem, então seríamos também culpados por não distribuirmos nosso dinheiro por aí, por pesar e culpa pelos que não tem. Acho que todo esse discurso de “rolezinho” desvia totalmente a atenção daqueles que são os reais culpados. E quem são eles mesmo, hein?

    • Montez permalink
      26/01/2014 18:07

      Só mais uma observação: eu poderia chamar de “burro” e “ignorante” quem não concorda comigo, mas a educação e o respeito que tenho pelas opiniões alheias considero que sejam característica de civilidade, civilidade essa que alguns comentários tentam “empurrar goela abaixo” dos outros com palavras baixas e xingamentos.

    • Montez permalink
      26/01/2014 18:42

      ISSO EU NÃO LI NO JORNAL, EU VIVI. ABÇ.

  111. Carlos Alencar permalink
    26/01/2014 19:04

    Estou repetindo o comentário para testar sua coragem para publicar uma opinião divergente.

    Concordo com o título, em parte. Não a sociedade, não me sinto culpado por “ter” alguns bens materiais, isso é reflexo do meu esforço, que não foi e não é pouco, trabalho, e, trabalho muito, não vivo de bolsas-esmola às espensas do Estado, pelo contrário, pago muito imposto para que essa corja de políticos ladrões mantenham esses vagabundos na miséria, trocando votos por bolsa qualquer coisa. Me permita, Frei Leonardo Boff, mas, uma indigência analítica de fazer vergonha é o que vc escreve aqui. Esses jornalistas, sociólogos e professores citados por vc, são todos “militontos” do PT. Sem crédito. Não aceito ser culpado pela vagabundagem, pelo caráter amoral, anti-ético, do brasileiro, que mais importa levar vantagem em tudo.
    Não “são jovens pobres, das grandes periferias, sem espaço…” se vc assistir as entrevistas desses “malandros” verás que estão a fim mesmo de desordem.
    Quanto a “estar incluído no contrato social significa ver garantidos os serviços básicos: saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e segurança.” Essa parte fica por conta de um desgoverno hipócrita, ladrão, comunista, do qual o líder maior é o Lula que tem vc como guru.
    Como vc mesmo se denuncia a seguir ao falar “dazelites”: nossa sociedade é conservadora e nossas elites altamente insensíveis à paixão de seus semelhantes e por isso cínicas.” Cínica, Frei, é sua presidente, não preciso, descrever aqui as falcatruas do seu desgoverno. Se, de alguma forma eu faço parte da Bélgica dentro dessa Índia, muito mais belgas são os PTRALHAS defendidos aqui por vc. E, esses sim, às custas da manutenção da miséria do povo, às custas de muito roubo, ou vc tem como explicar a riqueza do Lulinha, que em pouco tempo passou de catador de fezes de elefante para dono de um patrimônio de alguns BILHÕES de reais? O que dizer da fortuna do Lula, um bêbado preguiçoso! E Dilma? Faliu uma empresa de R$ 1,99 e agora ela e a filha são milionárias.
    “Não adianta termos uma “constituição cidadã” que neste aspecto é apenas retórica, pois implementou muito pouco do que prometeu em vista da inclusão social.” Você acha que treze anos de desgoverno PTRALHA não seriam suficientes para ter melhorado, verdadeiramente a vida desses brasileiros “invisíveis”? E a “constituiçæo cidadã” é constantemente ultrajada e vilipendiada por esse mesmo PT que vc defende.
    “Releva, no entanto, constatar que com as políticas sociais do governo do PT a desigualdade diminiui.” Diminuiu mesmo, Frei, diminuiu para os desgovernantes, ou vc é cego? Não ver a roubalheira que grassa hoje no país? Me fala de uma grande obra do PT? A transposição do Rio São Francisco? Doze milhões de nordestinos morrendo de fome e sede! No entanto se gastam fortunas com uma copa. Para quem a copa?? Nosso dinheiro reformando porto, aeroporto e estradas em Cuba! Médicos-escravos para sustentar o comunismo de Fidel. Dívidas perdoadas de países comunistas na África!
    Vc só acerta quando diz: “Mas esta diferença não atingiu a raiz do problema pois o que supera a desigualdade é uma infraestrutura social de saúde, escola, transporte, cultura e lazer que funcione e acessível a todos. Não é suficiente transferir renda; tem que criar oportunidades e oferecer serviços, coisa que não foi o foco principal no Ministério de Desenvolvimento Social.” Essa sua contradição, quando reconhece a culpa do desgoverno PTRALHA, reforça a minha tese de que as elites, não são responsáveis por essa situação de miséria em que o povo se encontra. Ademais, com “transferência de renda”, ou seja, tirando de quem produz para sustentar parasitas, só faz criar uma casta de vagabundos, que não procuram, nem querem emprego.
    Como dialogar? Deixe de hipocrisia, ou achas que pedindo por favor eles irão se comportar, ou se retirar e deixar em paz quem quer trabalhar? Mais uma vez, Frei, vc está fazendo o jogo PTRALHA ao citar cinicamente que “por serem pobres, negros, mestiços sem olhos azuis e cabelos loiros, são desperezados e mantidos longe, na margem.” Veja as imagens desses idiotas úteis, todos bem vestidos, com toda miscigenação que é a raça brasileira. Mas vc, Frei, está instigando a luta de classes, e, com certeza “só parará se houver mudanças.” Para começar, que tal mudarmos esse desgoverno PTRALHA??

    • 26/01/2014 23:25

      Carlos,
      Nãoa respondo a quem em vez de argumentar insulta.Não basta saber alguma. Precisa-se pensar o que se sabe.E vc não faz nada disso.
      lboff

      • Carlos Alencar permalink
        27/01/2014 0:45

        Caro LB,
        Continuo com minhas posições.
        Sou a favor da honestidade, e, cobro muito a honestidade política, que nos falta, ou melhor nunca tivemos. Luto por um mundo melhor, não sou burguês, pelo menos não me sinto assim, defendo a meritocracia, como defendo educação de qualidade para todos, CONTROLE de natalidade, e mais… Para que possamos ter um país melhor daqui a algumas gerações.
        Não posso aceitar que dentro desse quadro de desgoverno, corrupção, banditismo o PT seja laureado como tendo diminuído a desigualdade!
        Abçs.
        Felicidades.

  112. Vanderley permalink
    26/01/2014 21:09

    Indiscutível, a inteligência, cultura e sabedoria de Leonardo Boff, que se tornou conhecido depois da obra “Teoria da Libertação”, porém, forçoso é convir, que a premissa ideológica, briga a puridade com a conclusão, em seu artigo…

  113. 26/01/2014 21:39

    Por algum tempo acompanhei em silêncio a questão dos “rolezinhos”. Pois bem, o incômodo é tão insuportável que tenho que escrever. Escrever alivia. Pelos outros posts percebia algo recorrente, e de fato é uma questão crucial: Todas as práticas sociais são construídas historicamente, e pelo coletivo. No estado do Rio existem algumas como choque de ordem por exemplo. Uma prática da Idade Média que certamente não tinha o mesmo nome, mas tinha o mesmo objetivo, fazer circular os ditos “vagabundos”, uma prática higienista, e o que precisa higienizar: aquilo que incomoda, que espanta, os que não trabalham. Pois bem isto agrada a quem? ou melhor, serve a quem? Se o sistema gerou tanta desigualdade e incongruência social, tem que se ater com suas mazelas, e para isto lança mão da coerção pra punir, além disso pra aumentar a tragédia, as camadas ditas mais “civilizadas” da terra brasilis aplaude tal repressão. Pensaram que seria fácil sugar até a última gota de suor , sangue e lágrimas a ralé brasileira? Não! ela grita, e sai pra rua. Grita e incomoda! Grita em alto e bom som, pra quem quiser ouvir, mesmo que cheio de pudor hipócrita, eles gritaram: “TOMY no cu burguesia” (referência a uma marca Tommy Hilfiger). Como diria o poeta Cazuza: “Tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice,dessa eterna falta do que falar”, parem se ater ao ano de 2014, há um abismo social gigante povo! Não percebem que há algo errado? Porque tanto discurso vazio em relação aquilo que emerge? Ao invés disso perguntem que educação pública é oferecida, qual é o plano pedagógico. Temos escolas sucateadas. Vamos parar com esse mimimi de que a questão é de mérito e esforço. Muitos que postaram aqui, que estudaram em escola pública, se tivessem a oportunidade de estudar em escolas tradicionais como São Bento, Santo Inácio, ou Santo Agostinho, não pensariam em meio segundo em poder usufruir de tal bênção!!! Agora vamos a fatos, mimimi não é agradável, é preciso embasamento, coragem, vergonha na cara e decência, nem que seja pra assumir o seguinte: “Nossa por quanto tempo eu por comodismo repetia feito papaguaio de pirata os ditames do sistema!” Temos que despertar! – O buraco é mais em baixo: Qual construção social temos sobre o Outro (pobre ou não), você julga as coisas segundo uma “hierarquia das raças”?

    Sobre educação e seu mérito – Qual mérito?

    Na Idade Antiga e Média, a escola é considerada como espaço de ócio em que, determinadas classes, por não precisar trabalhar, poderiam se dedicar ao enriquecimento cultural, enquanto a outra grande parcela da população obtinha sua educação a partir do próprio processo de trabalho. Perceberam algum dualismo? Até então, a escola seria um espaço com o acesso estabelecido pelo caráter de direito natural, isto é, local privilegiado para a classe dominante. No entanto, na sociedade moderna, com a mudança do paradigma econômico, houve a necessidade da difusão da ideologia liberalista, pautada no direito positivo, assim como conhecimentos relacionados às atividades de produção industrial, e a escola se torna instrumento de generalização e conformação da população à nova ordem social vigente. A título de contextualização das bases ideológicas da política educacional no Brasil, ao retomar o período colonial percebe-se o preconceito assentado nas bases educacionais de formação profissional de índios, africanos e escravos. Já neste período, a educação profissional estava dirigida a este público, pautada no preconceito étnico e do “trabalho manual”. A partir desta concepção, é descrito as primeiras iniciativas brasileiras de se oferecer a educação profissional de cunho salvacionista das “questões sociais”. Nesse sentido, a expansão da educação, até os dias atuais, assume o papel de reprodução das classes sociais, manifestando contradições intrínsecas como a valorização do seu acesso e a desvalorização da qualidade do ensino, assim como a própria luta de classes.

    Oi? Agora eu pergunto se desde o início há um diferenciação entre educação/trabalho para pobres e ricos qual ideologia é possível para os praticantes do “rolezinho” ? Talvez o espaço seja errado, não saberia responder a isto.Qual espaço seria melhor? Talvez… talvez… e de talvez em talvez iremos preferir que não se manifestem e que saiam todos de branco pela paz mundial. Pelo amor de Deus! Não se trata de defendê-los ou acusá-los, mas de repensar certas práticas sociais, e a postura de certas camadas sociais, se não seremos levados a certos engôdos por falta de informação, ou até muita informação e preferência pelo individualismo e meritocracia. O único perigo é a opção pelos pensamentos mesquinhos, rasos e tacanhos, nada embasados. Parece até que o mundo começou ontem. O foco é outro minha gente, não fiquem chafurdando na lama da hipocrisia. A realidade é dura, mas precisa ser olhada no front.

    Parabéns Leonardo Boff pelo excelente texto. É preciso estranhamento do que se vê. É preciso racionalidade, e também coração. É preciso sair da zona de conforto!

    • 26/01/2014 23:17

      Rachel,
      Felicito-a pela pertinência de seu texto,contextualizado na história. E não se esconde atrás de frases feitas e imputações aos penalizados pela sua própria sorte de miseráveis, aumentando ainda mais seu sofrimento. Vc trouxe um pensamento que ajuda a entender o horizonte maior a partir do qual se entende o fenômeno do rolezinhos. Lamento que nas reações ao meu texto se verifica uma indigência muito grande de capacidade de ler e entender o que se escreve e de contraargumentar.É mais fácil o insulto e as expressões de pessoas mal-educadas, esses sim são os rolezinnhos da pequena burguesia “feliz” por poder andar nos shoppings e sentir-se no paraiso, porque o mundo dos conflitos, da vida dura de trabalho e de transporte quase animal ficou lá fora.
      Meus parabéns
      lboff

    • 26/01/2014 23:19

      Rachel
      A resposta positiva está no blog num outro lugar no blog (caiu por engano no rejeitado) Vi que está logo abaixo.Desculpe
      lb

      • 27/01/2014 10:50

        Oi mestre! Consigo ver a resposta. Abraços, RD.

      • 29/01/2014 10:44

        Oi Mestre – Por favor não publique!

        Gostaria de ter a oportunidade de poder encontrá-lo um dia. Sou mestranda da Fiocruz, E poder ouvi-lo seria um bálsamo em meio a tanta produção de angústia contemporânea. Não que a angústia seja algo ruim, não, acredito que seja um mal necessário, pois ela nos move. Bom, imagino que esteja sempre muito ocupado, mas gostaria que me concedesse a honra de poder ouvi-lo. Moro no Rio de janeiro. Abç, RD

  114. regina permalink
    27/01/2014 2:25

    Obrigada pela participacao de todos aqui. A posicao do Leonardo e uma boa interpretacao. Na analise dele nao existe a questao partidaria. Somente a constatacao de que ha uma desigualdade bruta no nosso Pais. Nos de esquerda ou direita podemos concordar em algumas coisas – por exemplo : Queremos um Brasil honesto, com educacao, saude, seguranca (sem fome/ moradia), lazer. Precisamos conversar. Desculpem a falta de acentuacao.

  115. Roberto permalink
    27/01/2014 3:50

    Sou Professor, tenho 55 anos, jamais teria prazer de estar num local de rolezinho, mas parabenizo o Boff pela incitação a reflexão. Só assim podemos ver os dois lados sem hipocrisia e não marginalizar uma classe.

  116. 27/01/2014 10:25

    queria saber pq meus comentários foram vetados…

  117. 27/01/2014 13:52

    Rolezinhos? Cassete nesse bando de trombadinhas mal criados. Tem que bater com um gato morto até o gato miar! Eu quero meu direito de ir e vir. E deixe de baboseiras de botar a culpa em partido A ou B. Não sou simpatizante nem filiado a nenhum. Até porque, TODO e qualquer partido que chegar ao poder, por mais que tenha tido conversas bonitas, trairá os “ideais socialistas” ou ideais MENTIRISTAS que um bando de alienados acreditam. Acorda lezeira vocês estão no Brasil e esse CABARÉ é isso mesmo e pronto! Quem está por cima goza e quem tá por baixo se F… e pronto. Eu estou exagerando? Me mostra um político honesto que durou um mandato inteiro. Isso é um BORDEL! Um país onde um helicóptero de cocaína é preso e a culpa é apenas do piloto. Onde bandidos passa a vida sugando do povo e depois esse povo BURRO faz cota pra pagar a multa do bandido que o roubou. POVO BURRO, IDIOTA! Pais onde bandidos de 16 anos podem realizar quebra quebra sem medo pois não podem ser presos, mas podem escolher os bandidos que vão lhes representar. Tem santa paciência! Vão pra PQP com suas lógicas imbecís! PRONTO, TÁ FALADO.

    • Keyth de Moraes permalink
      29/01/2014 12:34

      Quanta contradição em seu comentário Francisco Trajano.

  118. André Lacerda permalink
    27/01/2014 18:57

    É óbvio que a questão passa pelo longo e penoso processo de segregação, e que cada vez mais se acentua. Isso porque, desde muito tempo, somos vistos, tanto pelo estado brasileiro quanto pela elite econômica, não como cidadãos, mas como consumidores. E desse tratamento cruel e indiferente, uma miopia generalizada se impôs, se alastrando para toda a sociedade, fazendo crer às pessoas valores outros que negam a solidariedade, o respeito e a dignidade.
    Penso que o problema é bastante complexo, porém, acho que o começo da reviravolta tem que ser através da construção de um estado de bem estar social, onde os direitos essenciais de moradia, alimentação, educação, saúde, e outros mais sejam garantidos minimamente pelo estado…e sem empreiteiras e terceirizações para mediar, porque estas só querem tirar vantagens.

    • Luiz Carlos Hummel Manzione permalink
      31/01/2014 15:07

      André
      Em que mundo você vive ??

      • André Lacerda permalink
        03/02/2014 14:47

        Luiz,
        O que eu posso dizer é que, no mínimo, sua pergunta está mal formulada e não alimenta o debate. Mas posso lhe adiantar que o estado de bem estar social não é um luxo, e sim uma necessidade, pois quando Keynes sugeriu a mediação do estado – e acho que ele não estava em outro mundo e nem tampouco sendo altruísta – a estupidez da guerra já se anunciava.
        Por isso, penso eu, que deixar o mercado se auto-regular é suicídio, da mesma forma que promover uma revolução a fórceps, pois a visão dualista sempre foi incapaz de contemplar a realidade (a vida em sociedade vai além da ciência econômica e da luta de classes).
        Em contrapartida, acredito sim, face às nossas urgências, na necessidade de um trabalho racional, sensível e intenso, capaz de nos revelar como seres humanos. Como fazer isso? Ora, isso faz parte do debate.
        E para deixar claro, eu não acredito na violência!!!

  119. 28/01/2014 20:09

    Enquanto na universidades públicas vejo os alunos oriundos de bons colégios se trajando como patropis, a galera do rolezinho acha maneira camisa de marca…

  120. 28/01/2014 20:17

    Quem estuda quer ser médico, engenheiro, advogado; quem não, quer tênis de marca, pulseira de ouro, carro importado…

  121. Marcus Vinicius Afonso Pereira permalink
    30/01/2014 17:52

    Totalmente pertinente o texto escrito pelo grande Leonardo Boff, pessoa a quem admiro desde minha adolescência. “Nosso sistema” é demasiadamente voltado ao consumismo e como os excluídos sociais de nosso país na grande maioria das vezes não tem acesso a quase nenhum lazer, recorrem então ao televisor para terem um mínimo de distração, sendo esse o momento crítico. Infelizmente dispomos de programações pobres, que quase nada acrescentam e ainda há de ser ressaltado que incentivam a futilidade e a gana por consumir, sendo que no caso desse último, aqueles de baixa renda também são incitados a fazê-lo e como não tem condições, gera-se um sentimento de frustração e impotência. Daí, ao meu ver, começam a destoar suas intenções para ações que serão ilícitas. O rolezinho é direito de quem o quer frequentar, pois, conforme nossa C.F/88 temos o direito de ir e vir. O grande problema é que em detrimento do desejo exacerbado pela “ostentação” e ainda pela exclusão aos serviços básicos que deveriam ser prestados por um país, alguns dos participantes desse evento, creio que a grande minoria, cometem delitos e por estarem em um símbolo da riqueza e do capitalismo, são condenados imediatamente sem que nem mesmo haja uma analise das condições de vida que culminaram nesse trágico comportamento. Porém, todos temos conhecimento do que é certo ou errado e os atos de vandalismo não podem ser explicados apenas pelo fato dessas pessoas serem excluídas. Ao meu ver o simples fato de acesso à Educação, de qualidade, por parte dessas pessoas, sanaria QUASE que na sua totalidade esses comportamentos. Espero não ter escrito nada torpe ou que não seja um mínimo sensato.

  122. 30/01/2014 21:28

    O governo dá escola de graça, livro de graça, professor muitas vezes com pós-graduação nas escolas públicas… Mas quem quer estudar? Sair da pobreza não é difícil, é só estudar, trabalhar, dedicar-se, procurar oportunidades honestamente. Pode levar algumas gerações, mas a prosperidade vêm… Mas quantas família conversam sobre a escola ou de fato se importam com o desempenho escolar de seus filhos? Pior: muitos acham bonito atrapalhar as aulas (inclusive pais) e tirar o direito de estudar dos outros. Depois, vão fazer cara de “excluídos” sociais e “exigir” serem sustentados pelo governo…. E pior, acham que todos tem que gostar de funk e de má educação de adolescentes em espaços privados, como shoppings? Shoppings agora pertencem a essa esquerda ladra, autoritária e desonesta, criadora de mendigos dependentes desse governo vagabundo?

  123. 31/01/2014 20:24

    Sr. Boff

    Pensei que poderíamos prosseguir com nossa proveitosa conversação , em vez disso estou a espera da judiciosa ” moderação ” de minha última mensagem. Será que quando o senhor teve suas dificuldades lá com a Santa Sé usou do mesmo estratagema e se escondeu atrás do silencio maroto e constrangido.

    • 02/02/2014 12:59

      Luiz Carlos
      Recebo centenas de e-mails por dia e muitos comentarios no blog. Não tenho tempo para atender a todos. Devo trabalhar e fazer o que devo. Desculpe. Não é fuga. Nem tudo pode ser esclarecido nem precisa. Basta que cada um apresente sua visão das coisas. Outros poderão aproveitar, aprofundar e aprender.
      lboff

  124. Ana Catarina Figueredo permalink
    02/02/2014 12:58

    Amor as palavra ditas, da forma como são colocadas, vejo graça do eterno !

  125. Adriano permalink
    03/02/2014 15:00

    Muito esclarecedor seu texto Sr. Boff!! Minha, irma Dalila Lubiana (Unipaz ES), é sua seguidora, e foi com ela na Unipaz do ES que aprendi o que é compaixão. A evolução do amor e a capacidade de pensar, são urgentes neste País configurado pelas desigualdades sociais. Grande abraço

  126. 03/02/2014 16:42

    Prezado Dr. Leonardo Boff;

    Estou organizando um livro multidisciplinar com abordagens na área do direito, psicologia e sociologia sobre os “rolezinhos”. Este livro fará parte da coleção DIÁLOGOS IMPERTINENTES do Instituto Memória (www.institutomemoria.com.br) e gostaria de sua autorização para publicar o artigo acima. Se autorizado, enviarei 1 exemplar para o controle do senhor. O livro será lançado no próximo dia 25/02/14. Grato, Anthony Leahy – editora@institutomemoria.com.br

    —-
    ANTHONY LEAHY – Editor
    Doutor Honoris Causa – Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná – Membro da Academia de Cultura de Curitiba – Conselheiro da Academia Brasileira de Arte, Cultura e História.
    Cidadão Honorário de Curitiba; Moção Honrosa pela Assembleia Legislativa do Paraná; Comenda Bravos Cavaleiros de São Paulo; Medalha Simon Bolívar de Mérito Cultural e Colar Rui Barbosa de Realizador Cultural.
    Autor de 12 livros sobre Formação da Identidade Cultural Curitiba e Palestrante sobre “Identidade Nacional e Cultura Regional”.
    ——
    INSTITUTO MEMÓRIA EDITORA & PROJETOS CULTURAIS
    10 anos de atuação nacional, já tendo publicado mais de 350 obras por todo território nacional.
    Detentor, dentre outros 20 prêmios, das Comendas “Editora Destaque Nacional” e “Prêmio Qualidade Editorial” pela Câmara Brasileira de Cultura.
    ——–
    CENTRAL DE ATENDIMENTO: 41.2105.5943

    http://www.institutomemoria.com.br

    • 04/02/2014 18:30

      Pode utilizar o texto. Depois envie um exemplar do livro para o meu arquivo:
      C.P,92144
      25750-970 Petropolis RJ

      lboff

  127. osvaldir permalink
    03/02/2014 23:21

    Dr. Boff- admiro de longa data sua escalada…mas te confesso- os jovens de hoje em dia não têm a mesma cultura de outrora…quiçá acreditar que estes meninos subjulgados por videogames queiram mudar a sociedade- para eles é quebra-quebra por pura diversão e nada de consciência política ou mudanças…infelizmente é o que vejo, nos meus 51 anos de vida- já passou a época dos cara-pintadas- hoje são mascarados em busca de extravasar sua busca por bandalheira- uma pena…mas é a realidade.

  128. 05/02/2014 18:12

    Olá, Boff, acabei de reler seu texto, já que tinha feito isso nas aulas do Cefep semana passada. Respeito muito seu pensamento, pois venho acompanhando-o a muito tempo. Mas confesso que estou triste com muitas das respostas ao seu trabalho, de fato o q vc disse è verdade: as barbáries do mundo parecem permanecer (inferi do texto, não está com essa palavras). Pessoas que não tem a capacidade de refletir e atacam que a tem sem cerimônia.Coo é difícil ser humano no Brasil atual, o vírus do capitalismo e a Mosca azul fazem seu sucesso tão bem que nem mesmo os maiores pensadores conseguem se livra de sua virulência. Fico mais triste quando percebo que os comentários mais ferozes ao seu texto vêm de pessoas que parecem nunca term estudado na vida.
    Boa sorte em seu mundo de lutas.
    Parabéns pelo seu trabalho.

  129. maria vitoria arantes portugal permalink
    26/02/2014 22:16

    Análise muito bem feita da sociedade contemporânea. O que fazer? Não sabemos… Infelizmente não temos lideranças políticas capazes de pensar!… Pensar e agir… Entender que a solução para uma sociedade mais justa e mais humana está no investimento maciço na educação e não no protecionismo, ou melhor, no paternalismo que não leva a nenhuma mudança profunda do ser humano e da sociedade como um todo.

  130. 23/03/2014 14:42

    excelente post !!

  131. 23/03/2014 14:45

    Muito bom o post vou sempre visitar seu blog !!

  132. lyncoln permalink
    26/03/2014 11:13

    NOIS DA ROLEZIM MSM QM NNN GOSTA METI O PE SE NNN NOIS PASSA POR CIMA DMR

  133. Matheus Masson permalink
    26/03/2014 11:13

    concordo completamente

  134. Matheus Masson permalink
    26/03/2014 11:18

    fii os rolezin eh mandado

  135. 08/04/2014 9:48

    jesus te ama

  136. athony shirly permalink
    15/04/2014 22:48

    Estou monica scott pelo nome. Eu vivo nos EUA, eu quero usar este meio para alertar todos os requerentes de empréstimo que ter muito cuidado, pois existem golpistas everywhere.Few meses atrás eu estava financeiramente tensas, e devido ao meu desespero eu estava enganado por vários credores online. Eu tinha quase perdido a esperança, até que um amigo meu me encaminhou para um credor muito confiável chamado Sra. Nascido Gancho que me emprestar um empréstimo sem garantia de 85 mil dolares em duas horas, sem qualquer stress. Se você está na necessidade de qualquer tipo de empréstimo apenas em contato com ele agora via: carolinabruceloanfirm@live.com Estou usando este meio para alertar todos os requerentes de empréstimo por causa do inferno passei por nas mãos de os credores fraudulentos. E eu não quero mesmo meu inimigo de passar por tal inferno que passei por nas mãos dos credores fraudulentos online.

    Deus a abençoe sempre.

  137. Paulo permalink
    07/05/2014 9:51

    O organizador do rolezinho em São Paulo foi morto recentemente. A causa é o veneno que ele inventou: as regras de convivência não se aplicam a esses necessitados e assim ele resolveu que iria tomar a namorada de um outro rolezeiro e foi morto porque aquele outro também não precisa obedecer às regras de uma convivência civilizada.

  138. Johnd672 permalink
    11/09/2014 4:10

    I got what you intend, thankyou for putting up.Woh I am lucky to find this website through google. Being intelligent is not a felony, but most societies evaluate it as at least a misdemeanor. by Lazarus Long. fdbgfkfacada

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