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69/70 anos da bomba atômica sobre o Japão: a arma da autodestruição da espécie?

17/08/2014

Passaram-se 69/70 anos do maior ato terrorista da história que foi o lançamento de duas bombas atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Não eram armas contra exércitos, mas armas de destruição em massa, de civis, mulheres, crianças, animais, vegetação, de tudo o que vive. O copiloto Robert Lewis vendo a devastação, assustado exclamu: ”Meu Deus, o que fizemos”? O impacto foi tão demolidor que o imperador Hiroíto logo se rendeu também por este argumento:”para evitar a total extinção da civilização humana”(P. Johnson,Tempos modernos 1990,357). Ele captou sabiamente: partir de agora não precisamos mais que Deus intervenha para pôr fim à nossa história. Nós nos demos os instrumentos que nos podem autodestruir. Como disse Sartre:” nós nos assenhoreamos de nosssa própria morte”.

No final de sua vida, o grande historiador inglês Arnold Toynbee (+1975), depois de escrever muitos tomos sobre as grandes civilizações, deixou consignada esta opinião sombria em seu ensaio autobiográfico Experiências de 1969: “Vivi para ver o fim da história humana tornar-se uma possibilidade intra-histórica capaz de ser traduzida em fato não por um ato de Deus mas do homem”.

O insuspeito Samuel P. Huntington, já falecido, antigo assessor do Pentágono e um analista perspicaz do processo de globalização, no término de seu O choque de civilizações diz: “A lei e a ordem são o primeiro pré-requisito da civilização; em grande parte no mundo elas parecem estar evaporando; numa base mundial, a civilização parece, em muitos aspectos, estar cedendo diante da barbárie, gerando a imagem de um fenômeno sem precedentes, uma Idade das Trevas mundial, que se abate sobre a Humanidade” E para terminar o cenário valem as palavras do famoso historiador Eric Hobsbawm que fecha seu livro Era dos extremos (1995) com esta grave advertância:”O futuro não pode ser a continuação do passado…nosso mundo corre risco de explosão e implosão…Tem que mudar…e a alternativa para uma mudança da sociedade, é a escuridão”. Não é issos que estamos vendo?

Portanto, os cenários não são nada róseos. Mas quem pensa nestas ameaças que pesam sobre nosso destino? Os chefes de Estado de transormaram antes em gestores da macroeconomia do que governantes de seus povos. E os “capos” das grandes corporações transnacionais só pensam em lucrar e lucrar indefinidamente às expensas da demolição das fundações materias da vida e da superexploração de povos inteiros como a Grécia, Portugal, Espanha e Itália.

O fato é que depois da invenção perversa das armas nucleares, a produção da máquina de morte se sofisticou ainda mais com outras armas: químicas, biológicas, bacteriológicas, eletrônicas, nanotecnológicas que podem destruir toda a humanidade e a biosfera visível por 25 formas diferentes. A razão alcançou seu mais alto grau de irraciionalidade e de loucura. Vivemos tempos que brincam com o suicídio coletivo.

Geralmente esta é a lógica dos bruxos da ciência: se podemos, quem nos impedirá de realizar o que podemos? Depois da violência da economia, como está ocorrendo com uma fúria inaudita em vários países do mundo, particularmente na Europa, vem, via de regra, a violênca das armas.

Em muitas partes do mundo há conflitos que se acirram cada vez mais. Há os que aventam a possibilidade da utilização de armas nucleares táticas, pequenas que não matam muita gente, mas tornam a região por 15 a 20 anos inabitável por causa da radioatividade e com a erosão genética de muitos seres vivos, como ocorreu em Chernobyl na Ucrânia e está ocorrendo em Fukushima no Japão.

Vale a pena ler o livro do ex-assessor de François Mitterand, Jacques Attali, Uma breve história do futuro (2008). Descreve três ondas do futuro: o hiperimpério (os USA em decadência); o hiperconflito (balcanização do mundo com guerras regionais cada vez mais letais). A violência cresce a ponto de degenerar numa guerra de destruição em massa generalizada. Então, imagina Attali, a humanidade se dará conta de que pode realmente se autodestruir. Finalmente se torna socialista, não por ideologia mas por necessidade: só temos esta Terra e devemos repartir seus recursos escassos senão morreremos. Surge a onda da hiperdemocracia planetária.

Attali termina o livro se perguntando: e o Brasil nisso tudo? Ele mesmo responde:”Se há um país que se assemelha ao que poderia tornar-se o mundo, no bem e no mal, esse país é o Brasil. Nele encontramos todas as dimensões do hiperimpério, tudo o que prepara o hiperconflito e tudo o que anuncia a hiperdemocracia”. Cabe a nós refletir seriamente sobre que futuro estamos preparando, miniatura do futuro bom ou da desgraça sobre toda a vida na Terra?

13 Comentários leave one →
  1. 17/08/2014 18:52

    Não vejo outra saída para a humanidade senão a implantação do ecosocialismo democrático,defendo a revolução cultural e econômica sem armas com um processo de espiritualidade plural e fraterna entre seres humanos.

  2. 17/08/2014 19:03

    Prezado Leonardo,

    a humanidade é um enorme laboratório – e todos nós gostamos de laboratórios –, eu tenho um laboratório tecnológico/científico e gosto muito também. Mas o que está ocorrendo hoje é uma mudança radical para uma nova visão de mundo que independerá de nossos conceitos. Como por exemplo: conceitos inúteis como Deus, bem/mal, esquerda/direita, etc. O conceito mais inútil de todos é “Deus”, não há razões ou evidências para sua existência, neste caso, utilizar esse conceito para efeito moral é pura tolice.

    “Deus é uma enorme bolha em forma de crença que já estourou faz tempo, mas existem aqueles que ainda estão juntando os pedaços!”

    O que existe de fato é uma ciência que dominou o mundo, mas não com intenções nesse domínio, não existe intencionalidade na ciência, pois é um instrumento sem qualquer autopretensão.

    O grande problema é o ser humano, um ser que está se lapidando de forma mais acelerada neste início de século XXI, essa lapidação envolve a disseminação de práticas que podem sim “como a citada bomba atômica”, exterminar a humanidade. Veja o caso dos Russos que passeiam e desfilam com suas ogivas nucleares, carregadas em caminhões enormes por todos os cantos da Ásia, apenas para demonstrar e reafirmar que possuem esse brinquedinho.

    Com relação ao nosso planeta terra, fomos acidentalmente gerados nele, mas não pense que há uma intencionalidade no planeta, se causarmos mudanças climáticas ou guerras atômicas que destruam a vida na terra, o planeta irá se regenerar nos próximos milênios sem a nossa presença (que diferença nós fazemos para o planeta – nenhuma), assim como já aconteceu há 4,54 bilhões de anos de existência da terra. Essa é a devida noção que devemos ter.

    A ciência está nos equipando com instrumentos cada vez mais amplos e adaptáveis tais como: smartphones com cada vez mais recursos, radiotelescópios e supertelescópios, satélites e sondas espaciais, microscópios capazes de enxergar átomos, nanobots que circulam pelo nosso corpo, robôs de diversos tipos e tamanhos, androids e droids (robôs aéreos que já estão por todos os lugares), etc.

    Toda essa instrumentação presente e futura, em minha opinião, nos servirá para que possamos melhorar nossas vidas, tornarmos mais realistas e menos pessimistas, vermos a natureza como ela realmente é independente de nossos conceitos falhos. Um exemplo disso é a internet 2.0, 3.0, etc., proporcionando de forma democrática o acesso ilimitado a todo o conhecimento.

    Se estamos aqui discutindo esses temas é graças à nossa tecnologia, sem ela ainda seríamos caçadores e coletores, assim como nossos ancestrais hominídeos. Não podemos esquecer que somos apenas homo sapiens com cérebros grandes, estivemos muito tempo tateado o mundo como uma toupeira, tenho certeza que chegou o momento de abrirmos os olhos para ver o mundo como ele realmente é. Abs.

    • 18/08/2014 10:21

      Em cosmologia é altamente discutível se o universo tem intencionalidade ou não. O fato é que olhando para trás mostra-se com relativa clareza uma intenção que passa da energia para a materia, da materia para o espirito e o espirito para a consciência reflexa. Caso contrario seria tudo um absurdo ou caotico. Depois das reflexões da escola de Frankfurt, especialmente de Habermans com o estudo “Conhecimento e interesse” ou as reflexões de Heisenberg e Heidegger a tese de que a ciência não tem intencinalidade não se sustenta. Ele vem permeada de interesses,de escolhas dos objetos de sua pesquisa e o destino de seu uso.
      lboff

      • 18/08/2014 21:39

        Prezado Leonardo,

        ao que tudo indica a ordem natural das coisas, somos nós que estamos afirmando que há algo oculto na natureza, mas as leis da física são claras, e nossa ciência atual está sobrepondo intensamente as falhas conceituais de uma teoria para outra.

        Leonardo, devemos fazer o mesmo com relação ao nosso conhecimento filosófico e espiritual, é uma reciclagem natural, a substituição de um conhecimento com várias lacunas em aberto por outro com novas perspectivas e direcionamento para o futuro.

        Cada letra escrita neste blogue está ambientada por uma tecnologia que permite sua disseminação, sem qualquer alteração em seu conteúdo, essa é a prova de que a ciência não interfere com nossos projetos e nossa capacidade de expressão, principalmente nossos interesses. Usamos as ferramentas que temos no momento.

        Trabalho com ciência o tempo todo e não encontrei qualquer sombra de intencionalidade, ao criar um programa de computador, ele roda dentro de um processador seja ele de: 90nm (nanômetros), até os novos de 22nm, da mesma forma e com a mesma precisão. Os sistemas seguem as leis da incompletude de Godel na qual afirma que qualquer sistema axiomático suficiente para incluir a aritmética dos números inteiros não pode ser simultaneamente completo e consistente. Isto significa que se o sistema é auto-consistente, então existirão proposições que não poderão ser nem comprovadas nem negadas por este sistema axiomático. E se o sistema for completo, então ele não poderá validar a si mesmo — seria inconsistente. É exatamente essa condição que faz os sistemas travarem do nada, um programa de computador não tem como saber se está ou não rodando – em razão das instruções de controle estar dentro dele.

        Nós também não possuímos livre arbítrio e somos escravos de nossos cérebros para o resto na vida, a razão para isso é que o sistema operacional do cérebro tem prioridade para as percepções do ambiente, de uma forma que não temos qualquer consciência sobre esse comportamento.

        E se estendermos essa mesma métrica para o cosmos, aí a coisa se complica. Em primeiro lugar seguimos as leis: físicas, biológicas e somente por último, adentramos em nosso ambiente humano.

        Vivemos submissos em uma camada cosmológica física que é composta pela nossa galáxia, o posicionamento de nossa estrela sol, o arrasto gravitacional de nosso planeta viajando a 29,78 km por segundo em translação contínua ao redor dessa estrela. Também estamos sujeitos aos efeitos físicos de nossa fina camada atmosférica, aos movimentos das placas tectônicas e à composição de gases atmosféricos.

        Aí passamos para a camada biológica que gera nosso sistema de manutenção à vida na terra, sob a qual não temos o menor controle, ainda assim, causamos um efeito indesejado no clima em razão da expansão e consumo dos recursos naturais.

        O que sobra é nossa mera camada humana, composta pela incrível capacidade de ver tudo isso reunido e conjugado pelas leis físicas imutáveis, gerando crenças que nada acrescentam de produtivo ou conclusivo sobre a nossa própria condição humana.

        Diante de tudo isso, concluo que não adianta inventarmos um Deus e dizer que nossa existência depende dessa ideia, quando sabemos por antecipação que na prática as coisas são bem diferentes não é mesmo? Abs.

      • 19/08/2014 22:44

        VC se move ainda dentro da velha fisica onde há leis imutáveis. Depois da física (mecânica) quântica e o principio de indeterminação (Unbestimtbarkeitsprinzip) todas as leis são relativas e por isso permitem ordens novas com suas logicas proprias.
        lboff

  3. NAGIB ABUTRAB ARAMUNI permalink
    18/08/2014 12:04

    Bom Dia!
    Usam-se hoje a religião como argumentos para os conflitos,
    a religião não faz e nunca fez a humanidade.Aqueles que a usaram e usam, sim!
    Nagib

    • 19/08/2014 23:41

      Caro Leonardo,

      as leis da física são imutáveis no sentido de serem aplicáveis em todo o universo conhecido. Não fomos nós que as criamos (nós as descobrimos), e construímos as interfaces necessárias para que essas leis sejam aplicáveis em nossos experimentos. Um exemplo é o LHC, um aparelho sem precedentes na história humana, e permitiu que o modelo quântico padrão fosse validado com a descoberta da partícula que faltava o Bóson de Higgs. Caso uma lei considerada imutável em razão de sua abstração matemática seja inconsistente, deverá ser renovada imediatamente. Na mecânica quântica o princípio da incerteza de Heisenberg é necessário em toda a matemática estatística quando do trabalho com partículas subatômicas.

      Mas nós não temos condições de fazer uso mental – ou somente matemático – para questões referentes ao mundo quântico, para não cair na utopia. Foi por isso que na Conjectura de Poincaré faltava um elemento chave – as equações de possibilidade nos espaços topológicos riemannianos em 3 dimensões. Estamos avançando cada vez mais em técnicas para provar que nossa visão do cosmos é correta e não somente utópica.

      Se nós da ciência estamos fazendo isso, os religiosos deveriam fazer o mesmo não acha?

      Mas os religiosos estão tentando pegar emprestado os termos da mecânica quântica para tentar validar suas pretensões espirituais, mais isso não é possível, pois as leis físicas precisam de interfaces mais elaboradas que estão fora do escopo do pensamento puro.

      Se a ciência não encontrou Deus, nem nas leis da física, como é possível os religiosos querer encontrá-lo ou afirmá-lo? Isso é pura utopia! Se Deus não aparecer em nossos experimentos que já são astronômicos e complexos, é porque não existe mesmo, você não acha?

      Abs.

      • 22/08/2014 12:11

        Se vc encontrar Deus, não encontrou Deus, mas um idolo qualquer. Ele não cabe dentro da fisica, nem dentro de ciencia nenhuma, mas é o possivel suporte de toda a realidade sobre a qual se fundam as ciencias. A teologia minima diz como Tomas de Aquino:”se Deus existe como as coisas existem, então Deus não existe”. A natureza de Deus não é fisica, por isso não pode ser pego pela fisica. É erro epistemologico imaginar que a fisica é a unica realidade e a razão se restringisse apenas a estudá-la. É estar na contramão da ciência querer desqualificar e ate desconhecer a fisica quântica. Considero um privilegio ter sido aluno de Werner Heisenberg, que junto com Bohr formularam a fisica quântica, no seu ultimo semestre em Munique. Quis terminar fazendo um dialogo com a teologia. Seria bom vc ler algo mais que sua fisica para não ficar preso a clichês que logo envelhecem.
        lboff

  4. 20/08/2014 20:19

    Leonardo Boff
    “As nações ficarão tão pobres que suas usinas nucleares expolirão por falta de manutenção em seus próprios territórios de orígem” (Jean Baudrillard).
    Os Estados unidos só tiveram coragem de jogar duas bombas atômica: uma em Hiroxima e outra em Nagazaki, cidades do Japão, porque só eles tinham a bomba atômica. E não houve retaliação.
    Uma guerra nuclear é um suicídio: não terão vencidos nem vencedores.
    É bom os nações nucleares pensarem já no desarmamento da bomba mãe.
    Com o fim da sociedade de consumo, que em breve veremos o mundo inteiro, desempregados estruturais sem poderem consumir mais nada: e os patrões ficarão com também com as sua mão vazias, sem dinheiro. Com isto. a produção será saqueada. É o retorno do perverso (Robert Kurtz).
    O consumo tenderá a baixar para o mínimo do mínimo e a Pacha-Mama terá tempo para se regenerar, pois a poluição baixará o mínimo.
    Bom seria se os organismos internacionais negociasse tão logo com todos os cidadãos do mundo, com todas as nações do mundo, mostrando a gravidade pela qual estamos a passar.
    Apelo para você, Leonardo, que elabore com urgência o Contrato Natural (o ecológico) para acoplar ao meu Contrato Social.
    odécio mendesrocha

  5. 23/08/2014 4:31

    Prezado Leonardo,

    o meu diálogo está ambientado na física como ela é hoje, amparada pela mecânica quântica e cosmologia, não estou querendo desconsiderar seus trabalhos como um importante pensador contemporâneo e nem criar polêmicas a respeito, mas colaborar com a compreensão de assuntos de importância capital no pensamento científico humanístico pós-moderno.

    Li os livros de Amit Goswami e outros pensadores, mas encontrei equívocos graves nesses textos, pois esses autores apenas emprestam termos, dicotomias e significados da linha corrente que trata a física quântica e mecânica quântica. Tentam transportar as premissas aceitas no contexto da aplicabilidade dessa física para questões morais, psicológicas e principalmente espirituais.

    Todo o cosmos é físico, não pode ser outra coisa. É um erro pensar que existe algo fora da física, pois o universo nasceu com todo o conteúdo atual que é: matéria-energia, espaço-tempo, matéria escura e energia escura,etc. Ao usar a equação E=MC2, teremos essa conclusão como resultado. Ao estendermos esse fato para incluir a física quântica, adentramos em questões como o caos, desequilíbrio e singularidades, simetria, etc.

    Vide matéria sobre os computadores quânticos em meu site: http://rcristo.com.br/2014/06/02/d-wave-2-vesuvius-512-qbits-a-segunda-geracao-de-computadores-quanticos-comerciais/

    Até mesmo os computadores quânticos não conseguem usar efetivamente todo o potencial quântico, a razão disso é a complexidade envolvida nesse tratamento.

    Veja como são tratados os experimentos dentro do LHC: http://rcristo.com.br/2013/06/09/como-funciona-o-processamento-de-dados-do-lhc/ essa é a verdadeira física e mecânica quântica de hoje!

    Leia esta matéria: Resolvido mistério sobre natureza fundamental da luz: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=dualidade-onda-particula&id=010115121102#.U_gvbvmwLEV

    Outro assunto muito interessante sobre o teletransporte quântico: em busca do estado quântico puro da matéria: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=em-busca-estado-quantico-puro-materia&id=010110140813#.U_gv7fmwLEU

    Leia os comentário que Osvaldo Pessoa Jr fez aos seus trabalhos junto com Frei Betto em: Misticismos e espiritualidade quântica: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/fisicaquantica_misticismo.htm

    Gostaria que lesse os seguintes tópicos do mesmo assunto:

    O que é interpretação transacional: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/interpretacao_transacional.htm

    O que é a ciência ortodoxa: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/fisicaquantica_ciencia_ortodoxa.htm

    A consciência legisladora: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/fisica_quantica_consciencia.htm

    Teorema de Bell para crianças: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/teorema_de_bell.htm

    Caro Leonardo, percebo que as suas ideias tentam aproximar a espiritualidade e misticismo da verdadeira física quântica, mas isso é uma impossibilidade, pois não há como saber e até mesmo, torna-se um contra senso afirmar que apenas uma ideia ou conceito – por exemplo: “Deus e o homem”, podem ser ligados por meio da física quântica.

    Toda a comunidade científica hoje é unânime em afirmar na epistemologia – Existem somente duas possibilidades para o conhecimento hoje:

    O conhecimento científico é sólido e produz todos os resultados concretos, objetivos e verdadeiros que podemos conseguir.

    A filosofia consegue levar o discurso científico para uma esfera de compreensão e integração mútua do ser humano em nosso planeta terra.

    O que está totalmente fora de cogitação é:

    O misticismo, ocultismo, deus, espíritos, alma, etc. Todo esse palavreado corresponde apenas a uma retórica puramente abstrata, que não pode de maneira alguma produzir ou colaborar para uma compreensão efetiva do universo e da condição humana atual.

    “É um erro sistêmico tentar estabelecer uma ponte entre as nossas atividades científicas e tecnológicas com meras afirmações do misticismo, seja clássica ou atual.”

    O pensamento místico é completamente desprovido de sentido e não prova absolutamente nada!

    É mérito de John Dewey ter explicado que “só atingiremos a maturidade política no momento em que conseguirmos dispensar qualquer cultura metafísica, qualquer cultura que creia em poderes e forças não-humanas”.

    Perceba Leonardo, ficar inventando um Deus para afirmar uma crença e depois dizer que a física quântica faz essa ligação é criar uma nova utopia.

    Aguardo seus comentários? Abs.

    • 27/08/2014 23:24

      Cristo,
      continuo pensando que vc nao fez ainda a virada para o novo paradigma. Esta parte que somos momentos de um unico e grande movimento cosmogênico que tudo envolve…tambem aquelas realidades que com ligeireza se desfaz como Deus, espirito, religião. Estas realidades são emergências do processo cosmogênico. Aconselho a ler os novos cosmologos especialmente Brian Swimme e sua equipe que estuda a historia do universo na California. Se não quiser, sem pretensão remeto-o ao meu proprio livro escrito com um cosmologo norte-americano-canadense “O Tao da Libertação:investigações em ecologia da transformação” que mereceu um prefacio de F.Capra e que ganhou a medalha de ouro em Nova Ciencia e Cosmologia nos USA. Há uma versão portuguesa pela Vozes.Estranho ler que tudo é fisico, quando sabemos que a matéria tendencialmente não existe. SEgundo Einstein/Bohr tudo é energia e a aassim chamada “materia” não é outra coisa que energia altamente condensada. A bomba atomica trouxe a prova empirica dessa realidade.
      lboff

  6. adriano permalink
    15/01/2015 15:20

    Nunca imaginei que acharia um site que pudesse interagir com o Leonardo Boff – Que legal!

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