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Podemos sorrir ainda em meio ao espanto e ao medo?

17/04/2014

Na minha já longa trajetória teológica dois temas me foram desde o início sempre centrais, a partir dos anos 60 do século passado porque representam singularidades próprias do cristianismo: a concepção societária de Deus (Trindade) e a idéia da ressurreição na morte. Se deixássemos fora estes dois temas, não mudaria quase nada no cristianismo tradicional. Ele prega fundamentalmente o monoteismo (um só Deus) como se fôssemos judeus ou muçulmanos. No lugar da ressurreição preferiu o tema platônico da imortalidade da alma. É uma lastimável perda porque deixamos de professar algo singular, diria, quase exclusivo do cristianismo, carregado de jovialidade, de esperança e de um sentido inovador do futuro.

Deus não é a solidão do uno, terror dos filósofos e dos teólogos. Ele é a comunhão dos três Únicos que, por serem únicos, não são números mas um movimento dinâmico de relações entre diversos igualmente eternos e infinitos, relações tão íntimas e entrelaçadas que impede que haja três deuses mas um só Deus-amor-comunhão-inter-retro-comunicação. Temos a ver com um monoteismo trinitário e não atrinitário ou pré-trinitário. Nisso nos distinguimos dos judeus e dos muçulmanos e de outras tradições monoteístas.

Dizer que Deus é relação e comunhão de amor infinito e que dele se derivam todas as coisas é permitir-nos entender o que a física quântica já há quase um século vem afirmando: tudo no universo é relação, entrelaçamento de todos com todos, constituindo uma rede intrincadíssima de conexões que formam o único e mesmo universo. Ele é, efetivamente, à imagem e semelhança do Criador, fonte de interrelações infinitas entre diversos que vem sob a representação de Pai, Filho e Espírito Santo. Essa concepção tira o fundamento de todo e qualquer centralismo, monarquismo, autoritarismo e patriarcalismo que encontrava no único Deus e único Senhor sua justificação, como alguns teólogos críticos já o notaram. O Deus societário, fornece, ao invés, o suporte metafísico a todo tipo de socialidade, de participação e de democracia.

Mas como os pregadores, geralmente, não se referem à Trindade, mas somente a Deus (solitário e único) perde-se uma fonte de crítica, de criatividade e de transformações sociais na linha da democracia e da participação aberta e sem fim.

Algo semelhante ocorre com o tema da ressurreição. Esta constitui o núcleo central do cristianismo, seu point d’honeur. O que reuniu a comunidade dos apóstolos depois da execução de Jesus de Nazaré na cruz (todos estavam voltando, desesperançados, para suas casas) foi o testemunho das mulheres dizendo: “esse Jesus que foi morto e sepultado, vive e ressuscitou”. A ressurreição não é uma espécie de reanimação de um cadáver como o de Lázaro que acabou, no final, morrendo como todos, mas a revelação do novissimus Adam na expressão feliz de São Paulo: a irrupção do Adão definitivo, do ser humano novo, como se tivesse antecipado o fim bom de todo o processo da antropogênese e da cosmogênese. Portanto, uma revolução na evolução.

O cristianismo dos primórdios vivia desta fé na ressurreição resumida por São Paulo ao dizer:”Se Cristo não ressuscitou a nossa pregação é vazia e vã a nossa fé”(1Cor 15,14). Faríamos então melhor pensar: ”comamos e bebamos porque amanhã morreremos”(15,22). Mas se Jesus ressuscitou, tudo muda. Nós também vamos ressuscitar, pois ele é o primeiro entre muitos irmãos e irmãs, “as primícias dos que morreram”(1Cor 15,20). Em outras palavras e isso vale contra todos os que nos dizem que somos seres-para-a-morte, que nós morremos sim, mas morremos para ressuscitar, para dar um salto para o termo da evolução e antecipá-la para o aqui e agora de nossa temporalidade.

Não conheço nenhuma mensagem mais esperançadora do que esta. Os cristãos deveriam anunciá-la e vive-la em todas as partes. Mas a deixam para trás e ficam com o anúncio platônico da imortalidade da alma. Outros, como já observava ironicamente Nietzche, são tristes e macambúzios como se não houvesse redenção nem ressurreição. O Papa Francisco diz que são “cristãos de quaresma sem a ressurreição”,   com “cara de funeral”, tão tristes como se fossem ao próprio enterro.

Quando alguém morre, chega para ele o fim do mundo. É nesse momento, na morte, que acontece a ressurreição: inaugura o tempo sem tempo, a eternidade benaventurada.

Numa época como a nossa, de desagregação geral das relações sociais e de ameaças de devastação da vida em suas diferentes formas e até de risco de desaparecimento de nossa espécie humana, vale apostar nestas duas iluminações: Deus é comunhão de três que são relação e amor e que a vida não é destinada à morte pessoal e coletiva mas a mais vida ainda. Os cristãos apontam para uma antecipação desta aposta: o Crucificado que foi Transfigurado. Guarda os sinais de sua passagem dolorosa entre nós, as marcas da tortura e da crucificação, mas agora transfigurado no qual as potencialidades escondidas do humano se realizaram plenamente. Por isso o anunciamos como o ser novo entre nós.

A Páscoa não quer celebrar outra coisa do que esta ridente realidade que nos concede sorrir e olhar o futuro sem espanto e pessimismo.

Leonardo Boff escreveu A nossa ressurreição na morte, Vozes 2004.

32 Comentários leave one →
  1. Edras Moreno permalink
    17/04/2014 16:49

    Muito lindo como descreve os preceitos do cristianismo, pena que com passar dos dias, os principais conceitos parecem desaparecer dentro desse mesmo cristianismo!!!

  2. 17/04/2014 16:57

    Antropogênese e cosmogênese no embalo da energia vital do axé! É assim que tento descrever a experiencia pascal que vive dentro de mim, depois de saborear esta reflexão!

  3. Lula Ramires permalink
    17/04/2014 17:08

    Prezado L. Boff, estou tentando localizar o livro que vc mencionou no lançamento do livro sobre o Papa Francisco, chamado “O destino de Jesus e da Igreja”, de autoria de Ratzinger. Você poderia me passar a referência completa para que eu possa encontrá-lo? Obrigado! Lula Ramires

    • 17/04/2014 23:22

      Lula
      O livro é de J. Ratzinger, O destino de Jesus e da Igreja: a Igreja em nossos dias, publicado pelas Paulinas de S.Paulo em 1969.

  4. Teresa permalink
    17/04/2014 19:49

    Obrigada pela aula sempre.
    Estar viva em tempos iguais ao mestre .Benção!!!. Filas de Bienais do livro para ouvi-lo de perto e sair mais ressuscitada de novos esclarecimentos,novas questões para refletir e colocar em prática.
    Obrigada sempre mestre Leonardo
    Teresa.
    Estou morando em Petrópolis, se houver alguma indicação de grupo ou trabalho social organizado pelo senhor por favor me enforme.
    Feliz Páscoa!!
    Teresa

  5. 17/04/2014 20:07

    A forma como nos fez relembrar da Trindade Divina (relação e comunhão) foi inspirador. Lindo texto. Que anunciemos a ressurreição!

  6. 17/04/2014 23:48

    Republicou isso em PASO A LA UTOPÍA.

  7. mundodepalavras permalink
    18/04/2014 2:27

    Sim, sim! Celebremos o amor que transformou a morte em vida.
    O amor dos três, em um, por todos e para todos.
    Do amor redentor, cheio de esperança, disponível, todos os dias. De graça!
    Páscoa é festa feliz!
    Bom feriado!
    Camila Vaz

  8. gaetano permalink
    18/04/2014 8:13

    Tanti auguri di una felice Pasqua fratello Leonardo, che il Dio vivente Padre Figlio e Spirito Santo sia sempre con te e tutti tuoi cari.
    Ciao dall’Italia.

  9. Sonia Maria da Silva (A_Cso AP16 M1) permalink
    18/04/2014 14:03

    Podemos sorrir sem medo,e sempre pensando que cada dia é uma nova vida que ressurgi, quando você se refere ao que o Papa Francisco diz da Quaresma assim também vejo o povo nessa tristeza imensa,mas ela está mudando devagar acredito na ressurreição e vou sempre anunciar.

  10. 19/04/2014 8:54

    Ressurreição é ABERTURA DO FUTURO na preparação de novos céus e nova terra, bem como, um processo de amorização universal no Cristo Cósmico. Comunidade celestial com o Pai, Filho, Espírito Santo, toda criação e recriação do mundo. Parabéns pelo artigo.

  11. 19/04/2014 10:36

    Caro irmão Leonardo:

    Gostaria muito de ouvir sua opinião sobre esse trecho ( retirado da wikipeida) com enfase sobre os trechos citados do N.Testamento.

    Reencarnação e Cristianismo[editar | editar código-fonte]
    Diversos estudiosos espíritas e espiritualistas defendem que, durante os seis primeiros séculos de nossa era, a reencarnação era um conceito admitido por muitos cristãos. De acordo com eles, numerosos Padres da Igreja ensinaram essa doutrina e apenas após o Segundo Concílio de Constantinopla, em 553 d.C., é que a reencarnação foi proscrita na prática da igreja, apesar de tal decisão não ter constado dos anais do Concílio. Afirmam ainda que Orígenes (185-253 d.C.), que influenciou bastante a teologia cristã, defendeu a ideia da reencarnação,8 além dos escritos de Gregório de Nisa (um bispo da igreja cristã no século IV) entre outros. Entretanto, tais afirmativas carecem de fundamentação histórico-documental. Por isso, os teólogos cristãos não só se opõem à teoria da reencarnação, como, também, à ideia de que ela era admitida pelos cristãos primitivos. Argumentam que não há referências na Bíblia, nem citações de outros Padres da Igreja, e que as próprias afirmações de Orígenes e de Gregório de Nisa aduzidas pelos estudiosos espíritas e de outras crenças espiritualistas, não são por aqueles citadas senão para as refutarem. Por outro lado, com base na análise da atas conciliares do Concílio de Constantinopla, constatam que os que ali se reuniram sequer citaram a doutrina da reencarnação – fosse para a afirmar ou para a rejeitar. Contra a reencarnação ainda cita-se Hebreus 9:27, o episódio dos dois ladrões na cruz em 23 39:44, a parábola do rico e Lázaro e Jó 10:21.
    Passagens do Novo Testamento, como Mateus 11:12-15, Mateus 16:13-17 e Mateus 17:10-13, Marcos 6:14-15, Lucas 9:7-9 e João 3:1-12 são citados por espiritualistas como evidência de que Jesus teria explicitamente anunciado a reencarnação.
    Tanto a Igreja Católica como os protestantes em geral denunciam a crença na reencarnação como herética. O cristianismo esotérico, por outro lado, admite e endossa abertamente a reencarnação – que é, inclusive, um dos pilares de sua doutrina. As teses reencarnacionistas, portanto, independentemente de serem corretas ou não, não encontram apoio na tradição judaico-cristã, cuja ortodoxia doutrinária as considera, na verdade, importações de outras tradições, tal como o hinduísmo e o budismo.
    Existem provas históricas de que a doutrina da reencarnação contava com adeptos no antigo judaísmo, embora somente após escrita do Talmud – não há referências a ela neste livro, tampouco se conhecem alusões em escrituras prévias. A ideia da reencarnação, chamada gilgul, tornou-se comum na crença popular, como pode ser constatado na literatura iídiche entre os judeus ashkenazi. Entre poucos cabalistas, prosperou a crença de que algumas almas humanas poderiam reencarnar em corpos não-humanos. Essas ideias foram encontradas em diversas obras cabalísticas do século XIII, assim como entre muitos escritos místicos do século XVI. A coleção de histórias de Martin Buber sobre a vida de Baal Shem Tov inclui várias que se referem a pessoas reencarnando em sucessivas vidas.No Concilio de Nicea, o tema da Ressurreição mereceu debate.

    Espiritismo[editar | editar código-fonte]
    O espiritismo é o maior divulgador da doutrina da reencarnação no Brasil e na maioria dos países ocidentais. O espiritismo crê que a reencarnação é um processo obrigatório até o espírito não precisar mais reencarnar e isso se dá quando ele se torna um espírito puro. A reencarnação, na visão espírita, é uma oportunidade para o espírito se aperfeiçoar, intelectualmente, através do trabalho e estudo, e moralmente, através do amor ao próximo, ou seja, caridade. Assim, a reencarnação é vista como uma bênção pelo espírito, pois é uma oportunidade de progresso. Além de trabalhar para o seu desenvolvimento, o espírito quando reencarna, também vêm expiar faltas que cometeu em encarnações anteriores. Por exemplo, um assassino em série poderá reencarnar sem os braços e sem as pernas, para que aprenda a amar mais o seu próximo, pois nessa condição precisaria constantemente dos outros; ou por exemplo, uma mãe que menosprezou seu filho, poderia reencarnar em uma família que a menosprezasse, compelindo-a a repensar seus atos. Cada reencarnação é minuciosamente planejada pelos espíritos superiores, para dar a máxima oportunidade do espírito reencarnante de se desenvolver, e obter o máximo de proveito de sua encarnação.
    Para o espiritismo, a reencarnação é uma prova da justiça de Deus, que dá infinitas oportunidades para o espírito se aperfeiçoar, ao invés de mandá-lo para o céu, ou o inferno eterno por que simplesmente nasceu em uma família que não lhe deu a devida educação para os serviços cristãos. Segundo essa mesma doutrina, se o espírito se entrega à corrupção dos valores cristãos, ele terá infinitas oportunidades de se aperfeiçoar, podendo pagar pelos crimes que cometeu em suas próximas reencarnações.

    • 19/04/2014 23:04

      É uma questão muito complexa que não dá para ser tratada num blog. Eu apenas penso que depois de nossa morte já chegamos ao estágio derradeiro e cairemos nos braços do Pai e Mãe de infinita bondade. Só um Deus sem misericordia castiga seus filhos e filhas a longas purificações via reencarnações. Ele esquece do pó que somos feitos e nos ve como seus retratos, alguns mais belos, outros menos, mas todos tem algo de Deus.
      lboff

      • 20/04/2014 1:24

        Muito interessante sua resposta irmão Leonardo. Agradeço imensamente por ela…Parece bem razoável como o irmão diz, que uma sói vida já seria sacrificio bastante e bastaria realmente para quem tiver podido desfrutá-la com relativamente boa saúde, bons pais, boa educação…que lhe tenha permitido ascender, aperfeiçoar-se e preparar-se para morrer e apenas descansar junto aos seus e junto a Deus…

        Mas, irmão Leonardo, embora ache razoável sua resposta e um blog não seja realmente o lugar mais apropriado para conversar sobre algo tão profundo, não consigo deixar de pensar…

        E penso agora nos pequeninos, nos que não puderam, mercê da educação que tiveram ( ou não tiveram ) ou dos pais que tiveram ( ou nem tiveram) ascender a nada, a não evoluir em nada…

        A não ser por exemplo, na evolução no mundo do tráfico, passando de vigia a soldado, de vendedor de rua a assassino e daí à morte prematura e súbita, com 12 , 13 ou 14 anos…

        Seria essa unica vida, a unica chance dessa alma encontrar-se com o Criador? Que outra vida poderia ter esse pequenino Filho de Deus, que já teria nascido em tal situação, como centenas de milhares nascem e nasceram e nascerão em nosso Brasil ?

        Seria para Deus indiferente o esforço que ambos teriam que fazer em vida, o “bom e culto” que viveu 80, 90 anos, sendo justo e reto e o “mau e inculto”, que viveu 14 anos, sempre em meio ao pecado, à violencia, para ascender espiritualmente?

        É fácil evoluir espiritualmente, quando se tem bons pais, boa formação, tranquilidade, condições de alimentar-se bem, vestir-se, estudar…

        Mas será que o “bom” e o “mau” seriam recebidos da mesma forma junto a Deus? O bom de 80 anos, não teria uma vida melhor, um lugar melhor do que o mau, de 14 anos?

        Seria isso justiça divina? Tratar igualmente aos desiguais seria justo?

        Vendo por outro lado agora. o bom, de 80 anos que morre após em vida ter sido um bom cristão, ajudando ao próximo, orando, elevando sua alma, aperfeiçoando-se, iria contentar-se depois da morte em apenas descansar junto ao Criador, gozar de sua companhia, atingir ao NIrvana Cristão e esquecer os irmãos que tanto amou e ajudou que ficaram aqui na Terra?

        Seria justo que Deus em sua infinita bondade, mantivesse junto a si um espírito tão evoluído, tão preparado e belo, impedindo-o de voltar à Terra para continuar fazendo aquilo que sempre fez, ajudar seus irmãos?

        Me permita irmão, uma pergunta direta: como se sentiria o espírito Leonardo diante dessa perspectiva? Preferiria descansar eternamente ou voltar à Terra para ajudar os que aqui ainda ficassem?

        Digo isso, apenas como exemplo, como “provocação” para despertar curiosidade naquilo que mais gostaria o irmão, sabendo que os designios de Deus são insondáveis e que tudo depende dele e não do que gostemos ou não que venha a acontecer.

        Enviando meu fraterno abraço…peço que me desculpe a ousadia da continuidade do questionar, mas se deus nos deu essa possibilidade de raciocinar, seria injusto não usa-la para encontrar respostas a indagações que nos assaltam à milhares de anos, como humanos,

        Feliz dia da Ressurreição!

  12. Inez Padula permalink
    19/04/2014 14:16

    Grata, Leonardo!

  13. Luiz permalink
    20/04/2014 13:14

    “…nós morremos sim, mas morremos para ressuscitar, para dar um salto para o termo da evolução e antecipá-la para o aqui e agora de nossa temporalidade.”

    Independente de religião, isso é uma realidade

  14. 22/04/2014 9:30

    Leonardo Boff
    Este texto está melhor do que “A TRINDADE: A SOCIEDADE E A LIBERTAÇÃO” (1986)
    Parece que as críticas sazonou o seu pensamento quanto à Trindade. Refiro a maior crítica já feita a este seu livro pós-Silêncio Obsequioso, a análise do Filósofo argentino-mexicano Enrique Domingos Dussel Ambrozini, ou simplesmente Enrique Dussel, o filósofo da alteridade. Ele escreveu em um de seus livros “Teologia da Libertação”, onde ele faz um
    comentário acerca de sua obra, quando diz: “Apesar de belos trabalhos que fez antes, o seu livro “A Trindade: A Sociedade e a Libertação”, Leonardo Boff quís colocar a Trindade no projeto popular e não conseguiu. Agora pergunto: Enrique Dussel viu demais em sua Hermenêutica ou ele se enganou redondamente? Enrique Dussel não é leigo em Teologia. Tenho um amigo Eduardo Hoornaert, teólogo belga, que é um grande amigo do filósofo da libertação, Enrique Dussel. Eles dois, às vezes fazem palestras juntos. Correspondí-me com E. Hoornaert e é uma figura maravilhosa. Conhecí aqui em Fortaleza-Ceará pessoalmente, como o conhecí também, Leonardo Boff. Todos os dois: Enrique Dussel Eduardo Hoornaert, tem meus textos como você os tem.
    Devo, enfim, ao meu amadurecimento ao saudoso filósofo Henrique C. de Lima Vaz. à época em sua carta-resposta, quando lhe enviei meus artigos, ele fez um elogio a mim, que até o Manfredo Araújo de Oliveira ligou-me para me dá os parabéns.
    Acesse ao meu blog http://www.pt.netlog.com/odeciomendesrocha, sediado na Bélgica ou http://www.mendesrochalenitivo.blogspot.com.br e verá minha foto com você, aqui em Fortaleza quando você veio dá um palestra e depois foi para Ed. Vozes, onde tivemos um pate-papo, lembra-se. Foi no ano 2.000, quando você estava lançando “ethos Mundial”.
    Eu tenho uma grande amiga no Facebook.com a antropóloga, professora Adjunta da Universidade Estadual do Ceará Heloise Riquet.. Ela, parece, que é uma fã incondicional das minhas idéias. Ultimamente ela está querendo que eu faça um livro sobre você, Leonardo. Mas eu não tenho cacife para isto. O meu grande amor é a Filosofia. Escrevo aquí em seu site por uma questão interdisciplinar.
    Um grande abraço
    Odécio Mendes Rocha.

    • 23/04/2014 21:56

      Odécio,
      Dussel é um velho amigo de 40 anos de trabalho em conjunto na A.Latina e na Alemanha. Não preciso fazer as loas a ele, pois as tem por si mesmo. Dispenso-me de outros comentários pois prefeiro idéias a comentários sobre as ideias.
      abraço
      lboff

  15. 22/04/2014 13:52

    Republicou isso em luveredas.

  16. 22/04/2014 20:06

    onde está o meu texto?

  17. 22/04/2014 20:44

    Odeciomendesrocha Mendes Rocha
    11 de junho de 2013 próximo a Fortaleza
    A MORTE DE PRÍAPO
    Príapo, o deus da fertilidade grega, é representado por um homem idoso, portador de um pênis duro e gigantesco, representa o poder fálico, falocêntrico e falocrático do poder do macho. Este poder está em seu estertor. Com o advento da Cibernética de Norbert Wiener e sua extensiva informática, culminou na revolução eletrônica, na era da informação na qual estamos a passar. Esta tecnologia da informação respaldou a inserção da mulher no mundo do trabalho, porque destruiu o universo da musculação, substituindo por um trabalho feminizado, onde as mulheres podiam digitalizar a tecla de um computador ou de um robô sem muito esforço.
    A mulher entrou como competitiva do homem, entrou no mundo do homem, destruiu o seu estatuto feminino de outrora e, por consequência disto, desmoronou todo o estatuto masculino. Eis o esfacelamento familiar.
    Não queremos mais Patriarcado, nem Matriarcado. Queremos, isto sim, uma Cultura Andrógina (totalidade masculina-feminina). Queremos que o masculino e o feminino co-habitem no mesmo teto como dois polos de amor (Rose M.Muraro), sem nenhuma hegemonia masculina ou feminina …
    Isto tudo vai mexer com o complexo de Édipo, com o Princípio de realidade ( o eu trabalho ). Porque com a Cultura Andrógina ( Masculina e feminina), haveremos romper com a antiga formação de Eros, ego e superego (a censura moral).
    Poderemos vislumbrar uma cultura Andrógina?
    odeciomendesrocha

  18. 22/04/2014 20:51

    pt.netlog.com/odeciomendesrocha

  19. Isabel da Fontoura Pinho permalink
    23/04/2014 20:48

    Aqui estou de novo a saborear as maravilhas que este escritor tem a nos dizer, me ausentei ou melhor tirei umas férias da internet. Muito bonito seu texto : uma reflexão e tanto sobre a vida. Um abraço, Isabel

  20. 25/04/2014 14:15

    Continuo a insistir na idéia do livro elaborado por Odécio Mendes Rocha sobre a pertinente obra de professor Leonardo Boff.Feliz Páscoa no coração de todos(as)!

  21. 29/04/2014 9:59

    FIM DAS INSTITUIÇÕES BUROCRATIZADAS E FETICHIZADAS

    “A burocratização propicia o fetiche do poder” (Enrique Dussel)

    As instituições burocratizados do mundo atual adaptava-se muito bem aos capitalismo, ao socialismo real, à industrialização. Hoje elas estão obsoletas e ultrapassadas e estão em seu estertor.
    Precisaremos fundar uma nova práxis social que virá das redes sociais ( computadores, celulares etc).

  22. fernando De Carlo permalink
    29/04/2014 17:57

    Olá! Tive a impressão que o texto não deixa claro que a ressureição se dará somente no retorno de Cristo. Sim, para os que morreram, parecerá instantânea, mas nós que estamos aqui teremo-lo percebido, a menos que também morramos antes de sua volta que aguardo ansiosamente.

  23. 30/04/2014 13:33

    Tenho dúvidas sobre a questão da reencarnação.Preifiro conviver com incertezas e cativar uma busca filosófica.Para Hegel o mito da transmigração se consubstancia numa desvalorização a história,pois a história demarcada pela temporalidade,pelo calendário dos acontecimentos históricos, não se repete apenas uma vez.Hegel concebia o cristianismo oficial como superior a outras religiões a considerar que o ser humano é sujeito único de sua História.Agnes Heller pontua o cotidiano como possibilidade do acontecer histórico,sendo produtor de imediatismo,rotinizações,múltiplas solicitações mas portador de uma cosnciência humano genérica,qunado o se rhumano sai de sua consiència indiviudual e privada e seleva uma consciência grupal passível de transformação histórica.
    Tenho estudado muito o budismo tibetano ,nessa sensciência da experiência da vacuidade,daquilo que não é inerentemente existente e que ultrapassa a diacronia dos fatos,o tempo pensante não existe.Fico a deslumbrar o labirinto de linguagens entre a questão do tempo e do mito da transmigração como muito bem estudou o maior historiador
    das Histórias e da e Crenças Religiosas,o brilhante Mircea Eliade,cuja tese de doutorado intitulada Yoga,Imotalidade e Liberdade.Fazer filossofar implica sempre numa busca,aprender a pensar até mesmo aquilo que ultrapassa o pensar.

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