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Roberto Malvezzi: O GOLPE É SISTÊMICO

11/01/2018

Roberto Malvezzi (Gogó) é conhecido por sua luta pelas águas especialmente do Sâo Francisco. Trabalha nas bases com movimentos sociais populares e é reconhecido como um especial educador, crítico e bom analista da situação política. Recebi este material dele. Como me parece esclarecedor, repasso-o aos leitores/as já que todos estaamos perplexos, sem saber para onde o país será conduzido. Mas temos esperança que nunca morre:Lboff

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“Não disse muita coisa para não desanimar os missionários, mas esse golpe é sistêmico”.

Foi esse o comentário que D. Erwin Krautler me fez num evento da Laudado Sí em Feira de Santana, Bahia. Ele vinha da assembleia do Conselho Indigenista Missionário. O massacre sobre os povos indígenas, constante em nossa história, volta a níveis indescritíveis mesmo para um país que nunca foi civilizado.

O golpe ataca todas as dimensões da vida nacional: modifica as leis ambientais, trabalhistas, previdenciárias, de terras, de águas, do petróleo, assim por diante. Ataca também o coração da saúde e educação. Pior, ataca nosso povo sem dó ou piedade. Nenhuma dimensão da vida nacional escapa ao ataque sistêmico do capital.

Portanto, o que está sendo plantado agora dificilmente será modificado em décadas pelo povo brasileiro prejudicado.

As consequências já são visíveis: mais de 40 milhões de trabalhadores brasileiros não ganham sequer um salário mínimo para sustentar a si mesmo e sua família; o desemprego já chega a 13 milhões de brasileiros; aumentou o número de empregos precários; a fome voltou; a violência aumentou; a inadimplência aumentou também. Claro, todos sintomas de um ataque sistêmico do capital contra o trabalho, contra nossos povos tradicionais e contra o patrimônio natural brasileiro, como água, solos, biodiversidade e minerais.

Mas, não é só o futuro do povo brasileiro que está abismo abaixo. O capital nacional, já pelos diagnósticos de seus intelectuais orgânicos, tende a ficar cada vez mais atrasado, com menos tecnologia, menos competividade, portanto, a médio prazo obsoleto e pobre. Nem o rentismo sobreviverá por muito tempo numa sociedade decadente.

Até a classe média branca e tradicional, a grande âncora do golpe, deveria ver na demissão massiva de professores da Estácio de Sá uma foto do que lhe aguarda.

Convenhamos, o golpe foi bem dado. Portanto, não foi articulado só pela direita brasileira. Ela é estúpida demais até para dar um golpe. O que acontece foi claramente preparado em nível internacional, intermediado aí por gente que transita junto ao capital global. Só não temos as informações exatas de como foi e de quem fez esse trabalho. Um dia teremos.

Para quem batalhou a vida inteira pela superação da fome e da sede o mais amargo é saber que milhões de brasileiros voltaram ao mapa da fome. Uma reportagem da Associated Press, replicada em jornais do mundo inteiro, dizia: “Millions return to poverty in Brazil, eroding boom decade”. O Washington Post colocou a matéria sob o título “Democracy Dies in Darkness”.

OBS: Textos em inglês traduzidos:

-Milhões retornam à pobreza no Brasil, erodindo uma década de conquistas.

=Democracia Morre na Escuridão

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14 Comentários leave one →
  1. 11/01/2018 17:01

    Republicou isso em Cantinho da Florinda.

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  2. 11/01/2018 18:04

    Republicou isso em Paulosisinno's Bloge comentado:
    Compartilhando mais um texto imprescindível, publicado na página do Leonardo Boff: “Roberto Malvezzi: O GOLPE É SISTÊMICO” – 11/01/2018.

    Roberto Malvezzi (Gogó) é conhecido por sua luta pelas águas especialmente do São Francisco. Trabalha nas bases com movimentos sociais populares e é reconhecido como um especial educador, crítico e bom analista da situação política. Recebi este material dele. Como me parece esclarecedor, repasso-o aos leitores/as, já que todos estamos perplexos, sem saber para onde o país será conduzido. Mas temos esperança que nunca morre. (L. Boff)

    **********************

    “Não disse muita coisa para não desanimar os missionários, mas esse golpe é sistêmico”.

    Foi esse o comentário que D. Erwin Krautler me fez num evento da Laudado Sí em Feira de Santana, Bahia. Ele vinha da assembleia do Conselho Indigenista Missionário. O massacre sobre os povos indígenas, constante em nossa história, volta a níveis indescritíveis mesmo para um país que nunca foi civilizado.

    O golpe ataca todas as dimensões da vida nacional: modifica as leis ambientais, trabalhistas, previdenciárias, de terras, de águas, do petróleo, assim por diante. Ataca também o coração da saúde e educação. Pior, ataca nosso povo sem dó ou piedade. Nenhuma dimensão da vida nacional escapa ao ataque sistêmico do capital.

    Portanto, o que está sendo plantado agora dificilmente será modificado em décadas pelo povo brasileiro prejudicado.

    As consequências já são visíveis: mais de 40 milhões de trabalhadores brasileiros não ganham sequer um salário mínimo para sustentar a si mesmo e sua família; o desemprego já chega a 13 milhões de brasileiros; aumentou o número de empregos precários; a fome voltou; a violência aumentou; a inadimplência aumentou também. Claro, todos sintomas de um ataque sistêmico do capital contra o trabalho, contra nossos povos tradicionais e contra o patrimônio natural brasileiro, como água, solos, biodiversidade e minerais.

    Mas, não é só o futuro do povo brasileiro que está abismo abaixo. O capital nacional, já pelos diagnósticos de seus intelectuais orgânicos, tende a ficar cada vez mais atrasado, com menos tecnologia, menos competitividade, portanto, a médio prazo obsoleto e pobre. Nem o rentismo sobreviverá por muito tempo numa sociedade decadente.”
    [Continua; clique no linque para continuar lendo]

    Curtido por 1 pessoa

  3. Amaurih permalink
    11/01/2018 19:49

    E tudo culpa da gestão incompetente e inconsequente do Partido dito dos Trabalhadores…

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    • 13/01/2018 11:15

      Amaurith e vc acha competente a gestão de Temner que tirou direitos sociais, jogou milhóes na informalidade e está vendendo bens publicos para estrangeiros? Precisa analisar melhor as coisas para não ficar ridículo

      Curtido por 1 pessoa

      • Amaurih permalink
        13/01/2018 11:48

        Sem maniqueísmo meu caro militante, a minha consideração pela gestão do PT se mostra pelos resultados, o que não significa que eu considere a gestão do Temer competente, eu não votei na chapa que o elegeu, quem o escolheu é que o considerou competente para participar da chapa.

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    • 14/01/2018 18:32

      Fica claro e evidente, das pessoas que falam por engano da má da gestão de um Partido, geralmente, elas costumam esconder os seus rostos sistematicamente por pura covardia em não querer assumir as consequências danosas a população e a Nação brasileira pelos seus atos que tirou uma Presidenta, eleita pelo voto democrático. São sombras maléficas acompanhado de egoísmo e de um prazer mórbido de sentir que o Sol só brilha para ele.
      Coloco a famosa frase do escritor de Utopia, Thomas More: “Os carneiros (…) tornaram-se, segundo me contam, tão vorazes, tão ferozes que devoram até mesmo os homens, que devastam e despovoam os campos, as fazendas e as aldeias.”

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    • Vanderlei Clodoaldo Galbieri permalink
      24/01/2018 10:48

      Quem o escolheu para participar da chapa o fez na certeza de que os que são contra o PT não iriam tentar um golpe para derrubar a presidente e colocar uma pessoa como Michel Temer no poder, correndo riscos de perder direitos adquiridos com muito suor durante anos de luta, as pessoas não iriam ser tão estúpidas assim. Pois é! O tempo mostrou como o PT estava enganado nesse ponto!

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  4. Rivellino permalink
    14/01/2018 9:39

    Pode vir petralhas. Não temos medo.
    Pode quebrar a doce Porto Alegre. Desde que o chefe desonesto dos Petralhas se dane. Depois a gente arruma e conserta o patrimônio. Vem!, que aqui tem macho e homem de verdade.
    Quanto a você — militante do petralhismo –, você é vagabundo.
    Seu chefe e dilma, ambos são grotões, bregas, barangões, de mau gôsto, Kitsch, primitivos e trogloditas.
    Compare você mesmo — bregão — com o brilhante e versátil Bruce Dickinson.
    O chefão lula não tem nada sábio, de alto valor histórico, admirável. É 1 tosco.
    Ø
    Fico aqui, imediatamente, a pensar em compará-lo com alguém hábil, versátil e flexível, admirável devido a sábia versatilidade.
    Veio-me, imediatamente, à cabeça BRUCE DICKINSON, vocal singular da banda de rock inglesa [Iron Maiden]: é exímio musicista e fabuloso piloto de aviões “BOING”. QI alto e mente flexível e versátil.
    Ø
    lula? Diga aí 2 coisas sábias e versáteis.
    Há?

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    • 17/01/2018 16:46

      Rivelino, gaúcho educado não fala como vc.Vc está traindo a tradição gaúcha, de Getulio, de Brizola, de Jando, de Verissimo e de tantas pessoas finas que conheço, terra de meus pais e imigrantes intalianos.
      lboff

      Curtido por 1 pessoa

  5. 15/01/2018 14:46

    Republicou isso em Zefacilitador.

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    • 17/01/2018 17:57

      Que me desculpe, o meu Mestre Leonardo Boff, mas o gaúcho de Pelotas mexeu com os meus brios quando cita do Iron Maiden. Um recado para o coxinha: “Maldito seja, Ó Terra e Mar/O Demônio manda a besta com fúria/Porque ele sabe que o tempo é curto/Deixe aquele que ousa tentar entender/O número da besta… é um número humano/seu número é seiscentos e sessenta e seis”.
      Continuando seu metaleiro de M… (com todo o meu respeito Leonardo).
      “…Eu estou voltando, eu retornarei/E eu irei possuir seu corpo e eu irei queimá-lo/Eu tenho o fogo, eu tenho a força/Eu tenho o poder de fazer o meu mal seguir seu curso. Yeah!!!

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  6. 24/01/2018 13:39

    O sistema é e será o mesmo, mais pessoal e menos patriota.

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  7. Rafael dos Santos da Silva Rafael Silva permalink
    27/01/2018 12:06

    Caro, queria compartilhar com você um texto que escrevi. Afetado pelas circunstância da semana resolvi deixar registrado. O texto está publicado no site “segunda opinião” – O Lugar de Quem Deriva de Cristo! por Rafel Silva

    | | | O Lugar de Quem Deriva de Cristo! por Rafel Silva A justiça é sem dúvidas a insígnia mais elevada que uma sociedade pode alcançar. É o equilíbrio fino entre o pod… | |

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    O Lugar de Quem Deriva de Cristo! A justiça ésem dúvidas a insígnia mais elevada que uma sociedade pode alcançar. É oequilíbrio fino entre o poder e o amor. Quem ama não pode ser injusto, aqueleque é injusto já abandonou o amor. Porque somente o amor livre, desapegado podefazer surgir à justa medida. Amós, profeta do antigo testamento, conhecido porsua radicalidade, nos aponta algo nessa direção. Didaticamente, defende que ajustiça é o caminho de reconciliação do homem com Deus. A sua mensagem adquiriconotação política para denunciar a injustiça social e a opressão da sua época.Dizem alguns exegetas que ninguém pode sair de suas leituras, afirmando quepolítica não é coisa de cristão. Amós foi às últimas consequências da suatarefa: ao denunciar os poderosos pelas práticas que exploravam social, políticae economicamente os pobres. Na ricatradição africana a representação da justiça é ocupada por Xangô. A mitologiagrega empresta a filha de Gaia e Urano para ser a guardiã da justiça, seu nomeé Themis, e é ela a representação da mulher vendada com uma balança à mão quecostumeiramente nos recebe nas portas de fóruns mundo a fora.  Diante detodas essas representações de justiça, gostaria de centrar meu pensamento numDeus humano e historicamente representado. Ocorre que surgiu na Galileia, certonazareno, tipicamente nativo, provavelmente negro, esquelético, mas muitoassertivo. Cada palavra que soava de sua boca provocava uma verdadeira desordemnos poderes constituídos. Sua denúncia se espalhou a tal ponto que fez dele umperseguido. O estado tratou de tramar contra ele, criando fatos (que hojechamamos de fakes) atribuindo-lhes máscompanhias; impondo-o em situações contrárias a sociedade e aos bons costumesdo seu tempo. A todo instante lhe atribuía perguntas: o que fazer com estámulher pega em adultério? Ou, esse apartamento é seu? Dependendo da resposta,os juízes ávidos estariam prontos para dentro, da lei, estabelecer a pena. Sabiamente oGalileu foi desviando-se uma por uma das inquisições. Não se furtou a responderao pagador de impostos; não se omitiu a prostituta, nem tão pouco deixou semresposta a quem pertencia o dinheiro. Sempre com rápidas e assertivas palavrasfoi desarticulando vis-à-vis todas as tramas que iam se somando nas ruas, nasvilas e nas tabernas do lugar. Seu carisma começou a ganhar espaço e apoio dosmenores. Primeiro veio os pescadores (figura pequena entre os pequenos) depoisvieram às mulheres (aquelas que não tinham voz, nem vez política), em seguida,os cobradores de impostos e os mercadores, depois mandou vir às crianças, ospresos, os famintos, o estrangeiro e a viúva. Enfim, os injustiçados começavama se reconhecer, forjando uma nova dinâmica entre as classes sociais daquelaépoca. Uma teia a ser combatida, estigmatizada e condenada, pois representavaperigo ao poder.  O movimento debeira de praia ou de áridas montanhas foi aos poucos se organizando e repetindoo caminho feito por Amós. Cada novo membro acrescia aquele “partido político” esentia-se um profeta. Corresponsável na tarefa de denunciar a opressão. Osfatos foram ganhando contornos perigosos, de tal forma que aquele simplesamontoado de gente falando de coisas abstratas, como justiça, passou arepresentar perigo ao poder. Mas por quê? Porque a abstração da justiça precisase contrapor a materialidade do direito, ou seja, ao poder. O nazarenopassou a ser perseguido e ousou entrar na cidade feito rei, saudado pelo povo,para que o povo o reconhecesse, sem, contudo, jamais aceitar sequer um jantarcom aquela elite. Fez-se povo e foi julgado. Condenado em primeira instância(julgamento religioso diante dos sacerdotes), teve sua sentença confirmada pelasegunda instância (tribunal Romano). Destituído de suas vertes, com a dignidadeatacada, trocou a força das armas pelo silêncio da revolução. Não morreu numacama vítima de hepatite, nem de cirrose. A sua causa morte atesta tortura até olimite do rompimento do seu baço. Seus ossos ainda suportava o peso do seucorpo quando seus algozes tripudiavam com escárnios a sua luta. Ainda trôpego, pelosflagelos do seu calvário entreolhava seus discípulos com quem dizia: continuem.Em nenhum momento abriu mão dos seus princípios e sua recusa ao poder convenceumais que a força de um exército. Passadosséculos, hoje me pergunto: qual é o rosto do injustiçado? A sentença pronta élógica do julgamento burguês. O julgo moral e leviano ainda açoda todos os diascentenas de pessoas. Os EUA, por exemplo, mantém abertamente uma cadeia (Guantánamo)para presos políticos sem condenação. Eles podem passar o resto de suas vidasali sem um julgamento justo, mas dentro da legalidade. No Brasil, a lei seadequa a interpretação do iluminado e a verdade vai sendo construída ao sabor doacusador. Assim como foi no império romano, a segunda instância se limita areforçar os atropelos do juiz singular.  Hoje, as grandes mídias quase repetem omantra: a quem eu solto? Jesus ou Barrabás? Sou levado a confessar que aindatenho medo da resposta… O direito seafasta da justiça todas as vezes que uma pessoa não tem garantias a um julgamentojusto. E justo, não é apenas o cumprimento de normas jurídicas. Justo, é ajusta medida delimitada entre o poder e o amor. Entretanto, no Brasil aausência de justiça nos julgamentos é a regra. A ordem é invertida quandomagistrados de alta corte vendem habeascorpus a traficantes. Quando assinam alvarás de inocência mesmo tendoprovas materiais, periciais e testemunhais em excesso. Soltam bandidos mediantea classe a que pertencem e escolhem aqueles que devem ser punidos, ainda quesobre estes não se consiga uma única prova. O direito se afasta da justiçaquando num mesmo julgamento, sob as mesmas acusações, e as mesmas condições, umréu tem sua pena aumentada, e os outros tem sua pena reduzida, apenas em funçãoda sua representação social (leia-se perigo social). Parece a sentença romana reproduzindo-sena história, quando por ato de oficio o imperador diante de dois réus sob amesma acusação (desordem social) imputa pena de morte a um, enquanto liberta ooutro, sem antes lavar as mãos, claro!   O calvário vairepetir seu cortejo natural. Milhares vão atrás do injustiçado. Uns vãoassistir por escárnio, outros por compaixão. Outros tantos porque é o assuntodo momento. Eu? Eu vou seguir o rosto do injustiçado. Independente da cor doseu partido, ou da sua pele, da quantidade dos dedos que traz nas mãos. Nãointeressa se tem barba, se mora na favela, ou lhe atribuem um tríplex. Vou meassemelhar a ele todas às vezes, em que a justiça não for à justa medida. Voume fazer presente na sua dor porque derivo de uma tradição em que a justiça é ameta. Derivo de uma história marcada pela ousadia da denúncia. Derivo deantepassados que trocaram a suntuosidade do poder e suas negociatas para caindode pé, manter viva a esperança no reino da justiça e do amor.   Por Rafael dos Santos da SilvaUniversidade Federal do Ceará.Professor  “somos a perigosa memória das lutas, projetamos a perigosa imagem dos sonhos, nada causa mais horror a ordem que homens e mulheres que sonham. Nós sonhamos e organizamos sonhos(…)”Gustavo Gutierrez Rafael dos Santos da Silva (85) 996933491

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