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Estes não são seres humanos, nossos irmãos e irmãs?

03/09/2015

O grau de civilização e de espírito humanitário de uma sociedade se mede pela forma como ela acolhe e convive com os diferentes. Sob este aspecto a Europa nos oferece um exemplo lastimável que beira à barbárie. O menino sírio de 3-4 anos afogado na praia da Turquia simboliza o naufrágio da própria Europa. Ela sempre teve dificuldades de aceitar e de conviover com os “outros”.

Geralmente a estratégia era e continua sendo esta: ou marginaliza o outro, ou o submete ou o incorpora ou o destrói. Assim ocorreu no processo de expansão colonial na Africa, na Asia e principalmnete na América Latina. Chegou a destruir etnias inteiras como aquela do Haiti e no México.

O limite maior da cultura européia ocidental é sua arrogância que se revela na pretensão de ser a mais elevada do mundo, de ter a melhor forma de governo (a democracia), a melhor consciência dos direitos, a criadora da filosofia e da tecnociência e, como se isso não bastasse, ser a portadora da única religião verdadeira: o cristianismo. Resquícios desta soberba aparece ainda no Preâmbulo da Constituição da União Européia. Aí se afirma singelamente:

“O continente europeu é portador de civilização, que seus habitantes a habitaram desde o início da humanidade em suecessivas etapas e que no decorrer dos séculos desenvolveram valores, base para o humanismo: igualdade dos seres humanos, liberdade e o valor da razão…”

Esta visão é somente em parte verdadeira. Ela esquece as frequentes violações destes direitos, as catástrofes que criou com ideologias totalitárias, guerras devastadoras, colonialismo impiedoso e imperialismo feroz que subjudaram e inviabilizaram inteiras culturas na Africa e na América Latina em contraste frontal com os valores que proclama. A situação dramática do mundo atual e as levas de refugiados vindos dos países mediterrâneos se deve, em grande parte, ao tipo de globalização que ela apoia, pois configura, em termos concretos, uma espécie de ocidentalização tardia do mundo, muito mais que uma verdadeira planetização.

Este é o pano de fundo que nos permite entender as ambiguidades e as resistências da maioria dos países europeus em acolher os refugiados e imigrantes que vêm dos países do norte da Africa e do Oriente Médio, fugindo do terror da guerra, em grande parte, provocada pelas intervenções dos ocidentais (NATO) e especialmente pela política imperial norteamericana.

Segundo dados o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) somente neste ano 60 milhões de pessoas se viram forçadas a abandonar seus lares. Só o conflito sírio provocou 4 milhões de desalojados. Os países que mais acolhem estas vítimas são o Líbano com mais de um milhão de pessoas (1,1 milhão) e a Turquia (1,8 milhões).

Agora esses milhares buscam um pouco de paz na Europa. Somente neste ano cruzaram o Mediterrâneo cerca de 300.000 pessoas entre imigrantes e refugiados. E o número cresce dia a dia. A recepção é carregada de má vontade, despertando na população de ideologias fascistóides e xenófobas, manifestações que revelam grande insensibilidade e até inumanidade. Foi somente depois da tragédia da ilha de Lampedusa, ao sul da Itália, quando se afogaram 700 pesoas em abril de 2014 que se colocou em marcha uma operação Mare Nostrum com a missão de rastrear possíveis naufrágios.

A acolhida é cheia de percalços, especialmente, por parte da Espanha e da Inglaterra. A mais mais aberta e hospitaleira, apesar dos ataques que se fazem aos acampamentos dos refugiados, tem sido a Alemanha. O governo filo-fascista de Viktor Orbán da Hungria declarou guerra aos refugiados. Tomou uma medida de grande barbárie: mandou construir uma cerca de arame farpado de quatro metros altura ao longo de toda fronteira com a Sérbia, para impedir a chegada dos que vêm do Oriente Médio. Os governos da Eslováquia e da Polônia declararam que somente aceitariam refugiados cristãos.

Estas são medidas criminosas. Todos estes sofredores não são humanos, não são nossos irmãos e irmãs?  Kant foi um dos primeiros a propor uma República Mundial (Weltrepublik) em seu último livro A paz perpétua. Dizia que a primeira virtude desta república deveria ser a hospitalidade como direito de todos e dever para todos, pois todos somos filhos da Terra.

Ora, isso está sendo negado vergonhosamente pelos membros da Comunidade Européia. A tradição judeo-cristã sempre afirmou: quem acolhe o estrangeiro, está hospedando anonimamente Deus. Valham as palavras da física quântica que melhor escreveu sobre a inteligência espiritual – Danah Zohar: ” A verdade é que nós e os outros somos um só, que não há separatividade, que nós e o ‘estranho’ somos aspectos da única e mesma vida”(QS:consciência espiritual, Record 2002, p. 219). Como seria diferente o trágico destino dos refugiados se estas palavras fossem vividas com paixão e compaixão.

Leonardo Boff escreveu Hospitalidade:direito e dever de todos, Vozes 2005.

 

45 Comentários leave one →
  1. Marly permalink
    04/09/2015 0:19

    Belo texto, bela reflexão…

  2. 04/09/2015 0:36

    E a maioria das religiões cristãs consideram que o ser humano foi criado a imagem e semelhança de Deus. E apenas retórica e uma forma de manter rebanho dominado, subserviente e conformado? Enquanto isto os aproveitadores tiram proveito e dominam econômica e literalmente o mundo.

    • 04/09/2015 9:19

      pior. boa parte dos cristãos que conheço – e sou crente, de igreja batista – acha que não tem que fazer nada, não é importante lutar contra isso, pois é ‘vontade de Deus’

      • 05/09/2015 19:07

        Amarrais, Jesus disse :”dai-lhe vós mesmos de comer” “tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber..” Deus não tem braços, a não ser os nossos”. lboff

    • 04/09/2015 12:00

      Assim como li com interesse o texto do eminente Teólogo/Filósofo Leonardo Boff, com o mesmo respeito li as considerações da Sra. Ligia Veras Valadares. Confesso que a reflexão da Senhora me deixou intrigado.
      1) Se bem entendi, ela crê que ensinar a origem divina da Humanidade é razão bastante para aprisionar o senso de liberdade do Homem, uma impostura.
      2) No entender da Senhora, “os aproveitadores” são uma outra classe de pessoas, que não os cristãos (!).
      Convido a Senhora Ligia Veras Valadares a meditar sobre a possibilidade de os “aproveitadores” serem encontrados nas mais variadas culturas, credos e, por que não (infelizmente), também entre cristãos – maus cristãos. Assim, nós corremos o grande risco de sermos contados entre estes que tanto mal acrescentam à história do Homem em sua aventura por este Mundo.
      Não, prezada Senhora, nós não estamos a engambelar ninguém, com o nosso ensino acerca da origem divina da Humanidade.

  3. 04/09/2015 1:58

    Texto irretocável. Se pudesse, imprimia e emoldurava num quadro.

  4. 04/09/2015 8:44

    AMEN…

  5. Jackson Rodrigues Ferreira permalink
    04/09/2015 8:52

    A europa eos americanos (governos) são tão desumanos e crueis que seu filho bastardo E.I (estado Islâmico) os representam.

  6. 04/09/2015 9:17

    Republicou isso em Tudo que façoe comentado:
    Leonardo Boff, sempre incrível

  7. Fernanda Souza permalink
    04/09/2015 9:32

    Irretocável Frei Leonardo, como tudo o que o senhor diz. Devo ainda acrescentar que chamou-me atenção o senhor ter se referido à física quântica. Então deduzo que assim como o senhor aceita a física quântica tb.poderá ser que aceite a reencarnação, e se assim for ,o senhor saberá que, aqueles que têm dificuldades em aceitar o outro e suas diferenças , numa próxima vida provavelmente reencarnarão na pele daquelas mesmas pessoas e lugares que eles tanto abominam, e aí então aprenderão o que é ser massacrado porque nasceu despossuído, perseguido e vilipendiado por ser pobre, negro , pertencer a tal ou tal raça , e por aí vai….
    Um grande abraço,

  8. 04/09/2015 10:30

    É muito triste, ver como os mais ricos, distribuem os bens da Terra, e monopolizam as ¨***Bençãos de DEUS***

  9. mariorealdiretor permalink
    04/09/2015 10:47

    Frei, seria interessante também refletir também, sobre o que nós como nação, sobre o que o Brasil poderia oferecer para estes fugitivos e despatriados.
    Temos muito espaço para acolher, mas precisamos de gestores comprometidos com o jogo de fato e não apenas com as “fotos e luzes”.
    Veja que os haitianos são “internados” na marra pelo PT do Acre e enviados a “forceps” caem em SP no colo da Igreja Católica que age, que não se desvia dos irmãos necessitados .
    Assim, onde está a fraternidade brasileira ?
    Porque em nosso país o des.governo se cala diante desta crise humana ?
    Poderíamos acolher ao menos 2000 famílias sírias por ano ?
    Não são só os europeus os demandados, é o mundo todo !

  10. José Variani permalink
    04/09/2015 11:33

    … religião verdadeira? A única religião “verdadeira” da Europa Ocidental é a especulação e o único deus é o dinheiro.

  11. André de Barros Pinto permalink
    04/09/2015 12:51

    Estimado Leonardo,
    Mutio bom texto, mas esperava que fosse feita alguma referência a uma “mea culpa” do povo e governo brasileiro, que tem em sua origem uma expressiva imigração sírio e libanesa. É a nação com maior número de imigrantes dessa região, com o maior número de representantes nos três poderes descentes dessa região, etc. Nenhum desses descendentes, governantes, entidades civis, em momento algum, que eu tenha visto, fez alguma referência ou sequer pediu uma intervenção do governo brasileiro para ajuda humanitária. Não estou falando ainda, em pedidos de ajuda a imigração, o que seria natural do governo brasileiro oferecer, pelo passado que nos uni, estou falando somente em ajuda humanitária. Sabe porque a colonia não se manifesta? Porque estes excluídos do momento, são muçulmanos, os mesmos que os explusaram de suas terras num passado não muito longinquo. Como sempre a religião separando povos e não os unindo. Povos aos quais descendemos todos, no Ocidente moderno, mas ficamos nas mesmices das religiões e seus dógmas. Gostaria muito que você fosse o catalizador da esperança da união. Um forte abraço (desculpe o texto continuo… estou no meio da rua… na capital do império) Abração
    André de Barros Pinto, Alto da Boa Vista – Rio – USA-DC

    • 05/09/2015 18:57

      André, o Brasil tem ajudado financeiramente os organismos de ajuda aos refugiados do Oriente Médio. So no ano passado aacolheu cerca de dos mil sírios e já se prontificou junto à ONU a receber mais. Essas coisas não saem nos jornalões que poderiam dar alguma notoriedade àqueles que eles combatem. lb

  12. 04/09/2015 14:08

    Esse Leonardo Boff…é mais um responsável pelo êxodo no mundo…pois eles faz parte de um grupo de pessoas que incita e divide as pessoas no mundo…e no Brasil ..só neste texto dele fez várias acusações e intrigas…é especialidade dele…nós vamos ter que levar a verdade para libertar o povo destes psicopatas..eles… é que estão colocando o mundo em conflito…para tira proveito para suas vidas boas..em prejuízo da maioria decente ordeira responsável e trabalhadora do mundo…eles pretendem dominar o mundo só para eles..e vem com discursos bonitos,más enganosos…

    • 05/09/2015 18:54

      Eziomir, vc é um alienado total e injuria quem procura defender as vítimas. Que vc faz para aliviar o sofrimento humano? Suas críticas injuriosas, para não dizer mentirosas, ajudam a quem? Se não conhece bem a situação, informe-se ou cale-se.
      lboff

      • Genivaldo permalink
        08/09/2015 18:28

        Sr.Leonardo Boff…Por favor ,não sofra com comentários dos alienados pela mídia brasileira.Eles são dignos de pena.Mas ainda dignos de pena ,temos que tomar cuidado pois o que eles fazem é reverberar o que que ouvem diuturnamente nas Vejas e CBNs da vida.

    • Edgar Rocha permalink
      08/09/2015 0:59

      Tem razão, Eziomir. Nesta hora, me lembro de um cara que disse uma vez que veio ao mundo separar o joio do trigo. Pode isso?! Acho que o Boff tá do lado dele. Sendo assim, posso supor que você seja um joio. Olha, nada contra. Mas, quem tem peninha do joio não pode colher trigo. Vai morrer de fome. Esta gente que foge da guerra, que quer a paz, é o trigo do mundo. Se a Europa prefere joio, vai pra lá e dá seu lugar. Tenho certeza que o espaço inútil de sua moita abrigaria uma família inteira de sírios.
      Admiro sua paciência, sr. Leonardo.

  13. marcio ramos permalink
    04/09/2015 14:58

    … cade o povo na rua exigindo mudanças de seus governantes? Ninguem quer sair do confortinho do lar, mas tem o quartinho do fundo pra refugiado alugar…

  14. 04/09/2015 16:15

    Republicou isso em Paulosisinno's Bloge comentado:
    De Leonardo Boff: “O grau de civilização e de espírito humanitário de uma sociedade se mede pela forma como ela acolhe e convive com os diferentes. Sob este aspecto a Europa nos oferece um exemplo lastimável que beira à barbárie. O menino sírio de 3-4 anos afogado na praia da Turquia simboliza o naufrágio da própria Europa. Ela sempre teve dificuldades de aceitar e de conviver com os “outros”.
    Geralmente a estratégia era e continua sendo esta: ou marginaliza o outro, ou o submete ou o incorpora ou o destrói. Assim ocorreu no processo de expansão colonial na Africa, na Asia e principalmente na América Latina. Chegou a destruir etnias inteiras como aquela do Haiti e no México. [continua]”

  15. adriano permalink
    04/09/2015 16:21

    Para relembrar e reforçar as palavras do Frei:

    Presidente da França reconhece massacre de argelinos em 1961
    quarta-feira, 17 de outubro de 2012 19:13 BRT

    PARIS, 17 Out (Reuters) – O presidente francês, François Hollande, reconheceu nesta quarta-feira o massacre de argelinos durante uma marcha pela independência em Paris em 1961, pondo fim a décadas de silêncio oficial sobre um dos capítulos mais escuros da história francesa no pós-guerra.

    É a primeira vez que um presidente francês aceita publicamente que ocorreu a matança, da qual não há um número oficial de vítimas, já que os arquivos policiais foram fechados ao público.

    Quando a luta pela independência argelina chegou à França, o então chefe da polícia de Paris, Maurice Papon, ordenou uma drástica ofensiva contra milhares de manifestantes que haviam desafiado um toque de recolher.

    “Em 17 de outubro de 1961, argelinos que protestavam pela independência foram assassinados em uma sangrenta repressão. A República reconhece esses acontecimentos”, disse Hollande em comunicado. “Rendo homenagem às vítimas 51 anos depois”, acrescentou.

    O massacre tem sido amplamente estudado por historiadores, que afirmam que mais de 200 pessoas morreram no episódio mais fatídico de uso da força por parte das autoridades francesas desde que a polícia ajudou a buscar e deter milhares de judeus e outras minorias durante a ocupação nazista de 1940 e 1945.

    http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE89G09D20121017

  16. José Alamiro Andrade Silva permalink
    04/09/2015 18:18

    Agradeço, Leonardo, suas considerações. Não nos esqueçamos dos filmes de Far West, ou os livros de Winitou, onde os peles vermelhas, os sioux, são animais de caça para o invasor inglês. Ainda hoje continuam sendo tratados como animais de visitação nos parques indígenas dos Estados Unidos. Lamentavelmente toda as três Américas, não apenas a Latina, estão envolvidas na mesma tragédia provocada por europeus. O papa Francisco, graças a Deus, é um fiador da esperança de que tudo isso pode mudar para melhor.

  17. Luciano Di Natale permalink
    04/09/2015 19:30

    Concordo,amigo Leonardo Boff!

  18. 04/09/2015 23:54

    O grau de civilização e de espírito humanitário de uma sociedade se mede pela forma como ela acolhe e convive com os diferentes. Sob este aspecto a Europa nos oferece um exemplo lastimável que beira à barbárie  

  19. alex permalink
    05/09/2015 3:05

    O que eu acho estranho é os refugiados quererem vir para a Europa, é equivalente a uma criança querer ir dormir a casa do papão.

  20. Jose Francisco Medeiros permalink
    05/09/2015 9:24

    Date: Fri, 4 Sep 2015 02:52:04 +0000 To: medeiroscnl@hotmail.com

  21. Jose Francisco Medeiros permalink
    05/09/2015 9:24

    From: medeiroscnl@hotmail.com To: comment+eytf020_4upucnlh7r2ur7a@comment.wordpress.com Subject: RE: [Novo post] Estes não são seres humanos, nossos irmãos e irmãs? Date: Sat, 5 Sep 2015 09:24:03 -0300

    Date: Fri, 4 Sep 2015 02:52:04 +0000 To: medeiroscnl@hotmail.com

  22. 06/09/2015 1:37

    Frei, disse que a Alemanha tem sido a mais acolhedora. Nada comentou da Suécia.

  23. Edmar Ferreira Ferraz permalink
    06/09/2015 11:30

    Excelente texto: ninguém é melhor que ninguém. Não importa a nacionalidade, religião, cor da pele, opção sexual, tamanho do patrimonio ou grau de instrução: todo ser humano tem os mesmos direitos fundamentais, bem como deveres. Compaixão, solidariedade e consciência cidadã são cultivados, aprendidos, ensinados, treinados: ninguém nasce pleno de virtudes nem de defeitos.

    Ou a humanidade se converte enquanto há tempo, ou sofreremos muito com os conflitos que só se agravam e se espalham pelo mundo. Gostaria de lembrar e sugerir a reflexão sobre o episódio bíblico do castigo de Sodoma e Gomorra: ao contrário do que a maioria pensa e ensina sobre esta passagem, o texto não se refere ao castigo dado ao povo daquele lugar por causa đe pecados sexuais ou devassidão, mas por causa da terrível falta de hospitalidade e violências múltiplas com que aquela gente tratava os estrangeiros, os que estavam de passagem.

    Não quero dizer e nem acredito na figura de um Deus castigador e justiceiro implacável: apenas recorro a um texto muito antigo para refletir sobre os acontecimentos de hoje em dia. Afinal, a toda ação corresponde uma reação de igual intensidade e de sentido contrário.

  24. 06/09/2015 11:32

    Republicou isso em luveredase comentado:
    A tradição judeo-cristã sempre afirmou: quem acolhe o estrangeiro, está hospedando anonimamente Deus. Valham as palavras da física quântica que melhor escreveu sobre a inteligência espiritual – Danah Zohar: ” A verdade é que nós e os outros somos um só, que não há separatividade, que nós e o ‘estranho’ somos aspectos da única e mesma vida”(QS:consciência espiritual, Record 2002, p. 219). Como seria diferente o trágico destino dos refugiados se estas palavras fossem vividas com paixão e compaixão.

    Leonardo Boff escreveu Hospitalidade:direito e dever de todos, Vozes 2005.

  25. 06/09/2015 20:35

    Um texto lindo, que fala a verdade da situação das pessoas que vivem em função do capitalismo , valorizando posição Social, status, riqueza… Enquanto que existe uma diferença gritante entre SER e TER, sempre falam a sociedade ensinou seus filhos a terem e usam a religião como escudo para esconder sua tirania, suas maldades, suas ignorância e sua pequenez de sabedoria. pois para mim ser cristão é seguir os princípios Bíblicos e pregar o amor entre todos os seres humanos, o que está acontecendo é uma barbárie com essas pessoa que estão sofrendo em seu próprio País com o domínio de estrangeiros, isso tem que acabar!!!

  26. 06/09/2015 20:40

    Republicou isso em taniadocarmoportella.

  27. Jacemar Cristina Rocha da Costa permalink
    08/09/2015 18:57

    Ok, por que motivo não haveria interferência mundial sobre estes países que expulsam seus filhos da terra?

    • 19/02/2016 22:18

      dinheiro. repare: iraque tinha armas de destruição em massa, EUA ataca e descobre que eram apenas tanques de papelão.
      coréia do norte se tornando uma potência nuclear, realizando testes e deixando os japoneses em alerta… e EUA faz nada… por que? não tem petróleo na coréia…

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