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De tempos em tempos a plutocracia brasileira tenta um golpe

07/08/2016

A plutocracia brasileira (os 71.440 mil milhardários segundo o IPEA) possui pouca fantasia. Usa os mesmos métodos, a mesma linguagem, o mesmo recurso farisaico do moralismo e do combate à corrupção para ocultar a própria corrupção e dar um golpe na democracia e assim salvaguardar seus privilégios. Sempre que emerge uma democracia com abertura ao social se enchem de medo. Organizam um conluio de forças que envolve setores da política, do judiciário, do MPF, da PF e principalmente da imprensa conservadora e até reacionária como é o caso do conglomerado de O Globo. Assim fizeram com Vargas, com Jango e agora com Lula-Dilma. A sessão de 04/08/ no Senado, mostrou a farsa montada pela oligarquia que usou os senadores como os soldados civis previamente bem instruídos, para aplicar um funesto golpe contra a razão sensata e contra democracia.

Numa entrevista à Folha de São Paulo (24/04/2016) escreveu acertamente Jessé Souza, autor de um livro que merece ser lido, também com certa crítica, “A tolice da inteligência brasileira”(Leya 2015):”Nossa elite do dinheiro nunca sentiu compromisso com os destinos do país. O Brasil é palco de uma disputa entre esses dois projetos: o sonho de um país grande e pujante para a maioria; e a realidade de uma elite da rapina que quer drenar o trabalho de todos e saquear as riquezas do país para o bolso de meia dúzia. A elite do dinheiro manda pelo simples fato de poder “comprar” todas as outras elites”(Quem deu o golpe e contra quem).

No atual processo de impeachment à Presidenta Dilma contam com um aliado poderoso: o complexo jurídico-policial do Estado que substitui as baionetas. O vice Presidente usurpou o título de Presidente e montou um ministério de pantomima com vários ministros corruptos e reduzindo os ministérios, da cultura, da comunicação e da secretaria dos direitos humanos, dos negros e das mulheres, cortando de forma criminosa verbas da saúde, da educação, atacando os direitos dos trabalhadores, o salário mínimo, a legislação trabalhista, as aposentadorias e outros benefícios sociais, inaugurados pelos dois mandatos anteriores.

Por trás do golpe parlamentar estão estas forças citadas por Jessé Souza. Bem disse o Papa Francisco à Letícia Sabatella quando junto com uma famosa jurista teve, há dois meses, um encontro com o Papa em Roma, relatando a ameaça que corre a democracia brasileira. O Papa comentou:”esse golpe vem dos capitalistas”.

O fato é que estamos todos cansados de tanta corrupção, justamente denunciada e das delongas no processo do impeachment.

Ninguém sabe para onde estamos indo. Algo parece ficar claro que o design social, montado a partir do colonialismo e do escravagismo com as castas de endinheirados que se firmaram no poder seja na sociedade seja nos aparatos do Estado está chegando ao seu fim.

Em momentos de obscuridade como os atuais precisamos de uma grelha teórica mínima que nos traga luz e alguma esperança. Para mim serve como orientação Arnold Toynbee, o ultimo historiador inglês a escrever dez volumes sobre a história das civilizações. Para explicar o nascimento, o desenvolvimento, a maturação e a decadência de uma civilização usa uma chave extremamente simples mas esclarecedora:”o desafio e a resposta”(challenge and response).

Diz Toynbee: sempre há crises fundamentais no interior das civilizações. São desafios que exigem uma resposta. Se o desafio for maior do que a capacidade de resposta, a civilização entra num processo de colapso. Se a resposta é excessiva face ao desafio, surge a arrogância e o uso abusivo do poder. O ideal é encontrar uma equação de equilíbrio entre o desafio e a resposta de forma que a sociedade mantenha a sua coesão, enfrente positivamente novos desafios e prospere.

Voltando ao caso do Brasil: os grupos do dinheiro e do poder não conseguem dar uma resposta ao desafio que vem das bases que nos últimos anos cresceram enormemente em consciência e em reclamos de direitos. Eles, por mais que manipulem dados sabem que dificilmente voltarão ao poder central pela via da eleição. Daí a razão do golpe. Desmoralizados, não têm nada a oferecer ao novo Brasil que escapa de seu controle. Jânio de Freitas na FSP de 04/08 disse bem:” O impeachment é uma grande encenação. Uma hipocrisia política de dimensões gigantescas, que mantém o Brasil em regressão descomunal, com perdas só recompostas, se o forem, em muito tempo –as econômicas, porque as humanas, jamais”.

Apesar disso tudo, o legado da atual crise será provavelmente o surgimento de um outro tipo de Brasil, de democracia, de Estado, de formas de participação popular.

A dores do tempo presente não são as dores de um moribundo nas vascas da morte, mas as dores de um parto de um outro tipo de Brasil, mais democrático, mais participativo e mais sensível para superar a pior chaga que nos envergonha: a abissal desigualdade social. Um Brasil finalmente mais humano onde podemos ser singelamente felizes.

Leonardo Boff é articulista do JB on line e autor de “Depois de 500 anos que Brasil queremos”, Vozes 2000.

21 Comentários leave one →
  1. Amaurih permalink
    07/08/2016 15:14

    Sei… O que o PT permitiu que se fizesse com a Petrobras e com as demais estatais, incluindo os fundos de pensão que eram patrimônio dos servidores, não existiu??? É invenção do “conluio” de direita??? Ora vá… A teoria da conspiração tomou conta das suas mentes, pela ânsia de defender o indefensável… Que triste…

  2. 07/08/2016 16:01

    Republicou isso em Espaço de ELISEU.

  3. 07/08/2016 22:34

    Republicou isso em luveredase comentado:
    Em momentos de obscuridade como os atuais precisamos de uma grelha teórica mínima que nos traga luz e alguma esperança. Para mim serve como orientação Arnold Toynbee, o ultimo historiador inglês a escrever dez volumes sobre a história das civilizações. Para explicar o nascimento, o desenvolvimento, a maturação e a decadência de uma civilização usa uma chave extremamente simples mas esclarecedora:”o desafio e a resposta”(challenge and response).

    Diz Toynbee: sempre há crises fundamentais no interior das civilizações. São desafios que exigem uma resposta. Se o desafio for maior do que a capacidade de resposta, a civilização entra num processo de colapso. Se a resposta é excessiva face ao desafio, surge a arrogância e o uso abusivo do poder. O ideal é encontrar uma equação de equilíbrio entre o desafio e a resposta de forma que a sociedade mantenha a sua coesão, enfrente positivamente novos desafios e prospere.

  4. 07/08/2016 23:32

    Que Deus Nosso Senhor, nos defenda destas pessoas que estão a serviço do adversário d’Ele!

  5. adenir balmant permalink
    08/08/2016 11:33

    GAMBIARRAS GOLPISTAS
    A Família Real Portuguesa no Brasil entre 1808-1821 deu grande exemplo de preservação ecológica criando o Jardim Botânico, Quinta da Boa Vista e diversas áreas ligadas ao meio ambiente e exploração, embora acossada pela industrialização inglesa com cavalos de ferro. Período de urbanização e centralização do governo português com o Reino Unido Brasil- Portugal- Algarves com sede na cidade do Rio de Janeiro.
    As GAMBIARRAS OLÍMPICAS passaram por cima desta história camuflando o cenário com imigrantes árabes,libaneses e japoneses que trabalharam na produção agrícola e comercial. Daí o jeitinho e improviso brasileiro. A esperteza e alteração de caráter miscigenado em Macunaíma, no homem cordial e no trabalhador e aventureiro.
    Tipos e protótipos de nossa raça que não evita a fumaça que envenena o ambiente de nossa herança mais rica e produtiva. Cenário onde desfilam artistas, gigantes pela
    própria natureza e golpistas de naturezas alheias e más- caras da covardia própria dos ex-homens e falsas gentes. MICALEM, mas não CALEM MARTHA, DILMA E TODAS AS
    MULHERES DO MUNDO. OU A HISTÓRIA SE TORNARÁ A GAMBIARRA MAIS PERIGOSA DA VIDA. CHEIA DE MENTIRAS E VAIDADES.

  6. Jose Francisco Medeiros permalink
    08/08/2016 14:27

    Muito oportuna a análise que Leonardo Boff faz da situação política de hoje no Brasil.

    Date: Sun, 7 Aug 2016 18:08:42 +0000 To: medeiroscnl@hotmail.com

  7. 08/08/2016 19:03

    Republicou isso em Paulosisinno's Bloge comentado:
    De Leonardo Boff: A plutocracia brasileira (os 71.440 mil milhardários segundo o IPEA) possui pouca fantasia. Usa os mesmos métodos, a mesma linguagem, o mesmo recurso farisaico do moralismo e do combate à corrupção para ocultar a própria corrupção e dar um golpe na democracia e assim salvaguardar seus privilégios. Sempre que emerge uma democracia com abertura ao social se enchem de medo. Organizam um conluio de forças que envolve setores da política, do judiciário, do MPF, da PF e principalmente da imprensa conservadora e até reacionária como é o caso do conglomerado de O Globo. Assim fizeram com Vargas, com Jango e agora com Lula-Dilma. A sessão de 04/08/ no Senado, mostrou a farsa montada pela oligarquia que usou os senadores como os soldados civis previamente bem instruídos, para aplicar um funesto golpe contra a razão sensata e contra democracia.

    Numa entrevista à Folha de São Paulo (24/04/2016) escreveu acertadamente Jessé Souza, autor de um livro que merece ser lido, também com certa crítica, “A tolice da inteligência brasileira”(Leya 2015):”Nossa elite do dinheiro nunca sentiu compromisso com os destinos do país. O Brasil é palco de uma disputa entre esses dois projetos: o sonho de um país grande e pujante para a maioria; e a realidade de uma elite da rapina que quer drenar o trabalho de todos e saquear as riquezas do país para o bolso de meia dúzia. A elite do dinheiro manda pelo simples fato de poder “comprar” todas as outras elites”(Quem deu o golpe e contra quem).
    (continua no link)…

  8. ramonvareladiaz permalink
    10/08/2016 1:26

    Ao Professor Dr Leonardo Boff

    Sou um homem simples. Tenho 37 anos e a minha formação educacional no Brasil se deu
    praticamente como a maioria, um ensino secundário bastante deficiente o qual, ainda
    assim, tive algumas dificuldades. Fruto de uma classe média operária, em que nenhum
    dos meus pais tiveram sequer o ensino médio completo, consegui ingressar no ensino
    superior, sonhando e acreditando (e isto talvez também disponha-me em algum recorte social [e o uso dessa palavra também é um recorte]) que poderia mudar a minha vida. Concluiu me curso e obtive um trabalho mas não saí da universidade entendendo melhor as coisas ao meu redor. Sou apenas um profissional. Não devo ter lido 200 livros em toda minha vida e dos que li, certamente não foram de todo absorvidos.

    Eu não faço parte de nenhuma elite. Jamais farei. Elite política, econômica ou intelectual. Dificilmente meu voto e de meus pares farão diferença em algum cenário mais recente da política brasileira. Me sinto de algum modo caricato, em níveis que nem saberia elencar, entremeado por projetos nacionais, negociatas e cartilhas programática que sequer conheço suas fontes ou mesmo que as soubesse pouca diferença faria ao meu redor,
    nos lugares que frequento. Chego tão cansado em casa que todos os problemas do Brasil parecem distantes de mim.

    No trabalho ou você é de direita ou de esquerda. PT ou PSDB. Colegas de trabalho que então conversavam amigavelmente hoje caluniam-se. As conversas estão impregnadas deste subtexto, com termos coloquiais que denotam esse embate — como “petralhas” e “tucanadas”. Em círculos sociais a mesma coisa, alternando-se o tom com o desconhecimento parcial ou integral dos fatos recentes e históricos — há apenas uma agressividade automática e rancorosa. Vejo pessoas que aparentemente regulam, pais de famílias até, com um descontrole emocional que assusta em certos momentos — quando foi que nos tornamos tão frágeis? Lembro-me bem da década de 80, quando criança, em que a inflação era até mais instável que hoje, com aquelas máquinas fatídicas de remarcar o preço — meu pai tinha que correr para comprar o produto para não ser remarcado.

    Venho lendo artigos de vossa autoria e de outros pensadores os quais não tenho capacidade nem autoridade para debater completamente — tanto de esquerda como direita, eu fico pensando se é só isso que nos restou, não os textos, mas se o Brasil é só isso mesmo enquanto povo. Se só restou uma terra arrasada e becos de resistência. Sou um cristão nem ortodoxo nem praticante — creio em Deus mas nem sei se isto é só uma questão de fé, sinto que o mundo estagnou em coisas repetitivas, que tudo precisa ser revitalizado.

    É triste saber que não conheço meus país muito menos o mundo, que tudo o que posso dizer para os meus filhos são os mesmos chavões que me fizeram.

    Agradeço a muito a atenção.

    • 10/08/2016 1:55

      Ramon, participo eu tb da perplexidade acerca de nosso país e do mundo. Só estamos na direção certa se nossa opção de fundo for para o lado dos pobres, que sofrem além da fome, da discriminaçãao social. Defende-los e votar em partidos que colocam os pobres nas suas políticas nos garante que temos a benção de Deus e do universo, Abraço Lboff

    • João Luiz Pereira Tavares permalink
      15/08/2016 12:46

      Caro Ramon:

      Tudo rola em torno de propaganda & publicidade. Eus:

      Esse pessoal de mídia social com tarja publicitária estereotipada [Face etc.]: “não reconheço governo Temer golpista”. Eis:
      A questão não é maravilhosa em nosso país. No entanto sabemos que DILMA é ruim como estadista e articuladora. Se se compara, Temer é solarmente melhor (e nesse caso é bom com-parar). Mas há mulheres fabulosas. Muitas delas são MULHERES heroínas. Algumas são apagadas. Outras esquecidas. Uma das esquecidas é Janaína Paschoal (pelo menos pela mídia em geral). Eis:
      Campeã mesmo (no bom sentido) é ver Janaína Paschoal enfrentando Gleisi Hoffmann. Como uma atleta. Veja:
      Puxa vida! Dra. Janaína Paschoal (de verdade, não é apenas professorzinho(a) doutor de USP não, com teses defasadas e autoritárias) Janaína Paschoal, com inteligência, bom senso, modernidade, cabeça AREJADÍSSIMA, fez o golaço de Marta Suplicy e de Senador Romário para cima de Gleisi Hoffmann. Sete a um (7×0) para Janaína Paschoal! Por nos livrar daquilo que você, RAMON, chama de repetitivo: nos dar uma chance de respirar uma baforada de ar fresco fora do petismo publicitário.

      E quanto a Dilma está é aqui: Um produto a ser vendido e consumido. Apenas isso. E haja publicidade! Desgastante. Veja. Eis:
      DANONINHO, PT, LULA, DILMA, REQUIÃO, PSEUDO-INTELECTUAL:
      O PT ainda continua perfeitamente astuto e sutil, quase invisível em seu ilusionismo. Pratica qualquer NARRATIVA para estar no poder.
      Narrativas publicitárias que USURPAM o pensamento, mentes e traz medo. Vigilância e controle ideológico. Dentro das Universidades, nas ruas, botons, autoadesivos, blogs espertalhões, artistas puxa-sacos, discursos manipuladores, «lavagem cerebral».
      “””Golpe”””, com toda certeza, é um clichê publicitário, é frase-pronta, imagem estereotipada e montada a priori (nessa altura, provavelmente, recomendada por algum marqueteiro, tal qual João Santana. Semelhante a ele. Senão, ele próprio): frases clichês tais quais:
      “Danoninho vale por um bifinho”.

      ========================================================
      Mia, bebe leite, tudo indica que é um gato; mas o PT afirma: é um cão.
      ========================================================

  9. 11/08/2016 2:12

    Republicou isso em wilsonmeirablog.

  10. Evans Mith Leoni - advogado. permalink
    11/08/2016 3:17

    Querido Boff sua análise é perfeita, infelizmente nossa elite espolia um povo inteiro a fim de posar de bacana pelo mundo afora, agora com o suporte de jagunços e capitães do mato engravatados.

    O senhor que conhece a realidade traz uma palavra de verdade para esse mundo. Obrigado.

  11. 13/08/2016 22:36

    Republicou isso em Um outro mundo é possível!.

  12. João Luiz Pereira Tavares permalink
    15/08/2016 12:37

    2 mulheres heroínas!

    O PT sempre desejando a eterna propaganda & publicidade. Patrulhamento Ideológico. Desta vez desejam utilizar o espaço das Olimpíadas para divulgar sua ideologia castradora (o tal de “Fora Temer”), utilizando cartazes e seus militantes infiltrados.
    Mas é assim mesmo que age o Petê. Semelhante ao cognome para Dilma, o simulacro «Coração Valente», que foi muito vendido e comprado. Veja aqui:

    Heroína feminina Majlinda Kelmendi, peso meio-leve, 52kg feminino, judô, Rio 2016, lutou domingo,  para o reconhecimento do Kosovo [que até as últimas Olimpíadas em Londres não era reconhecido como nação independente] e ganhou a de OURO! Primeira medalha de sua história, 1ª medalha da história do Kosovo. MALIJNDA linda! Rimou. Heroína devido ao belíssimo  YUKO.

    Num combate tenso, que foi decidido com um yuko, que inicialmente até foi ajuizado como sendo um waza-ari. Batendo na final a italiana Odette Giuffrida. Aqui heroína mesmo, de verdade. Concreta. Heroica atleta de Kosovo.

    Mas no Brasil temos também nossa heroína! De sempre! Semelhante a Majlinda Kelmendi, do Kosovo, dia 07 de agosto no Rio de Janeiro. Quem? Chama-se Dilma Rousseff… Por quê? ¿Devido a quê?… Devido ao CORAÇÃO VALENTE, do João Santana! [coração valente = Produto a ser comprado e consumido].  Heroína devido a quê? A propaganda em nossas mentes. Haja propaganda!

  13. Yossuf Silva permalink
    16/08/2016 12:58

    Gostaria de saber que meio de comunicação registrou a frase imposta ao Papa.

  14. Yossuf Silva permalink
    17/08/2016 8:26

    “O Papa comentou:”esse golpe vem dos capitalistas”.” Em que meio de comunicação isto foi evidenciado?

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