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O capitalismo será derrotado pela Terra

27/11/2015

Há um fato incontestável e desolador: o capitalismo como modo de produção e sua ideologia política, o neoliberalismo, se sedimentaram globalmente de forma tão consistente que parece tornar qualquer alternativa real inviável. De fato, ele ocupou todos os espaços e alinhou praticamente todos os países a seus interesses globais. Depois que a sociedade passou a ser de mercado e tudo virou oportunidade de ganho, até as coisas mais sagradas como órgãos humanos, água e a capacidade de polinização das flores, os chefes de Estados, em sua grande parte, são forçados a gerir a macroeconomia globalmente integrada e menos atender ao bem comum de seu povo.

O socialismo democrático em sua versão avançada de eco-socialismo representa uma opção teórica importante, mas com pouca base social mundial de implementação. A tese de Rosa Luxemburgo em seu livro Reforma ou Revolução de que “a teoria do colapso capitalista é o cerne do socialismo científico” não se verificou. E o socialismo, na sua pior forma como ditadura do Estado, ruiu.

A fúria da acumulação capitalista alcançou os níveis mais altos de sua história. Praticamente 1% da população rica mundial controla cerca de 90% de todas as riquezas. 85 opulentos, conforme a séria ONG Oxfam Intermon, de 2014, têm dinheiro igual a 3,5 bilhões de pobres do mundo. O grau de irracionalidade e também de desumanidade do sistema falam por si. Vivemos tempos de explícita barbárie.

As crises conjunturais do sistema ocorriam até agora nas economias periféricas. Mas a partir de 2007/2008 a grande crise explodiu no coração nos países centrais, nos EUA e na Europa. Tudo parece indicar que se trata não de uma crise conjuntural, sempre superável, mas desta vez, de uma crise sistêmica, pondo fim à capacidade de reprodução do capitalismo. As saídas encontradas pelos países que hegemonizam o processo mundial são sempre da mesma natureza: mais do mesmo. Vale dizer, continuar com a exploração ilimitada dos bens e serviços naturais, orientando-se por uma medida claramente material (e materialista) que é o PIB. Ai dos países cujo PIB não cresce cada ano. Condenam-se à falência, com consequências sociais desastrosas.

Esse crescimento piora  o estado da Terra, diminuindo ainda mais o que resta de sua reserva biótica O preço das tentativas de manter e de aumentar o crescimento é, aquilo que seus corifeus chamam de “externalidades” ( o que não entra na contabilidade dos negócios). Elas são fundamentalmente duas: uma degradante injustiça social com níveis altos de desemprego e crescente desigualdade; e uma ameaçadora injustiça ecológica com a degradação de inteiros ecossistema, erosão da biodiversidade (com o desaparecimento entre 30-100 mil espécies de seres vivos, por ano, segundo dados do biólogo E. Wilson), crescente aquecimento global, escassez de água potável e insustentabilidade geral do sistema-vida e do sistema-Terra.

Estas duas injunções estão pondo de joelhos o sistema capitalista. Se ele quisesse universalizar o bem-estar que propicia aos países ricos, precisaríamos, pelo menos, de três Terras iguais a esta que dispomos, o que evidentemente é impossível. O nível de exploração das “bondades da natureza” como são chamados pelos andinos os bens e serviços naturais são de tal ordem que em setembro deste ano se verificou “o dia da ultrapassagem” (the Earth overshoot Day). Em outras palavras, a Terra não possui mais a capacidade, por si mesma, de atender as demandas humanas. Ela precisa de um ano e meio para repor o que lhe subtraímos durante um ano. Ela se tornou perigosamente insustentável. Ou refreamos voracidade da acumulação de riqueza e de consumo para permitir que ela descanse e se refaça ou devemos nos preparar para o pior.

Por se tratar de uma super-Ente vivo (Gaia), limitado, com escassez de bens e serviços e agora doente, mas sempre combinando todos os fatores garantindo as bases físicas, químicas e ecológicas para reprodução da vida, tal processo de degradação despropositada pode impossibitar a reprodução do sistema e  gerar um colapso ecológico-social de proporções dantescas.

A consequência seria que a Terra teria derrotado definitivamente o sistema do capital, subtraindo-lhe a capacidade de se reproduzir junto com sua cultura materialista de consumo ilimitado e individualista. O que não temos conseguido historicamente por processos histórico-sociais alternativos (era o propósito do socialismo), o conseguirão a natureza e a Terra. Esta, na verdade, se livraria de uma célula cancerígena que está ameaçando de metástase todo o organismo de Gaia.

Nesse entretempo a nós cabe a tarefa de desde dentro do sistema, alargar as brechas, explorar todas as suas contradições para garantir especialmente aos mais humildes da Terra o essencial para sua subsistência: a alimentação, o trabalho, a moradia, a educação, os serviços básicos e um pouco de lazer. É o que vem sendo feito no Brasil e em muitos outros países. Do mal tirar o mínimo de bem necessário para a continuidade da vida e da civilização.

E no mais, é rezar e se preparar para o pior.

Leonardo Boff é articulista do Jornal do Brasil on line,membro da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

51 Comentários leave one →
  1. 28/11/2015 2:46

    .. minha própria história .. que passa por meandros de sinuosidade insuspeitada .. dos labirintos do conhecimento que tem carreado a mim por campos e áreas desse sistema .. de onde pude ver a voracidade e a imbecilidade dos que ‘preferem’ não se preocupar com os limites do território .. com os quais fui confrontado em situações muito mais limítrofes ainda da destruição pesada possibilitada pelo engenho ainda muito mais pesado das siderurgias e metalurgias através das quais pude visualizar os antigos dos continentes antigos vindo aqui abocanhar o esplendor da pindorama que há quinhentos anos vem sendo por eles conspurcada .. sem brechas para questionamentos por conscientização .. sem tempo para um exame psico lógico como o que me consumiu mais de seis anos de minha extensa experienciação universitária .. para que eu auto descobrisse inconsistências sistêmicas no trato de individualidades e coletividades .. e vou sentindo saudades de quando éramos mais ‘frescos’ nós e os territórios que eu ia vendo serem solapados por diversas atividades destruidoras penduradas em nosso social, em nossas ‘políticas’ .. em nossas vidas .. que, por também precisarem ser ‘refrescadas’, assim também a minha me surpreendeu em caminhos mais lúdicos como os cursos de cinema, que já deixei pra trás como possibilidade para coisas talvez mais ‘seriificadas’ que os documentários dessas mazelas catastróficas planetárias que também não me foram viabilizados .. e o ‘ludicismo’, insistindo em carrear-me adiante, mesmo contra a montanha de gente que me ‘detona’ mais escalafobeticamente ainda, pela vida, me resumiu ao desejo singular de construir uma escolinha que se permitisse não se alinhar com nenhuma dessas inferências político sistemáticas pouco conscientes .. onde ela, a escolinha,
    pudesse ser um símbolo dessa minha resiliência existencial para mim mesmo .. e através deste curso de pedagogia que tantos tem procurado prejudicar .. e o qual ainda estou tentando terminar a fim dessa finalidade pedagógica .. e ainda deixando espaços para as biologias que vou atrás para dar um sentido aproximado a isso tudo .. caraca !

  2. 28/11/2015 2:49

    É tão difícil entender o que Francisco nos ensinou a tanto tempo atrás, que somos parte da natureza, somos irmãos, e devemos zelar, respeitar e trabalhar junto com a natureza e não contra ela, nossa irmão terra, ou melhor, mãe gaia, precisa de respeito, e quando digo respeito é com toda a carga simbólica que essa palavra carrega, entender essa irmandade de fato é perceber que trabalhar para uma sustentabilidade no planeta, ou melhor uma cultura de permanência como é a proposta da Permacultura, é algo que vai além, pois se fala de “eco-…” de “sustentabilidade” ainda como algo a parte, como mais um tema a ser discutido, interiorizar essa irmandade é compreender que a sustentabilidade, permacultura, é transdisciplinar, ela está quase sempre no cerne de todas as outras causas de luta, muitos são “eco” ou “sustentáveis” porque é bonito ou por que esta na moda, isso vai além, por que tudo o criamos como humanidade até agora está em jogo, nossas artes, nossa multi pluralidade de culturas, nossas ciências, nossas historias, tudo pode simplesmente desaparecer, e o lucro que tanto se almeja simplesmente não terá significado algum, alias ele só tem significado para nossa sociedade, por uma questão bioquímica tudo na natureza só busca equilíbrio, compreender tudo isso é o que torna ser “sustentável” ser “eco” algo realmente belo, pois é compreender, meio que a nossa maneira, o que Francisco já nos ensinava, que somos parte, como irmãos. A natureza só o que é, por que é comigo dentro dela, sendo aparte ativa dela, junto com todos os irmãos nós somos ela.

  3. Vlad bigodão permalink
    28/11/2015 5:00

    Papai ficou mais louco do que nunca, mas é a verdade, infiéis!
    morram no fogo anticapitalista natural… seus porras!!
    Viva o Socialismo!!

  4. 28/11/2015 5:24

    Republicou isso em Jacaranda.

  5. 28/11/2015 7:49

    “NÓS, PORÉM, SEGUNDO SUAS PROMESSAS,ESPERAM NOVOS CÉUS E NOVA TERRA, NOS QUAIS HABITA J U S T I Ç A !!! 2 |Pd 3:13)

  6. Amaurih permalink
    28/11/2015 8:02

    Por favor pastor, não duvido que o capitalismo tenha graves defeitos, mas isso de distorcer o liberalismo para “neoliberalismo”, para favorecer um sistema que para prevalecer tem que dizimar, expulsar, calar quem possa pensar diferente é um lastimável. Deve ser por isso que quem pense assim possa ser adepto do “eu não sou Charlie” e a favor de que se metralhe quem possa pensar diferente, mesmo matando todos os que defendam o capitalismo, o socialismo não seria viável, pois o socialismo não sobrevive sem o capital. Temos que buscar uma fórmula para corrigir esses desvios, pois o capitalismo, a economia de mercado só expandiu porque não houve outro sistema que se mostrasse viável como alternativa, ainda mais quando essa alternativa pressupõe que para existir tem que dizimar tudo o que possa ser contrário a ela.

    • 01/12/2015 22:52

      Vc não entendeu nada. Não se trata de discutir capitalismoxsocialismo mas sim a sobrevivencia da vida no planeta. O capitalismo a garante? Vc com sua apologia do capitalismo a garante?

      • Luiz permalink
        04/12/2015 9:15

        e o socialismo garante?

      • Ilson permalink
        09/12/2015 10:24

        Eu entendi! Mas onde mesmo funciona o socialismo? Se for pra viver de utopia que seja jogando na mega sena.

  7. 28/11/2015 9:15

    Artigo interessante Boff.
    Mas fiquei instigado a te fazer a seguinte questão: Como construir uma rede de articulação capaz de garantir uma maior conscientização popular nas problemáticas apontadas levando em consideração as mais diversas raízes cristãs do nosso país?

    • dani sperber permalink
      02/12/2015 7:49

      Como??? Onde estão as alternativas??? Gostaria muto de ouvir sua respostas a essas questões, e se possível, cite o MANUAL que vai utilizar para fundamentar sua resposta. Aguardo…

  8. 28/11/2015 9:31

    Acho que assim como Marx você vai errar (infelizmente). O capitalismo é mais poderoso que possamos imaginar. É uma força diabólica incrível, Assim como as baratas, o capitalismo sobreviverá ao holocausto.

    • 04/12/2015 23:41

      Correto. O capitalismo sobreviverá porque essa é a natureza humana. E não há nada de errado com isso. É só a gente se aceitar que tudo dá certo. A gente é parte da natureza e o capitalismo e o egoísmo são parte da gente e isso é bom pois é pensando no nosso próprio bem (ganhar $$) é que servimos aos outros e descobrimos coisas que facilitam a vida de todos e baixam os custos de produção das coisas. Se não fosse o capitalismo não íamos ter tempo de ficar postando na internet pois 1) a internet não existiria e 2) a comida seria tão cara (pois, sem o incentivo do lucro, ninguém ia tentar sempre achar formas mais baratas de produzir) que precisaríamos trabalhar várias horas por dia só para podermos comer. Isso tudo para morrer aos 40 anos como era antes da revolução industrial.

  9. Acre Conceição da Silva permalink
    28/11/2015 9:43

    Namasthé !!
    Palavras Verdadeiras, Será que mesmo depois de Lermos e vermos tanta veracidade em um Clamor da Terra.
    Permaneceremos parados frente a este Clamor?

    Sem Mais…
    Eu & Eu !

  10. 28/11/2015 10:57

    O espaço de 120 metros por 90 metros visualizado no campo de futebol resgata a crosta terrestre no ambiente urbano que tem predominado na Era Industrial iniciada no século XVIII. O metrô de Londres foi matriz do processo que ligava vagões, minas de carvão e trabalhadores urbanos. Entre os trilhos e as linhado gramado os espaços terrenos na Era
    Industrial. A Migração do campo para a cidade deixou grandes espaços de terra em abandono. Insetos e animais ocupa ram os espaços. As cidades estão sendo invadidas por insetos e animais que proliferam nos ambientes agrícolas e rurais.
    A tecnologia no futebol e no tratamento da terra ainda não superou o poder medieval dos juízes e senhores. As confusões de meio campo retardam o crescimento e maturidade do ser humano que vai devagar na caminhada universal e planetária. O PIB ainda não chegou ao cérebro e visão ampla da INTERDEPENDÊNCIA.
    O feijão com arroz ainda é prato que nem todos têm segundo o evangelho de minha
    mãe. Chaplin tinha bom ânimo e bom termo para toda humanidade defendendo o espaço
    de cada ser humano.Como lembra o evangelho : CASA DE ORAÇÃO PARA TODOS POVOS.Abraços. adenir
    DEUS
    Eu me lembro! eu me lembro! – Era pequeno
    E brincava na praia; o mar bramia
    E, erguendo o dorso altivo, sacudia
    A branca escuma para o céu sereno.
    E eu disse a minha mãe nesse momento:
    “Que dura orquestra! Que furor insano!
    “Que pode haver maior do que o oceano,
    “Ou que seja mais forte do que o vento?!” –
    Minha mãe a sorrir olhou p’r’os céus
    E respondeu: – “Um Ser que nós não vemos
    “É maior do que o mar que nós tememos,
    “Mais forte que o tufão! meu filho, é – Deus!”-
    Casimiro de Abreu

  11. Manoel Mendonça permalink
    28/11/2015 11:50

    O texto é coerente até o momento em que o Brasil é citado como exemplo. Se está se referindo ao Brasil como modelo de ladroagem eu concordo com tudo.

  12. 28/11/2015 12:39

    Republicou isso em Paradise.

  13. Adriana Gomes permalink
    28/11/2015 15:20

    Muito bom o texto e, infelizmente, muito verdadeiro. O capitalismo capturou tudo, tudo é vendável, tudo tem um preço. A terra sofre e pode mesmo vir a demandar nova forma de vida. Tomara que os homens sejam forçados a isso antes que seja tarde demais.

  14. André Luis Karpinski permalink
    28/11/2015 16:37

    Sinceramente, dentro da minha ignorância eu não sei se concordo que o capitalismo vem entrando em crise, novamente -como já disseram no passado – me parece que ele está mais forte do que nunca. A proposição marxista que o Capitalismo está fadado à entrar em crises sucessivas, o que levará à sua superação, parece vir se validando na prática, mas se formos observar bem, as crises são muito mais produzidas do que decorrentes do próprio capitalismo. No meu limitado ponto de vista, me parece que as crises vem servindo muito mais como recurso para acumulo de capital (o caso Lehman Brothers se destaca) do que decorrendo da instabilidade do capitalismo devido às suas contradições.

  15. alberto gomes cardoso permalink
    28/11/2015 18:32

    O meu filho me disse ontem que não a capitalismo e sim o ser humano; no momento atual não importa o partido; o ser humano é representado pelo ter. A lei do ter se tornou muito forte, e é um bem necessário pois uma casa nos da o conforto de poder dormir em paz, bons alimentos nos da vida, Como tantos seguem pastores que levam para o calabouço? Aqui em nossa cara o Rio Poty morre e simplesmente comentamos sobre isso, achamos incapaz de reverter o processo, mas todos postam foto do rio morrendo ou escrevem artigos como este mas, não somos capazes de unir em prol da vida; então reclamamos dizemos o que está errado e não fazemos como sociedade o certo, sim existe o certo sim; cagar e michar na água que nos da vida é errado; o certo é preserva-la com toda vida. Parece que nos humanos não temos o dom da união todos se afastam do relacionamento mais verdadeiro os jovens ainda se traem achando que isto é normal mesmo vendo o que os adultos se tornaram traindo a arte do viver com vida.
    As pessoas em cada município, em cada interior; tem é super necessário se unir pelo bem e talvez não seja difícil demonstrar isso, como o mestre disse amai ……

  16. 28/11/2015 23:44

    Só podia ser Leonardo Boff. Texto espetacular. Só discordo quando ele fala que pelo menos temos que “tirar o mínimo de bem necessário para a continuidade da vida e da civilização”. Que bom que o Brasil tomou esse caminho, mas ele não é suficiente nem para nós, brasileiros, e muito menos para a humanidade. Isso não basta. Não temos que nos conformar e esperar pelo pior, temos que mudar paradigmas, temos que pensar de forma sustentável. Temos que acordar dessa inércia da maioria e dessa ganância da minoria que faz o estrago do tamanho do planeta. E isso não tem que ser bandeira política, ideológica. Tem que ser a bandeira da humanidade.

  17. 29/11/2015 1:54

    O capitalismo não gera demandas, ele as supre. Se as pessoas realmente estiverem interessadas em causar menos impactos ao planeta terra, então gerarão demanda para produtos/serviços com menos impacto ambiental. Nesse caso, será interessante e lucrativo para empreendedores suprir essa demanda (produtos e serviços “verdes”). Então o problema não é o capitalismo, é a não-disposição das pessoas de abrir mão de certos confortos (movidos a combustível fóssil por exemplo) para o bem do planeta. Na hora que elas mudarem, o capitalismo será o agente dessa mudança. Esse já é o caso de, por exemplo, carros elétricos em países mais ricos que, apesar de serem mais caros, vendem super bem. Nós precisamos é de capitalismo e de livre mercado para ficarmos ricos logo (como país) para depois, quem sabe, uma vez que as necessidades básicas das pessoas forem supridas de forma eficiente e barata pelas empresas, que possamos nos dar ao “luxo” de consumir coisas que tenham menos impacto ambiental mas que, em geral, são mais caras para produzir. Precisamos é de mais capitalismo, não menos.

    • 01/12/2015 22:48

      Felipe, vc não sabe o que diz. Prefere acabar com o planeta a ter que pensar.

      • dani sperber permalink
        02/12/2015 7:56

        Hãm????? “Então o problema não é o capitalismo, é a não-disposição das pessoas de abrir mão de certos confortos (movidos a combustível fóssil por exemplo) para o bem do planeta. Na hora que elas mudarem, o capitalismo será o agente dessa mudança.” Pense o Sr. um pouquinho… Esse é um PENSAMENTE COERENTE COM A REALIDADE. Mas não deve estar em nenhum manual, então o Sr. prefere dizer que nosso colega Felipe não pensou… Que lástima! E pensar que fui fã da Carta da Terra na faculdade…

  18. Osvaldo Pacheco Silva Filho permalink
    29/11/2015 1:58

    Utópico! Como o Sr. mesmo diz: O socialismo democrático em sua versão avançada de eco-socialismo… opção teórica! Na prática só se Jesus Cristo voltasse para a Terra e apagasse toda a raça humana com uma borracha… Precisaria para dar certo que pelo menos uns 80 por cento da população da Terra tivesse um alto nível de educação e cultura, mesmo assim ainda restariam dúvidas, pois a Rússia que tem a população estudada e aculturada vem destruindo a sua natureza, rios e mares já há mais de um século…
    Acho que sua última frase deste artigo é a única socialmente prática e acessivel para a nossa realidade como raça humana: “E no mais, é rezar e se preparar para o pior”.

  19. Edgar Rocha permalink
    29/11/2015 6:11

    Prepararmos para o pior? Não sei, sr. Boff. O que é pior que a angústia de ter de passar por um canal estreito, estando desprovido de oxigênio, necessitando respirar por nossa própria conta, tendo o nosso mundo a contrair-se, empurrando-nos para a dor, para o frio, para o fim do aconchego? Quantos riscos enfrentamos assim que coroamos nossa fronte para o mundo externo no momento mais claustrofóbico e angustiante de nossa vidas? E, mesmo assim, inapelavelmente, nascemos sem retorno. Retorno este que nos é dileto até o final de nosso tempo, expressado numa pulsão eterna pelo aconchego da escuridão temperada e macia, a qual nunca mais haveríamos de sentir em nossas vidas plenamente.
    Graças a Deus, acabou a esperança!!! Sinto que alguns já estão prontos. É o momento de renascer. Pedra por pedra.
    Talvez tenha sido o estrondo da lama escorrendo por Mariana, ou o assassinato de muitos em Além-mar. Talvez a estrondosa decepção na vida política, despertada pelo lobo em pele de cordeiro que a toda a esquerda expôs ao ridículo, envergonhou. São contrações que nos empurram pra fora e nos permitem observar não um mundo novo – posto que este já está aí – e é como é, mas sim, um novo ângulo, um Universo de possibilidades e movimentos os quais, nunca veríamos no aconchego de nossas convicções. O mundo antigo não nos cabe mais.
    Cuidar do outro a todo custo, eis a única alternativa. Dou aqui um breve testemunho.
    Minha casa é uma modesta moradia operária encravada num dos maiores antros da criminalidade de São Paulo. Impensável que tenha se tornado isto, para os que enxergam de fora. Moro numa verdadeira “panela do Inferno”, chamada Jardim Nossa Senhora do Carmo, em Itaquera (o senhor deve conhecer). A polícia corrupta local e o descaso de inúmeras administrações corruptas e irresponsáveis transformaram este pedaço de chão num centro de acobertamento para ladrões, traficantes, corruptos, fugitivos da polícia de toda espécie. Vivemos até então, apesar dos esforços, com todo tipo de medo e humilhação possível. E pensar que esta região foi uma das mais atuantes e progressistas da cidade de São Paulo, com vitórias sociais indiscutíveis e uma militância política/cidadã invejável. Foi a corrupção direta de agentes (sobretudo os enganadores de esquerda, ao estilo Delcídio) que calaram a voz e abandonaram os movimentos e a cidadania em troca de algo mais promissor e “combativo”, diante da luta política travada contra o fascismo tucano. Enfim, foi fascismo de direita e de esquerda, disputando poder e abandonando paulatinamente todas as crenças e vínculos com o passado.
    Enfim, diante deste terror, tão semelhante ao ocorrido em outros bairros, sobrou-nos como última fronteira, defender a integridade de nossa família e a segurança dos que amamos. Fechamo-nos em nossos problemas internos, cientes de que pouco se podia fazer contra o poder de fogo e chumbo. Estávamos desamparados.
    Anos a fio enfrentando achaques e lutando contra o mundo exterior, levaram-me às raias da loucura. Sofro de depressão e síndrome de pânico. Tenho insônia e posso dizer que me tornei inapto para a vida externa. Trabalho em casa, fazendo serviços de digitação e prestando serviços aos moradores, relativos a questões burocráticas. Também pego trabalhos externos. É isto.
    Não faz muito tempo, no entanto, minha casa foi depredada. O problema começou com uma reclamação nossa de perturbação de sossego. Bandidos agrediram minha irmã, destruíram meu jardim e tentaram invadir minha casa, com o intuito de nos matar. Nos trancamos dentro de casa, apavorados, achando que não sobreviveríamos, até que milagrosamente tudo se acalmou.
    Minutos depois , a polícia veio, apenas para nos ridicularizar mais uma vez e nos culpabilizar pelo ocorrido. Como sempre fazem.
    No dia seguinte, um senhor, vizinho nosso, veio nos explicar aquilo que não vimos. Ao saberem que minha casa estava sendo invadida, os moradores mais pobres, da favela próxima, se comoveram com nossa situação. Acionaram as lideranças do crime e estas subiram para os asfalto a fim de dar cabo dos invasores. Eles haviam agredido a um morador da favela que passou e perguntou oque estava ocorrendo. Pessoas depois vieram perguntar se estávamos bem e oferecer-nos “préstimos”. Gente que a seu jeito tinha por nós a simpatia de quem sempre foi tratado com respeito, unicamente, sem que fizéssemos julgamentos ou concessões. São pessoas reféns do crime, tanto quanto nós. Vivem apavoradas e, por estarem na favela se vêem obrigadas a seguir o riscado, embora não tenham envolvimento direto com o esquema. A polícia, na verdade, havia chegado a pedido dos invasores, seus comparsas, afim de impedir a chacina. Vieram pra socorrer os bandidos!
    Muitas pessoas que atendo em meu humilde escritório, fazem questão de ficar mais um pouco pra apreciar meu jardim. Às vezes, saem com uma sacolinha com acerola ou qualquer fruta da época que esteja produzindo. Tenho dó, por que tudo que falam pra mim é sobre saudade da vida que abandonaram no Nordeste. Matam a saudade sentando e comendo seriguela. Às vezes, acho engraçado, pedem pra entrar só pra tirar “retrato” com parentes no jardim. Já tiraram foto até pra casamento! E moram numa favela desesperadora.
    Hospitalidade, respeito, carinho, tolerância… pra quem vive um dia por vez, estas coisas fazem uma falta danada. Queria falar mais. Já me estendi o bastante. Nem sei se tem a ver com teu texto, peço desculpas. Só tento dizer que, não tenha mais esperança. Não temos por aqui. Temos que reinventar. Fazer nosso próprio jardim. Pedra por pedra…
    Mais uma vez, me desculpe. Meus respeitos.

  20. 29/11/2015 10:31

    conversa fiada de comunista, rejeitado até pela igreja, deveria ter vergonha de usar o “frei”

    • 01/12/2015 22:46

      Marcio, parabens, vc acabou de entrar num dos dois infinitos de Einstein, do universo do qual tem dúvida e dos imbecis dos quais tem plena certeza.VC está neste último.

      • Pedro da Silva Feitoza permalink
        06/12/2015 21:18

        Bela e justa resposta, se esse Marcio tivesse o mínimo de conhecimento concluiria que a “rejeição” não é sinônimo de justiça. Perfeito imbecil!

    • Edgar Rocha permalink
      02/12/2015 0:08

      Conversa fiada de quem quis virar o Rambo mas tinha pé chato. Devia ter vergonha de usar roupa camuflada. É pra se esconder na moita?
      Não que o Boff precise, mas sua astússssia é irrecusável. Cheiro de fritura.

  21. 29/11/2015 13:39

    Me junto a ti, Leonardo Boff, e a todos que querem a Paz universal, com cautela amorosa. Me junto a tantos outros que querem este Planeta com Vida. Me junto ao Prem Baba que veio trazer a Luz do Amor para estes tempos.

    Não são só as palavras do Boff neste texto que fazem sentido. Mas o todo. As notícias. Todos sentimos que o que está aí, rachou. Não dá mais. Sem perspectiva.

    Ainda que o nosso intelecto e todo o conhecimento que construímos com tanto esforço nos force a encontrarmos argumentos para sustentar o que está aí, lá no fundo, sentimos: não tem remédio.

    Viajei – nos últimos 15 anos – por mais de 20 países, em quatro continentes. Me inseri em comunidades de muitos tipos. Corporações transnacionais, ONGs de resistência, de benevolência, de monitoramento ambiental, de eco-sustentabilidade e tantas outras… Vivi em lhas Remotas com suas vilas e povos “isolados”. Conheci a fundo organizações agroecológicas e também indústrias de ponta em sistemas de guerra.

    Vi o solo ter a fertilidade estraçalhada por todos os países por onde passei. Vi a Terra sendo destruída e culturas sendo arrasadas. Vi e vivi a arrogância que escorre das corporações capitalistas em relação à saúde da Terra e à Humanidade. Ninguém me contou. Eu vi. Eu vivi. Sempre em escala além do alcance dos olhos.

    Tudo isso depois de ter vivido os encantos da ciência através da Engenharia, do Comércio Internacional, da agro-técnica.

    Sinto que posso afirmar que as palavras do Boff (e tantos outros) precisam ser ouvidas. Por cada um de nós.

    Não são teorias. São constatações claras. O pior (ou simplesmente aquilo que tem que ser…) já chegou. O capitalismo acaba agora, de um jeito ou de outro.

    O capitalismo quis implantar uma nova ordem mundial. Do seu ponto de vista simplório, vai colher uma grande desordem. Uma nova era se inicia.

    Cabe a cada um observar a própria consciência que já tem e seguí-la, sem preguiça. Mudar se for preciso. Agir sem mais espera.

    E se verificarmos que nossa consciência está abafada, calcificada, oprimida, cabe a cada um de nós areja-la, sem preguiça. Não cabe ao outro. A nenhum outro.

    As alternativas são inúmeras. Se agirmos agora. Não temos mais tempo para argumentação. Precisamos nos permitir ressignificar todo o nosso conhecimento e transformá-lo em sabedoria. Olhar para o óbio (este texto de Boff é uma boa amostra do óbvio!) e agir com coerência e amorosidade.

    Talvez tenhamos que desconstruir nossas bandeiras. Talvez nunca mais precisemos pegar em bandeira nenhuma. Somente deixar a que paz e não a guerra (aquela que existe dentro de cada um de nós) mova nossa energia de realização.

    Haverá acolhimento para aqueles que sentirem o chamado de Gaia. Bons indícios de “para onde correr” é agir para criar sistemas locais, e não globais. Descentralizadas, e sem controle central. Nutrir uma grande rede, e não mais uma pirâmide. Existirão inúmeros pontos de contato entre tribos, grupos, comunidades, bairros, culturas. Não haverão mais gigantescos hubs. Assim é a natureza. E nós humanos, querendo ou não, somos parte dela, e não seus Senhores.

  22. Claudia Maria Dutra Neves permalink
    29/11/2015 14:31

    Sinto suas palavras no fundo do meu ser, sei que a terra esta esgotada, espera-se que a sabedoria e a consciência superior se expandam para que a gente evolua como raça humana. As vezes perco a esperança, então agradeço imensamente pela dose de clareza e ética.

  23. Reinaldo Elias permalink
    29/11/2015 15:08

    Parabéns a Leonardo Boff, o texto é perfeito. Sua análise na combinação de fatores e suas terriveis consequencias.

  24. Ingrid permalink
    29/11/2015 16:21

    Adoro seus textos, li recentemente seu livro “O Cuidado necessário” e foi transformador. Me lembro bem de algumas passagens escritas acima, pois marcaram bastante na minha memória. Tenho tentado ser melhor, desapegar das coisas materiais, viver com o necessário, cuidar das pessoas e tentar evoluir. Confesso que sou mais feliz, mas não consigo passar essa mensagem para amigos e familiares. Quando falo dessas ideias de desapego as pessoas não me entendem. Minhã mãe e minha avó são muito apegadas a coisas materiais e brigam tanto por tão pouco, queria arrumar uma forma de ajudar, mas me falta sabedoria pra lhe dar com essa situação. Tenho procurado encontrá-la em livros e textos de pessoas sábias como o Sr. Agora estou lendo “A água e a galinha”, linda mensagem. Obrigada por compartilhar suas ideias e tocar o coração de tantas pessoas, assim como tocou o meu. Abraço.

  25. Ednan da Costa Jr Arquiteto 66 anos permalink
    29/11/2015 16:34

    Caro Leonardo atualize seu discurso. O lulo-petismo desmoronou,estamos em novembro de 2015, e o “chavão” usado pelo governo que se dizia de “esquerda”,ou seja,”inclusão social”, não se sustenta! Os caminhos economicos adotados mostram-se totalmente errados. O “populismo fiscal” serviu sim, só para manter o poder. E o preço se apresenta altíssimo! E, ironicamente, quem mais está pagando, sâo os mais humildes! Inflação alta atinge os alimentos,o sonho da casa própria está desmoronando, o paraíso do consumo acabou com o estouro da “bolha”, o desemprego é crescente,pois não há investimentos,ao contário,temos 2 anos de recessão economica. Some-se a isto, a corrupção sistemica, que se um dia teve cunho ideológico (não concordo!),hoje, temos grande parcela do governo na cadeia pois roubaram em seu próprio benefício. O caso emblemático é a familia Lula (inclusive a amante) com um patrimonio enorme!
    O capitalismo não é pior que isto!!

    • dani sperber permalink
      02/12/2015 7:30

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk… Infinitos kkkkk … Qual o senhor sugere???? Um manual qualquer serve? Serviu ao senhor? Atualize-se!!!! A realidade não muda com manuais de esquerda, burros e pautados em viagens ácidas, muito menos caráteres mudam a partir de regimes… Atualize-se!!!

      • 10/12/2015 0:40

        Einstein dizia que há dois infinitos. Do universo que ele tem dúvidas e dos imbecis que ele não tem dúvida nenhuma. Infelizmente vc está nesta segunda categoria.

  26. Luiz Fernando permalink
    29/11/2015 20:23

    Infelizmente não sou otimista quanto ao futuro, pode ser por isso que me agarro a alguma esperança, deve ser reflexo do instinto de sobrevivência de nós humanos. O que temos que pensar é que nossa civilização e assim como a história do Homem é apenas um grão de areia perto do Cosmos. O planeta Terra tem bilhões de anos e já abrigou criaturas fantásticas muito antes de nós e provavelmente vai abrigar depois que nós partirmos. Nada é para sempre, apenas o universo.

  27. dani sperber permalink
    30/11/2015 7:43

    Com todo o respeito, você é um completo idiota e não deveria escrever… Oque vai ser engolido pela terra é a ganancia do homem e não o regime capitalista… Enquanto o senhor insistir nessa idiotice de que o regime é o problema NUNCA AJUDARÁ A SOCIEDADE, pois outros regimes não mudam caráter… “A prosperidade de um homem implica a prosperidade de um grupo de homens (…) Quando isto ocorrer, a paz no mundo estará muito próxima de se converter na mais bela de todas as realidades.” Enquanto não houver mudança no ser humano não haverá mudança em lugar nehum.

  28. chajaentreriano@mail.com permalink
    06/12/2015 7:58

    Dom Leonardo.
    el capitalismo erra al permitir con sus avances tecnologicos, que hasta Ud. pueda publicar este blog.
    Que Ud. viva todavia, gracias al desarrollo de la medicina.
    Que no haya muerto de hambre el último invierno o intoxicado por alimentos podridos.
    el capitalismo erra por que lleva alimentos a billones de personas, salud y calidad de vida.
    La Santa madre iglesia y los religiosos en 2000 años solo hicieron saqueo y miseria
    El socialismo se nutre de millones de muertos por pensar diferente:
    Stalin, Mao; Jemer Rojo…

  29. 10/12/2015 18:58

    Republicou isso em Paulosisinno's Bloge comentado:
    A seguir, mais um excelente texto, como sempre, do Leonardo Boff. E eu, aqui, fico me perguntando: como é que pode haver gente que ainda não entende o que está sendo dito aqui???!!???
    Eis aqui o trecho inicial, ao qual se segue a íntegra, basta seguir o link anexo:
    “Há um fato incontestável e desolador: o capitalismo como modo de produção e sua ideologia política, o neoliberalismo, se sedimentaram globalmente de forma tão consistente que parece tornar qualquer alternativa real inviável. De fato, ele ocupou todos os espaços e alinhou praticamente todos os países a seus interesses globais. Depois que a sociedade passou a ser de mercado e tudo virou oportunidade de ganho, até as coisas mais sagradas como órgãos humanos, água e a capacidade de polinização das flores, os chefes de Estados, em sua grande parte, são forçados a gerir a macroeconomia globalmente integrada e menos atender ao bem comum de seu povo.

    O socialismo democrático em sua versão avançada de eco-socialismo representa uma opção teórica importante, mas com pouca base social mundial de implementação. A tese de Rosa Luxemburgo em seu livro Reforma ou Revolução de que “a teoria do colapso capitalista é o cerne do socialismo científico” não se verificou. E o socialismo, na sua pior forma como ditadura do Estado, ruiu.

    A fúria da acumulação capitalista alcançou os níveis mais altos de sua história. Praticamente 1% da população rica mundial controla cerca de 90% de todas as riquezas. 85 opulentos, conforme a séria ONG Oxfam Intermon, de 2014, têm dinheiro igual a 3,5 bilhões de pobres do mundo. O grau de irracionalidade e também de desumanidade do sistema falam por si. Vivemos tempos de explícita barbárie.”

  30. Nícolas Lancaster permalink
    19/12/2015 23:55

    Um novo Noé

    Não creio que o socialismo ou comunismo possam ser implantados seja qualquer que seja a condição ambiental (no sentido amplo) . O capitalismo ainda que com outra configuração vai sobreviver a qualquer catástrofe exceto se a vida humana deixar de existir. Creio que o espírito humano com seu defeito e qualidade está muito mais próximo do capitalismo mas, isso é outra história.
    A teoria da evolução é de longe mais bonita que a historia bíblica da criação da vida e da história da arca de Noé (opinião pessoal, ninguém precisa concordar comigo). A teoria da evolução ao contrario do que a maioria pensa não fala da evolução de uma espécie inferior de vida para uma espécie superior e sim de uma espécie menos apta a viver em determinada condição, condenada à extinção, e uma outra espécie adaptada a viver na mesma condição e assim fadada à sobrevivência.
    Nem falei acima da criação do universo para focar no fenômeno vida.
    Somos hoje cerca de 7 bilhões de habitantes na terra, temos demonstrado uma capacidade enorme de inadaptabilidade ao meio, e uma capacidade ainda maior como predadores.
    Fatalmente o predador, ao se extinguir sua fonte de recurso, extingui-se junto com o recurso por falta de habilidade adaptativa tempestiva.
    A inteligência do homem o tem favorecido nesse quesito porém, outros problemas vão aparecer.
    Na agricultura quando se tem o que se chama monocultura, estabelece-se a primeira variável para infestação massiva de doenças e pior, o aparecimento de novas doenças. Como já dito, tem gente demais sobre a terra. Já superamos em muito a capacidade de suporte ao consumo que o planeta oferece à nossa espécie.
    Estou convencido de que estamos precisando de um novo Noé porque a vida como a conhecemos está muito próxima de extinção sobretudo a vida humana.

  31. Maristela permalink
    30/01/2016 20:07

    Otimo

  32. Luis Arriaga permalink
    29/02/2016 5:03

    Leonardo Boff – já alguma vez estudou o processo Chinês? Talvez valha a pena concentrar algum esforço nesse sentido e conhecer o regime de Pekim, sua história, seu trajecto e seus efeitos recentes não só a nível global, como os efeitos produzidos dentro do enorme país que é a China!

  33. António Pedro Barros permalink
    12/06/2016 9:08

    Ou arranjamos mais dois planetas pois estamos a esgotar os recursos mais rápido do que o planeta os repõe; ou na lógica do capitalismo egoísta e selvagem aniquilamos a população mundial, e assim se resolve o problema da falta de recursos. A população é que está a mais, no caso os pobres, já que 1% da população mundial tem mais dinheiro que todos os outros, e esta é a lógica egoísta do capitalismo, tudo para mim nada para os outros. Este plano já está secretamente em marcha pesquisem sobre as Guide Stones, onde o plano está inscrito na pedra, á frente da cara de todos.

  34. António Pedro Barros permalink
    12/06/2016 9:48

    Ou arranjamos mais duas terras, pois estamos a consumir os recursos mais rápido do que o planeta os repõe, para o sustento da população mundial. Ou na lógica do capitalismo egoísta e selvagem, aniquila-se a população mundial “excedente” e assim de um golpe se resolve o problema. Este plano secreto já está em marcha, pesquisem as Guide Stones onde este plano está escrito na pedra, à frente da cara de todos. Esta é a lógica do capitalismo egoísta e selvagem, tudo para mim nada para os outros, já que 1% da população tem mais dinheiro que todos os outros. E não se iludão com fantazias pois na hora da verdade o egoísmo e o instinto de sobrevivência sobrepor-se-ão e os mais ricos não ezitarão em executar o plano de despovoação mundial, para garantirem a sobrevivência deles.

  35. Luiz permalink
    07/09/2016 3:44

    Belo artigo. Mas eu já perdi qualquer esperança. A humanidade, em sua ignorância, preferiu o capitalismo, e o melhor que podemos fazer é aproveitar a vida enquanto o capitalismo não reduz o planeta a cinzas.

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