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Discutir el aborto por amor a la vida

04/10/2014

Me cuesta creer que haya personas que defiendan el aborto por el aborto. Implica eliminar la vida o interferir en un proceso vital que culmina con la aparición de la vida humana. Yo personalmente estoy en contra del aborto pues amo la vida en cada una de sus fases y en todas sus formas.

Pero esta afirmación no me vuelve ciego a una realidad macabra que no puede ser ignorada y que desafía el buen sentido y a los poderes públicos. Cada año se hacen en Brasil cerca de 800 mil abortos clandestinos. Cada dos días muere una mujer víctima de un aborto clandestino mal asistido.

Esta realidad debe ser enfrentada no con la policía sino con una salud pública responsable y con sentido realista. Considero farisaica la actitud de aquellos que de forma intransigente defienden la vida embrionaria y no adoptan la misma actitud ante los miles de niños lanzados a la miseria, sin comida y sin cariño, deambulando por las calles de nuestras ciudades. La vida debe ser amada en todas sus formas y edades y no solo en su primer despertar en el seno de la madre. Corresponde al Estado y a toda la sociedad crear las condiciones para que las madres no necesiten abortar.

Yo mismo asistí, en las gradas de la catedral de Fortaleza, a una madre famélica, pidiendo limosna y amamantando a su hijo con sangre de su pecho. Era la figura del pelícano. Perplejo y lleno de compasión la llevé hasta la casa del Cardenal Dom Aloisio Lorscheider donde le dimos toda la asistencia posible. Incluso así ocurren abortos, siempre dolorosos y que afectan profundamente a la psique de la madre. Narro lo que escribió un eminente psicoanalista de la escuela junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, narrado en la introducción que escribió a un libro de otra psicoanalista junguiana italiana, Eva Pattis, titulado: Aborto, pérdida y renovación: paradoja en la búsqueda de la identidad femenina (Paulus 2001).

Cuenta Léon Bonaventure, con la sutileza de un fino psicoanalista para quien la espiritualidad constituye una fuente de integración y de cura de heridas del alma.

«Un sacerdote confesaba a una mujer que en el pasado había abortado. Después de oír la confesión, le preguntó: “¿Qué nombre le diste a tu hijo?” La mujer, sorprendida, quedó callada largo rato pues no había dado nombre a su hijo.

“Entonces” –dijo el cura–, “vamos darle un nombre y si está usted de acuerdo vamos a bautizarlo”. La mujer asintió con la cabeza y así lo hicieron simbólicamente.

Después el cura hizo algunas consideraciones sobre el misterio de la vida: “existe la vida” –dijo–, “que viene a la luz del día para ser para vivida en la Tierra, durante 10, 50, 100 años. Otras vidas nunca van a ver la luz del sol. En el calendario litúrgico católico existe, el día 28 de diciembre, la fiesta de los santos inocentes, los recién nacidos que murieron gratuitamente cuando nació el Niño divino en Belén. Que ese día sea también el día de la fiesta de tu hijo”.

Y siguió diciendo: “en la tradición cristiana el nacimiento de un hijo es siempre un regalo de Dios, una bendición. En el pasado era costumbre ir al templo para ofrecer el niño a Dios. Nunca es demasiado tarde para que ofrezcas tu hijo a Dios”.

Terminó diciendo: “como ser humano no puedo juzgarte, si pecaste contra la vida, el propio Dios de la vida puede reconciliarte con ella. Vete en paz y vive”» (p. 9).

El Papa Francisco recomienda siempre misericordia, comprensión y ternura en la relación de los sacerdotes con los fieles. Ese sacerdote vivió avant la lettre esos valores profundamente humanos y que pertenecen a la práctica del Jesús histórico. Que ellos puedan inspirar a otros sacerdotes a tener la misma humanidad.

Traducción de Mª José Gavito Milano

7 Comentários leave one →
  1. 04/10/2014 11:37

    Amor à vida cometendo assassinato??? Não, pera…

    • 24/02/2015 8:41

      Vida e Morte caminham juntos,e não existe uma sem a outra,o que o artigo aborda é a urgência da compreensão amorosa entre nós todos,tarefa de Hércules ,sem dúvida e para a qual nascemos… Nos últimos parágrafos ele aborda exemplos de…Se um assunto não é conhecido ele não será nunca dissolvido,resolvido …No entanto,no fundo,no fundo:estamos também analisando a situação trágica de grande parcela da humanidade que não tem escolhas…Informar é fundamental e EDUCAÇÃO é um dos passos.E aprender a ESCOLHER e a entender o que é RESPONSABILIDADE…Vamos ajudar?

  2. José Sampaio permalink
    04/10/2014 11:45

    O PT de Dilma que o senhor defende…defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o aborto e tudo mais que favoreça o fim da família…porque eliminando a célula básica da sociedade e de formação dos valores e da opinião, fica mais fácil dominar. Votar em Dilma para continuar a alienação e dominação do povo do Brasil, o senhor quis dizer..nao?????????

  3. 05/10/2014 7:46

    pois, o aborto é da responsabilidade da mãe e do pai, ou só dela. Não há livro que diga o que fazer. Há pessoas que decidem o que fazer.

  4. Carmen Leonardo do Vale Poubel permalink
    05/10/2014 20:05

    Postado no artigo do dia 27.09.2014 – Carmen Poubel
    Penso que a tendência do mundo é vermos o crescimento progressivo de abortos praticado pelas mulheres. Efetivamente e invariavelmente é a mulher que o autoriza diante da omissão do parceiro e da fraqueza em assumir sozinha todas as conseqüências da mera busca do prazer físico e momentâneo.Embora muitos sejam os casos em que a questão financeira interfere e define a decisão da mulher em abortar, há ainda um movimento de mudança de comportamento feminino que contesta a opressão masculina sobre seu gênero e que reclama o direito de fazer sexo sem compromisso e conseqüências. As mulheres não mas entendem felicidade como sinônimo de procriação e de constituição de família. Há gerações menosprezando a natureza maternal. A felicidade está hoje nos prazeres pessoais físicos e materiais. Parece-me uma transformação desumana, mas cruelmente natural para os valores que o mundo dissemina. Emma Watson manifestou-se na ONU, e tocou esta questão de forma inusitada. Defende uma campanha #he for she, que levanta a opressão na educação dos gêneros. Uma menina defendendo a ideia que não se deve educar pessoas retransmitindo modelos de conduta opressora. Os adultos reproduzem o perfil comportamental aos quais foram submetidos pelas exemplos, palavras e tudo mais que pressentiram na infância. famosa, linda, herdeira rica, foi capaz de manejar também as ideias diante do mundo…Ingleses, sempre minando meus preconceitos!! As gerações vem se embrutecendo no afã de se libertarem da educação opressora de seus pais, e para o gênero feminino isto é gritante. Assim, vimos estarrecidos pessoas querendo uma nova identidade, mas não sabendo por onde começar, tornam-se desumanas com os outros, consigo mesmas. Essa desumanidade cresce a olhos nus. Um dos fatores é o disseminado marketing da “felicidade” que vende o estímulo do sexo cada vez mais… muitas crianças em tenra idade já despertam para a questão, gerando multidões de mães solteiras adolescentes por falta de recursos, porque muitas são as que conseguem recursos para operar o “milagre” do aborto em que todos os problemas desaparecem. No mundo continuamos como na criação. Brotar gente para realizar a aventura desconhecida do existir. E não há nada que detenha o tornado devastador da cultura do prazer pelo prazer. A campanha bem que poderia ser #she for He, não é mesmo. Ou melhor, a campanha poderia ser #we for We, já que nos encontramos oprimidos por nós mesmos. Os abortos se multiplicam, mais pelo descaso à vida, pela desumanidade latente, do que pela miséria, ou mesmo pela falta de formação religiosa. A hipocrisia nossa de cada dia nos faz a todos fariseus, por que toleramos a opressão entre os gêneros. A nós pais que transmitimos essas mensagens subliminares para nossos filhos. Será que nossa raça poderá se libertar desse tipo de opressão de forma menos cruel? Que Deus não permita que vejamos o ser humano justificar haver cometido aborto por legitima defesa do direito de não amor o outro, mais que a si mesmo. Sabemos que há um projeto salvífico que vem saindo da retórica. Francisco I, veio do fim do mundo, sobre o lombo de um burrinho, para resgatá-lo. Homem de Deus e do executivo,não fecha os olhos ao pior dos crimes dentro dos muros de Pedro. Campanhas digitais, projeto salvífico, Francisco…Deus e suas doses homeopáticas de esperança!

  5. Carmen Leonardo do Vale Poubel permalink
    05/10/2014 20:31

    Desenvolver o sentimento de misericórdia implica em afastar o senso de justiça tanto oficial, quanto aquele que cada um desenvolve dentro de si mesmo elaborado diante do seu universo interno que é impregnado dos valores de assimilou durante a vida. Penso que o sentimento de misericórdia e as ações que emanam deste sentimento vão além de qualquer fundamento que possa arrimar uma sentença contra um ato criminoso ou vil. Quem que exala vida e desfruta dela pode ser contra esta essência maravilhosa? Ser contra o aborto em qualquer de suas formas, não quer dizer que diante de alguém que o cometeu não possa haver o sentimento de misericórdia. Não é um ato permissivo, é sim um ato de amor ao próximo. Será as pessoas seriam tão severas diante de alguém que cometesse aborto, se a pessoa fosse seu próprio filho. Há sempre dois pesos e duas medidas pelos que querem crucificar o irmão, defendendo muitas vezes valores que não estimulam na própria vida em relação aos outros, comportamentos como por exemplo a falta de urbanidade e fraternidade ao contra argumentar uma opinião. Respeito Leonardo Boff e Francisco I por guardarem tanta coerência entre suas opiniões do mundo e seus atos e deixarem claro que há detalhes fundamentais entre o estado de direito da humanidade e a humanização postulada por Eles através da espiritualidade, que cria uma objeção de consciência em relação a atos humanos reconhecidos mundialmente como crimes, como por exemplo o aborto, que é indiscutivelmente este sentimento sus generis que nos faz largar a palmatoria do mundo…o sentimento de misericórdia para com o próximo.

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