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Dois Papas: uma apreciação melhorada

04/01/2020

DOIS MODELOS DE HOMEM E DOIS MODELOS DE IGREJA

(edição melhorda com fotos)

Leonardo Boff

Acabei de assistir o filme do consagrado cineasta brasileiro Fernando Meirelles: Dois Papas.

Considero o filme, técnica e esteticamente, bem elaborado, feito nos próprios espaços grandiosos do Vaticano. Sua base é fundada em fatos históricos, evidentemente, com a criatividade que este tipo de arte permite, particularmente na construção dos diálogos. Mas neles se entrevê suas respectivas teologias e afirmações conhecidas.

O que digo é opinião estritamente pessoal. Tive o privilégio de conhecer a ambos os Papas pessoalmente e com os quais entretive e entretenho relações de certa proximidade e até amizade.

O Papa Ratzinger: finíssimo e rigoroso

Com o Prof. Joseph Ratzinger tenho uma dívida de gratidão por ter apreciado minha tese doutoral sobre “A Igreja como Sacramento Fundamental no Mundo secularizado”, volumosa, mais de 500 páginas impressas. Ajudou-me financeiramente com uma soma considerável de marcos e encontrou uma editora para sua publicação, pois ninguém queria assumir o risco de lançar um livro desta proporção. A acolhida na comunidade teológica internacional foi grande, considerada uma obra fundamental, especialmente pelo renomado especialista em Igreja Jean Yves Congar, dominicano francês.

O Prof. Ratzinger é uma pessoa finíssima no trato, extremamente inteligente e nunca o vi alçando a voz; mas é muito tímido e reservado.

Ao saber de sua eleição a Papa, logo pensei: “É um Papa que vai sofrer muito, pois talvez jamais tenha abraçado pessoas, mesmo uma mulher e se exposto às multidões”.

Nossa amizade se fortaleceu porque durante cinco anos, a partir de 1974, toda semana de Pentecostes (por volta de maio) cerca de 25 teólogos e teólogas progressistas, renomados do mundo inteiro, nos encontrávamos em Nimega na Holanda ou em outra cidade europeia. Durante uma semana discutíamos ecumenicamente, acompanhados por um pequeno grupo de cientistas, inclusive de Paulo Freire, sobre temas relevantes do mundo e da Igreja. Editávamos uma revista Concilium que se publicava em 7 línguas que ainda continua a ser publicada (no Brasil pela Editora Vozes). Aí colaboraram as melhores cabeças mundiais, nas várias áreas do conhecimento que vai da sexualidade, da Teologia da Libertação, à moderna cosmologia.

O Prof.Ratzinger sentava-se quase sempre ao meu lado. Depois do almoço enquanto quase todos tiravam uma sesta eu e ele passeávamos pelo jardim, discutindo temas de teologia, nossos preferidos, Santo Agostinho e São Boaventura dos quais li praticamente toda obra e ele é um especialista reconhecido.

Cada um em seu papel sem perder a relação.

Feito Cardeal e Presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, teve a ingrata missão de me interrogar sobre o livro Igreja: carisma e poder em 1984. Ele cumpria institucionalmente sua função de interrogador e eu de defensor de minhas opiniões. Foi um diálogo firme, mas sempre elegante da parte dele, mesmo quando, após o interrogatório, tivemos um encontro já mais duro com ele e os Cardeais brasileiros Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Aloysio Lorscheider que me acompanharam em Roma e testemunharam a meu favor. Éramos três contra um. Devo reconhecer que ele se sentia constrangido.

Depois de um ano, recebi a solução do processo doutrinário com a deposição da cátedra de teologia, de minhas funções na Editora Vozes e a imposição de um “silêncio obsequioso” que me impedia de falar, de ensinar, de dar entrevistas e de publicar qualquer coisa. A decisão final após o interrogatório foi feita por 13 cardeais (13 para desempatar). Soube mais tarde, através de um emissário de seu secretário particular que ele, Card. Ratzinger, votou a meu favor, mas foi voto vencido. Cabe dizer que sempre que jornalistas perguntavam a ele sobre mim, respondia, com certo humor, que sou “ein frommer Theologe” (um teólogo piedoso) que um dia vai aprofundar seu verdadeiro caminho teológico.

O filme não retrata a figura fina e elegante que o caracteriza. Em certa cena, levanta a voz e quase grita, o que, me parece, totalmente inverossímil e contra seu caráter.

Apesar de estarmos agora em situações diferentes, ele Papa retirado e eu um teólogo promovido a leigo, nunca perdemos a amizade. Por seus 90 anos, ao ser organizada uma Festschrift (um livro de homenagem), na qual muitos notáveis escreveram, a pedido dele solicitaram-me que escrevesse meu testemunho a seu respeito, o que fiz, prazerosamente. A amizade é mais forte que qualquer doutrina sempre humana.

O Papa Francisco: terno, fraterno e inovador

Com referência ao Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco, diria o seguinte: Conhecemo-nos em 1972 no Colégio Máximo de San Miguel em Buenos Aires, cada um discorrendo sobre a singularidade do caminho espiritual de Santo Inácio de Loyola (ele) e o caminho espiritual de São Francisco (eu). Aí discutimos a vertente da teologia da libertação de tipo argentino (do povo silenciado e da cultura oprimida) e a nossa brasileira e peruana (sobre a injustiça social e a opressão histórica sobre os pobres e afrodescendentes). Deste encontro há uma foto que ele, desde Roma, teve a gentileza de me mandar, onde aparecemos, todo um grupo de teólogos e teólogas, a maioria não mais entre nós, alguns perseguidos e torturados pela repressão bárbara dos militares argentinos ou chilenos. Depois nos perdemos de vista.

(Ele é o terceiro da esquerda para a direita e eu o segundo da esquerda)

O Papa Francisco: teólogo da libertação integral

Soube pelo seu professor de teologia, recentemente falecido, Juan Carlos Scannone, o representante maior da teologia da libertação argentina. que Bergoglio entrou para a Ordem Jesuítica como vocação adulta (era químico antes, como aparece no filme). Entusiasmou-se logo com a teologia da libertação de viés argentino e aí mesmo fez um voto que cumpriu sempre, mesmo como cardeal de Buenos Aires: toda semana passar uma tarde ou mesmo um dia numa favela (Villa miséria), sempre sozinho, entrando nas casas e conversando com todo mundo.

Foi Superior Maior da Província dos Jesuítas da região de Buenos Aires. Jovem, era muito rigoroso. Aqui teve que enfrentar uma situação gravíssima, que carregou no coração até os dias de hoje: dois jesuítas, o padre Jalish e o padre Yorio (que conheci pessoalmente em Quilmes) viviam numa favela, apoiando os pobres e marginalizados. Quem trabalhava com o povo, como no Brasil de 1964 (e talvez também hoje sob o novo governo), seriam considerados marxistas e subversivos. Eram vigiados pelos órgãos de segurança dos militares. Bergoglio soube que seriam sequestrados com as torturas que se seguiam. Tentou salvá-los até apelando ao voto de obediência, típico de sua Ordem, no sentido de abandonarem a favela, para não serem vítimas da repressão.

Eles argumentaram de forma evangélica: “um pastor não abandona seu rebanho, seu povo; participa de seu destino; vale mais obedecer ao Deus dos pobres do que obedecer a um superior religioso”.

Efetivamente foram sequestrados e duramente torturados. Jalish se reconciliou com Bergoglio e vive na Alemanha, enquanto Yorio se sentiu abandonado e distanciou-se dele (morreu no Uruguai, anos atrás). Pude sentir sua amargura pessoal, ao mesmo tempo que procurava entender o impasse que uma autoridade religiosa, com responsabilidade, enfrenta em situações-limite. Mesmo assim, Bergoglio escondeu a muitos no Colegio Maximo de San Miguel ou os levou até a fronteira de outro país para fugirem da morte certa.

O Papa Francisco: o cuidado da Casa Comum

Ao ser eleito Papa, voltamos a nos comunicar. Sabendo que havia me ocupado intensivamente com o tema da ecologia integral, envolvendo a Casa Comum, a Mãe Terra, solicitou-me subsídios, coisa que fiz com assiduidade. Mas logo me advertiu: ”não mande os textos para o Vaticano, pois, não me serão entregues (o famoso sottosedere da Cúria: sentar em cima e esquecer) mas envie-os diretamente ao embaixador argentino junto à Santa Sé, especialmente àquele que todos os dias, bem cedo, toma o chimarrão (el mate), comigo”. Assim fiz sempre, Diz-se pr ai que na encíclica sobre o “cuidado da Casa Comum” ressoam pensamentos e textos meus. Mas a encíclica é do Papa e ele se toma a liberdade de consultar as pessoas que quiser. O mesmo fiz com textos sobre o Sínodo Panamazônico de 2019. Respondeu várias vezes agradecendo.

Ao escolher o nome de Francisco sob inspiração de seu amigo brasileiro, o Card. Dom Cláudio Hummes que lhe sussurrou o nome ao ouvido e ainda de não esquecer os pobres, ele se transformou. O rigor jesuítico se uniu com a ternura franciscana. Com os problemas internos da Cúria, a pedofilia, a corrupção financeira dentro do Banco do Vaticano é extremamente rigoroso. Contrariamente, com o povo, é visivelmente terno e fraterno.

Nenhum Papa anterior castigou tão duramente o sistema que perdeu a sensibilidade, a solidariedade com os milhões de pobres e famintos, a capacidade de chorar e que são adoradores do ídolo do dinheiro. Depredam a natureza e são anti-vida e anti-Mãe Terra. Não precisamos declarar a que sistema se refere. Sua opção pelos pobres é altissonante. Tornou-se, por suas posturas corajosas face à emergência ecológica da Terra, ao aquecimento global e à desumanização das relações humanas, um líder religioso e político. Sua voz é ouvida e respeitada pelo mundo afora.

Dois modelos de homem e dois modelos de Igreja

O propósito do filme é mostrar dois modelos de personagens religiosas e dois modelos de Igreja.

Primeiramente, mostra como ambos, Ratzinger e Bergoglio. são humanos, profundamente humanos. Nesse sentido: ambos possuem seu lado luminoso e também seu lado sombrio. O Papa Bento XVI, sua leniência com os pedófilos. Não devemos esquecer que escreveu a todos os bispos, sob sigilo pontifício que, jamais deve ser quebrado, de não entregar os padres e os bispos pedófilos aos tribunais civis. Isso desmoralizaria a instituição Igreja. Deviam, sim, confessar-se do pecado e ser transferidos para outro lugar. O Papa não se deu conta suficientemente de que não tinha a ver apenas com um pecado perdoável pela confissão. Tratava-se de um crime contra inocentes, que a justiça comum deve investigar e punir. Não se pensou nas vítimas, apenas na salvaguarda da imagem da instituição-Igreja.

O Papa Bento XVI colocou-se na esteira do João Paulo II que era, moral e doutrinariamente, conservador. Procurou relativizar o aggiornamento do Concílio Vaticano II (1962-1965). Via a Igreja como uma fortaleza sitiada por todos os lados por inimigos, vale dizer, pelos erros e desvios da modernidade. A solução que se propunha era a de voltar à grande disciplina anterior, vinda do Concílio de Trento (1545-1563) e do Concílio Vaticano I. (1869-1870). A centralidade era a ortodoxia e a sã doutrina, como se fossem as prédicas que salvassem e não as práticas. Nesta linha o Card. Joseph Ratzinger foi rigoroso: mais de 110 teólogos ou teólogas foram condenados, depostos de suas cátedras, silenciados (no Brasil Yvone Gebara e eu pessoalmente) ou de alguma forma punidos. Um deles, excelente teólogo, foi condenado sem receber nenhuma explicação. Ficou tão deprimido que pensou em suicidar-se. Só se curou quando foi à América Central a trabalhar com as comunidades eclesiais de base.

Viveu-se um inverno eclesial severo. Toda uma geração de padres foi formada nesse estilo doutrinário e com os olhos voltados ao passado, usando os símbolos do poder clerical. Igualmente, toda uma plêiade de bispos foi sagrada, mais autoridades eclesiásticas ortodoxas, que pastores no meio de seu povo.

Outro modelo de personalidade religiosa é o Papa Francisco. Ele vem do fim do mundo, de fora da velha e quase agônica cristandade europeia. Ele trouxe uma primavera para a Igreja e para o mundo da política mundial.

Primeiramente, inovou os hábitos. Ao negar-se de vestir a “mozzeta” o pequeno manto branco, cheio de brocados que os papas carregam aos ombros, símbolo do absoluto poder dos imperadores romanos pagãos, diz o filme claramente: “acabou-se o carnaval”. Sabemos que esta frase foi dita mesmo. Não aceita a cruz dourada, continua com sua cruz de ferro; rejeita o sapato vermelho (Prada) e continua com o seu velho sapato preto. Não se anuncia como Papa da Igreja, mas como bispo de Roma e, somente a partir daí, Papa da Igreja universal. Animará a Igreja não com o direito canônico, mas com o amor e com a colegialidade (consultando a comunidade dos bispos). Em sua primeira fala pública, diz “como gostaria de uma Igreja pobre para os pobres”. Não mora no palácio papal, o que seria uma ofensa ao poverello de Assis, mas numa casa de hóspedes. Come na fila como os outros e comenta, com humor: ”assim, é mais difícil que me envenenem”.

Dispensa um carro especial e um corpo de proteção pessoal. Mistura-se no meio do povo, dá as mãos a quem as estende e beija as crianças. É pai e avô querido das multidões.

Seu modelo de Igreja é o de “um hospital de campanha”, que atende a todos, sem perguntar de onde vem e qual é sua situação moral. É uma “Igreja em saída” para as periferias humanas e existenciais. Respeita os dogmas e doutrinas, mas diz claramente que prefere colocar-se vivamente diante do Jesus histórico, opta pelo encontro direto com as pessoas e enfatiza a pastoral da ternura. Insiste que Jesus veio para nos ensinar a viver o amor incondicional, a solidariedade e o perdão. Central para ele é a misericórdia infinita de Deus. Vai mais longe ao dizer: ”Deus não conhece uma condenação eterna, pois perderia para o mal. E Deus não pode perder. Sua misericórdia não conhece limites”. Por isso, chama a todos, uma vez purificados de suas maldades, para a casa que o Pai e a Mãe de bondade preparou para todos, desde toda a eternidade. Morrer é sentir-se chamado por Deus e vai-se alegremente para o Grande Encontro.

Eis outro tipo de pontificado, outro modelo de ser humano que reconhece que perdeu a paciência quando uma mulher o puxou e apertou longa e duramente sua mão. Irritado, bateu-lhe a mão por duas ou três vezes. Mas no dia seguinte pediu publicamente perdão.

Dois Papas: diferentes e complementares.

O Papa Francisco abriu sua inteira humanidade, dando-se o direito à alegria de viver, de torcer pelo seu time de estimação o San Lorenzo, de apreciar a música dos Beatles até conquistar o Papa Bento XVI a dançar um tango, impensável para um severo acadêmico alemão. Aqui aparece não o Papa, mas o homem Bergoglio que desentranha a humanidade recolhida do homem Ratzinger. Ambos são diferentes, mas se integram na dança de um tango de pessoas idosas. A vida, afinal, é uma dança.

O filme é uma bela metáfora da condição humana, de dois modos diferentes de realizar a humanidade, que não se opõem, mas se compõem e se completam, uma com a ternura e a outra com o rigor. Vale ver o filme, pois nos faz pensar e nos oferece lições de mútua escuta, de um diálogo sincero, de verdades ditas sem rebuços e de uma amizade que vai crescendo na medida em que a relação se descontrai de encontro a encontro. O perdão que um dá ao outro e o abraço final, longo e carinhoso, demonstra o humano e o espiritual presentes em cada um de nós.

Leonardo Boff é teólogo, filósofo e membro da Comissão Internacional da Carta da Terra

48 Comentários leave one →
  1. 04/01/2020 18:53

    Muito bom

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  2. 04/01/2020 19:19

    Sempre fui um fã seu, seus livros desde “Igreja, Carisma e Poder” inspiraram minha fé! E mais uma vez fui surpreendido por um texto do senhor profundo e histórico, acima de tudo esclarecedor por alguém que é de fato testemunha ocular da história Cristã contemporânea. Parabéns e Obrigado Frei Leonardo!

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  3. Marízia Costa Carmo Lippi permalink
    04/01/2020 21:23

    Sou eternamente grata ao Bom Deus pela Sua Criação, Salvação e Santificação. Este Plano Divino Perfeito do qual faço parte como pessoa por Ele criada.Sou grata à Santa Igreja pela qual tenho acesso a tanto bem. Os Papas colocados a serviço dos fiéis são sempre muito amados com os quais temos mais ou menos empatia. Confesso que o Papa Francisco me encanta muitíssimo com sua característica de simplicidade.

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  4. Ary Souza permalink
    04/01/2020 21:52

    magnífico texto! qualquer comentário meu não acrescentaria nada!

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    • Rute permalink
      05/01/2020 16:44

      Belíssimo, profundo, meigo e verdadeiro o seu texto!
      Muito obrigada!

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  5. Eduardo Marcic Neto permalink
    05/01/2020 0:53

    Não compactuo com essa linha cristã ortodoxa politizada populista marxista doutrinária prima pelo status de uma elite que desvirtuou completamente o real significado do Cristo cometendo crimes atrozes e que continua doutrianando com dogmas desvirtuados. Esse Cristo criado pela igreja é o deus mamon muito bem disfarçado para servir aos que seguem a mamon com seus templos suntuosos inspirados pelos cavaleiros templários assassinados pelo poder da igreja em conluio com à monarquia. Essa igreja está em decadência porquê porquê a muito abandonou por ter negado a humanidade o real significado do Cristo. Todos os reais estudiosos do verdadeiro CRISTO sabem muito bem que o partido político de centro que apoiou o nazismo teve apoio dos jesuítas. Essa igreja com essa farça caminha a passos largos para sua decadência final, pois não bastam ídolos e templos suntuosos e seus vendilhões. Inspirado em estudos da obra de Rudolf Steiner e Sergei Prokofieff. Cristo disse: o filho do homem não tem onde reclinar sua cabeça. Muito obrigado.

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  6. 05/01/2020 1:46

    Belo texto.
    Aproveito para fazer uma recomendação, alterar o tamanho da letra, pois está difícil de ler o escrito.

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  7. Claudeildo Tavares permalink
    05/01/2020 6:41

    Genial. Humanos, espiritualizados, profundos – todos eles três.

    Obrigado pelo texto – lido às 6 da manhã. Bom dia Leonardo Boff!

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  8. Antonio Cardoso permalink
    05/01/2020 7:04

    Obrigado Frei Boff. Vc não perde a alma franciscana.

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  9. Alberto António, ex-frade da FIMDA( fundação da Imaculada Mãe de Angola) permalink
    05/01/2020 8:08

    Obrigado Boff, pela reflexão e apreciação dos sinais da Igreja.

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  10. Sandra Aurora permalink
    05/01/2020 8:38

    Que delícia de texto. Muito obrigada

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  11. 05/01/2020 9:46

    Querido Boff, Desde a primeira vez que li esse texto, não passei dos primeiros parágrafos para responder sempre com Excelente!! Recebi de vários irmãos (irmãs) via watzapp e face. Agora li até o fim e as palavras com que posso responder e agradecer vem de uma canção de outro brasileiro muito querido, Caetano Veloso..

    “Coisa linda minha humanidade cresce
    Quando o mundo te oferece
    e enfim te das tens lugar
    promessa e felicidade, festa da vontade
    nítido farol, sinal novo sob o sol, vida mais real
    Coisa linda, lua lua lua lua
    Sol palavra danca nua, pluma tela pétala.”

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  12. 05/01/2020 9:48

    Querido Boff, Desde a primeira vez que li esse texto, não passei dos primeiros parágrafos, mas respondi sempre com a palavra Excelente!! Recebi de vários irmãos (irmãs) via watzapp e face. Agora li até o fim, e as palavras com que posso responder e agradecer vem de uma canção de outro brasileiro muito querido, Caetano Veloso..

    “Coisa linda minha humanidade cresce
    Quando o mundo te oferece
    e enfim te das tens lugar
    promessa e felicidade, festa da vontade
    nítido farol, sinal novo sob o sol, vida mais real
    Coisa linda, lua lua lua lua
    Sol palavra danca nua, pluma tela pétala.”

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  13. maria da aparecida conceição permalink
    05/01/2020 10:02

    Ah!! sempre que surge uma oportunidade de ler, ouvir, qlgumq ideia sua, meu coração se enche de alegria e gratidão! Abraços, caríssimo!

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  14. silvane mocelim permalink
    05/01/2020 10:12

    Gratidão, este filme me fez rever Bento, suas palavras reforçaram este sentimento.

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  15. David Tygel permalink
    05/01/2020 11:31

    Muito obrigado por este texto, aprofundado
    e comovente a respeito, não do filme, mas
    dos personagens e da humanidade que deles
    emana. Como sempre, analítico e acolhedor,
    seus escritos nos enriquecem. Sou compositor
    e trabalho muito com o cinema. No seu período de silêncio, estava musicando o filme
    A Igreja da Libertação, de Sílvio Da-Rin e tive
    a chance de compor uma música em sua homenagem. Obrigado.

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  16. Manoel Ribeiro Castro Sá permalink
    05/01/2020 12:38

    Não serão as duas faces do Ser humano!. Somos todos tão iquais.Basta olhar sob outra perspectiva.Bom,mau, santo, demônio, razão, emoção. Ecce Hommo…

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  17. 05/01/2020 18:30

    Lindo texto. Obrigado.

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  18. 05/01/2020 21:15

    Excelente postagem; aprendi muito!
    Quanto ao incidente da moça que puxou o Papa, podemos perdoar os dois. Não vi maldade de nenhum dos lados, talvez um pouco de imprudência ou entusiasmo mal contido da moça, que devia estar encantada com a presença dele alí ao lado e empregou um pouco de força a mais. A reação dele, em minha opinião, foi apenas um ato reflexo diante do susto do puxão. Afinal, ele é octogenário e poderia ter levado um tombo. Meus pais são idosos e já caíram várias vezes. São tratados como cristais.
    Vida longa ao Papa Francisco!!!

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  19. Angélica permalink
    05/01/2020 23:29

    Bela análise… bem isso mesmo: “pois nos faz pensar e nos oferece lições de mútua escuta, de um diálogo sincero, de verdades ditas sem rebuços e de uma amizade que vai crescendo na medida em que a relação se descontrai de encontro a encontro. O perdão que um dá ao outro e o abraço final, longo e carinhoso, demonstra o humano e o espiritual presentes em cada um de nós”.
    A única mediocridade foi colocar o close da “pateta” da Dilma.

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  20. ana maria matos permalink
    06/01/2020 4:19

    EXCELENTE TEXTO
    vou guardar para reler sempre

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  21. Marcos de Senzi permalink
    06/01/2020 7:57

    Excelente.

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  22. Zilda Pedroso permalink
    06/01/2020 11:27

    Tive oportunidade de assistir a palestras de Leonardo Boff. Sempre compromissado com suas pesquisas, como as repassa aos ouvintes e se realmente se fez entendido por eles. Assisti ao filme “Dois Papas” ( me impressionei com os diálogos e a intensidade que foram repassados) e li várias críticas sobre. Essa de Boff foi a que me representou e conseguiu exprimir o meu sentimento sobre ambos “personagens”. Parabéns a Fernando Meirelles e a Leonardo Boff pelo esclarecimento.

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  23. Edmerson permalink
    06/01/2020 12:11

    Muito bom o texto! A leveza e fluência inteligente e intelectual do Leonardo Boff nos cativa e nos faz entender a relação de respeito e complementaridade dia dois papás,tão diferentes, mas tão complementares.

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  24. 06/01/2020 13:06

    Obrigado por quebrar meu senso comum é ódio ao Cardeal Ratzinger. Obrigado, por esses 30 anos em que ignorei a humanidade e que você apaziguou.

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  25. titoprat permalink
    06/01/2020 13:37

    Adorei. Eu sempre tive essa percepção de ambos e até hoje considero Bento XVI um Papa não popular, mas que teve grandes acertos, como perceber que a idade acaba pesando e que não tinha como continuar fisica e emocionalmente com o escandalo dos pedófilos.
    Espero que o Papa Francisco, quando perceber que já não está aguentando, não deixe na mão de um subalterno e tenha a mesma coragem de Bento XVI. E, apesar de estar muito debilitado e frágil, quem sabe não teremos 3 Papas?
    Não vejo problema nisso e creio que Francisco saberá fazer tão bem como Bento XVI: tornar-se um Papa hemérito e que não de palpites no novo papado.

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  26. Eliane Cunha permalink
    06/01/2020 15:22

    Texto perfeito!! Sou muito ligada nas questões do cuidado com o planeta e tenho um livro de cabeceira: Saber Cuidar. Desde os anos 90 desenvolvo projetos de conscientização com as crianças e seus textos e os do Papa Francisco são a minha base, meu refúgio.

    Muito obrigada por compartilhar seus saberes conosco.
    Como formiguinhas vamos espalhando as sementes do bem e do cuidado.

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  27. Teresa Cristina de Azevedo Tang permalink
    06/01/2020 15:23

    Maravilhoso!

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  28. Edna Camargo Mattos permalink
    06/01/2020 21:08

    Esclarecedora e linda história dos 2 Papas. Leonardo viveu tb mtas tragedias mss nunca desistiu. Só temos a agradecer por sua atenção. Deus o ABENÇOE eternamente Edna Camargo Mattos

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  29. Brasilino Neto permalink
    06/01/2020 22:50

    Belíssimo trabalho do Teólogo Leonardo Boff. Em meu entendimento riscaria do texto apenas oito palavras que foram desnecessariamente nele inseridas. De resto, perfeito! Vale muito a leitura.e aprendizado.

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  30. Antero Luiz permalink
    07/01/2020 0:19

    Brilhante como sempre. Maior intelectual brasileiro, Boff ensina, cativa e emociona.

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  31. Telma Helena Ramos permalink
    07/01/2020 1:37

    Excelente texto!

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  32. Telma Helena Ramos permalink
    07/01/2020 1:37

    Excelente texto!

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  33. Ana Maria Silveira permalink
    07/01/2020 2:10

    Sempre admirei Leonardo Boff . Tudo que li escrito por ele me foi prazeroso.
    Só não consigo ver, neste texto, Bento XVI como descreve. Logo que assumiu o papado Bento, assim como Bolsonaro, aprontava todo dia. Agrediu verbalmente minorias, bateu de frente com uma série de comunidades fora a arrogância e a exibição da indumentária carnavalesca.
    Lembro-me que comentei com uma amiga focolarina que esse Papa não iria chegar ao final do papado o que a escandalizou. E não chegou. Sem noção.
    Ao contrário, Francisco é uma inspiração. Um orgulho. Muita alegria , sempre!!!

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  34. Cláudio Graça permalink
    07/01/2020 6:32

    Obrigado frei Leonardo por ter apaziguado a minha alma a respeito da sua condenação ao silêncio. Existem pessoas neste nundo que nunca esqueceremos da sua contribuição para a paz, o sr. é um deles.

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  35. Geraldo C Oliveira permalink
    07/01/2020 10:04

    Prezado Leonardo Boff, obrigado por me levar à reflexão. Neste encontro dos opostos Deus iluminou o caminho que os Homens de boa vontade devem seguir para pacificar o mundo. Devemos seguir este exemplo. Devemos ser pontes.

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  36. Simone permalink
    07/01/2020 12:10

    Pe. Leonardo (Me desculpe se não for essa a forma de trata-lo. Sou protestante não conheço hierarquia católica). Li todo o seu texto. Tenho muito orgulho de ter pensadores e estudiosos comprometidos com a essência do Cristianismo, o amor. Em tempos de conceitos tão confusos é muito bom ler algo com consistência, coerência e verdade.

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  37. Ligia Costa Leite permalink
    07/01/2020 12:27

    Muito Bom excelente. ja multipliquei para todos que conheço.
    Pena que nao veio a foto conjunta do encontro em Buenos Aires.

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  38. Maria Fernanda Guimarães permalink
    07/01/2020 12:43

    Cadê a foto citada?
    (Ele é o terceiro da esquerda para a direita e eu o segundo da esquerda)

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  39. 07/01/2020 17:29

    Uma beleza de filme e comentário. Nós das MISSÕES Jesuíticas dos Guaranis no RS, AR e PY, estamos muito satisfeitos com as realizações de Francisco, afinal, a grande experiência do Cristianismo na América ainda está viva e pode ser conhecida pelo mundo. Temos 7 patrimônios culturais da Humanidade esperando por vocês.
    http://www.pousadadasmissoes.com.br

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  40. Nilvânia permalink
    07/01/2020 20:43

    Gosto das palavras de Leonardo Boff. São esclarecedoras, dizem com propriedade sobre os papas que admiro. É sempre bom compreender e aprender um pouco mais sobre eles.

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  41. Maria Aparecida Carletto permalink
    08/01/2020 12:01

    Parabéns, Frei Leonardo Boff! Belo e excelente texto! Muito esclarecedor! Assisti o filme “2 Papas” 2 vezes. Seu texto complementou o meu entendimento. Como sempre, em seus textos, podemos constatar todo seu conhecimento histórico, sua sabedoria e discernimento, sua visão de mundo, suas reflexões e suas críticas tão acertivas, e principalmente, seu engajamento nas questões sociais e políticas, tão importantes e necessárias nos dias atuais. Gratidão por mais essa contribuição!

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  42. Edison dytz permalink
    09/01/2020 9:13

    Um dia almoçamos em Petrópolis, queria ver e falar pessoalmente com de inúmeros livros comprados e devorados da Vozes no centro do Rio, eles me introduziram Boff e sua teologia e Hans Kung.

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