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The Olympic Games: A Metaphor for a Humanized Humanity

21/08/2016

Since this past August 5th, Rio de Janeiro has been home to the 2016 Olympic Games. An immense infrastructure of arenas, stadiums, new avenues and tunnels has been created, that will leave an unforgettable legacy to the Carioca people.

The opening and closing ceremonies are occasions of great celebration, when the host country attempts to show the best of its art and uniqueness. This time the opening ceremony was of unimaginable splendor, with a great parade of the samba schools.

The effect of the lights and images projected on enormous screens created a magical and almost surrealistic atmosphere, provoking tears of elation in many.

The principal moment was the parade of delegations from 206 countries, more than are represented at the United Nations, of which there are 193. Each delegation paraded in the typical costume of their country, the best showing for being colorful and elegant being the African and Asian ensembles.

We know that interests and power maneuverings underlie all social and international relations. But here, in the Olympic Games, if they existed, they were practically invisible. The sports and Olympic spirit predominated over national, ideological and religious differences. All were represented here, even a group from the refugees that are now particularly inundating Europe, who received well deserved applause. Perhaps this event is one of the few places where humanity finds herself, as a unique family, anticipating a humanization that is always sought after, but never definitively maintained, because we still have not advanced in the awareness that we are one species, the human species, and that together we have a single common destiny with our Common Home, Mother Earth.

This is perhaps the most important symbolic message that an event such as this sends to all the peoples of the world. Beyond the conflicts, differences and problems of all types, we can live, for an instant, the future of a humanity that finally has become human, and found her rhythm in consonance with the rhythm of the very universe. This is a single unit and a complex, made of innumerable networks of relationships among everything, constituting a cosmos in cosmogenesis, continuously recreating itself as it expands and becomes more complex. Humanity cannot escape this rhythm.

The Olympic Games invite us to reflect on the anthropological and social importance of play. I am not thinking here of play, such as that which has been turned into a profession and a great international business, such as football, basketball and others. They are better called sports than play. Play, as a human dimension, reveals itself better in popular environments, in the streets or on the beach or in any space with grass or sand. This type of play has no practical end, but carries within itself a profound meaning as an expression of the joy of having a good time together.

In the Olympic Games another logic prevails, different from the daily logic of our capitalist culture, whose articulating axis is an excluding competition: the stronger triumphs and, in the market, if it can, devours its counterpart. In the Olympic Games there is competition, but it is an inclusive competition, because everyone participates. The competition is to be the best, while appreciating and respecting the qualities and virtuosity of the other.

The Christian tradition developed a whole reflection on the transcendental meaning of play. I want to concentrate a little on that. The two sister Churches, the Latin and the Greek, refer to the Deus ludens, the homo ludens and even the eccclesia ludens (The playful God, the playful man and the playful Church).

They saw creation as a great game of the playful God: to one side God launched the stars, to another, the Sun, and far below, God placed the planets. And with tenderness God located the Earth at just the right distance from the Sun that the Earth could have life. This creation expresses the boundless joy of God, a sort of theater where all beings parade and show their beauty and grandeur. At that time, creation was spoken of as a theatrum gloriae Dei (a theater of the glory of God).

Gregory Nazianzen (+390), the great theologian of the Ortodox Church, says in a beautiful poem: «The sublime Logos plays. Just for pure pleasure and by all means, He adorns the entire cosmos with the most varied images». In effect, play is the work of the creative fantasy, as little children show: play is an expression of a freedom without coercion, creating a world without a practical end, free from greed and from individual benefits.

«Because God is vere ludens (truly playful) each one of us should also be vere ludens», counseled, when he was already an elder, Hugo Rahner, one of the finest theologians of the XX Century, and brother of Karl Rahner, another eminent theologian, who was my professor in Germany. .

These considerations serve to show how our existence here in the Earth can be without dark clouds and without anguish, at least for a moment. Especially when we glimpse the beauty of the different modalities of the games, we can see the mysterious presence of a playful God. Then we must not be afraid. What blocks liberty and creativity is fear.

Atheism is not so much the opposite of faith, as it is fear, especially fear of loneliness. To have faith, more than adherence to a set of truths, is the ability to say, following Friedrich Nietzsche, “Yes and amen to all reality”. In the profound, reality does not betray, but is good and beautiful, joyful and welcoming. Playing we express happiness for being part of that reality, and, in a universal form, of the Olympic Games.

Perhaps this is its secret meaning.

Leonardo Boff is Theologian and Philosopher

Free translation from the Spanish sent by
Melina Alfaro, alfaro_melina@yahoo.com.ar.
Done at REFUGIO DEL RIO GRANDE, Texas, EE.UU.

2 Comentários leave one →
  1. Ivanovitch Medina permalink
    21/08/2016 18:38

    Raduan Nassar: Cegueira e linchamento

    O inglês Robert Fisk, em artigo no jornal londrino “The Independent”, afirma que, segundo as duras conclusões do relatório Chilcot sobre a invasão do Iraque, o ex-primeiro ministro Tony Blair e seu comparsa George W. Bush deveriam ser julgados por crimes de guerra, a exemplo de Nuremberg, que se ocupou dos remanescentes nazistas.

    O poodle Blair se deslocava a Washington para conspirar com seu colega norte-americano a tomada do Iraque, a pretexto de este país ser detentor de armas de destruição em massa, comprovado depois como mentira, mas invasão levada a cabo com a morte de meio milhão de iraquianos.

    Antes, durante o mesmo governo Bush, o brutal regime de sanções causou a morte de 1,7 milhão de civis iraquianos, metade crianças, segundo dados da ONU.

    Ao consulado que representava um criminoso de guerra, Bush, o então deputado federal Michel Temer (como de resto nomes expressivos do tucanato) fornecia informações sobre o cenário político brasileiro. “Premonitório”, Temer acenava com um candidato de seu partido à Presidência, segundo o site WikiLeaks, de Julian Assange.

    Não estranhar que o interino Temer, seu cortejo de rabo preso e sabujos afins andem de braços dados com os tucanos, que estariam governando de fato o Brasil ou, uns e outros, fundindo-se em um só corpo, até que o tucanato desfeche contra Temer um novo golpe e nade de braçada com seu projeto de poder -atrelar-se ao neoliberalismo, apesar do atual diagnóstico: segundo publicação da BBC, levantamento da ONG britânica Oxfam, levado ao Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro, a riqueza acumulada pelo 1% dos mais ricos do mundo equivale aos recursos dos 99% restantes. Segundo o estudo, a tendência de concentração da riqueza vem aumentando desde 2009.

    O senador Aloysio Nunes foi às pressas a Washington no dia seguinte à votação do impeachment de Dilma Rousseff na exótica Câmara dos Deputados, como primeiro arranque para entregar o país ao neoliberalismo norte-americano.

    Foi secundado por seu comparsa tucano, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, também interino-itinerante que, num giro mais amplo, articula “flexibilizar” Mercosul, Brics, Unasul e sabe-se lá mais o quê.

    Além de comprometer a soberania brasileira, Serra atira ao lixo o protagonismo que o país tinha conseguido no plano internacional com a diplomacia ativa e altiva do chanceler Celso Amorim, retomando uma política exterior de vira-lata (que me perdoem os cães dessa espécie; reconheço que, na escala animal, estão acima de certos similares humanos).

    A propósito, o tucano, com imenso bico devorador, é ave predadora, atacando filhotes indefesos em seus ninhos. Estamos bem providos em nossa fauna: tucano, vira-lata, gato angorá e ratazanas a dar com pau…

    Episódio exemplar do mencionado protagonismo alcançado pelo Brasil aconteceu em Berlim (2009), quando, em tribunas lado a lado, a então poderosa Angela Merkel, depois de criticar duramente o programa nuclear do Irã, recebeu a resposta de Lula: os detentores de armas nucleares, ao não desativá-las, não têm autoridade moral para impor condições àquele país. Lula silenciou literalmente a chanceler alemã.

    Vale também lembrar o pronunciamento de Lula de quase uma hora em Hamburgo (2009), em linguagem precisa, quando, interrompido várias vezes por aplausos de empresários alemães e brasileiros, foi ovacionado no final.

    Que se passe à Lava Jato e a seus méritos, embora supostos, por se conduzirem em mão única, quando não na contramão, o que beira a obsessão. Espera-se que o juiz Serio Moro venha a se ocupar também de certos políticos “limpinhos e cheirosos”, apesar da mão grande do inefável ministro do STF Gilmar Mendes.

    Por sinal, seu discípulo, o senador Antonio Anastasia, reproduz a mão prestidigitadora do mestre: culpa Dilma e esconde suas exorbitantes pedaladas, quando governador de Minas Gerais.

    Traços do perfil de Moro foram esboçados por Luiz Moniz Bandeira, professor universitário, cientista político e historiador, vivendo há anos na Alemanha. Em entrevista ao jornal argentino “Página/12”, revela: Moro esteve em duas ocasiões nos EUA, recebendo treinamento. Em uma delas, participou de cursos no Departamento de Estado; em outra, na Universidade Harvard.

    Segundo o WikiLeaks, juízes (incluindo Moro), promotores e policiais federais receberam formação em 2009, promovida pela embaixada norte-americana no Rio.

    Em 8 de maio, Janio de Freitas, com seu habitual rigor crítico, afirmou nesta Folha que “Lula virou denunciado nas vésperas de uma votação decisiva para o impeachment. Assim como os grampos telefônicos, ilegais, foram divulgados por Moro quando Lula, se ministro, com sua experiência e talento incomum de negociador, talvez destorcesse a crise política e desse um arranjo administrativo”.

    Lula não assumiu a Casa Civil, foi rechaçado no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Gilmar Mendes, um goleirão sem rival na seleção e, no álbum, figurinha assim carimbada por um de seus pares, Joaquim Barbosa, popstar da época e hoje estrela cadente: “Vossa Excelência não está na rua, está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro… Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar”.

    Sugiro a eventuais leitores, mas não aos facciosos que, nos aeroportos, torciam o nariz ao ver gente simples que embarcava calçando sandálias Havaianas, que acessem o site Instituto Lula – o Brasil da Mudança.

    Poderão dar conta de espantosas e incontestes realizações. Limito-me a destacar o programa Luz para Todos, que tirou mais de 15 milhões de brasileiros da escuridão, sobretudo nos casebres do sertão nordestino e da região amazônica. E sugiro o amparo do adágio popular: pior cego é aquele que não quer ver.

    A não esquecer: Lula abriu as portas do Planalto aos catadores de matérias recicláveis, profissionalizando-os, sancionou a Lei Maria da Penha, fundamental à proteção das mulheres, e o Estatuto da Igualdade Racial, que tem como objetivo políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades e combate à discriminação.

    Que o PT tenha cometido erros, alguns até graves (quem não os comete?), mas menos que Fernando Henrique Cardoso, que recorria ao “Engavetador Geral da República”, à privataria e a muitos outros expedientes, como a aventada compra de votos para sua reeleição.

    A corrupção, uma enfermidade mundial, decorre no Brasil do sistema político, atingindo a quase totalidade dos partidos. Contudo, Lula propiciou, como nunca antes, o desempenho livre dos órgãos de investigação, como Ministério Público e Polícia Federal, ao contrário do que faziam governos anteriores que controlavam essas instituições.

    A registrar ainda, por importante: as gestões petistas nunca falaram em “flexibilizar” a CLT, a Previdência, a escola pública, o SUS, as estatais, o pré-sal inclusive e sabe-se lá mais o quê, propostas engatilhadas pelos interinos (algumas levianamente já disparadas), a causar prejuízo incalculável ao Brasil e aos trabalhadores.

    Sem vínculo com qualquer partido político, assisto com tristeza a todo o artificioso esquema de linchamento a que Lula vem sendo exposto, depois de ter conduzido o mais amplo processo de inclusão social que o Brasil conheceu em toda a sua história.

    RADUAN NASSAR, 80, é autor dos livros “Lavoura Arcaica” (1975), “Um Copo de Cólera” (1978) e “Menina a Caminho e Outros Textos” (1997). Recebeu neste ano o Prêmio Camões, principal troféu literário da língua portuguesa

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