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A doença chamada Homem

15/04/2011

Esta frase é de F. Nietzsche e quer dizer: o ser humano é um ser paradoxal, são e doente: nele vivem o santo e o assassino. Bioantropólogos, cosmólogos e outros afirmam: o ser humano é, ao mesmo tempo, sapiente e demente, anjo e demônio, dia-bólico e sim-bólico. Freud dirá que nele vigoram dois instintos básicos: um de vida que ama e enriquece a vida e outro de morte que busca a destruição e deseja matar. Importa enfatizar: nele coexistem simultaneamente as duas forças. Por isso, nossa existência não é simples mas complexa e dramática. Ora predomina a vontade de viver e então tudo irradia e cresce. Noutro momento, ganha a partida a vontade de matar e então irrompem crimes como aquele que ocorreu recentemente no Rio.

Podemos superar esta dilaceração no humano? Foi a pergunta que A. Einstein colocou numa carta de 30 de julho de 1932 a S. Freud: ”Existe a possibilidade de dirigir a evolução psíquica a ponto de tornar os seres humanos mais capazes de resistir à psicose do ódio e da destruição”? Freud respondeu realisticamente: ”Não existe a esperança de suprimir de modo direto a agressividade humana. O que podemos é percorrer vias indiretas, reforçando o princípio de vida (Eros) contra o princípio de morte(Thanatos). E termina com uma frase resignada: ”esfaimados pensamos no moinho que tão lentamente mói que poderemos morrer de fome antes de receber a farinha”. Será este o destino da espernaça?

Por que escrevo isso tudo? É em razão do tresloucado que no dia 5 abril numa escola de um bairro do Rio de Janeiro matou à bala 12 inocentes estudantes entre 13-15 anos e deixou 12 feridos. Já se fizeram um sem número de análises, foram sugeridas inúmeras medidas como a da restrição à venda de armas, de montar esquemas de segurança policial em cada escola e outras. Tudo isso tem seu sentido. Mas não se vai ao fundo da questão. A dimensão assassina, sejamos concretos e humildes, habita em cada um de nós. Temos instintos de agredir e de matar. É da condição humana, pouco importam as interpretações que lhe dermos. A sublimação e a negação desta anti-realidade não nos ajuda. Importa assumi-la e buscar formas de mantê-la sob controle e impedir que inunde a consciência, recalque o instinto de vida e assuma as rédeas da situação. Freud bem sugeria: tudo o que faz surgir laços emotivos entre os seres humanos, tudo o que civiliza, toda a educação, toda arte e toda competição pelo melhor, trabalha contra a agressão e a morte.

O crime perpretado na escola é horripilante. Nós cristãos conhecemos a matança dos inocentes ordenada por Herodes. De medo que Jesus, recém-nascido, mais tarde iria lhe arrebatar o poder, mandou matar todas as crianças nas redondezas de Belém. E os textos sagrados trazem expressões das mais comovedoras: ”Em Ramá se ouviu uma voz, muito choro e gemido: é Raquel que chora os filhos e não quer ser consolada porque os perdeu”(Mt 2,18). Algo parecido ocorreu com os familiares.

Esse fato criminoso não está isolado de nossa sociedade. Esta não tem violência. Pior. Está montada sobre estruturas permanentes de violênca. Aqui mais valem os privilégios que os direitos. Marcio Pochmann em seu Atlas Social do Brasil nos traz dados estarrecedores: 1% da população (cerca de 5 mil famílias) controlam 48% do PIB e 1% dos grandes proprietários detém 46% de todas as terras. Pode-se construir uma sociedade sem violência com estas relações injustas? Estes são aqueles que abominam falar de reforma agrária e de modificações no Código Florestal. Mais valem seus privilégios que os direitos da vida.

O fato é que em pessoas pertubadas psicologicamente, a dimensão de morte, por mil razões subjacentes, pode aflorar e dominar a personalidade. Não perde a razão. Usa-a a serviço de uma emoção distorcida. O fato mais trágico, estudado minuciosamente por Erich Fromm (Anatomia da destrutividade humana, 1975) foi o de Adolf Hittler. Desde jovem foi tomado pelo instinto de morte. No final da guerra, ao constatar a derrota, pede ao povo que destrua tudo, envene as águas, queime os solos, liquide os animais, derrube os monumentos, se mate como raça e destrua o mundo. Efetivamente ele se matou e todo os seus seguidores próximos. Era o império do princípio de morte.

Cabe a Deus julgar a subjetividade do assassino da escola de estudantes. A nós cabe condenar o que é objetivo, o crime de gravíssima perversidade e saber localizá-lo no âmbito da condição humana. E usar todas as estratégias positivas para enfrentar o Trabalho do Negativo e compeender os mecanismos que nos podem subjugar. Não conheço outra estratégia melhor do que buscar uma sociedade justa, na qual o direito, o respeito, a cooperação e a educacção e saúde para todos sejam garantidos. E o método nos foi apontado por Francisco de Assis em sua famosa oração: levar amor onde reinar o ódio, o perdão onde houver ofensa, a esperança onde grassar o desespero e a luz onde dominar as trevas. A vida cura a vida e o amor supera em nós o ódio que mata.

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23 Comentários leave one →
  1. 15/04/2011 13:10

    Adorei seu texto! Definitivo

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  2. 15/04/2011 13:15

    Como não dizer que sua colocação é acertada? De verdade o fato levantou uma questão nevrálgica em nossa sociedade. O individuo não deve ser culpado só, mas deve-se pensar na estrutura opressiva que estamos vivendo! Mas uma pergunta fica, como a pergunta de Pedro a Jesus, “para onde iremos”?

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  3. Simone Boff permalink
    15/04/2011 13:17

    É terrível admitir que temos o bem e o mal dentro de nós. Buscar em Deus para que isso não esteja mais entre nós.

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  4. 15/04/2011 13:44

    Se é SimBólico e DiaBólico é então ParaBólico.

    O ponto de mutação é ao mesmo tempo ponto de convergência.

    A sociedade dita urbana é notadamente diabolica nela as regras são inoperantes pela complexidade das relações.

    Busquemos a simplicidade, nada de grades, armas ou policia.

    A dor do outro deveria ser punição suficiente para nossos instintos.

    Se o afeto não nos re-liga ao outro então a vida em sociedade é uma farsa.

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  5. Aline Martinez Pieroni permalink
    15/04/2011 13:58

    Eminente ser humano Leonardo Boff (ou melhor, “ser cuidante”), atrevo-me a gradecer em nome da sociedade brasileira as francas, fraternas, brilhantes e iluminadoras palavras manifestadas acerca desse cruel episódio.

    Concordo com suas sábias palavras e digo que “nossas mãos também estão sujas de sangue” uma vez que depende de todos nós fazer “uso de todas as estratégias positivas para enfrentar o trabalho do negativo”. Por isso, em vez de nos tornarmos seres cuidantes, infelizmente, a grande maioria prefere se omitir de maneira acomodada, fechando os olhos aos clamores de nossos irmãos!

    Acredito na Esperança e faço minha parte em busca de uma sociedade mais justa e humana, de modo a evitar o aparecimento de mais vítimas da “doença chamada homem”.

    Um forte abraço e sou solidária a essa luta.
    Conte comigo sempre para o uso de todas as estratégias positivas.
    E que Deus continue nos abençoando com sua soberana justiça e bondade!

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  6. 15/04/2011 14:46

    A principal dificuldade do homem indivíduo é a imposição do amor ao próximo quando o coletivo pratica a iniquidade. A sociedade está passando por momentos de grandes contradições morais e confusão conceitual. Um indivíduo busca justiça até o dia em que ultrapassa o sinal vermelho e tenta dar um jeitinho para se livrar da multa, toma uma cervejinha com os amigos e dirige seu carro (arma e extensão do seu ego), coloca o carro na vaga de deficiente gozando de saúde plena, encontra um grande amigo no início da fila do banco e disfarça num papo acalorado para furar a fila.
    Acredito que esse tal de Wellington não tinha plena consciência de seus atos e cometeu um crime horroroso.
    Mas, quanto de nós, ditos “normais”, cometemos crimes ou infrações diariamente? Independentemente do grau de gravidade lesamos o próximo, ferimos a coletividade. Quantas milhares de pais choraram ou choram pela morte de seus pequenos filhos vitimados no trânsito?

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  7. Cesar permalink
    15/04/2011 15:21

    Hoje mastiguei esse texto, engoli e me foi doce como o mel…

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  8. 15/04/2011 17:05

    Em nosso Blog também temos uma reflexão neste sentido: http://cpeaunesp.org/2011/04/14/mais-do-mesmo-da-tragedia-em-realengo/

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  9. Dirceu Barquette permalink
    15/04/2011 18:20

    Muito bom texto. Porém questiono o instinto de matar do ser humano. Suponha a experiência de colocarmos um recém nascido a viver na natureza sem contato com outros da mesma espécie. Simplesmente para levar a vida, sobreviver.
    Estariam nele impregnados o egoísmo, o ódio e porque não dizer o amor? Será que não estaríamos sendo submetidos a condicionamentos frutos das razões existentes no meio que nos cerca?

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  10. 15/04/2011 23:12

    Como sempre o sr. apresenta um texto claro, profundo e reflexivo, iluminando pensamentos, apontando direções para a realização plena do ser humano.
    Obrigado!

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  11. Gilson Alves Barbosa permalink
    16/04/2011 1:50

    Sábias palavras. Com muita lucidez nos traz uma reflexão sobre a tragédia na escola no Rj, num momento em que a grande mídia nos bombardeia com análises rasas e preconceituosas sobre o acontecido. De fato tragédias desse nível tem sua gênese nas condições sociais injustas que ainda vigem em nosso país, apesar dos avanços ocorridos nos últimos anos. O problema é que a grande mídia não tem interesse em encetar um debate construtivo sobre o tema, que leve a sociedade a repensar suas atitudes e a buscar soluções que diminuam o fosso social. Infelizmente, vender tragédias e morte dão Ibope.
    Numa outra perspectiva, se a violência faz parte da condição humana, a sociedade moderna neste começo de milênio, face aos avanços tecnológicos à sua disposição (ainda que milhares de seres humanos vivam em situação de exclusão), deveria estar caminhando para um novo salto evolutivo. Entretanto, não é o que se observa. Estamos fazendo a rota contrária – involuimos dia a dia.
    Em seu livro “Tempo de Transcendência” você fala do Homo Demens, duplamente Demens. Cita Michele Federico Sciacca e seu livro “O homem está desequilibrado” – L’umo questo squilibrato no original. Estamos dementes, vivemos numa sociedade demente, onde a máxima “o homem é o lobo do homem” prevalece.Extrapolamos todos os limites de civilidade e nos curvamos ao “Deus Mercado”, este, que também atende pelo nome de consumo.
    Mas por que estamos dementes? Ou melhor o que nos tornou dementes, duplamente dementes,desequilibrados, irracionais, vis, insensíveis à miséria humana?
    Ouso a perguntar: mestre e companheiros de viagem, numa visão mais holística será que estamos dementes e desequilibrados por que perdemos a ligação com a natureza, com a espiritualidade, com essa força invisível a que chamamos Deus e que tudo permea? Onde encontrar novamente o liame?

    Abraços Gilson

    Em tempo: Mestre LB : quis ler o livro “O homem está desequilibrado” do M.F. Sciacca, porém pesquisando somente encontrei a versão original em italiano e outra em espanhol. Existe tradução para o português?

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    • 18/04/2011 19:24

      Gilson,
      Concordo com vc que a raiz ultima de nossa violência é a perda da conexão com o Todo,uns com os outros e com a Ultima Realidade. Vivemos solitários porque nos exilamos da Mãe Terra e nos colocamos acima de todos os demais seres ao inves de estar junto e ao pé deles, ja que formamos a grande comunidade de vida e a comunidade terrenal.

      Respatar nossa pertença ao Todo e sentindo-nos em comunhão com todas as coisas é uma das condições de superação da crise de civilização na qual sofremos.
      um abraço
      lboff

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  12. Adriano Braz dos Santos Albertini permalink
    16/04/2011 7:08

    Pois é Frei Boff, este nosso Francesco citado também disse um dia : Houve um tempo em que eu acreditei em palavras

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  13. YGOR SANTAMARIA permalink
    17/04/2011 3:52

    Certa vez um velho sábio falava de seus conflitos internos: “Dentro de mim existem 2 cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e amigo. Os 2 vivem sempre brigando…” Então um jovem lhe perguntou:
    ” E qual dos cachorros ganha a briga?”
    O sábio parou, refletiu e respondeu: ”
    Aquele que eu alimentar…”
    a partir do momento que vc é dono da sua vida, vc é responsavel por ela, doenças, vem, doenças vão, quer estar no controle, respeite,aprenda e absorva, vc é dono do seu destino!!!
    patologias, são suas responsabilidades!!

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  14. YGOR SANTAMARIA permalink
    17/04/2011 3:57

    sr. leonardo boff,aprendi com o sr. a respeitar, ouvir, acreditar até o ultimo momento no homem!!mas ,somos responsáveis pelo nosso destino, e pelo destino de quem está, ao nosso lado,mas a sapiencia, só vem daquele que sabe ouvir, sabe ficar calado, sabe entender, te juro que estou nesse caminho, se deus quiser, um dia terei essas virtudes!!!
    mas o destino esta ,em nossas mãos, poucos são aqueles que não conseguem enxergar o mundo como esta!!

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  15. Ana Lucia dos Santos Pinto Cipriano permalink
    20/04/2011 13:56

    Obrigada!

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  16. Raúl Alfonso permalink
    22/04/2011 22:08

    Querido Leonardo, ayer le escribía a una amiga sobre este tema de la vida o la muerte, apartir de la súbita enfermedad casi mortal de su padre y me salió este que espero sume a esta finitud que nos duele y aqueja del mal, la violencia, el dolor, el sufrimiento de los inocentes, la avaricia de los poderosos, tanta injusticia y a la vez tanta belleza , bondad, que alguna vez recibi en tu bendita tierra de manos de una humilde mujer convidandonos unos macarroncinhos a unos jóvenes hambrientos, hippies , tanto corazón de su parte y otras en Lopolgina fuimos presos por dejar los documentos olvidadeso en una pension y nos salvó otro brasilero preso diciendo “argnetinos boa gente” y en medio de esas rejas injustas, ellos compartieron su polenta blanca, su cobija. ¿Porqué me preguntó ahora unos nos atacaron, encerraron sin justo motivo y otros nos protegieron, alimentaron…será para qué se manifieste y nos cayeramos del caballo de nuestros jóvenes sueños y autoafirmaciones omnipotenes de aquella época.? Perdón pero creo que estamos ignorando o teniendo poca Fe en el Dios Vivo Señor de la Vida, atravezada incomprensiblemente por la muerte. Pero les comparto el correo que recibí y le envié El 20 de abril de 2011 18:44, solange escribió:
    “Tengo a mi padre muy grave, entre la vida y la muerte, les pido que se unan a mí en una cadena de oración por “un milagro” para que pueda permanecer en este mundo un poco más de tiempo…
    Ya sea a traves de sus oraciones o simplemente otorgandole la fuerza de la energia llamada “Amor”…

    Gracias, les quiere su amiga Solange…

    Gracias Solange por compartir tu dolor con nosotros, no cualquiera lo hace, es muy valiente de tu ser esta entrega y este pedido de Oración que desde ya contá con nosotros por el “miraclo”.
    Solange con la confianza y cariño y quererte bien, muy bien , a vos y a toda tu familia me salió este sentimiento que quizá nos ayude a vos y a todos, pues a todas y todos nos araña este misterio de la vida, la muerte, el mal , el bien.
    Siempre creemos que la jugada es entre la vida y la muerte, y más justo en semana santa para nosotros los cristianos pero también es semejante en otras religiones y caminos se demuestra lo contrario que la muerte es una etapa en nuestra vida, es justamente La Pascua, el Paso pero integrado a la VIDA no separado, formando una misma historia con nuestra Vida y la de todos los seres vivos materiales en este planeta.
    El Misterio de la Muerte toca y así lo quizo el Creador yo creo con nuestra última y radical impotencia donde sólo un milagro , como vos decis puede torcer la voluntad de Dios y Él en su Amor siempre nos escucha, el tema es que quiere y busca lo mejor SIEMPRE y ahí está devuelta nuestra pequeñisima cosmovisión fragmentada que no nos deja ver todo el BOSQUE, la TOTALIDAD de la INMENSIDAD DE LA VIDA EN SUS MULTIPLES, Bellísimas E INFINITAS MANIFESTACIONES .
    Nos llega muy fragmentado el MISTERIO DE LA VIDA, que incluye éste capítulo titulado muerte pero que no es EN ABSOLUTO EN CONTRA DE LA VIDA, pues para nosotros ya existe en la naturaleza la METAMORFOSIS y en nuestra religión o espiritualidad la RESURRECCIÓN vive como misterio presente y actuante, como el horizonte que hasta que no vas avanzando no ves más allá y nadie te la puede contar existencialmente, cada una y uno debemos avanzar hacia esta meta , camino , profundidad de ser en el Ser, amar en el Amado que tiene la llave del Huerto y sólo El nos la puede abrir desde dentro .
    Este Paso que atravesamos con vos nos desafía de nuevo, gracias a Dios , a tener FE , a comfiar en serio en su Amor hacia su creación, no es una casualidad todo esto , es El , sumergido en esa Realidad trascendente y cosmoteandrica, junto a la Madre Tierra y a los demás en lugar de servirnos de El , de Ella y los demás como nos tiene esclavizados y anestesiado s este sistema, status quo, o como queramos llamarlo .
    Este Paso que atravezamos, como Moisés en medio del mar rojo, como un niña por el cuello uterino de su madre para salir a la “vida”, si ya estaba viva desde hace 9 meses , en todo caso saldría al “exterior”, siempre las palabras son limitadas por eso en este instante eterno va y siente todo nuestro amor hacia tu papá , vos y vuestra familia que es la nuestra , vayan nuestras lagrimas y alegría por su vida, sus entregas , tu existencia y todo lo que hizo y seguirá haciendo Dios sabe dónde y en vos Padre/Madre depositamos este hermano , que tu Espíritu lo llene de tu Amor , el mismo de JesuCristo que se entrega y se abre paso pasando por el dolor y la muerte para que nos llenemos de Vida Eterna , la Vida Crística de los hijos en el Hijo , en la Madre Tierra amada y ésta historia que nos toca vivir cada día , con los que nos rodean , con sus opacidades y transparencias , tibiezas , fuegos y frialdades , Nos toca a nosotras y nosotros elegir el camino . t
    tu hermano raúl y de todas y todos, de toda y Todo
    confiando en el amor
    Hasta la próxima Leonardo gracias , espero encontrarte un día de éstos,en el Camino de la Vida, desde Tandil, Argentina

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  17. Francisco permalink
    22/04/2011 23:22

    Esse acontecimento foi uma uma tragédia completa, para ambos os lados. Talvez a única palavra que caiba no meio desse destruição de mundos seja a palavra compaixão. Onde houver compaixão, que ela os alcance.

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  18. Maria Cristina Zenelatti permalink
    15/08/2011 23:00

    Ter a felicidade e a facilidade de ter acesso aos seus escritos para mim é uma bálsamo que alimenta e perfuma! Parabéns. Cristina Coluccini – 15/08/2011

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  19. Osvaldo Cardoner permalink
    10/01/2014 14:51

    A crueldade das pessoas nos assusta?

    Freud afirmava que para viver em sociedade o homem teria que renunciar aos seus impulsos naturais (isto é, não poder fazer tudo aquilo que deseja, quando e como quiser), criando, desta maneira, uma tensão constante entre os interesses pessoais e as exigências da cultura.
    Por outro lado, durante o desenvolvimento da criança surgem componentes cruéis, o que faz com que tais elementos façam parte da constituição de qualquer ser humano.

    A agressividade é uma qualidade natural, humana ou animal, que tem a função de defesa diante dos perigos enfrentados e dos ataques recebidos. É consequência da evolução.

    A violência nos relacionamentos humanos, a agressividade desequilibrada, fora das situações de perigo, é uma reação ao sentimento interior de frustração, de carência, de incapacidade de amar, que desencadeia comportamentos destrutivos, diante da privação ou impossibilidade de satisfazer nossas necessidades naturais e atingir nossas motivações.

    Quem achar que o mundo é cada vez mais cruel está muito enganado, desconhece a história da Idade Média (séculos V até XV) e séculos posteriores. Nunca houve maior crueldade que durante a inquisição (promovida pela Igreja), a colonização ibérica da América e o tráfico de escravos (apoiado e incentivado pela igreja). Pode ter havido igual, mas nunca maior.

    As pessoas que aparecem nas fotos abaixo são pessoas comuns, formam família, tem uma religião, muitos podem ser bons pais e maridos. A sociedade os considera “pessoas de bem”, desde que não tenham “roubado ou matado” seus semelhantes (humanos), mesmo que tenham “provocado” a desgraça, a fome e/ou a morte destes, na procura do seu próprio beneficio (geralmente financeiro).

    Mesmo nações, exemplo de democracia e de defesa dos Direitos Humanos, cometem “legitimamente” crimes bárbaros.

    Vejamos as fotos:

    http://olavosaldanha.wordpress.com/o-homem-contra-a-natureza/

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